O Peso do Julmento
O porão era o coração pulsante da Máfia Grega Ordem de Cronos, um lugar frio e úmido onde as sombras pareciam ter vontade própria. Hades observava a balança de ouro, o brilho metálico refletido em seus olhos profundos enquanto ele aguardava.
- Você entende, Tânatos? - a voz de Hades ecoava, grave e firme. - Zeus pode ser o Dom, o rosto que todos adoram, aquele cujo nome é dito com reverência nas salas da elite. Poseidon pode ser a força que mantém o fluxo das nossas rotas. Mas eles são apenas isso: a cara e o fluxo.
Hades deu um passo em direção ao traidor, o som de suas botas no piso úmido parecia uma contagem regressiva.
- Eles não compreendem o que é o verdadeiro poder. O poder não é ser adorado. O poder é ter a decisão final sobre a respiração de um homem. Sou eu quem decido quem vive e quem morre, e, mais importante, o ritmo desse fim. Se o julgamento será rápido ou se vai se arrastar por horas, tudo depende do meu humor.
Hades voltou-se para Tânatos, que, apesar de sua postura relaxada, mantinha os olhos fixos na entrada do porão, pronto para qualquer movimento.
- Chame a equipe da qual eu confio. Diga para Cérbero, Caronte e Érebo estarem de prontidão. Quero o Panteão da Morte operando em sintonia. Hoje, o peso desse coração será medido, e nenhum deles terá o privilégio de desviar o olhar do processo.
Tânatos assentiu, a seriedade substituindo seu sorriso costumeiro. Ele sabia que, quando Hades convocava o círculo íntimo, o julgamento deixava de ser apenas uma punição para se tornar uma lição que ecoaria por todo o submundo.
- O show não é do Dom - Hades concluiu, ajustando a lâmina de dissecação com uma frieza absoluta. - O show é meu.








