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A Governanta (Família Lavens, parte 1)

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Resumo

E se você fosse forçada a se mudar? O motivo: você flagrou seu namorado com sua irmã e está hospedada na casa de uma amiga, mas não quer mais ser um peso para ela. Você, assim como Vanessa, aceitaria a oportunidade de um emprego bem remunerado como governanta com moradia inclusa? Eu, com certeza, aceitaria. Nem que fosse só para trabalhar para o sexy bilionário Dave Lavens. No entanto, ela estabeleceu uma regra para si mesma: não se apaixonar pelo meu patrão. Será que ela conseguirá manter essa regra, ou cairá nos encantos e na beleza dele?

Status
Completo
Capítulos
45
Classificação
4.7 23 avaliações
Classificação Etária
18+

Traição e um novo começo

*Vanessa*

13 de abril de 1998

Lutando contra o peso de duas sacolas de compras volumosas, empurro a porta da frente com o ombro enquanto as alças cortam minhas mãos. Com um suspiro pesado, solto as sacolas no balcão da cozinha e esfrego os dedos, tentando fazer o sangue circular novamente.

Ao abrir a geladeira para guardar as compras, um som vem do andar de cima — risadinhas leves e ofegantes. Risadas de mulher.

Meu estômago se fecha.

Não.

Fecho a porta da geladeira com um empurrão lento e deliberado, esforçando-me para ouvir. Outra risada, seguida por um murmúrio baixo. Meu coração martela contra as costelas, cada batida carregada de pavor.

Engolindo em seco, subo as escadas com cautela, com o pulso ecoando nos meus ouvidos. A porta do meu quarto está entreaberta. Meus dedos tremem ao alcançar a maçaneta. Uma parte de mim já sabe. Outra parte não quer saber.

Empurro a porta.

O mundo desmorona.

Ryan — o meu Ryan — está estirado na minha cama, com o corpo entrelaçado ao de outra pessoa. Uma mulher está montada nele, com a cabeça inclinada para trás em prazer. A luz baixa do abajur projeta sombras longas, fazendo tudo parecer um pesadelo doentio e distorcido.

Então, ela olha para mim.

Melissa.

Minha irmã.

Um sorriso cruel surge em seus lábios enquanto ela se inclina para a frente, arrastando deliberadamente os dedos pelo peito nu de Ryan. Minha respiração falha. Meu estômago se revira violentamente.

Seu canalha!” Meu grito corta o quarto, cru e cheio de traição.

Ryan empurra Melissa para longe, tentando se cobrir com os lençóis, o rosto empalidecendo. “Vanessa, espera—”

“Como você pôde?” Minha voz falha, lágrimas traçam caminhos quentes pelo meu rosto. “Como você pôde, Melissa? Você é minha irmã!

Melissa dá de ombros, completamente indiferente, enquanto puxa os cobertores preguiçosamente sobre si mesma. “Bem, você nunca o satisfez de verdade, não é?” Sua voz é ácida.

Eu saio correndo.

Meus pés batem forte na escada, com o único pensamento de sair dali. De respirar. De apagar aquela cena da minha mente.

“Vanessa, por favor!” Ryan me chama, seus passos pesados ecoando na escada. Antes que eu alcance a porta da frente, sua mão agarra meu pulso, puxando-me de volta.

“Não me toque,” digo com desprezo, arrancando meu braço de sua mão.

Ryan está lá parado, com o cabelo escuro bagunçado, o peito subindo e descendo, vestindo apenas sua cueca preta. Eu costumava amar o jeito que ele me olhava. Agora, seus olhos — cheios de desespero — me dão arrepios.

“Vanessa, eu—”

“Há quanto tempo?” Minha voz é afiada como uma lâmina. “Há quanto tempo, Ryan?”

Seus lábios se abrem, depois se fecham. A culpa brilha em seu olhar, mas não é o suficiente.

“Desde maio passado, eu acredito,” ele murmura, com a voz quase inaudível.

Uma risada aguda e quebrada escapa de mim. “Maio passado? Pelo amor de Deus.”

A traição lateja como uma ferida aberta. Todas aquelas noites em que deitei ao lado dele, sem saber de nada. Todos os “eu te amo” sussurrados que agora não significam nada.

“Bem, é irrelevante agora,” cuspo as palavras. “Curta minha irmã. Espero que ela tenha valido a pena para jogar tudo fora.”

“Vanessa, por favor, me escuta.”

Balanço a cabeça, engolindo o soluço preso na garganta. “De todas as mulheres do mundo, você teve que escolher ela?” Minha voz falha, mas me recuso a deixar que as lágrimas vençam.

Ryan dá um passo à frente, sua mão alcançando a minha. Eu me afasto.

“Nós terminamos,” digo com firmeza, minha voz constante apesar da tempestade que ruge dentro de mim.

Então, viro-me. Saio, subo na minha bicicleta e pedalo. Longe da traição. Longe deles.

Não olho para trás.

Três semanas se passaram

Stephanie e eu estávamos sentadas à pequena mesa da cozinha dela, com jornais espalhados à nossa frente, as páginas amassadas de tanto virarmos. Uma xícara de chá fumegante estava intocada ao meu lado enquanto eu examinava os classificados, circulando tudo o que parecia promissor. Londres era uma cidade vasta com infinitas oportunidades, mas encontrar a vaga certa parecia procurar uma agulha no palheiro.

“E este aqui?” Stephanie marcou um anúncio com sua caneta vermelha. “Procura-se governanta interna. Vaga integral. Alojamento e alimentação incluídos. Ligar para mais detalhes.”

Inclinei-me, lendo os detalhes com cuidado. Parecia bom demais para ser verdade — trabalho fixo, um lugar para morar e uma maneira de seguir em frente. “Acho que vou ligar,” eu disse, alcançando o telefone.

O número chamou apenas duas vezes antes que uma voz firme, porém educada, atendesse. “Boa tarde, aqui é Jane, da Agência de Empregos Wellsbury. Como posso ajudar?”

“Olá, meu nome é Vanessa Bowman. Estou ligando sobre a vaga de governanta interna anunciada no The Times.”

“Ah, sim. Você está trabalhando atualmente como governanta?”

“No momento, não,” admiti. “Mas tenho experiência com gestão e organização doméstica.”

Houve uma pausa, seguida pelo barulho de papéis. “Precisaremos de referências, é claro. Você tem disponibilidade para vir ao nosso escritório amanhã de manhã para uma entrevista?”

“Sim, com certeza,” respondi sem hesitar.

“Excelente. Nosso escritório fica em Mayfair. Esteja aqui às dez em ponto. Procure por mim quando chegar.”

Depois de anotar o endereço, desliguei e me virei para Stephanie, com o coração batendo forte. “Eu consegui uma entrevista.”

“Isso é brilhante!” ela exclamou, apertando minha mão. “Isso pode ser exatamente o que você precisa. Um recomeço.”

Assenti, engolindo o nó na garganta. Um recomeço. Era exatamente o que eu precisava.

Na manhã seguinte, encontrei-me no escritório elegante da Agência Wellsbury, em Mayfair. Jane, uma mulher prática com olhos atentos e um corte de cabelo chanel loiro impecável, levou-me para uma sala de reuniões silenciosa. Ela examinou minhas referências, balançando a cabeça ocasionalmente enquanto lia.

“Muito bem, Vanessa,” ela disse, colocando os papéis na mesa. “A vaga é para governanta interna na Lavens Manor. Você será responsável por manter a casa, preparar as refeições nos fins de semana quando o proprietário estiver em casa e garantir que a propriedade esteja em perfeita ordem. Você terá os fins de semana de folga, exceto quando ele estiver na residência.”

Franzi a testa levemente. “E quem seria ‘ele’?”

Jane hesitou, depois me deu um sorriso pequeno e cúmplice. “Dave Lavens.”

O nome parecia vagamente familiar, mas eu não conseguia identificar. “Eu deveria saber quem é ele?”

O sorriso dela se alargou um pouco. “Ele mantém um perfil discreto. Mas é rico, exigente e extremamente reservado. A última governanta ficou por anos, o que diz muito sobre o cargo. Você ainda tem interesse?”

Pensei por um momento. Um emprego, um lar, estabilidade — tudo o que eu precisava. “Sim, tenho.”

“Ótimo.” Jane retirou uma pilha de documentos. “Assine aqui, e providenciaremos para que a antiga governanta encontre você na propriedade amanhã para uma visita.”

Enquanto assinava, não pude deixar de sentir uma mistura de nervosismo e empolgação. Eu estava prestes a entrar em um mundo totalmente novo, e não fazia ideia do que me aguardava.

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Enredo Envolvente

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Personagem Ótimo

12

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Diálogo Forte

12

Diálogo Forte

Ver 7 comentários anteriores...
author

I'm definitely intrigued to read more! I like the fast paced nature of the story so far, getting straight to the heart of the story without faffing about

2 anos
2
author

somehow I feel her sister Melissa is going to get wind of her new job and try to sabotage her….

um ano
1
author

interessanter Anfang, aber Sie hat die Stelle doch zu leicht bekommen. Da hätte man mit Konkurrenz mehr Drama rausholen können...

6 meses