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A Chave de Elysian

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Resumo

Vera achava que teria uma sexta-feira comum — relaxando em um beco atrás de um de seus bares favoritos. Mas quando é abordada por uma madame misteriosa de sobretudo de couro, oferecendo-lhe um trabalho em um lugar chamado "A Chave de Elysian", parece bom demais para ser verdade. O verso do cartão diz: "O paraíso além dos seus sonhos mais *ousados*." Vera mal hesita. Ela já fez coisas muito mais sórdidas por dinheiro. Mas este clube não é exatamente o que parece. É um bordel exclusivo para a clientela menos... humana da cidade. Vera logo descobre que seus gostos particulares se encaixam perfeitamente em seus novos clientes... e muito mais.

Status
Excerpt
Capítulos
5
Classificação
4.7 (25 avaliações)
Classificação Etária
18+

One: Back Alley Offers

Vera tomou um gole de sua bebida. O licor de melão doce demais e o limão ácido dançavam em sua língua. O bar esfumaçado e decadente parecia um borrão agradável; muitos dos clientes já tinham ido embora ou desmaiado. Apenas alguns poucos continuavam a se afogar em seus copos.

A mulher estranha no final do balcão continuava lá, depois de várias horas. De alguma forma, ainda estava de pé após uma garrafa inteira de tequila. Vera gostou do corte chanel preto e afiado dela e do sobretudo de couro, mas ela não curtia muito mulheres. Uma pena.

Seus olhos voltaram para o casal no canto: a mulher de vestido vermelho curto rebolando no colo do homem, com a gravata dele enrolada em seu punho. Vera passou a língua formigante pelo lábio inferior e apertou as coxas uma contra a outra.

"—e é por isso que entrei para a área financeira. Mas agora... não sei o que farei sem aquele emprego."

Sua atenção voltou para o homem curvado no balcão ao lado dela, que tomava seu segundo uísque em pouco tempo. Seu cabelo castanho-claro estava bagunçado e o terno parecia um pouco desalinhado. Ele tinha tirado a gravata há algum tempo, mas agora a única coisa em que Vera conseguia pensar era em tê-la enrolada em seu punho enquanto ela se enrolava nele.

"Isso é complicado", disse ela, colocando o cabelo castanho-escuro atrás da orelha para justificar outra olhada no casal lascivo no sofá.

O homem ao lado dela — Tom? Liam? — bateu com a mão no balcão. "É o que tem para hoje." Ele virou o resto do uísque na boca e fez uma careta. A mesma que ele fazia toda vez.

Vera terminou sua bebida, deixando o copo vazio no balcão com um toque suave. Ela se inclinou, pressionando os seios contra a madeira manchada de bebida até que eles saltassem pelo decote. Vera deslizou um dedo de unha carmesim pela parte externa da coxa de Tom. "Você quer... levar isso para outro lugar?"

Os olhos desfocados dele se arregalaram, e Vera não conseguiu conter seu sorriso predatório.

"E-Eu..." Ele engoli em seco, os olhos caindo para os seios dela, expostos como um bufê. "Eu moro com meus pais."

O sorriso de Vera se alargou. "Não era bem nisso que eu estava pensando."

Puxando Tom pela mão, Vera fez um sinal para o barman e empurrou a porta dos fundos, indo para o beco escuro atrás do bar. Tom tropeçou ao segui-la.

Ela se virou, colocou as duas mãos no peito dele e o empurrou contra a parede de blocos de concreto cinza.

Um "oof" suave escapou dele, e ele agarrou os braços de Vera. Ela não tinha certeza se era para se estabilizar ou para mantê-la à distância. Então, ela suavizou o toque.

Aproximando-se, ela acariciou o peito dele por cima da camisa social amassada. "Como você gosta?", perguntou ela, piscando os olhos e inclinando os lábios de forma sedutora.

Tom olhou em volta. "Uh, você quer dizer... bem aqui?"

Vera se aproximou, roçando os lábios no pescoço dele. "Ou, se você quiser que seus pais assistam..."

Tom respirou fundo. "Aqui está ótimo", ele disse com dificuldade.

Vera levantou a cabeça e colou sua boca na dele. O uísque e o desespero dele se misturaram com o limão e o desejo dela, criando um coquetel potente por si só. Ela forçou a língua para dentro da boca dele e bebeu até se fartar.

Ele gemeu, impotente, enquanto Vera ajustava seu corpo ao dele, pressionando sua pélvis onde ele já estava ficando duro. Ela enroscou as mãos no cabelo dele e o puxou para mais perto, consumindo-o. Ele soltou a boca dela, arquejando, e ela roçou os dentes no ponto onde a pulsação dele batia.

Tom mexeu no cinto por longos segundos, antes que Vera o ajudasse, abrindo o zíper da calça dele sem esforço e libertando sua ereção. Ele hesitou, incerto.

*Arisco*, ela pensou. *Não deixe ele fugir.* Vera o segurou gentilmente, acariciando o comprimento dele com os dedos. A dor entre as pernas dela aumentou. Um pau aveludado sempre a deixava excitada.

Ela lambeu uma trilha da gola até a mandíbula dele; o sal do suor dele estava misturado ao ar enfumaçado do bar. "Me toque", ela sussurrou contra a pele dele, ainda úmida com sua saliva, e viu arrepios subirem pelo pescoço dele. Ele soltou um suspiro suave, com o pau pulsando na mão dela.

Tom deslizou os dedos trêmulos sob a saia curta dela, subindo pelas coxas nuas até encontrar seu ápice úmido.

"Oh, porra", ele choramingou no cabelo dela. Enquanto ele deslizava um dedo ao longo de seu centro e o enfiava lá dentro, Vera acelerou os movimentos, apertando o pau duro dele com mais força. Com movimentos de pulso, ela girava a palma da mão contra a ponta a cada movimento de subida, fazendo o pobre homem se contorcer e espalhando o pré-gozo ao longo dele.

O único dedo de Tom permanecia dentro dela, mole e esquecido, embora sua boceta praticamente vibrasse de necessidade. Ele se lançou contra a palma da mão dela, aumentando o ritmo.

Vera sabia o que estava por vir. "Espere..."

Ele inclinou a cabeça para trás com um gemido, deu mais uma estocada forte e estremeceu. Jatos grossos de porra branca espirraram na saia xadrez de Vera, escorrendo pelas pregas.

Tom ofegava, olhando para o céu, tentando recuperar o fôlego.

Vera cerrou os dentes, tentando reunir sua paciência.

"Isso foi... Uau." Tom baixou os olhos do cosmos e encontrou o olhar dela, removendo o dedo inútil de sua boceta insatisfeita. "Eu... sinto muito. Eu não queria..."

Vera deu a ele um sorriso deslumbrante. "Está tudo bem, querido. Acontece com os melhores. Fico feliz que você tenha se divertido." Ela deu um beijo casto nos lábios dele enquanto o guardava, subindo o zíper da calça e limpando os dedos discretamente nas calças dele.

O barulho de uma garrafa de cerveja vazia rolando pelo beco fez os dois se virarem. A mulher de sobretudo de couro estava parada na saída dos fundos do bar, com um cigarro apagado entre os dedos. "Oh, desculpe. Não queria interromper."

O pequeno sorriso em seus lábios vermelhos sugeria o contrário.

Tom ajeitou o cabelo, com a testa suada. "Hum, obrigado." Ele deu um aceno de cabeça desajeitado para Vera, virou-se nos calcanhares e praticamente correu para fora do beco, de volta para a rua principal, mais limpa e iluminada.

"Satisfeita?" A mulher se encostou na parede, com o cigarro entre os lábios sorridentes.

Vera olhou para o gozo secando em sua saia. Ela zombou. "Nem de longe."

A mulher riu. Ela parecia sóbria demais para alguém que tinha passado horas tomando doses de tequila sozinha. "Eu poderia ajudar com isso, sabe."

Vera arqueou uma sobrancelha e colocou as mãos na cintura. "Eu queria. Nunca consegui curtir mulheres, apesar de todos os meus esforços."

"Não eu pessoalmente", disse a mulher, soprando uma nuvem de fumaça com um aroma doce. "Conheço um lugar. Um clube. Para mulheres como nós."

Vera fungou, puxando sua jaqueta curta para mais perto contra o frio da madrugada. "Agradeço a oferta, mas não sou muito de dançar."

A mulher vasculhou o bolso do sobretudo e estendeu um cartão entre as unhas pintadas de preto. O cartão brilhava em dourado sob o reflexo do neon da cidade. "Não é um clube de strip."

Vera pegou o cartão e semicerrou os olhos. *The Elysian Key.* Ela o virou. *Paraíso além dos seus sonhos mais selvagens.*

Sem endereço. Sem número de telefone.

"Então o que é isso?" Vera ergueu o cartão. "E onde fica?"

A mulher levou o seu tempo para responder, dando uma tragada lenta em seu cigarro.

"Um paraíso", ela sussurrou, deixando a fumaça sair pelo nariz. "E um santuário para quem se sente um pouco... *outro*. Você pode encontrá-lo debaixo da ponte." Ela se virou e apontou para o coração pulsante da cidade, a Thornton Bridge. "Lado sul. Basta bater e dar a senha."

*Ela está tirando com a minha cara, só pode.* Um sorriso irônico distorceu os lábios de Vera. "Que é?"

A mulher sorriu, mostrando uma boca cheia de dentes afiados como agulhas. Vera piscou, imaginando se o licor de melão estava começando a fazer efeito.

A mulher se inclinou mais perto e, com um sussurro teatral, disse: "Purê de batatas."

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Boa Escrita

10

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Enredo Envolvente

4

Enredo Envolvente

Personagem Ótimo

9

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

6

Diálogo Forte

author

cool cool cool I'm immediately in love with vera and maybe this mystery woman

6 meses