Visco e Beijos Secretos

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Resumo

Ao voltar para casa no Natal, você encontra um presente que não esperava ganhar: o melhor amigo do seu irmão. O que acontece quando seus caminhos se cruzam após alguns anos separados e todos aqueles sentimentos que você achava que tinham desaparecido vêm à tona novamente?

Status
Completo
Capítulos
23
Classificação
4.8 50 avaliações
Classificação Etária
18+

Chapter 1

CAPÍTULO 1

— Anda logo, nós vamos perder o voo — eu grito, andando de um lado para o outro até que Rhiana finalmente se manifesta.

— Calma, a gente tem tempo de sobra, relaxa aí. — Ela tem sorte de eu amá-la, porque essa garota me deixa muito estressada.

— Então, ele vai estar lá? — ela me pergunta.

Eu reviro os olhos. — Sim, ele vai, e não, você não deveria chegar perto dele. Eu já te avisei como ele é.

Rhiana sorri para mim. — Acho que preciso ir lá e dar uma pegada em alguém gostoso. — Sinto um pouco de náusea só de pensar nisso.

— Por favor, pare de falar do meu irmão piranha. Você não precisa ir lá e não deveria ir lá.

Ela me olha como se o que eu estou dizendo entrasse por um ouvido e saísse pelo outro.

— Ah, qual é, eu poderia ser sua cunhada, quão divertido isso seria?

Eu não consigo evitar e rio. — Você já é como da família, não estraga tudo se envolvendo com ele — eu imploro.

Para ser honesta, minha preocupação é que, se aqueles dois fizessem algo, isso destruiria nossa amizade.

Enquanto observo as engrenagens girando na cabeça dela, ela finalmente para de sonhar acordada com meu irmão. Não acredito que ela acabou de me dar uma piscadinha atrevida. Eu a avisei sobre como ele é; ela perdeu o juízo se chegar perto dele. Eu deveria dar um toque sobre, como é o nome dela? Cristal, Brittany... não, esse não é o nome. Ah, Tiffini, escrito com I e não com Y, ela é uma dor de cabeça infernal. Não sei o que ele vê nela... não, espere, sei sim, são os peitões gigantes que ela tem. Eu esperava que fosse uma fase, mas não, ela continua lá como uma DST da qual você não consegue se livrar.

— Desculpe estragar seus planos, querida, mas a Tiffini ainda está no pedaço. Aquela vadia é uma psicopata, você não quer mexer com ela.

Percebo que Rhiana não está muito preocupada com a concorrência quando ela declara:

— É o que vamos ver — ela dá um sorriso cínico.

Cansei de esperar, não aguento mais.

— Certo, enfia a bunda no carro. — Ela finalmente vai em direção à porta e eu fico chocada.

— Puta merda, quanta bagagem você está trazendo? Nós só vamos ficar fora por 3 semanas. — Rhiana me olha inocentemente antes de declarar:

— O quê? Isso é pouco, você tem que estar preparada para todas as ocasiões.

Cinco lances de escada e quatro malas depois, eu ainda não consigo acreditar que ela está levando três malas só dela. Fala sério, quem precisa de tanta bagagem? Colocamos tudo no carro e seguimos para o aeroporto. Finalmente quebro o silêncio.

— Então, só para você saber, o Cole vai chegar em alguns dias. — Rhiana revira os olhos para mim antes de responder com sarcasmo:

— Oba, mal posso esperar!

— Ei, eu vi esse revirar de olhos. Por favor, tente ser legal, isso é muito importante para mim — eu faço bico.

Digamos apenas que eles não se dão nada bem. Cole finalmente concordou em vir comigo para conhecer minha família. O único problema é que ele não conseguiu folga logo de cara, então ele vai me encontrar lá.

— Eu vou tentar ser legal por você, mas, honestamente, não tenho um bom pressentimento sobre ele. Ruby, você é uma garota inteligente. Você vê como ele é quando você está por perto, olhando para outras mulheres, flertando com elas na sua frente. Se é assim com você por perto, como será sem você? — ela explica.

Não consigo evitar e defendo meu relacionamento para ela, o que parece ser a milionésima vez.

— É só uma conversa inofensiva, ele só tem um jeito mais paquerador. Ele não fez nada que me preocupasse, só, por favor, dê uma chance a ele — eu imploro.

Rhiana olha para a própria mão e suspira. — Ok, porque eu te amo, eu vou dar. Mas só para você saber, como sua melhor amiga, estou de olho nele.

O resto da viagem de carro é um pouco tensa, nenhuma de nós sabe o que dizer. Chegamos ao aeroporto e arrastamos a bagagem até a fila do balcão de check-in.

— Isso está demorando uma eternidade, mal posso esperar para despachar as malas e tomar um coquetel antes do voo — ela suspira.

Eu concordo com Rhiana.

— Definitivamente preciso de um slow screw. — Ela olha para mim levantando as sobrancelhas, e eu a encaro de olhos arregalados.

— Jesus, você precisa transformar tudo em algo safado? — Não consigo evitar e rio. Finalmente chegamos ao balcão e entrego nossos passes. A funcionária atrás do balcão nos dá uma notícia que eu não precisava ouvir:

— Como assim o voo foi cancelado? — eu grito.

— Como isso pode estar acontecendo? — Imploro pela ajuda da atendente.

— Por favor, tem que haver algo que você possa fazer. Existe algum outro voo?

A atendente me devolve os passes. — Sinto muito, mas, devido à tempestade de neve, todos os voos para o seu destino ou áreas próximas foram cancelados até segunda ordem. Se você for até o balcão de atendimento ao cliente, eles poderão ajudá-la melhor.

Sinto as lágrimas chegando.

— Sério? Finalmente tenho tempo para ir para casa e o universo já joga essa merda em cima de mim? — Rhiana toca meu braço e me dá um aperto leve. — Você está sendo um pouco dramática, Ruby. — Eu dou um olhar feio para Rhiana e mostro o dedo do meio.

A atendente me olha, sentindo meu colapso iminente.

— Posso sugerir que peguem um ônibus ou aluguem um carro para a viagem? Se forem ao balcão de atendimento, é tudo o que poderão oferecer.

Na hora seguinte, Rhiana está cantando ao meu lado.

— Road trip, road trip, road trip. — Eu encaro Rhiana antes de disparar:

— Você não está me ajudando agora. — Tentando me fazer mudar de humor, Rhiana me dá um sacode verbal.

— Ah, tira esse pau da bunda!

Eu pergunto diretamente: — Você tem noção de quanto tempo vai levar se dirigirmos?

Rhiana tem todas as respostas hoje.

— Sim, mais ou menos um dia! Qual é, o quanto vamos nos divertir? Você, eu e a estrada, tipo Thelma e Louise.

Eu realmente não consigo acreditar no quanto ela está calma com tudo isso, além da referência cinematográfica terrível. Não consigo evitar e pergunto:

— Querida, você sabe como aquele filme termina, né?

O sorriso dela aumenta e ela sacode meu braço.

— Esse não é o ponto. Podemos ficar aqui esperando e torcer para conseguir um voo, ou podemos embarcar em uma aventura de estrada e chegar lá amanhã, no máximo.

Fico ali avaliando minhas opções. Não acredito que estou considerando isso, mas se eu não aparecer, meus pais vão ficar decepcionados. Prometi que visitaria e passaria um tempo com eles, já que trabalho praticamente o tempo todo. Sinto culpa, e não ajuda o fato de o meu "príncipe encantado" ficar me criticando por focar demais na carreira, como se ele pudesse falar alguma coisa. Aceitando a derrota aérea e com o máximo de entusiasmo que consigo reunir:

— Tudo bem, vamos de road trip. Deixe-me apenas ligar para avisar da mudança de planos. Eles planejavam nos buscar no aeroporto, afinal.

Bom, vamos lá. Pego meu celular na bolsa e ligo para meus pais. Vamos, atendam.

Ninguém atende, só a secretária eletrônica. Ótimo.

Olá, você ligou para a residência dos Porter. Desculpe, não estamos disponíveis, por favor, deixe uma mensagem.

Escuto o sinal e respiro fundo.

— Oi, mãe e pai, tive um problema para pegar um voo por causa das tempestades de neve, então a Rhiana e eu vamos de carro. Devemos chegar aí amanhã, tarde da noite. Estou ansiosa para ver todos vocês, ok, bem... tchau, amo vocês.

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Personagem Ótimo

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