O ataque
Numa noite de lua cheia, em uma casa no meio da floresta de Draka, dois garotos brincavam. Um segurava uma espada de madeira, enquanto o outro fingia ser um monstro.
Eles eram Draco e Victor, os irmãos Vanâtori.
Draco era o mais novo, com apenas seis anos, e estava com a espada de madeira nas mãos. Victor, o mais velho, tinha onze anos. Ambos tinham cabelos brancos e olhos azuis.
— Eu vou te derrotar, seu monstro! — disse Draco.
Victor começou a rugir como uma fera, e Draco correu atrás dele pelo corredor da casa. Victor virou para a esquerda, e Draco foi atrás dele. Porém, quando estava prestes a virar, Draco bateu de frente com um homem usando uma armadura negra.
Ao lado dele estava um enorme lobisomem negro, com olhos vermelhos brilhantes.
O homem de armadura negra segurou Victor pela blusa e o levantou do chão.
— Ora, o que temos aqui? Dois garotinhos.
Victor, assustado, olhou para Draco.
— Draco, corra!
De repente, o pai dos garotos apareceu.
Era Lucius Vanâtori.
Lucius avançou e tirou Victor das mãos do cavaleiro negro. Ele segurava uma espada em uma das mãos.
O cavaleiro negro olhou para Lucius.
— Onde você escondeu a chave?
Lucius franziu a testa.
— Do que você está falando?
— Não se faça de tolo. Eu sei que você possui uma das chaves.
O cavaleiro negro partiu para cima de Lucius com uma poderosa espadada. Lucius levantou sua espada e defendeu o ataque.
Então, ele olhou para os filhos.
— Corram!
Lucius entregou um punhal de prata a Victor.
Victor pegou o irmão e saiu correndo em direção à porta da casa, rumo à floresta.
O cavaleiro negro olhou para o lobisomem.
— Divirta-se.
O lobisomem imediatamente saiu em perseguição aos garotos.
Lucius tentou impedi-lo, mas o cavaleiro negro bloqueou seu caminho.
Enquanto isso, os dois irmãos corriam pela floresta. Eles podiam ouvir as árvores balançando atrás deles e os passos do lobisomem se aproximando cada vez mais.
Eles continuaram correndo até chegarem a uma ponte sobre um rio.
Quando chegaram à ponte, o lobisomem apareceu do outro lado.
Era enorme, negro e tinha olhos vermelhos que brilhavam na escuridão.
Victor olhou para Draco.
— Eu vou distraí-lo. Quando eu fizer isso, você corre e não pare. Não olhe para trás.
Draco ficou relutante.
— Irmãozão... você vai morrer. Ele é um monstro!
Victor olhou para Draco e respondeu:
— Não, Draco. Você não lembra? Eu que sou o monstro.
Draco então concordou.
Victor olhou para o lobisomem. Pegou o punhal de prata e o escondeu junto ao antebraço.
Então, correu em direção ao lobisomem.
O monstro também avançou contra ele, correndo sobre as quatro patas.
Os dois se chocaram.
O lobisomem mordeu o braço de Victor, mas Victor conseguiu cravar o punhal em seu olho esquerdo.
Os dois perderam o equilíbrio e caíram no rio.
— Irmão!
Draco começou a chorar.
De repente, um grupo de esqueletos surgiu no meio das árvores.
Draco começou a correr.
Ele continuou correndo até perceber que estava cercado pelos esqueletos.
Parou.
Desesperado e enfurecido, Draco começou a olhar ao redor.
Então, seus olhos começaram a ficar brilhantes.
Uma explosão de chamas azuis saiu de seu corpo, atingindo todos os esqueletos ao seu redor.
Os esqueletos foram destruídos.
Draco, exausto, caiu no chão.
E desmaiou.








