Protocolo do Abismo por Pamela da Costa Holanda

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Resumo

No Hospital Asklépion, a ordem é uma ilusão e a hierarquia é escrita com sangue. Pérola é uma enfermeira que domina a emergência com a precisão de quem conhece a anatomia do sistema melhor do que os próprios diretores. Ansiosa, analítica e implacável, ela enxerga o hospital como um tabuleiro onde cada erro é fatal. Ela não se curva, não aceita ordens de quem não entende de enfermagem e mantém o seu setor sob um domínio absoluto, onde o único protocolo que importa é o seu. ​Tudo é colocado em xeque quando Tânatos atravessa a porta da frente do hospital, trazendo Hades - o executor que controla o submundo - em estado crítico. Enquanto Tânatos exige prioridade, ele encontra em Pérola uma resistência que não conhece o medo. Ela não vê um mafioso; ela vê um paciente que, ironicamente, terá sua vida decidida por uma mulher que domina a vida, enquanto ele sempre foi o mestre da morte. ​O confronto entre eles é inevitável. Hades, acostumado a exterminar, encontra em Pérola a única pessoa que não se intimida com seu nome ou seu poder. Em um jogo de xadrez onde o bisturi é tão perigoso quanto o gatilho, Hades descobrirá que, no Hospital Asklépion, o seu poder de ceifar vidas não tem valor algum diante do conhecimento técnico de uma enfermeira que sabe exatamente como mantê-las acesas.

Gênero
Drama
Autor
Pamela
Status
Em Andamento
Capítulos
4
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

O Peso do Julmento

O porão era o coração pulsante da Máfia Grega Ordem de Cronos, um lugar frio e úmido onde as sombras pareciam ter vontade própria. Hades observava a balança de ouro, o brilho metálico refletido em seus olhos profundos enquanto ele aguardava.

- Você entende, Tânatos? - a voz de Hades ecoava, grave e firme. - Zeus pode ser o Dom, o rosto que todos adoram, aquele cujo nome é dito com reverência nas salas da elite. Poseidon pode ser a força que mantém o fluxo das nossas rotas. Mas eles são apenas isso: a cara e o fluxo.

Hades deu um passo em direção ao traidor, o som de suas botas no piso úmido parecia uma contagem regressiva.

- Eles não compreendem o que é o verdadeiro poder. O poder não é ser adorado. O poder é ter a decisão final sobre a respiração de um homem. Sou eu quem decido quem vive e quem morre, e, mais importante, o ritmo desse fim. Se o julgamento será rápido ou se vai se arrastar por horas, tudo depende do meu humor.

Hades voltou-se para Tânatos, que, apesar de sua postura relaxada, mantinha os olhos fixos na entrada do porão, pronto para qualquer movimento.

- Chame a equipe da qual eu confio. Diga para Cérbero, Caronte e Érebo estarem de prontidão. Quero o Panteão da Morte operando em sintonia. Hoje, o peso desse coração será medido, e nenhum deles terá o privilégio de desviar o olhar do processo.

Tânatos assentiu, a seriedade substituindo seu sorriso costumeiro. Ele sabia que, quando Hades convocava o círculo íntimo, o julgamento deixava de ser apenas uma punição para se tornar uma lição que ecoaria por todo o submundo.

- O show não é do Dom - Hades concluiu, ajustando a lâmina de dissecação com uma frieza absoluta. - O show é meu.

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