Prólogo
Deixem-me levar-vos de volta ao primeiríssimo capítulo desta história.
Em eras ancestrais, quando as trevas governavam o mundo e a humanidade permanecia indefesa perante aqueles que desafiavam a natureza. Doze homens desafiaram o desespero e clamaram aos deuses, procurando não a salvação — mas a força para lutar.
As suas preces foram atendidas. A alguns foi concedida força sobrenatural, a outros o conhecimento proibido sobre os seres que espreitavam a humanidade. Com estes dons, forjaram armas capazes de apagar tais criaturas da existência.
Magos e bruxas criaram um reino além da morte, uma dimensão para onde os seres sobrenaturais seriam lançados após a sua queda, impedindo a hipótese do seu regresso. Este reino ficou conhecido como Ene — "Eles".
Os caçadores resistiram. Construíram, ensinaram, recordaram.
Mas o destino é cruel para todos os guerreiros. Tal como caçavam, também eles eram caçados. Linhagens inteiras foram apagadas e, tal como os seres que combatiam, os caçadores desvaneceram no segredo. Apenas a Marca do Caçador revela o seu parentesco — oculta no corpo, vista apenas por outro caçador.
O mundo seguiu em frente, alheio aos sussurros que ainda exercem domínio. Apenas os caçadores carregam este conhecimento, caminhando invisíveis entre vidas comuns. No entanto, a normalidade é frágil, pois a caça domina cada um dos seus passos, um dever que não podem abandonar.
Bem-vindos à jornada dos Remanescentes.








