Chapter 1
Autora ÉRIKA SILVA SANTOS
Oi gente eu nova nisso alguma coisa errada me desculpa
Entre Traumas e Sangue
Capítulo 1 — O DIA QUE A FAMÍLIA SILVA SANTOS FOI DESTRUÍDA
Era dia 12 de agosto de 2016, uma tarde comum como todas as outras, na pequena cidade de Lira. Camila, a mãe, estava em casa fazendo o almoço para as filhas, que logo chegariam da escola. Elas vinham na van, a caminho de casa, e ela estava terminando de preparar tudo, concentrada cortando legumes.
De repente, ela ouviu um barulho. No começo, não deu importância, achou que tinha sido apenas algo que caiu. Mas ficou um pouco assustada. Continuou o seu trabalho, até que o barulho aconteceu de novo. Dessa vez, ela foi até a porta, olhou ao redor, andou até o lado de fora, mas não viu nada de estranho. Achou que era coisa da sua cabeça, entrou de volta, fechou a porta e virou-se para voltar à cozinha.
Foi então que sentiu: uma mão agarrou-a por trás. Ficou apavorada, tentou se debater, se soltar, mas não conseguiu. O homem, que ela não viu o rosto, jogou-a com força contra a parede. Ela tentou pegar qualquer coisa para se defender, jogar algo nele, mas ele foi mais rápido. Ele caiu por cima dela, segurou-a com força e esfaqueou-a várias vezes.
Camila morreu ali, sozinha, deixando para trás as duas filhas e o marido. O homem, depois do que fez, saiu correndo e fugiu, sem deixar rastro.
Minutos depois, Érika e Katherine chegaram da escola. Chamaram pela mãe, gritaram, procuraram por todos os lados, mas ninguém respondia. A mais nova, Katherine, subiu as escadas para ver se ela estava nos quartos. Érika, a mais velha, foi em direção à cozinha — e foi lá que ela viu.
Viu a mãe no chão, coberta de sangue, com um buraco no peito, imóvel. Deu um grito tão alto que pareceu que ia quebrar tudo. Katherine ouviu, correu para lá e também viu. As duas ficaram paradas, paralisadas, sem saber o que fazer, sem entender o que tinha acontecido. Ficaram ali, sentadas ao lado do corpo da mãe, chorando e desesperadas, por longos minutos.
Depois de um tempo, resolveram sair. Foram até a casa de um vizinho, o senhor Pedro. Chegaram gritando, desesperadas, sem saber explicar direito, só dizendo que a mãe estava ferida, que precisava de ajuda. Ele foi até a casa, viu a cena, pegou as meninas, que estavam abaladas e chorando muito, levou-as para a sua casa e ligou imediatamente para a polícia.
Minutos depois, a polícia chegou. Começaram a investigar, perguntaram às meninas o que tinham visto, o que tinha acontecido, mas elas só choravam e diziam que chegaram e encontraram a mãe daquele jeito.
Tentaram ligar para o pai delas, o Ricardo, mas ele estava trabalhando longe, em outra cidade, e demoraria muito para chegar. Ele pediu então que ligassem para a sua irmã, Ana, que era tia das meninas, para que elas fossem ficar lá até ele voltar.
Ligaram para Ana, que foi logo buscá-las, levou-as para a sua casa e cuidou delas com todo o carinho. Ela tentou ligar novamente para o irmão, mas ele não atendia mais. Os dias foram passando, as meninas ficaram com a tia, que cuidou delas como se fossem suas filhas.
As investigações continuavam, mas nada de Ricardo aparecer, nada de notícias, nada de explicações. Com o tempo, ele se tornou o principal suspeito da morte de Camila, pois ninguém sabia onde ele estava, por que tinha sumido, por que não voltou para ver as filhas.
Os anos passaram, Ana se tornou a mãe das meninas, criou elas com todo amor e carinho, e Érika e Katherine se sentiam seguras ao lado dela. Tinham perdido uma mãe, mas tinham ganhado uma tia incrível, que nunca as abandonou.
Mas foi assim, naquele dia 12 de agosto, na cidade de Lira, que a vida delas mudou para sempre. Foi assim que a família Silva Santos foi destruída.








