Capítulo 1 — A falsa acusação e a injusta morte
👉✨Essa história é da minha autoria ✨
Oi🤗
Desculpa interromper, mas aqui está:
[⚠️Aviso ⚠️: este capítulo contém tema de morte, falsa acusação e sofrimento emocional.
Bom... era só isso que eu queria deixar, boa leitura!!!🫣
Capítulo 1 — A falsa acusação e a injusta morte/ — Será que... Será que... é o céu?⚜️⚜️⚜️⚜️⚜️⚜️⚜
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A história começa dentro do castelo Real, onde uma jovem nobre está sendo acusada de cometer algo muito grave.
A gorota foi levada bruscamente pelos guardas até o salão do trono.
Assim que chegaram, foi jogada no chão sem qualquer cuidado.
O rei levantou-se do trono e parou diante dela.
Quando a garota ergueu o rosto, o corpo inteiro tremeu. O olhar do rei era ameaçador, pesado, como se já a tivesse condenado.
- Vo-vossa Alteza...
- Silêncio! - o homem gritou.
O salão estava repleto de nobres. Alguns observavam com curiosidade cruel; outros sorriam, satisfeitos; muitos cochichavam, lançando acusações.
- Como você ousou? - o rei perguntou, com a voz carregada de fúria.
Atrás dele, um homem sustentava o corpo sem vida de uma jovem mulher nos braços.
Era a irmã dele.
Ao perceber aquilo, os olhos da garota se arregalaram em choque.
- Não... não. Eu não fiz isso, Vossa Alteza.
Ao lado do rei estava seu pai.
O Duke do Norte.
Ela ergueu o olhar lentamente, como se ainda acreditasse que ali encontraria salvação.
- Pa-papai...?
O homem a encarava com indiferença absoluta.
Seus olhos eram frios, vazios - como se nunca a tivesse visto antes. Como se ela jamais tivesse sido sua filha.
- Papai, eu juro que-
Antes que pudesse terminar, o príncipe avançou em sua direção, espada em punho.
Ela não teve tempo de reagir. Apenas fechou os olhos, esperando o fim.
Quando os abriu novamente, viu os guardas segurando o príncipe à força.
E então viu a espada.
Pingava um líquido vermelho.
O coração da garota disparou.
Com pavor, ela levou o olhar ao próprio corpo.
O golpe havia passado perigosamente perto do seu pescoço.
Por pouco... por muito pouco, ala teria morrido.
O ferimento era profundo, largo, próximo demais da garganta. O sangue escorria sem parar.
Os nobres cochichavam ainda mais alto - sobre ela, sobre o ataque, sobre a morte da princesa.
O príncipe a encarava com ódio puro.
Seu pai... não moveu um músculo sequer.
- Papai... eu juro que não fui eu - implorou, ignorando a dor e o fato de quase ter sido morta.
- Papai, me diga... que tempo eu tive para fazer isso, se eu vivi trancada na masmorra?! - gritou, entre lágrimas.
- Papai... papai...
O príncipe tentou avançar novamente, mas foi contido.
- Tirem-na daqui! Agora! - Ordenou o rei.
Os guardas a puxaram, mas a garota se arrastou pelo chão até alcançar os pés do pai.
As lágrimas caíam sem controle.
Ela ergueu o rosto.
E congelou.
O olhar que recebeu não era apenas frio. Era gélido. Ameaçador.
Como se dissesse: não se atreva a me chamar de pai.
O Duque inclinou-se, segurou seu rosto com um dedo e a encarou em silêncio.
Não precisou dizer nada. Aquele olhar dizia tudo.
Ele não a amava.
Não sentia pena.
Não sentia dor.
Ele a odiava.
De onde vinha todo aquele ódio?
Os guardas a agarraram novamente e começaram a levá-la.
- Papai! Acredite em mim! - ela gritava.
- Só isso... só isso é o suficiente... - murmurou, quase inaudível.
Ela foi levada até um local isolado do palácio e trancada em uma jaula destinada a humanos.
Encolhida no chão, chorava quando percebeu uma sombra se aproximando.
Uma sombra que carregava uma adaga.
A figura se aproximou ainda mais.
Num impulso de sobrevivência, a garota recuou bruscamente.
- Ah! - um grito escapou dos seus lábios.
- Sua... sua... - o homem murmurava, tomado por uma raiva difícil de conter.
- Pri-príncipe...? - sussurrou, em choque.
- Você merece morrer. E da pior forma possível! - ele gritou.
A garota tremia de cabeça aos pés.
- Não... não fui eu. Por que eu mataria a princesa?
O que eu tenho a ver com ela, a ponto de tirar a sua vida? - ela gritou, aterrorizada com a situação.
- Calada! Todos nós sabemos que você a odeiava!
- E-eu...
- Vai negar de novo?!
O príncipe mal terminou a frase e arremessou uma adaga na direção dela.
Por sorte, ela conseguiu desviar.
A lâmina passou de raspaõ por sua costela, rasgando parte do tecido do vestido.
- Ah! - o grito escapou, carregado de pavor.
- Desgraça! - ele rosnou, recuando ao ouvir vozes se aproximando. - vamos nos reencontrar em breve.
E foi embora.
Assim que ele saiu, a garota caiu no chão, exausta e trêmula.
Lágrimas escorriam sem parar.
- O rei ordenou que queimemos a assassina da princesa. - disse uma voz, aproximando-se.
O corpo dela ficou rígido.
Queimá-la... viva?
Não...
E o seu pai não faria nada.
A verdade a atingiu como uma lâmina envenenada.
Quando os homens se aproximaram, ela discretamente pegou a adaga que o príncipe havia lançado e a escondeu entre as dobras do vestido.
Foi levada até o centro da cidade, onde uma multidão já se reunia.
Amarraram-na a um poste de madeira.
Enquanto o rei discursava para os suditos, a garota, com os olhos já sem brilho, murmurava:
- Papai... tudo o que eu sempre quis foi ser notada por você... nem que fosse por um segundo. Queria ter sentido um pouco do seu amor.
Mas o senhor nunca me deu isso.
O senhor nunca me viu. Minha chegada a esse mundo foi um erro.
Desde o meu primeiro suspiro, meu destino já estava amaldiçoado. E sim... esse é... esse é...
As lágrimas desciam sem controle.
Naquele instante, atearam fogo ao redor dela.
Ela seria executada diante de todos.
Ela continuou:
- Papai... adeus.
E, num último acto de desespero, tudo chegou ao fim.
Ela teve de escolher entre duas sentenças cruéis: morrer queimada ou morrer esfaqueada.
Optou pela lâmina.
Ainda assim, após o último suspiro, seu corpo foi reduzido a cinzas pelo fogo.
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Em um lugar completamente diferente, dentro de um quarto.
- Lady... Lady...
Chamavam-na insistentemente.
Ela abriu os olhos com dificuldade e-
- Aaaah!
Gritou, tomada pelo pânico.
As servas ao seu redor sobressaltaram-se.
- Lady?
Chamaram alarmadas.
- O que foi, lady?
- Aconteceu alguma coisa?
- O que está acontecendo?... Isto... é o inferno? Um caixão?
Os pensamentos da protagonista se atropelavam.
Ela observou o ambiente ainda em choque, percebendo os rostos aflitos das servas que a cercavam, sem deixar de notar a decoração refinada e tudo ao redor.
- Não... não. Isto não é o inferno, e muito menos um caixão - refletiu. - Será que... será que é... o céu?
Foi arrancada de seus devaneios pela voz insistente das servas.
Virou-se para elas e, então, notou suas mãos pequenas e delicadas - diminutas demais, quase infantis.
- O quê...? O que são essas...
Ergueu o cobertor que lhe cobria a cintura e viu seus pezinhos
Num salto brusco, levantou-se da cama e correu até o espelho.
As servas se assustaram.
- O quê...?
Ela murmurou, examinando o próprio corpo da cabeça aos pés.
- Essa... sou eu?
Perguntou às servas, incrédula.
- Er... sim, lady.
A garota arregalou os olhos e encarou o reflexo mais uma vez.
A imagem diante dela parecia pequena demais para quem se sentia por dentro.
- Aaaaah!
Gritou novamente.
- Lady! O que houve?
As servas perguntavam completamente aflitas.
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Continua....








