Possessive ||18+ (Livro 1)

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Resumo

Amalia Davis é o que se pode chamar de "beleza e inteligência". Ela perdeu a mãe durante o parto e não queria nada além de sentir o amor materno. Seu desejo foi atendido quando seu pai decidiu se casar novamente com uma mulher extraordinária. Ela não apenas ganhou uma madrasta, mas também um meio-irmão. Tudo estava indo bem para Amalia, mas isso mudou quando ela perdeu seus pais em um acidente de avião. Ela não queria ser um fardo para seu meio-irmão, que raramente estava em casa, então foi trabalhar como stripper em um clube para ganhar a vida. Ela pensou que nunca mais o veria, sem saber o que o destino reservava para ela. Federico Giovanni é o que se pode chamar de "a fera". Trabalhando como fornecedor de armas para a máfia e tendo conexões com os homens mais temidos da terra, ele era invejado por muitos. Mesmo com um alvo em suas costas, ele era intocável. A família do crime da máfia também o temia, apesar de serem o ramo do crime mais perigoso. E com grandes sucessos vêm grandes responsabilidades. Ele tinha muitos negócios para administrar e pouco tempo para ficar sozinho, por isso raramente visitava sua casa. Mas essa não era a única razão que o mantinha longe de casa. O principal motivo para não ir para casa era sua linda vixen que o tentava a tomá-la para si. O principal motivo para não ir para casa era sua linda vixen que o tentava a tomá-la para si. O que Amalia fará a respeito desse seu meio-irmão tão protetor?

Gênero
Romance
Autor
Lilies
Status
Completo
Capítulos
40
Classificação
4.4 19 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo

— Aceita Alessandra Giovanni como seu legítimo esposo, para tê-la e mantê-la, a partir deste dia, para melhor ou para pior, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, para amá-la e respeitá-la até que a morte os separe? — o padre perguntou ao meu pai.


— Aceito — papai olhou nos olhos de Alessandra... da mamãe, enquanto dizia seus votos. Consigo literalmente sentir a felicidade irradiando dele, mesmo estando sentada tão longe.


Tive que admitir que, no fundo, sentia um pouco de ciúme. Agora ele passaria o máximo de tempo possível com a mamãe, e nós teríamos menos tempo juntos. Papai sempre foi a única pessoa que esteve ao meu lado na maior parte do tempo, e agora doía um pouco pensar que ele estaria menos presente agora que tinha uma esposa. Isso não significava que eu estivesse infeliz com o casamento. Estava feliz por ele, porque merecia ser feliz por tudo o que fez.


Depois que todos os votos foram trocados, era hora de eles se beijarem.


Fiquei vermelha como um tomate quando eles se beijaram com paixão, sem se importar com as pessoas que assistiam ao casamento. Quis que a terra me engolisse quando a mamãe agarrou a bunda dele na frente de todo mundo.


Enquanto tentava disfarçar o constrangimento no rosto, ouvi alguém rir ao meu lado. Era um lembrete de que estava sentada ao lado do meu meio-irmão, Federico. Pensei que ele estivesse rindo do comportamento da mãe, mas não: ele olhava para mim, e foi então que percebi que tinha visto meu rosto corado. Fiquei ainda mais envergonhada.


Por que ele está me encarando assim? Que situação mais constrangedora. Depois de ver meu rosto ficar ainda mais vermelho, o dele se iluminou de diversão. Corri ainda mais ao ver sua expressão.


Meu Deus, por que não consigo parar de corar? Perguntei a mim mesma. Continuo me fazendo de boba, mas não dá para me culpar quando tem um homem lindo, musculoso e de pele bronzeada sentado ao meu lado. Com aquelas feições italianas marcantes, ele faria qualquer mulher suspirar.


— Fico feliz em ver que vocês dois estão se dando bem — mamãe sorriu para nós, achando que estávamos tendo uma conversa agradável. É por isso que gosto dela. Ela pode ser minha madrasta, mas nunca me fez sentir como se fosse apenas isso. Ela me trata exatamente como o papai me trata... com amor e carinho. Preencheu o vazio do amor materno no meu coração, e eu a amo tanto quanto teria amado minha mãe de verdade.


Eu esperava uma mulher má quando soube que meu pai estava namorando, mas ela me provou o contrário. Me tratou com cuidado, e sinto como se fosse minha mãe de sangue, mesmo não sendo.


Alguém já disse que às vezes encontramos nossa família em estranhos. Não que ela fosse apenas uma estranha para mim. Ela conquistou meu respeito e ganhou meu coração.


— É, estamos nos dando bem. Não é, Bella? — Federico me perguntou com aquela voz rouca. Tive que conter o arrepio que percorreu meu corpo. Amaldiçoei meu corpo por reagir a ele. Não podia me sentir atraída pelo meu meio-irmão. Ele é meu meio-irmão, pelo amor de Deus. Mas hoje meu corpo e minha mente não estavam em sintonia.


Era como se meu corpo tivesse detectado um possível parceiro e estivesse me mandando sinais para transar com ele. Quis me dar um tapa na cabeça por pensar uma coisa dessas.


Somos humanos, não animais

, gritei para o meu cérebro.


Você acha que ele é um lobisomem e nós somos a parceira dele?

Minha subconsciência entrou na conversa, me fazendo querer esmagar a cabeça dela com algo duro — o que é impossível, já que somos a mesma pessoa. Acho que estou lendo romances de lobisomem demais. Preciso parar se quiser manter a sanidade.


— Bella? — Olhei para Federico quando ele tocou no meu ombro. Meu Deus, ele é a criatura mais linda que já vi na vida. Me derreti.


— Sim? — perguntei, evitando encarar os olhos dele. Tinha medo de que ele percebesse que eu estava atraída. Tenho certeza de que ele ficaria enojado. Afinal, ele é meu irmão.


Meio-irmão.

Minha subconsciência interrompeu de novo. Irmão ou meio-irmão, é totalmente inapropriado eu ter uma queda por ele.


— Você parecia um pouco aérea — ele comentou, com um ar divertido.


Que bom que você me acha engraçada, pensei comigo mesma, com sarcasmo.


— Estava pensando em qual livro ler depois de sair daqui — falei a primeira coisa que me veio à cabeça, sem me importar se ele acreditaria ou não. Tudo bem, contanto que ele não descubra o verdadeiro motivo.


— Tá bom — ele disse, como se não acreditasse na minha desculpa, mas deixou pra lá e continuou: — A mamãe disse que eles vão sair para a lua de mel daqui a pouco.


Assenti e aproveitei a deixa para fugir dele. Papai, aqui vou eu! Obrigada por me salvar. Embora não estivesse tão grata assim há pouco. Quando não o encontrei em lugar nenhum na área da festa, decidi verificar o quarto da mamãe. Agora deveria chamar de quarto dos meus pais.


— Jax — quando ouvi a mamãe chamar meu pai do quarto, imaginei que ele estivesse lá também e decidi verificar. A porta estava entreaberta, e justo quando ia entrar, vi o papai.


Fiquei de boca aberta com a cena à minha frente. Papai estava atrás da mamãe e metia o pau dela, enquanto ela gritava para ele ir mais rápido.


Enojada e chocada, fechei a porta depressa, tomando cuidado para não fazer barulho.


Meu Deus do céu, eles podiam ter esperado chegar ao destino da lua de mel ou pelo menos trancado a porta se queriam fazer isso aqui!


— Por que você está vermelha de novo? — Dei um pulo quando Federico sussurrou no meu ouvido. Não fazia ideia de quando ele tinha se aproximado nem como conseguiu chegar atrás de mim sem fazer barulho.


Fiquei ainda mais vermelha ao vê-lo atrás de mim, se é que isso era possível.


Como ele não recebeu resposta, deu uma espiada lá dentro. Coloquei as mãos na cabeça e gemi baixinho. Não acredito que ele olhou só porque não contei que nossos pais estavam transando.


Ele pegou minhas mãos e me puxou para longe do quarto. Fiquei admirada quando me levou até os jardins que a mamãe tinha plantado sozinha.


Antes do casamento, nossos pais decidiram que deveríamos nos mudar para a mansão da mamãe, então vendemos a nossa e nos mudamos para cá há uma semana. Na nossa antiga casa, não tínhamos jardim, porque estávamos sempre ocupados demais para cuidar e não confiávamos em estranhos para administrá-lo, então não contratamos ninguém.


Quando nos mudamos, o que mais chamou minha atenção foi o verde. Gostei tanto que fiz daquilo minha missão: explorar cada centímetro do jardim. Então, na última semana, andei por toda a mansão e passei meu tempo em todos os jardins. Sim, há vários aqui.


Não era surpresa, considerando o tamanho da mansão. Numa casa assim, é claro que tem mais de um de tudo.


Voltando ao presente, Federico me guiou pelo jardim, e eu o segui como uma criança animada. Meus olhos brilharam quando vi uma floresta artificial à minha frente.


— Que incrível — murmurei, tocando as árvores, embora a floresta me deixasse com várias dúvidas.


— Elas são de verdade? — perguntei, incrédula. Pode me chamar de boba, mas sempre achei que florestas artificiais fossem falsas. Sempre pensei que fossem de mentira.


Ao ver minha expressão de espanto, Federico caiu na gargalhada.


Por que ele me faz sentir tão envergonhada?


— São — ele riu. Só me resta rezar para não morrer de vergonha. Esse homem tem o dom de me deixar constrangida.


— Eu... — antes que eu pudesse retrucar, o celular dele tocou, cortando minha resposta cheia de atitude. Ele se afastou e murmurou algo em italiano. Quem quer que estivesse do outro lado ou o deixou puto ou deu uma notícia ruim, porque Federico mudou completamente. Parecia furioso.


— Preciso ir, Bella. A gente se vê outro dia — ele se despediu e se virou, fazendo sinal para que eu o seguisse.


— Diga à mamãe que tive uma emergência e precisei ir — ele falou. Respondi que não precisava se preocupar, que eu avisaria.


— Foi bom te ver, Bella — ele me surpreendeu com um beijo no rosto. Nem sei se chamaria de beijo no rosto, já que os lábios dele quase tocaram os meus. Ele se afastou depois de alguns segundos e foi embora sem esperar minha resposta.


— Foi bom te ver também — falei, sem jeito, enquanto tentava processar o beijo. Mesmo depois que ele foi embora, fiquei ali um tempo, pensando que o beijo tinha sido gostoso.


Isso é ruim, estou ferrada!

~•~