A verdadeira face
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Temporada 3
Capítulo 1 — A verdadeira face
Luna foi jogada no chão junto com Adrian.
Os dois estavam completamente inconscientes. O lugar estava escuro e silencioso, e era impossível enxergar o rosto de quem estava ali.
Então, uma voz feminina ecoou pelo fundo da sala.
— Há, há, há, há, há, há, há, há, há, há, há, há! Bem-vinda de volta, querida. Sentiu saudade de mim?
Luna começou a recuperar a consciência. Ainda confusa, abriu os olhos lentamente.
— Quem é você? Nos solta! Tira a gente daqui, sua monstra! — Luna gritou.
A mulher riu antes de responder calmamente:
— Não deveria me chamar assim. Foi você quem entrou no meu caminho sem permissão, querida.
Luna tentou olhar ao redor, mas estava tudo escuro.
— Mas quem é você? Está tudo escuro... Eu não consigo ver o seu rosto — Luna falou, tentando enxergar alguma coisa.
A mulher respondeu com desprezo:
— E quem liga se eu mostrar ou não? A sua opinião não conta mesmo.
Luna ficou nervosa.
— Me solta! Por que você quer que eu fique aqui? Quem é você? — perguntou Luna.
A mulher respondeu calmamente:
— Uma pessoa que você vai descobrir. Sabia que você só está aqui porque cometeu um erro muito grande?
Luna ficou confusa.
— Erro? Que erro? Eu nem sei quem vocês são! Do nada, aqueles homens começaram a ir atrás da gente! — Luna respondeu.
A mulher falou tranquilamente:
— Eu sei disso, querida. Fui eu que mandei eles.
Luna ficou assustada.
— Você? — perguntou Luna.
A mulher continuou:
— Mas isso não importa. Escuta aqui: se você não fizer o que eu mando, o Adrian já era.
Luna se desesperou ao ouvir aquilo.
— Não mexa com o Adrian! — Luna gritou. — Ele já passou por muita coisa por sua culpa!
A mulher soltou uma risada.
— Minha culpa? Não, não, não. Tudo isso é por causa da família dele. Eu estou atrás de vingança — respondeu a mulher.
Depois de alguns segundos em silêncio, a mulher perguntou:
— E você também não quer a mesma coisa?
Luna franziu a testa.
— O quê? — perguntou Luna.
A mulher respondeu:
— Mariana.
Luna arregalou os olhos.
— Mariana? A Mariana também está aqui? O que ela está fazendo aqui? O que você fez com a minha amiga? — Luna perguntou, desesperada.
A mulher riu.
— Pelo que eu sei, ela não é mais sua amiga. Ela é apenas um objeto — respondeu a mulher.
Luna respondeu imediatamente:
— Não! A Mariana é minha amiga! Por mais que a gente não esteja se falando, eu tenho certeza de que ela sabe que eu nunca quis machucá-la.
A mulher respondeu, sem demonstrar nenhuma preocupação:
— Queridinha, não me venha com essas histórias malucas. Eu estou aqui para resolver os meus problemas, não os seus.
Luna respirou fundo e perguntou:
— Mas por que a Mariana estaria atrás de uma pessoa como você?
De repente, Luna ouviu passos.
Ela se virou.
Então, viu Mariana sentada ali.
Luna ficou completamente chocada.
Mariana levantou o olhar e falou:
— Não sei... Você já tinha roubado o que era meu. Por que eu iria atrás dela? Você vai sofrer, Luna, do jeito que você me fez sofrer.
A mulher sorriu e respondeu:
— Viu como a sua amiga é boazinha? Ela nem queria que eu te machucasse. Só disse: “Traga ela até aqui”.
A mulher riu novamente.
— Você mesma é uma tola, menina. Muito tola.
Mariana olhou para Luna e falou:
— Eu acreditei que a nossa amizade fosse real. Mas, meu bem, nunca foi. Eu achei que tinha encontrado a melhor amiga do mundo... mas não é você.
Luna ficou sem acreditar no que estava ouvindo.
— Mariana... Tudo isso por causa do Adrian? É sério? Eu não sabia! Você não entende? Eu nem sabia quem ele era. Eu não sabia de nada! — Luna respondeu.
Mariana perguntou:
— Como assim você não sabia de nada? Você me disse que conhecia ele.
Luna balançou a cabeça.
— Eu realmente não sabia! — respondeu Luna.
Mariana ficou em silêncio por alguns segundos. Então, finalmente revelou a verdade:
— Desde o começo, eu era uma espiã. Eu estava atrás do Adrian para descobrir tudo sobre ele. Mas você apareceu no meu caminho. Então eu precisava fingir que gostava dele e me aproximar de você como sua melhor amiga.
Luna ficou em choque.
— Então você também é uma espiã? — perguntou Luna.
Mariana sorriu.
— Prazer. Eu me chamo Cleide, secretária pública e espiã deste lugar — respondeu Mariana.
Luna arregalou os olhos.
— Mentira! Você não me enganou! Eu tenho certeza de que você era minha amiga de verdade! — Luna falou.
Mariana respondeu friamente:
— Eu nunca fui sua amiga. Tudo foi por trabalho. Tudo foi por dinheiro. Só você que não percebeu.
Então, Mariana olhou para Adrian, que ainda estava inconsciente no chão.
Ela sorriu.
— Adrian, acorda, querido. A hora do soninho acabou — disse Mariana.
A mulher soltou uma gargalhada.
— Hahahahaha...








