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AULAS PROIBIDAS COM O PROFESSOR

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Resumo

Millie Carter está a uma nota ruim de perder tudo. Sua bolsa de estudos é o que a mantém na faculdade, seus três empregos garantem o sustento da casa e sua filha de seis anos depende dela para que tudo dê certo. Então, quando seu professor assustadoramente lindo se recusa a dar qualquer mole, o desespero faz com que Millie tome uma atitude que ela jamais consideraria em circunstâncias normais. Ela tenta seduzi-lo. E as coisas dão terrivelmente errado.

Gênero
Romance
Autor
Ze Von
Status
Completo
Capítulos
30
Classificação
5.0 (6 avaliações)
Classificação Etária
18+

Chapter 1

Millie estava parada diante da porta do escritório do Professor Blackwood com a mão no meio do caminho, perguntando-se se tinha perdido o juízo de vez.

As palavras de Angel não paravam de rodar na sua cabeça. "Pelo visto, o Professor Blackwood tem uma queda por ruivas curvilíneas. Tenta a sorte. Você não precisa fazer nada de verdade. Talvez só... flertar um pouco. Chorar um pouquinho também. Ele é homem. Ele vai repensar."

No auge do seu desespero, aquilo tinha parecido algo possível de fazer.

Agora, encarando a porta fechada, parecia pura loucura.

Ela olhou para si mesma.

Calça jeans desbotada que já tinha visto dias melhores. Tênis baratos que ela comprou em uma liquidação dois anos atrás. A curva suave da barriga sob o suéter largo que ela puxou para baixo por hábito.

Ridículo.

Ela passou todo o caminho pelo campus dizendo a si mesma que seu corpo não importava. Ela estava ali porque precisava de ajuda.

Ela tinha vinte e dois anos, era mãe solteira de uma criança de seis, trabalhava em três empregos, estava atolada em contas e prestes a perder a bolsa de estudos que era a única coisa que a mantinha viva.

Ela não tinha tempo para ficar parada na porta de um escritório tendo uma crise por causa de suas coxas grossas enquanto sua vida desmoronava.

A babá tinha acabado de subir o preço de novo. O proprietário queria que ela saísse assim que o contrato acabasse. E a carta do reitor estava na sua bolsa, com a ameaça de cancelar sua bolsa se suas notas não melhorassem.

Ela não podia perder aquilo.

Não quando Maya dependia dela.

Não quando a faculdade deveria ser a sua saída.

Foda-se.

Ela ia fazer aquilo.

Ela bateu.

Nenhuma resposta.

Claro. Ela tinha acabado de se virar para ir embora, sentindo um certo alívio, quando a porta se abriu atrás dela.

"Você queria alguma coisa, Sra. Carter?"

Millie quase teve um troço de susto.

Ela girou o corpo e teve que inclinar a cabeça lá para cima para encontrar os olhos dele.

O Professor Blackwood era ainda mais imponente de perto — alto, impecável, cabelo escuro arrumado, aqueles olhos cinzentos penetrantes olhando para ela como se ela fosse um incômodo que ele preferiria não ter que lidar.

A boca dele estava em uma linha fina. Mesmo quando ele não estava com raiva, havia algo perturbador na maneira como ele encarava as pessoas.

E, quando ele estava zangado, fazia qualquer um se sentir minúsculo.

Millie sempre achou que ele parecia um falcão observando a presa.

Suas pernas estavam trêmulas.

"Eu... eu queria falar com o senhor."

Uma sobrancelha escura se ergueu levemente. "Não é hora de atendimento ao aluno."

Oh, não.

"Senhor, eu realmente..."

Ele a interrompeu.

"Entre. Você tem cinco minutos."

Ele entrou, deixando a porta aberta. Millie hesitou por meio segundo antes de correr atrás dele.

O escritório dele era exatamente o que ela esperava — imaculado, austero, quase totalmente vazio de qualquer coisa pessoal. Sem fotos ou bagunça. Nada que sugerisse que uma pessoa real vivia atrás daquela mesa.

Por outro lado, o Professor Adrian Blackwood nunca pareceu uma pessoa normal para ela.

Os Blackwoods eram daquelas famílias que as pessoas reconheciam sem precisar de explicações. Hotéis, empresas de tecnologia, participações privadas, navegação; dinheiro antigo que deixava as pessoas comuns desconfortáveis só de falar o nome.

Adrian era o caçula de três filhos. Trinta e cinco anos. E, ao contrário de seus irmãos mais velhos, ele tinha recusado todos os negócios da família.

Em vez disso, ele construiu sua própria reputação na academia e na engenharia. Aos trinta, ele já era um pesquisador distinto e tinha conquistado estabilidade em uma das universidades mais prestigiadas do país.

Isso não o tornava menos intimidador.

Pelo contrário, tornava tudo pior.

Ele não precisava da universidade.

Eles é que precisavam dele.

O que significava que Adrian Blackwood podia se dar ao luxo de ser brutalmente honesto com qualquer um.

Ele não se importava se um aluno era rico ou pobre, se tinha contatos ou se era um zé-ninguém. Trabalho ruim era trabalho ruim. Desculpas só pioravam as coisas.

Millie estava começando a achar que tinha escolhido o pior homem do campus para implorar por ajuda.

Ele se sentou e ligou o computador. Ela continuou de pé.

As sobrancelhas dele subiram. "Cinco minutos, Senhorita Carter."

Ela apertou a alça da bolsa com mais força.

"Eu... eu queria falar sobre as minhas notas."

A expressão dele não mudou. "Estou ciente de suas notas terríveis, Senhorita Carter. A menos que você esteja aqui para pedir desculpas por elas, não há nada para discutir."

O calor subiu pelo pescoço dela.

"Senhor, eu..." Ela engoli em seco. "Eu preciso passar."

Os dedos dele pararam no teclado. Lentamente, ele a encarou. "Não é assim que as notas funcionam."

"Eu sei."

"Sabe mesmo?"

A pergunta silenciosa fez o estômago dela dar um nó.

Blackwood recostou-se na cadeira.

"Você perdeu quase um terço das minhas aulas. Não entregou os trabalhos no prazo. Seus resultados nas provas estão entre os mais baixos da turma. E, ainda assim, você entrou no meu escritório esperando que eu te dê uma nota de aprovação de mão beijada."

"Eu não espero que o senhor simplesmente me dê."

"Então, o que exatamente você espera?"

Millie abriu a boca.

Ela tinha praticado aquilo a manhã inteira. Planejou explicar sobre a Maya, os empregos, a babá, tudo. Ao olhar para o rosto dele, ela sabia que nada daquilo importaria.

Ela engoliu em seco. "Se eu for reprovada nesta matéria, perco minha bolsa."

A expressão dele permaneceu ilegível. "Isso é uma pena."

O coração dela disparou. "Eu não posso perder."

"Você deveria ter pensado nisso antes de começar a fracassar."

"Eu pensei nisso."

"Claramente não o suficiente." A voz dele permaneceu calma, quase entediada. "Já ouvi de tudo, Senhorita Carter. Pais doentes. Filhos. Empregos. Problemas financeiros. Problemas pessoais. Entendo que a vida possa ser difícil. Nada disso muda as exigências do meu curso."

Os dedos dela se curvaram ainda mais em torno da alça da bolsa.

Ela odiava aquilo.

Odiava estar ali, como uma criança estúpida implorando por misericórdia a um professor irritado. Odiava como ele a fazia sentir pequena sem nem precisar levantar a voz.

As palavras de Angel voltaram à sua mente. "Você não precisa fazer nada de verdade. Só talvez... flertar um pouco."

Seu estômago revirou.

Ela olhou para ele. Não tinha como. Ela não conseguia flertar com aquele homem. Mal sabia como flertar com qualquer pessoa.

O que ela deveria fazer — sorrir? Tocar no braço dele? Bater os cílios?

A ideia quase a fez rir.

Uma garota como Angel conseguiria. Millie não.

Ela não era o tipo de mulher que os homens olhavam duas vezes. Ela era aquela que usava suéteres largos para que ninguém notasse sua barriga. Aquela que evitava espelhos em lojas de roupas. Aquela que ainda lembrava de cada comentário cruel que já recebeu sobre seu peso.

Ela respirou fundo, devagar. "Por favor, Professor."

Os olhos de Blackwood se estreitaram um pouco. "Eu não dou tratamento especial, Carter."

Millie encarou-o e deixou os olhos lacrimejarem. Seus olhos verdes cansados, com as olheiras que Angel insistia que pareciam "sedutoras".

Talvez funcionassem com ele. Quem saberia?

"Eu farei qualquer coisa para passar, senhor." Ela hesitou, com a voz baixa. "Qualquer coisa."

A palavra pairou entre eles.

Algo mudou na expressão dele. O olhar dele percorreu o rosto dela e depois voltou para os seus olhos.

"Qualquer coisa?"

Seu coração começou a bater tão forte que ela conseguia senti-lo na garganta.

Ela pensou em Maya. Na carta em sua bolsa. Em tudo que desmoronaria se ela saísse dali de mãos vazias.

Então ela assentiu. "Qualquer coisa."

O canto da boca dele se curvou. E então ele riu.

Millie ficou paralisada, com os olhos ainda úmidos, enquanto Blackwood ria baixo. O olhar dele caiu, deslizando pelo corpo dela. Sem pensar, ela moveu a bolsa para frente da barriga.

Quando ele falou novamente, sua voz estava gélida.

"Eu posso fazer você ser expulsa por isso."

Seu estômago despencou. Ela encarou seus tênis gastos. Aquilo tinha sido um erro.

Ele continuou, com a voz mais baixa agora. "Existem alunos que nunca faltam a uma aula. Que trabalham duro em cada tarefa e prova só para conseguir passar raspando. E então..." Ela podia sentir o peso do olhar dele. "...vadias pequenas, burras e vazias como você acham que podem conseguir uma boa nota oferecendo chupar um pau."

A voz dele baixou ainda mais, num tom que fez a nuca dela arrepiar.

"Você acha isso justo, Millicent?"

Ouvir seu primeiro nome completo naquele tom a fez tremer.

Antes que ela pudesse responder, ele sinalizou para a porta.

"Tranque a porta, Carter. Venha aqui. Deixe-me ver as habilidades que você tem tanta certeza de que vão lhe garantir uma nota de aprovação."


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Personagem Ótimo

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Diálogo Forte

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