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Between Worlds - Ashes of a Forgotten World

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Resumo

Nota: Esta obra foi originalmente escrita em português e pode estar sendo apresentada por meio de tradução automática. Algumas nuances podem não refletir totalmente a intenção original. Agradeço pela compreensão. --- "Between Worlds - - Ashes of a Forgotten World" Num mundo consumido pelas sombras, onde cidades ruíram e o vento carrega ecos de algo que já foi esquecido… segredos antigos ainda permanecem à espera. Entre criaturas que desafiam a compreensão e vestígios de um passado que se recusa a desaparecer, um garoto desperta — sem memórias, sem passado… mas carregando algo que não deveria existir. Guiado apenas por instinto, ele atravessa terras abandonadas, onde o silêncio pesa e cada passo parece despertar algo adormecido. Dentro dele, algo cresce. Algo que não compreende. Algo que não pode controlar. E, embora ninguém saiba… há alguém observando. Esperando. Porque neste mundo… nada é simples. nada é seguro. E cada passo o aproxima de algo muito maior — e muito mais sombrio do que qualquer um poderia imaginar. --- ... Essa história tem passado por muitas revisões e replanejamento, eu conto muito com o apoio de vocês e principalmente com o feedback sobre como está o desenvolvimento até o momento. Obrigado!

Gênero
Fantasy
Autor
Luminar R.
Status
há 10 dias
Capítulos
19
Classificação
5.0 (2 avaliações)
Classificação Etária
18+

Capítulo 1 - O Mistério da Esfera "P1"

......

...

- A Esfera °

O sol ainda não havia vencido as nuvens cinzentas.

Uma pequena cidade abandonada permanecia em silêncio.

O vento arrastava poeira pelas ruas vazias, e as paredes, cobertas por raízes e musgo, eram como cicatrizes do tempo.

Tudo parecia esquecido.

Mas, no subsolo, algo quebrava o silêncio dos escombros antigos.

Nas profundezas da mina, o ar era pesado.

O cheiro de ferro oxidado, suor e sangue impregnava as narinas.

Picaretas tilintavam contra a pedra, misturando-se a ecos de gritos abafados.

Homens e mulheres, se arrastando entre pó e barro, reduzidos a escravos, trabalhavam até que seus ossos tremessem.

O eco metálico se espalhava pelos túneis como um ritmo constante e opressor.

Entre eles, um trabalhador de aparência decrépita - coberto de fuligem e suor - avançava aos tropeços, quase perdendo o equilíbrio a cada passo.

Sua respiração falhava, carregada de urgência.

Ele para diante de um homem de postura altiva, cujo olhar parecia arder mais que o próprio fogo.

- S-senhor...!

O trabalhador arfou, apoiando as mãos nos joelhos.

- Encontramos... algo.

- Lá embaixo...

Ele faz uma breve pausa, tentando recuperar o fôlego.

- O senhor estava certo.

- Talvez tenha algo a ver... com restos do mundo antigo...

Aquele homem enfim se vira para o trabalhador.

E, quase sem perceber, ergue levemente o queixo.

Um sorriso de pura arrogância começa a se formar em seu rosto, seus olhos brilham como uma chama cruel.

- Ótimo... excelente.

A voz ecoa pelas paredes de pedra como um trovão contido.

Ele dá alguns passos à frente.

As botas pesadas batem contra o chão como marteladas secas.

- Então... debaixo de tantos escombros... realmente havia algo escondido, hm?

Seus olhos se estreitam por um instante, avaliando mais do que o ambiente.

- Vamos...

Um leve gesto com a mão.

- O que está esperando?

- Me leve até o local.

- C-ce... certo, senhor...

O trabalhador confirma no mesmo instante.

...

No coração da mina, uma cratera instável havia sido aberta.

O calor sufocante subia do solo, como se avisasse que estavam indo longe demais.

O trabalhador aponta para o local recém-exposto.

- Este é o setor principal de mineração, comandante.

Ele hesita por um instante antes de continuar.

- Não sei se o senhor consegue ver...

- Mas encontramos a superfície de algo... desconhecido.

Seus olhos evitam encarar diretamente a coisa.

- O problema é que o material ao redor dela é difícil demais de remover...

O comandante não responde de imediato.

Permanece imóvel por alguns instantes, apenas observando a cena enquanto o silêncio ao redor parecia se prolongar ainda mais.

- Você chama isso de problema?

A voz sai baixa, quase... calma demais.

Ele dá mais um passo à frente.

- Se está no caminho...

Um breve olhar para os trabalhadores.

- Então quebrem.

Mas ninguém sustentava o olhar.

Até respirar se tornava difícil demais.

- Enviem os usuários de magia.

O olhar dele retorna para a cratera.

- E tragam aquilo até mim o quanto antes.

Outro instante de silêncio se forma.

- O meu tempo... não deve ser desperdiçado.

O trabalhador mal tem tempo de reagir, a quietude se rompe antes mesmo de se firmar - um barulho repentino surge ao longe.

Se aproximando rápido demais.

O som ecoa com urgência pelos túneis da mina, alguns trabalhadores param o que estavam fazendo, curiosos...

Não era muito comum receber visitantes naquela região, principalmente... em grupo pequeno.

O som para abruptamente.

E então, alguém desce do cavalo.

O som de seus passos mantém o silêncio afastado por uns instantes...

Um homem surge na entrada do setor, levemente ofegante, coberto por poeira.

Mas algo além de sua aparência não escapava à percepção dos presentes.

As vestes daquele homem carregavam o símbolo da capital.

Ninguém fala, mas todos entendem.

O homem se aproximou do comandante e parou diante dele, hesitando por um breve instante antes de finalmente se curvar.

- Comandante... trago ordens diretas da Capital.

O ambiente muda levemente com o peso daquelas palavras.

O olhar do comandante não se move.

- Fale.

O mensageiro engole seco.

- O senhor deve retornar imediatamente à capital.

- E...

Ele hesita.

- Renunciar ao cargo.

A última frase sai mais baixa do que o normal.

O silêncio que se segue não é comum.

Também não é vazio - ele pressiona, como se o próprio ar aguardasse a reação.

O comandante não responde de imediato.

Apenas observa, imóvel, como se estivesse decidindo se aquilo era mesmo verdade.

- Você está brincando comigo...?

- Por acaso não teme a morte?

A voz sai baixa, mas pesada o suficiente para endurecer o ambiente.

O mensageiro hesita novamente, mas não recua.

- Eu não ousaria, comandante...

- Esse título...

Ele para, relutante - mas continua mesmo assim.

- A capital ordena que não o use.

- Senhor Fraink.

A fala pesa no mesmo instante.

"Ousando me chamar pelo nome...?"

"Então é isso...

Aqueles vermes da capital..."

"Como ousam... me descartar assim?"

Seus olhos se estreitam levemente.

"Depois de tudo que eu fiz por esse lugar...

depois de anos mantendo essas minas funcionando..."

"Eles acham que podem simplesmente me substituir?"

Um sopro curto escapa pelo nariz.

Controlado demais.

Ele ergue o olhar novamente, como se nada tivesse acontecido.

- Entendo...

Ele curva a cabeça levemente.

- Recebo as palavras da capital.

Ele se vira, já se afastando alguns passos.

- Estarei retornando à capital ainda hoje.

- Volte... e entregue minha mensagem.

O mensageiro hesita sob um peso quase invisível.

- Sinto muito... Senhor Fraink.

Mas logo se levanta, recuando alguns passos e seguindo de volta pelo caminho por onde veio, mais apressado do que o normal.

Pouco depois, o som dos cascos volta a ecoar - agora se afastando, engolido lentamente pelos túneis da mina.

O silêncio se estendeu por longos segundos.

Fraink observou o mensageiro se afastar cada vez mais, permanecendo imóvel, como se planejasse algo que apenas ele conhecia.

Por um breve instante, parecia que tudo havia terminado ali.

E então-

- Enviem batedores.

A voz sai baixa.

Controlada.

O trabalhador ao lado hesita.

- Ma-mas, senhor...?

O olhar de Fraink não se move.

Mas o silêncio é pesado demais para ser ignorado.

Ele vira levemente o rosto, o suficiente para que o olhar alcance o homem ao lado.

Frio demais.

- Preciso repetir?

A pergunta não é alta.

Mas carrega algo pior que um grito.

O trabalhador sente um frio subir pela espinha no mesmo instante.

- N-não, senhor.

Ele abaixa a cabeça rapidamente.

- Farei isso agora mesmo.

Sem esperar mais um segundo, afasta-se rápido demais, como se permanecer ali por mais um instante custasse mais do que podia pagar.

O som dos passos some.

E, entre a mina e os trabalhadores... apenas Fraink permanece.

Ele finalmente volta o olhar para a cratera.

Para aquilo enterrado sob as camadas densas de pedra.

Seus dedos se movem levemente ao lado do corpo, impacientes.

- Tudo bem...

Ele ergue a mão lentamente, aberta como alguém prestes a receber algo.

Por um instante, nada acontece.

Mas então, meio segundo depois, uma centelha nasce no centro da palma.

Pequena demais para ser levada a sério... viva o suficiente para não ser ignorada.

Ela cresce aos poucos, como se respirasse, alimentando-se do próprio ar ao redor.

A luz se intensifica gradualmente, passando de um amarelo suave para um laranja mais denso, até alcançar um vermelho profundo, pesado, que pulsa como um coração instável.

O calor se espalha.

O espaço ao redor se distorce levemente, como se o próprio ar estivesse sendo pressionado para fora.

A esfera continua crescendo, comprimida, densa - não muito maior que a mão que a sustenta, mas pesada o suficiente para fazer o ambiente inteiro reagir à sua presença.

Alguns trabalhadores recuam sem perceber, instintivamente, incapazes de sustentar aquele calor.

Apenas Fraink parece não se incomodar com a energia que aquilo emanava.

Ele observa por alguns instantes.

Até que um leve sorriso se forma.

- Vamos ver... o que isso esconde.

Sem pressa, ele fecha parcialmente os dedos ao redor da esfera - não para apagá-la, mas para contê-la.

E, no instante seguinte, seu braço se move em um gesto rápido e preciso.

A esfera é lançada sem a menor hesitação.

A massa de fogo corta o ar com violência, atravessando o espaço da mina em linha reta, deixando um rastro incandescente para trás.

O impacto vem quase no mesmo instante.

E o som que se segue não é apenas de colisão.

É de ruptura.

Um clarão violento preenche o túnel por um breve instante.

Logo em seguida, uma onda de calor sufocante se espalha, avançando como um golpe invisível e forçando os escravos a recuarem, cada um tentando proteger o próprio rosto por puro instinto.

O chão treme.

Fragmentos de rocha são lançados em todas as direções, cortando o ar como lâminas descontroladas, ricocheteando pelas paredes estreitas da mina.

Fraink encara o caos que se forma diante dele com uma tranquilidade que beira o desconfortável.

O barulho, os gritos, o tremor - tudo parece distante, como se não o alcançasse.

O silêncio que se segue não pertence ao ambiente.

Pertence a ele.

E então...

- Meu Senhor...!

A voz surge apressada.

O mesmo trabalhador de antes reaparece, visivelmente abalado, o rosto ainda marcado por poeira e tensão.

Ele se aproxima rápido demais, quase tropeçando.

- N-nós temos um pro...

A voz falha, quebrando no meio.

Os olhos dele se desviam, fixando-se em algum ponto atrás de Fraink.

- ...blema.

A última palavra sai atrasada.

Baixa demais para a urgência que parecia carregar, como se já não fosse mais sobre o que ele veio dizer.

O trabalhador dá um passo para trás, seguido de outro.

No terceiro, tropeça nos escombros e cai ao chão, ainda sem conseguir desviar o olhar.

Seus olhos tremem.

Presos naquilo que flutuava no fundo da cratera.

Estranha demais para o mundo que viviam.

- S-se... senhor Fraink...?

A voz falha.

Fraca demais.

Fraink permanece imóvel, o olhar fixo no fundo da cratera, sem demonstrar qualquer intenção de responder.

- Então...

O tom é baixo demais para ser ouvido claramente, quase um sopro.

- Eu estava certo.

Uma breve pausa.

- Finalmente...

Seus olhos se estreitam.

Não havia dúvida naquele olhar.

Apenas reconhecimento.

Um leve arco surge no canto de seus lábios, contido demais para o peso daquilo diante dele.

- Então era isso...

Fraink ainda observa a esfera por mais alguns instantes.

Então se vira lentamente.

- Kael.

O trabalhador congela ao ouvir o próprio nome.

- Quero que subam aquilo imediatamente.

O homem hesita.

Fraink franze levemente o cenho.

- Por acaso ficou surdo?

- N-não, senhor...!

A resposta vem rápida demais.

- É que...

Ele engole seco, baixa o olhar, incapaz de encará-lo por mais um segundo.

- O senhor... lá embaixo...

Uma pausa curta.

- O caminho não está... estável.

Silêncio.

Pesado demais.

Fraink observa o homem por um segundo a mais do que o necessário.

Então, um suspiro curto escapa.

- Inúteis...

É fácil enxergar uma leve frustração em seu rosto, mas logo se vira novamente em direção à cratera.

Dá alguns passos à frente, como se quisesse ver melhor.

- Quero que me encontre lá embaixo.

E, sem hesitar...

Salta.

O corpo desaparece nas profundezas da mina.

Durante a queda, suas mãos e pés encontram apoio nas paredes irregulares.

Movimentos precisos.

Controlados.

Como se o próprio ambiente fosse extensão do seu corpo.

Pedra após pedra.

Desvio após desvio.

No fundo da cratera, o calor ainda subia do impacto anterior, distorcendo o ar.

Mesmo assim, ele não recua... pelo contrário, continua avançando, como se tivesse ganhado ainda mais velocidade.

Então atinge o chão com um impacto leve.

...

Segunda parte abaixo: A Esfera.

- Luminar R.