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Summary

A gumiho mais jovem da misteriosa organização Muwolmun entra na residência de um poderoso ministro, perseguindo uma gumiho que está devorando fígados e corações humanos em Hanyang — cujas vítimas são nobis — mas, em meio à sua investigação, ela encontra o misterioso jovem mestre Kim Minjun, que, ao que parece, não é quem diz ser, enquanto, por trás do véu, seus destinos se unem de uma forma predestinada e trágica.

Status
Ongoing
Chapters
1
Rating
n/a
Age Rating
18+

01. Demônio raposa

— Fígado?

O sangmin que trazia a cesta com a pesca recente nos ombros, assentiu com tanta força, que a cabeça poderia saltar do seu pescoço.

— Um demônio? — o açougueiro murmurou, sem conseguir esconder o medo que tomara suas feições, quase cortando-se com o facão em suas mãos trêmulas.

— Tem um demônio na cidade? — uma dama yangban que usava o sseugaechima, perguntou ao ouvir a conversa.

O açougueiro contorceu-se, uma expressão amedrontada surgiu em sua face curtida do sol.

Agassi, perdoe este humilde... é que... eu mereço cem chibatadas por amedrontá-la.

Uma mão delicada que segurava o sseugaechima moveu-se para tocar o braço do homem, deixando-o chocado, pois uma dama yangban nunca tocaria num cheonmin como ele.

— Então existe mesmo um demônio na cidade?

— Uma gumiho, agassi.

A sobrancelha dela arqueou-se, sutilmente.

— Oh? É mesmo? — sorriu, afastando a mão do ombro dele, deixando o sseugaechima cair sobre seus ombros, revelando suas feições delicadas.

— É o que estão dizendo, agassi — ele respondeu, olhando ao redor, baixando a voz, como se o demônio raposa pudessem ouvi-los. — Sete pessoas foram encontradas mortas no último mês, tudo indica que foi uma gumiho.

Ela abriu a boca para dizer algo — ou talvez fazer mais perguntas —, quando uma voz sem fôlego chegou aos seus ouvidos.

Agassi! Finalmente encontrei você! — exclamou a serva, cansada da corrida, para então resmungar como uma repreensão, por que sua agassi lhe dera tal liberdade. — Não suma mais desse jeito, agassi me assustou.

— Sim, sim.

Ela virou-se para mirar o cheonmin que havia abordado anteriormente, mas ele já estava atendendo um nobi, virou as costas, para encarar à sua criada.

— Você encontrou a residência, Gyuri?

— Quem agassi pensa que sou?

Ela beliscou o nariz da criada.

— Eu mimei muito você — suspirou. — Está abusada demais para uma serva.

— Jovem mestre.

O criado fez uma reverência profunda, quase tocando o chão do pavilhão com a testa.

Im Jae-hoon nem levantou os olhos.

Estava sentado no pavilhão do jardim, cercado pelo cheiro amargo e reconfortante do chá que fumegava à sua frente.

Sobre a mesa baixa de madeira, os relatórios do Ministério das Obras estavam abertos.

A caligrafia apressada dos oficiais informava que a Rainha Mãe desejava erguer um novo templo fora dos muros do palácio.

Ele virou a página com tédio.

— O que foi?

— A prima da senhorita chegou para o casamento.

Finalmente, Jae-hoon ergueu o olhar.

— Prima?

— Eu também fiquei confuso, jovem mestre — o criado respondeu, hesitante. — Ela disse que se chama Ahn Wol-hae.

Jae-hoon levantou-se.

Deixaria para revisar os relatórios mais tarde.

— Peça uma criada para chamar Won-hee agassi.

O criado fez uma reverência, afastando-se.

Quando abriu a porta deparou-se com uma jovem sentada no chão aquecido, o olhar dela ergueu-se para mirar Jae-hoon, levantando-se com graciosidade, fazendo uma reverência adequada para o jovem mestre.

— Jovem mestre Im.

Agassi — ele franziu a testa suavemente, ao que ela olhou para ele debaixo para cima. — Eu não sabia que minha noiva tinha uma prima.

Os lábios vermelhos abrindo-se lentamente na sugestão de um sorriso.

— Suponho que não — ela tocou o norigae, sua voz soando ligeiramente suave. — Eu sempre fui doente desde que nasci, quando fui tirada na barriga sangrenta de eomma, e tive que viver no campo até a vida adulta por causa da minha saúde frágil. Uma xamã disse que minha doença é o karma de outra vida, onde fui um espírito maligno.

Jae-hoon piscou.

— Seriamente?

Ela sorriu.

— A última parte é brincadeira, jovem mestre.

Ele pareceu aliviado.

— Bom. Isso é bom.

Ahn Won-hee adentrou à sala acompanhada por duas servas, ela se curvou para Jae-hoon, não conseguindo olhar para ele uma segunda vez.

Seu olhar fora para a outra dama na sala.

— Você é...

Ela moveu-se para frente, suas mãos delicadas entrelaçaram-se nas mãos de Won-hee.

— Eu sou sua prima — ela disse, sua voz hipnotizante, baixa e como um eco irresistível. — Meu nome é Ahn Wol-hae. Eonni não se lembra de mim? Você costumava me enviar doces para mim, mesmo com o medico me proibindo de comer, mas eu sempre comia escondida.

Won-hee piscou, seu olhar hesitante tornando-se brilhante quando o reconhecimento veio.

Dongsaeng — Won-hee apertou sua mão, carinhosamente. — Como você tem passado? Sua saúde melhorou para você deixar o campo?

Eonni não se preocupe — ela sorriu. — Estou bem melhor agora, não há saúde frágil que faça-me perder seu casamento.

Won-hee tocara sua bochecha, um beslico gentil.

— Jovem mestre! Jovem mestre!

Era um criado em pânico.

— O que foi agora?

— O jovem mestre Woo-seok — disse o criado. — Ele chegou.

Jae-hoon passou uma das mãos no rosto.

— Como está o irresponsável?

— Bêbado — respondeu. — E machucado.

— Perdoe-me, agassi — Jae-hoon desculpou-se. — Jantarei com você essa noite, Won-hee agassi.

Ela conteve seu entusiasmo.

— Sim, jovem mestre.

Ele fechou a porta atrás, a frustração agora evidente em suas feições.

Este irmão mais novo tolo e irresponsável.

Hyungnim!

O hanbok amassado e sujo de sangue — o chapéu gat perdido, e seu olho estava inchado, o lábio partido.

E claramente bêbado, tendo provavelmente passado mais uma noite cercado de cortesãs.

— Você é um tolo, irmão mais novo.

E apertou as costelas, que sem surpresa estava machucado ali também, pelo gemido doloroso do irmão.

— Dói, hyungnim!

Jae-hoon não se comoveu.

— Você estará muito bonito em meu casamento.

Woo-seok teria sorrido se isso não fizesse sua boca doer.

— Invente uma desculpa convincente para abeonim quando ele retornar do palácio.

Ele quase gemeu.

Abeonim vai querer me casar novamente.

Jae-hoon sorriu.

— Você não pode fugir do casamento para sempre, irmãozinho.

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Good Writing

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Strong Dialog

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