Command | Mafia | The London Crime King | Five por Lindsey Marie em Inkitt
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COMANDO | MÁFIA | O REI DO CRIME DE LONDRES | CINCO

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Resumo

Este livro contém linguagem e temas adultos, incluindo violência gráfica, drogas e sexo explícito que podem ser perturbadores para alguns leitores. Esta série NÃO é um romance típico. NÃO é para jovens ou para os de coração fraco. Se você detesta toxicidade, situações perturbadoras, consentimento duvidoso, violência excessiva e dark triggers, por favor, não leia esta série. A série O Rei do Crime de Londres é uma obra de ficção destinada apenas ao público adulto, 18+. COMANDO Brad encarnava a masculinidade com perfeição, um loiro bonito com olhos cor de uísque que jamais seria visto morto vestindo algo que não fosse um terno Valentino atemporal. As mulheres caem por seu flerte travesso, sem saber dos demônios que o mantêm acordado à noite, os monstros que invadem seus pensamentos e as vozes incorpóreas sussurrando em seu ouvido, tentando impedi-lo de levar uma vida normal. Desde que conheceu seu chefe, melhor amigo e irmão, Brad aprendeu a ignorar as pessoas que torturam sua alma afogando-se em drogas, álcool e mulheres. Ele se dedicou à única pessoa que importava. Liam Warren. Durante a maior parte de sua vida adulta, trabalhar ao lado de Liam manteve Brad na linha. No entanto, após a prisão perpétua de Liam, Brad não tem escolha a não ser assumir o dever como Comando. Afinal, a Warren Enterprise dependia dele. “Pesada é a cabeça que usa a coroa”

Status
Completo
Capítulos
64
Classificação
5.0 105 avaliações
Classificação Etária
18+

PRÓLOGO

Eu gosto de cerveja?

Não, tinha gosto de xixi de gato. Pelo menos, se eu soubesse qual é o gosto real de xixi de gato, imaginaria que fosse essa substância morna e sem gás dentro de uma garrafa. Mesmo assim, bebo cerveja todo dia como um idiota que virou alcoólatra, porque não tinha nada melhor para fazer. Bem, isso é mentira. Tenho muita coisa para fazer, lugares para ir, pessoas para ver, mas fingir ser um bobalhão sem ambição parecia melhor do que admitir a verdade.

A invenção dói menos que a realidade.

Eu sou alcoólatra?

Digo, às vezes me considero um pinguço, porque, bem, aqui estou eu, mais uma vez, em um bar sujo e decadente, bebendo meu peso em xixi de gato.

Mas eu também funciono sem álcool.

Eu sei dizer não.

Posso fumar um baseado no lugar.

Pensando bem, cadê o baseado que eu bolei mais cedo? Revistei minha jaqueta de couro, aquela que peguei no brechó no fim de semana passado. É velha, desbotada, esfarrapada e cheirava pior que uma mistura de cachorro molhado, comida podre e chulé. "Puta que pariu", resmunguei, saindo daquela busca rápida de mãos vazias. "Deixei em cima da bancada da cozinha."

O barman corpulento arqueou uma sobrancelha com piercing.

"O quê?" A cabeça dele, que era uma só, tinha virado duas trinta minutos atrás. "A gente não estava conversando?"

"Não, Brad. Você está falando sozinho." Depositando o troco na caixa registradora, ele deslizou uma dose de uísque para o cliente à minha direita. "Estou atendendo os clientes."

"Bom para você, campeão." Virei o resto da cerveja da garrafa, sacudindo as gotas na minha língua. "Seja um bom barman e me traz outra."

Ele arrancou a garrafa vazia da minha mão.

"Calma", eu disse, relativamente ofendido pela falta de tato dele. "Ainda sou um cliente pagante."

"É." Ele jogou a tampa da garrafa por cima do ombro, e ela caiu no chão, girando em círculos irritantes. "Vamos ver por quanto tempo."

Meu dedo apontou para algum lugar na direção dele — basicamente, apontando para o nada. "Você precisa transar."

As bochechas dele ficaram roxas de desconforto. "Você precisa achar um bar novo."

"Por que diabos eu faria isso?" Meu nariz enrugou. "Acabei de conseguir colocar o pé para dentro de novo."

Veja bem, eu tenho um tipo de cara que irrita as pessoas. Mal abri a boca quando cheguei aqui pela primeira vez, e mesmo assim consegui ganhar um olho roxo do segurança e uma proibição de seis semanas, que só durou cinco porque, bem, eu consigo ser persuasivo de um jeito charmoso. "Como vai a patroa?"

Ele secou copos de chope recém-lavados com um pano de prato xadrez e os empilhou sob o balcão de madeira. "Ela continua sendo uma vaca preguiçosa."

"Pesado." E é por isso, senhoras e senhores, que ele é um velho ranzinza com uma barriga enorme. Inferno, se eu fosse a esposa dele, também não ia querer rolar nos lençóis com ele. Quer dizer, olha o tamanho daquela espinha na bochecha dele. Olha o queixo duplo balançando ao vento e os pelos grisalhos saindo do nariz, quase chegando no lábio superior. Ele é um desastre demoníaco, todo encardido com jeans manchado de alvejante, botas de couro e pelos do peito indomáveis. Cristo, ele me fazia parecer um modelo, o que, para meu azar, eu não era. Talvez na próxima vida, ou quem sabe no futuro, eu desfile em uma passarela. O tempo dirá. "Aposto que ela transa com o leiteiro."


"Provavelmente." Ele deu de ombros. "Vamos ver se eu ligo?"


"Faz sentido." A Sra. Irritante, Esfarrapada e Gostosona voltou para o banco à minha esquerda, com seus seios fartos praticamente à mostra. "O que você quer?"


"Oi." Seus cílios, cheios de camadas de rímel, tremiam como borboletas moribundas. "Então, você ainda está aqui."


Paguei pela cerveja. "Não, eu fui embora."


Sua voz grossa e rouca estalou enquanto ela ria. "Você é tão engraçado."


Se eu pudesse ver minha expressão agora, aposto que seria uma mistura de pasmo e perplexidade absoluta. "Sem ofensa, madame. Mas eu gosto de beber sozinho."


Droga, parecia que eu era um disco arranhado.


Juro, eu já tinha dito isso.


"Mas você sabia disso porque tivemos essa conversa mais cedo, né?" Quando você tentou subir no meu colo e lamber minha cara. "Mas ei, o Benny está interessado." Benny, o velhote sem expressão que sentava no final do bar, levantou a cabeça, com os olhos protegidos pelo boné surrado. "Não é, Benny, meu velho?"


Benny resmungou de desgosto.


"Sério?" A mulher se inclinou, e seu hálito de cigarro velho bateu no meu rosto. "Estou de olho em alguém melhor do que o Benny constipado."


Olhei para Benny e o encontrei já me encarando. "É assim que a gente chama ele?"


"Sim", ela disse baixinho, e quando seus lábios se curvaram em um sorriso, as manchas de batom vermelho nos dentes amarelados fizeram calafrios desagradáveis percorrerem minha espinha. "Então, o que me diz, bonitão? Você não vai se arrepender."


Sim, eu vou.


Não tenho interesse em coroas. Na verdade, elas não despertam nada em mim. Se eu quiser ser bem técnico, não sinto nada pela população feminina em geral. Inferno, se eu não fosse tão repelido pela ideia de tocar num pau, provavelmente me consideraria gay.


Agora, não me entenda mal, eu aprecio as mulheres, mas sou o que você chamaria de estranho. Tenho dificuldades com o sexo oposto, e a paquera não é algo natural para um cara como eu. Juro, conheci a Tiff, minha namorada, por pura sorte. Se não fosse pela persistência inabalável dela, eu ainda estaria solteiro. E, pode acreditar quando digo que isso não é exagero. Quando conheci Tiffany Fisher cinco anos atrás, eu mal conseguia montar uma frase.


Ela sorriu.


Eu fiz careta.


Ela falou.


Eu fiz careta.


Ela perseguiu.


Eu fiz careta até parar de fazer careta.


A mulher com unhas afiadas como facas colocou a mão na minha coxa, seus dedos acariciando para lá e para cá, numa tentativa de fazer o pau ganhar vida.


Soltei um suspiro pesado, deixando claro que estava frustrado com sua sedução. Quando ela continuou a insistir, a flertar, a sussurrar obscenidades no meu ouvido, segurei o pulso dela. "Não estou interessado em foder uma coroa de cinquenta anos", disse com uma voz baixa e irritada. "Pela quarta porra de vez, eu tenho namorada."


Rosnando, ela arrancou o braço da minha pegada firme. "Se fode, idiota."


"Quem dera", resmunguei para a garrafa de cerveja, dando um longo gole. "Baixa essa saia, mulher. Todo mundo está vendo a sua bunda."


Ajustando a saia do seu vestido levantado, ela agarrou a bolsa de mão cravejada de diamantes de cima do balcão e, mostrando o dedo do meio para mim, saiu andando em direção ao fundo da sala escura e cheia de fumaça para encontrar outra vítima.


No meio da multidão, sentada em uma mesa de canto com amigos, avistei um rosto bonito que lembrava muito a garota que me esperava em casa. Suas bochechas rosadas, seu sorriso despretensioso e seus olhos verdes iluminavam o ambiente. Sua risada doce me fez sorrir. Ela era mais magra, no entanto. E seu cabelo era liso chapado e menos vibrante.


Minha garota tinha um cabelo ruivo selvagem.


Minha garota tinha curvas e foi abençoada na parte dos seios.


Minha garota, pensei.


Soava ridículo na minha cabeça, quanto mais em voz alta, porque em algum momento do nosso relacionamento, eu a perdi. Podemos morar na mesma casa, dividir o mesmo quarto e resmungar um para o outro enquanto passamos pelos corredores, mas estávamos muito longe de ficar bem. A gente discutia quase sempre, e ultimamente, ir para casa era quase insuportável.


Quem quer trabalhar quinze horas por dia para chegar em casa e discutir por merdas inúteis?


Você deixou um prato na pia.


Você não cortou a grama.


É sua vez de fazer a janta.


E então...


Você não me dá valor.


Você não é carinhoso o suficiente.


Você é um babaca sem paixão.


Por que você não consegue dizer?


É só dizer!


A resposta que ela ansiava ouvir estava na ponta da minha língua. "Eu não posso", sussurrei, sabendo que seria errado dizer. "Eu estaria mentindo."


Minha cabeça começou a latejar nas têmporas.


Um, eu limpei a cozinha hoje cedo, você ao menos notou?


Dois, eu preparei comida quando cheguei do trabalho ontem à noite e deixei na geladeira para nós, para evitar mais discussões. Peço desculpas pela falta de frescor.


Três, vou cortar a grama no próximo fim de semana, depois que terminar de decorar o closet que você insistiu em ter.


Quatro, eu te dou valor, eu me importo com você e tento ser carinhoso e apaixonado, mas você sabe que isso é mais fácil falar do que fazer para um cara como eu. Conversamos sobre meus problemas bem no começo, quando você determinou que eu era o amor da sua vida, e eu te disse para ir embora porque eu nunca seria bom o bastante para você. Mas, aqui estamos nós, brigando e discutindo pelas mesmas preocupações que levantei antes de concordarmos com a exclusividade.


Cinco, acabei minha cerveja.


Quando foi que isso aconteceu?


Ergui a garrafa vazia acima da cabeça. "Posso pegar outra?"


As mãos do barman se espalharam sobre o balcão. "Acabou a cerveja de garrafa. Sorte a sua, ainda tenho um pouco de Guinness na torneira ou algum licor lá atrás."


Abri a carteira de couro e balancei as moedas soltas no compartimento rasgado. "Quanto custa uma dose de bourbon?"


Ele bateu na nota de vinte libras guardada no fundo da carteira. "Isso dá para algumas rodadas."


Puta merda, eu estava guardando isso há duas semanas. É aniversário da Tiffany na segunda-feira. Eu precisava comprar flores ou algo assim. Talvez um cartão e uma caixa de chocolates.


Coloquei quatro moedas de uma libra no balcão. "Vou de Guinness mesmo."


"Jesus, Brad." Ele começou a servir a bebida. "Se não tem dinheiro para beber, vá para casa e economize cada centavo."


"Eu pedi a sua opinião de merda?" perguntei com raiva. "Não. Não pedi. Então, sirva a bebida e cuide da sua vida."


Verifiquei meu celular para ver se havia alguma chamada perdida ou mensagem da Tiffany. Nada. Nadinha. Zero. Nem uma mensagem sequer daquela mulher desde que saí para trabalhar hoje de manhã.


Escrevendo uma mensagem curta, agradeci ao barman pela Guinness.


Eu: Você ainda está brava?


Eu: Olha, talvez a gente devesse conversar? As coisas estão ficando bem tensas entre nós, e pessoais. Eu não gosto disso. Imagino que você também não.


Após uma breve pausa, disparei outra.


Eu: O chefe me liberou mais cedo. Eu deveria estar em casa, mas fiquei no bar a noite toda porque não conseguia encarar você, não depois desta manhã. Sei que não sou fácil, mas Tiff, você é simplesmente maldosa. As merdas que você diz me machucam. Você me faz sentir patético, inútil. Você me emascula a ponto de eu questionar a mim mesmo.


Devo ir?


Devo ficar?


O que você quer de mim?


Me diga como consertar isso?


Como consertar nós dois.


"Escuta." Uma bolsa de mão familiar pousou no balcão. "Esse vai e vem está me deixando maluca." Era a cougar de mais cedo. "A essa altura, estou disposta a pagar." Deslizando a mão para o quadril, ela inclinou a cabeça e, apenas com os olhos, implorou para que eu coçasse aquela dor incessante entre suas coxas. "Não importa o custo", ela acrescentou num sussurro. "Só preciso de uma foda daquelas antes de ir para casa hoje à noite."


Mesmo que eu fosse um babaca cafajeste que traísse a namorada, eu tinha um pau que funcionava de forma irregular.


Ele só ficava duro para a Tiffany.


No início do nosso relacionamento, fiquei mais de quatro meses sem conseguir ficar ereto e, mesmo quando conseguia, ele amolecia em cinco minutos. Imagine meu horror toda vez que íamos para a cama, ou para o banco de trás de um carro, ou qualquer peça de mobília desconfortável que tivesse que suportar nossos corpos quando o sexo parecia estar nos planos, apenas para terminar tudo... molenga. O resultado foi que meus dedos trabalharam dobrado porque meu pau decidiu ser um idiota e não cooperar.


Minha pobre menina trabalhou o maxilar por meses, chupando, batendo, lambendo e acariciando numa tentativa fracassada de estimular minha excitação, enquanto eu encarava o teto com as sobrancelhas levantadas e os lábios apertados, morrendo de vergonha.


Sabendo que a cougar não desistiria facilmente, levantei-me, com as mãos nos bolsos, e balancei nos calcanhares das minhas botas marrons. "Eu sou gay."


Puta merda, isso me fez encolher de vergonha. No entanto, mentir era melhor do que explicar, especialmente para uma mulher que não entende o significado de "não".


"Tudo bem..." O rosto dela se contraiu. "Então me vira de costas e finge que sou um cara."


Ah, pelo amor de tudo que é sagrado e maldito.


"Eu me sinto doente só de olhar para você", disse sem pedir desculpas, e o queixo dela caiu. "Eu não te comeria nem se você fosse o último buraco da face da Terra--"


"Brad!" o barman repreendeu, e eu lancei um olhar incrédulo a ele. "Você não pode falar assim com meus clientes!"


"O quê? Mas tudo bem ela ficar caçando os caras no seu bar feito uma cadela no cio!" Senti uma pancada forte na bochecha e percebi tardiamente que ela tinha me dado um tapa. "Que porra é essa?" Minha bochecha começou a esquentar com o choque. "Você me bateu!"


"É?" O peito dela encostou no meu enquanto ela invadia meu espaço pessoal para me repreender. "E você gostou, não gostou?"


Essa vadia é louca. "Essa vadia é louca", eu disse em voz alta, levantando as mãos em total descrença. "Vou prestar queixa."


"Vamos nessa." À minha esquerda, o barman apareceu ao lado de dois seguranças parrudos, sinalizando para eu sair. "Vá para casa, Brad. Durma um pouco."


"Porra nenhuma." Esquivando-me do aperto dele, peguei a Guinness e tomei um gole, disfarçando o nojo enquanto o sabor horrível besuntava minha língua. "Estou tomando minha bebida. Um homem não pode ser deixado em paz para curtir uma bebida sem hostilidades?" eu disse, olhando de lado para a cougar.


"Não." Ele arrancou o copo de cerveja da minha mão, o que resultou em camisetas encharcadas de stout irlandesa. "Brad, solta essa droga de copo!"


O copo caiu entre nossas mãos e se estilhaçou no chão.


Meus lábios se estreitaram. "Foi um acidente."


Ele estava roxo de raiva. "Saia daqui antes que eu te jogue para fora."


Certo, a atitude desrespeitosa dele começou a me deixar puto.


"Bom." Cruzei os braços. "Acho que você vai ter que me jogar para fora mesmo."


Dez segundos depois, os dois seguranças me lançaram pela porta da frente, direto na calçada. Minha bunda ficou dormente com o impacto e eu juro que vi estrelas. "Cristo", resmunguei, virando-me de lado. "Isso foi desnecessário."


Senti os olhos ameaçadores deles em mim quando o barman disse: "Você está banido por cinco meses."


Até meus braços doíam enquanto eu me levantava do chão frio. "Babaca", eu disse, sem saber se estava insultando ele, os seguranças ou a mim mesmo. "Você." Apontando para o homem que não é mais meu amigo, eu semicerrava os olhos através da garoa que batia no meu rosto. "Vai. Se. Foder."


"Não, Brad. Vá você se foder." Os lábios dele se torceram num rosnado. "E nem pense em voltar aqui, seu pedaço de merda."


"Coma a sua mãe, seu filho da puta." Cambaleando para trás, quase caindo em um buraco cheio de água, mostrei o dedo do meio para ele. "Seu gordo de merda."


"Seu fracassado de meia-tigela!"


"É?" Virando-me de volta para encará-lo, lambi a frente dos dentes superiores. "Me insulte o quanto quiser, velho." Dei um tapinha no peito. "Você não pode machucar alguém que não sente nada."


Se ele ficou por ali, se os capachos dele ficaram parados observando minha saída, eu não saberia dizer. Eu não saberia dizer nem se estava bêbado ou sóbrio.


Bem, estou andando em zigue-zague, então isso confirma as suspeitas.


Cada passo pela rua escura e quase deserta parecia exaurir minhas energias, e voltar para casa parecia cada vez menos atraente a cada segundo.


Tiffany.


Cristo, eu tinha que encará-la eventualmente.


Talvez ela esteja de bom humor.


Talvez ela esteja disposta a conversar sobre nós.


Chequei meu celular de novo.


Ainda não havia mensagens.


"Eu me importo com você", eu disse, praticando um pequeno discurso antes de chegar. "Você é diferente de qualquer outra mulher que já conheci." Franzindo o rosto, limpei as gotas de chuva. "Quando você entrou na minha vida... Quando você sorriu para mim..." Apenas abra o jogo, Jones. "Eu fiquei encantado, mas sabia que não ia dar certo porque eu sou... estranho."


Bom, isso parecia correto.


"Eu não sou completamente estranho. Tenho inteligência, bom senso de humor e sei conversar bem." Dave bêbado espiou de sua posição agachada na esquina, com a garrafa de cidra nas mãos, pousando no chão entre seus pés descalços. "Você está bem, Dave?"


Ele piscou.


"Sou um cara legal, né?" Fiquei parado ali, com as mãos na cintura. "Você acha que sei conversar bem? Qualquer garota teria sorte de me ter."


Mais uma vez, ele piscou.


"Ah, você não fala com estranhos, é?" Varei os fios de cabelo molhados dos meus olhos. "Tudo bem. Eu não sou um estranho. Passo por você toda noite quando volto do trabalho."


Ele rosnou como um animal feroz. "Meu nome é Bob. Seu idiota de merda."


Retiro o que disse. "Certo." Afastando-me do maluco, segui em frente. "Não precisa ficar assim. Eu só estava tentando ser amigável."


Minha simples existência afrontava todo mundo.


Minha sociabilidade incomodava as pessoas.


Meu senso de humor muitas vezes me deixava sem amigos.


Gosto de pensar que sou uma pessoa sociável, mas, na realidade, não me encaixo.


Nunca me encaixei.


"Soava triste no rádio", cantei com voz rouca. "Moveu um milhão de corações em mono. Nossas mães choraram. Cantaram junto, quem as culparia?" Checando se vinham veículos, corri pela rua e pulei na calçada de tijolos. "Você cresceu. Tão crescido. Agora devo dizer mais do que nunca." Agarrando o poste, dei um chute no ar e girei em volta dele. "Toora loora toora loo rye aye." A tontura quase me derrubou. "E podemos cantar como nossos pais!" Um arroto alto escapou dos meus lábios. "Oh, que nojo."


Quinze minutos se passaram quando destranquei a porta da frente de casa. Entrei no corredor às escuras e ouvi sons que me assombrariam para sempre. Gemidos de prazer ecoavam do andar de cima, acompanhados pelo bater ritmado da cabeceira da cama contra a parede. Outro homem, que gemia tão alto quanto ela, satisfazia a garota com quem eu dividia a cama todas as noites.


Lentamente, o chaveiro escorregou entre meus dedos e caiu no chão sem carpete. Tentei me convencer de que eu estava bêbado e tendo alucinações, então fechei a porta e escutei com atenção. Os gemidos continuavam, altos e claros para quem quisesse ouvir.


Engoli o nó na garganta e subi as escadas com cautela. Prolongando minha tortura, ouvi o som da voz dela enquanto ela suplicava por mais.


"Você não acreditou em mim", a voz sussurrou dentro da minha cabeça. "Eu te avisei, não avisei? Ninguém nunca poderia te amar do mesmo jeito que eu amo."


Tapei meus ouvidos.


Pense direito, Jones.


"Isso", Tiffany gritou, e meus olhos se abriram num salto. "Ah, isso. Bem aí."


Eu me afastei.


"Brian", ela gritou, e eu parei bruscamente. "Isso, porra. Faz eu gozar."


Não sei por que o quarto ficou cinza ou por que tudo ficou em silêncio.


Nem sei por que achei uma boa ideia subir as escadas, atravessar o corredor e ficar na porta do meu quarto vendo minha garota com outro homem.


Não um homem qualquer, no entanto.


Meu melhor amigo.


Meu único amigo.


Brian e eu crescemos juntos, morávamos na mesma rua quando éramos crianças. Nenhum de nós teve a melhor vida familiar ou a melhor infância, mas éramos felizes porque tínhamos um ao outro.


Como ele pôde fazer isso comigo?


Como ela pôde fazer isso comigo?


O cabelo ruivo de Tiffany, que ia até a cintura, grudava em suas costas, onde gotas de suor escorriam até sua bunda firme. Ambos foderam como se o tempo fosse curto, como se alguém pudesse chegar a qualquer momento e eles precisassem ser rápidos. Os dedos dele, adornados com anéis de prata, seguravam a cintura dela, seus seios, explorando cada centímetro de pele nua antes de se prenderem às coxas dela. "Tiff", ele gemeu, jogando a cabeça contra o travesseiro. "Eu te amo."


Fechei o maxilar com força.


"Isso." O corpo dela convulsionou sobre ele. Desabando sobre o peito dele para atravessar as ondas íntimas de êxtase, ela sussurrou no ouvido dele: "Eu te amo mais".


Meu corpo vibrou. Tive um desejo repentino de dizer algo — fazer algo. E eu fiz. Com o braço estendido, agarrei o item mais próximo na penteadeira, meus dedos se fecharam em torno da alça e, em meio a uma névoa distorcida, movi-me pelo quarto em direção à cama, imaginando como aqueles lençóis brancos ficariam bem com um tom de vermelho vivo.


Tiffany sentou-se, ainda montada nele, e tirou da testa a franja ruiva, encharcada de suor. Quando nossos olhos se encontraram e ela gritou algo indecifrável em pânico, trouxe o ferro para trás e golpeei sua cabeça. Eu sabia que tinha sido feio, porque quando ela caiu da cama — de cima dele — e desabou no chão, ela não chorou, não se moveu, nem tentou correr ou falar. Ela ficou ali, mole, sem vida, com o sangue escorrendo pelo carpete antes branco. Seus olhos verdes, arregalados e vítreos, olhavam para mim, mas estavam vazios, sem vida. Ela tinha ido embora.


"Brad, o que você fez?" Brian sentou-se num salto. Ele não olhava para mim, porém. Ele encarava o chão, onde ela estava estirada de forma desajeitada. Abafando um grito lancinante com a mão, ele caiu no choro. "Brad..."


"Não está tudo bem." Meus dedos apertaram o cabo do ferro. "Estou cansado de pessoas tirando onda com a minha cara."


"Não." Caindo de joelhos ao lado dela, ele limpou as lágrimas das bochechas pálidas dela. "Não foi... Brad, simplesmente aconteceu. Nós nos apaixonamos, mas nunca quisemos te machucar."


Meus lábios tremeram. "Eu não acredito em você."


"Tiff", ele sussurrou, e algo dentro de mim se quebrou. "Acorda, querida. Por favor, acorda." Voltando a se sentar sobre os calcanhares, ele encarou suas mãos ensanguentadas com olhos arregalados e aterrorizados. "Eu não entendo. Esse não é você. Você não machucaria ninguém, especialmente ela." Quando ele percebeu a raiva em meus olhos, levantou-se, ainda que cautelosamente, e ergueu as palmas em sinal de rendição. "Brad, o que está passando pela sua cabeça agora? Lembra do que conversamos? Você tem que ignorar. Você não pode..."


"Não tente me convencer", cuspi, sentindo o gosto de lágrimas nos lábios. "Não me faça de idiota. Como você pôde fazer isso comigo? Com a gente? Foda-se ela", acrescentei com raiva, e ele me encarou incrédulo. "Garotas vêm e vão. Mas nós? Você e eu. Isso deveria ser pra valer. Você era meu irmão de sangue."


"Nós sempre seremos amigos." Seus olhos castanhos se fecharam com força. "Esse é o nosso lema, não é?"


Meu peito dói. "Amigos não traem uns aos outros."


"Eu sinto muito." Com os lábios pressionados numa linha firme, ele abriu os olhos e olhou para mim com desdém. "Eu queria te contar. Nós íamos te contar. Mas isso", ele gesticulou freneticamente para o corpo morto de Tiffany, "não era a resposta, Brad. Violência nunca é a resposta. Você não aprendeu nada?" Ele cobriu a boca, sujando suas feições pálidas com o sangue dela. "Eu tenho que chamar a polícia."


Antes que Brian pudesse pegar o celular no chão, acertei o ferro no rosto dele num ato imperdoável de vingança. O corpo dele girou e caiu no chão com o impacto, mas ele gemeu, respirou e tentou se levantar.


Eu não podia permitir que isso acontecesse.


Então, eu bati nele de novo, e de novo. O sangue dele espirrou no carpete, pintando as paredes brancas com marcas horríveis. Em curtos intervalos, descarreguei minha raiva, ressentimento e amargura, até que seu rosto irreconhecível, sua carne dilacerada e seus ossos esmagados me disseram para parar.


Arremessando o ferro para o outro lado do quarto, soltei um lamento áspero, descansando minha cabeça no peito dele, onde seu coração um dia bateu. "Por quê?", meus gritos ressoaram pela casa. "Por que você fez isso comigo?"


A adrenalina bombeava sangue pelas minhas veias. Num delírio devastador, rastejei pelo chão ensanguentado, escorregando em poças de sangue deles, e desabei no corredor para chorar um pouco mais.


Cristo, eu era patético.


Se eu estava bêbado antes, agora estou sem dúvida sóbrio.


"Eu te odeio." Meu olhar encontrou o de Tiffany do outro lado do corredor escuro. "Eu te odeio pra caralho."


Me reposicionei, de costas para a parede, e puxei os joelhos contra o peito. Enterrando o rosto nas mãos, sentindo repulsa pelo gosto metálico de cobre nos lábios, esfreguei meu rosto e bochechas, fazendo o possível para tirar o sangue deles da minha pele.


O que eu fiz?


Matei minha namorada.


Matei meu melhor amigo.


Prisão, pensei. Um duplo homicídio vai me levar para a cadeia. Uma cela suja e minúscula, com um companheiro de cela irritante que gosta de me observar enquanto durmo. Comida ruim. Banheiro compartilhado. Televisão durante o dia. Roupas grandes demais.


Puta que pariu, eu precisava sair daqui. Eu poderia fazer uma mala e fugir para o México, encontrar um lugar legal para morar e viver isolado pelo resto da minha existência. É melhor do que o encarceramento...


Não, não tem como escapar das consequências.


Vou ter que me matar.


Acabar com tudo de uma vez por todas...


"Não seja bobo", a voz provocou em minha cabeça. "Lembra o que aconteceu na última vez que você foi bobo, Bradley?"


"Para." Apertando o cabelo pelas raízes, puxei até que a dor cortasse minha pele. "Sai da minha cabeça, porra."


Uma tábua do assoalho rangeu lá embaixo.


Parei de respirar.


Meu ritmo cardíaco acelerou com a mudança repentina no ar. Ou a temperatura caiu drasticamente nos últimos segundos, ou havia um visitante indesejado na minha casa.


No pé da escada, estava uma figura alta. Estava escuro demais para ver e identificar a pessoa, mas senti seu olhar intenso.


Ele estava olhando para mim.


Ele sabia que eu cometi um assassinato.


"Quem é você?", perguntei, ignorando o pequeno solavanco na minha voz. "O que você quer?"


Com passos lentos, ele subiu as escadas até que a luz suave do abajur do quarto delineasse seus traços marcantes.


Eu reconheceria aquele rosto em qualquer lugar.


Você não quer um homem como ele parado na sua frente.


E você certamente não quer um homem como ele entrando na sua casa.


Liam Warren.


Só o nome dele já revirava meu estômago.


"Puta que pariu", eu disse quase inaudível, enquanto seus olhos azuis como gelo apareceram. "O diabo literalmente entrou pela minha porta dos fundos."


Seus sapatos de couro, um a um, pisaram no patamar, onde um tapete barato e com franjas adornava o assoalho antigo.


Analisei seus sapatos primeiro, imaginando como era bom gastar com roupas e joias tão caras. O terno daquele homem provavelmente vale mais do que a minha casa, e seus diamantes dariam uma surra nos joalheiros locais.


Quando ele deu mais um passo na minha direção, eu recuei, colando-me à parede.


Meu nervosismo o divertiu.


Inclinando a cabeça para o lado, ele deu um sorriso de lobo, mas não disse nada.


"Eu saí para beber um pouco hoje à noite." Rindo de forma nervosa, ajeitei a gola da minha camisa polo branca. Bem, ela é branca se você ignorar o sangue. "Ela não esperava que eu chegasse em casa agora."


Sem dizer nada, Warren entrou no quarto para avaliar o estrago. Depois de um olhar atento, ele ficou parado sobre o corpo morto de Tiffany. "Brutal", disse ele, com a voz grave e involuntariamente aterrorizante. "Você a amava?"


Não, eu não amo ninguém. "Passei cinco anos com aquela vadia", eu respondi com a voz embargada, desviando o olhar para esconder o constrangimento que sentia. "Eu a encontrei na cama, fodendo meu melhor amigo." Apertando a ponte do nariz, forcei-me a ficar de pé. "É melhor eu ligar para a polícia e me entregar."


Confessar para a polícia era a última coisa que eu queria fazer, mas acho que precisava fingir arrependimento pelos meus pecados. Além disso, que escolha eu tinha? Há uma testemunha aqui... Um criminoso renomado que provavelmente chegou aqui depois de um massacre, mas, ainda assim, uma testemunha que poderia ferrar com a minha vida.


A menos que eu o matasse também, mas matá-lo seria injusto. Afinal, este homem já poupou minha vida uma vez. Ele pode não me reconhecer, mas eu me lembro da noite em que ele me deixou ir. "Então, o que traz Warren à minha humilde morada?"


Ele chutou a renda abandonada de Tiffany para o lado. "Eu segui você."


"Por quê?" Ah, merda. Tem uma recompensa pela minha cabeça. "Alguém colocou um prêmio por mim ou algo assim?"


Minha pergunta o irritou. "Eu não sou um puta assassino de aluguel."


Então, como diabos ele se chama? As ruas morrem de medo dele. Você nem pronuncia o nome dele por aqui sem sofrer consequências. Falar demais pode custar sua língua ou um membro. E se você arrumar problemas com ele? É melhor se suicidar, porque ouvi dizer que ele é muito sádico.


"Então, não me insulte, porra", ele alertou, e meu olhar baixou para o chão. "Eu tenho mais dinheiro do que juízo."


Sim, eu sei. Sei mais sobre esse homem do que gostaria de admitir.


"Além disso", seus olhos julgadores percorreram o quarto, "não acho que você teria dinheiro para me pagar."


Ok, isso foi um pouco rude. "Eu não ia pedir..."


Ele tirou luvas de couro do bolso da calça. "Alguém viu você chegar em casa?"


"Acho que não."


"Vá buscar gasolina."


"Gasolina?" Minhas sobrancelhas se juntaram. "Por que eu preciso de gasolina?"


"Eu não tenho tempo para essa merda." Ele se agachou perto de Tiffany. "Se mexa."


Descendo as escadas apressado, verifiquei a cozinha primeiro e fiquei travado, porque, porra, por que eu teria gasolina neste buraco de merda?


Segurando a bancada, olhei pela janela e lembrei que o garoto da casa ao lado guardava latões de gasolina no galpão para sua moto. Correndo para o jardim e me certificando de que ninguém me via, destranquei a porta do galpão, roubei dois latões, caí duas vezes enquanto voltava para a casa, e consegui subir de volta sem ser visto.


Liam estava agachado em frente a uma pilha de roupas no chão.


"Eu achei isso." Eu estava ofegante ao retornar. "O que você está fazendo?"


Ele escondeu algo debaixo da cama. "Então, você nunca suspeitou do romance deles antes?"


"Não." Coloquei os dois latões de gasolina no chão. "Eu não acho que era sério ou algo assim", menti, sabendo muito bem que eles tinham se apaixonado um pelo outro. Mas eu era orgulhoso demais para admitir qualquer coisa. "Hoje à noite provavelmente foi a primeira vez. Nós não estávamos bem ultimamente."


Abrindo os latões, ele forçou um em minhas mãos. "Encharque o quarto."


"Certo", disse eu com rigidez, destampando o frasco e jogando gasolina em tudo o que via, inclusive nos corpos.


"Não foi um erro." Ele arremessou o latão vazio pelo chão. "Eles já faziam isso há anos."


Sim, e agora eu pareço um idiota. Ele deve achar que sou patético. "Como você pode ter tanta certeza?"


Colocando um cigarro entre os lábios, ele riscou um fósforo e deu uma tragada profunda. "Eu nunca me engano."


Abafei um deboche.


Deixando a fumaça rodar pela boca, ele soltou um suspiro calmo e jogou o cigarro na cama. A gasolina pegou fogo instantaneamente, espalhando-se pelo material encharcado, as chamas lambendo os corpos, subindo pelas paredes e pelo teto e, rapidamente, a fumaça negra começou a tomar conta do cômodo.


Warren saiu do quarto para descer as escadas com um último olhar na minha direção. Esperei um momento, vendo as chamas consumirem o corpo de Tiff antes de puxar um moletom descartado sobre a cabeça e segui-lo.


"Espere", chamei, correndo pelo caminho do jardim atrás dele. "Para onde nós vamos?"


"Eu estou indo para casa." Ele me encarou de frente. "Deus sabe o que te espera."


"O quê?" Horrorizado, olhei de volta para a casa, onde a fumaça saía das janelas abertas. "Minha casa está prestes a explodir."


"Correto." Ele seguiu em frente. "Então, fugir é provavelmente uma opção sensata." Entrando no beco do outro lado da rua, ele correu pelo caminho labiríntico para localizar outra rua, um lugar seguro e longe de olhares curiosos. "Por que diabos você está me seguindo?"


Agarrei seu braço, fazendo-o parar bruscamente. "O que eu devo fazer?" Quando percebi sua fúria, soltei-o. "Vamos, Warren. Me ajude."


Ele me encarou, por um longo e pensativo momento. "Por que eu ajudaria você?"


"O que eu devo fazer?" perguntei, passando a mão pelo cabelo bagunçado. "Não tenho para onde ir... ninguém a quem recorrer..."


Como se estivesse satisfeito com a minha vida miserável, ele fechou o pequeno espaço entre nós. Nossos narizes se tocaram. "Você sente algum remorso pelo que fez?"


Eu temia mais as correntes e o isolamento. "Não. Sinto-me traído. Em minha defesa, estou bêbado. Tenho certeza de que as ações desta noite vão pesar muito para mim pela manhã."


Warren murmurou em devaneio. "Você pode trabalhar para mim", ele disparou, e eu tive que me beliscar para ter certeza de que não estava sonhando. "Depois que passarmos pelas regras, é claro."


Eu quase mijei nas calças de tanta empolgação.


Eu quase sorri.


Cristo, por dentro, eu estava gritando a plenos pulmões.


Mas vamos manter a calma, Jones. Tente ser legal, menos carente e inofensivo. "Brad Jones", apresentei-me. "Ou 'pecaminosamente lindo' já serve. Não sou muito exigente."


Ele me olhou como se eu estivesse louco. "Vamos."


"Cristo." Passando um braço pelos seus ombros, caminhei ao lado dele. "Sempre quis ter um irmão."


"Não se empolgue, Brad." Tirando meu braço de cima dele, ele saiu para a rua seguinte a tempo de ver veículos de emergência acelerando pela via. "Estou apenas ajudando um perdedor, só isso."


"Tanto faz." Meu braço voltou ao ombro dele, e desta vez, ele não reclamou. "Eu queria um irmão, e agora tenho um. Ah, e já que estamos no assunto, quais são essas regras?"


Warren parou na esquina. "Nós não estávamos falando de regras."


"Certo, eu entendi. Contexto errado e toda essa besteira. Mas, voltando às conversas anteriores, posso perguntar sobre essas regras?"


Ele estava sem expressão. "Regra número doze: nunca questione o chefe."


Chupeu as bochechas. "Certo, então como eu descubro as coisas sem fazer perguntas? Vamos fingir que isso não foi uma pergunta."


Ele enviou uma mensagem para alguém no celular antes de me dar total atenção. "Existem muitas regras, Brad." Um Bentley preto parou atrás dele. "Agora, venha comigo e discutiremos os termos e condições."


Tive dificuldade para engolir. "E se eu entrar no carro e seu motorista procurar a vala mais próxima para me enterrar?"


O músculo do seu maxilar tremeu. "Isso foi outra pergunta?"


Mordi o lábio superior. "Definitivamente não foi outra pergunta."


"Bom", disse ele com a voz rouca, gesticulando para que eu entrasse na parte de trás do veículo. "Você gosta de Macallan?"


"Eu? Macallan?" Só pode ser piada. "Sim, é um dos meus favoritos."


"Então você vai se juntar a mim na cobertura para uma bebida."


"Ok, mais uma pergunta", arrisquei, e ele suspirou baixinho. "Vou me arrepender disso?"


Warren ajeitou a gola da minha camisa polo. "O arrependimento é para os fracos. E você, Brad, está longe de ser fraco."


Pela primeira vez na vida, eu tive esperança.

Capítulos
1. PRÓLOGO
Deixe Lindsey Marie saber o que você pensou sobre este capítulo!
Amo isso

28

Amo isso

Engraçado

5

Engraçado

Picante

2

Picante

De Suspense

8

De Suspense

Emocional

12

Emocional

Profundo

3

Profundo

Tocante

6

Tocante

Chocante

5

Chocante

Boa Escrita

7

Boa Escrita

Enredo Envolvente

5

Enredo Envolvente

Personagem Ótimo

7

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

4

Diálogo Forte

Ver 9 comentários anteriores...
author

OMG this just made my night, my day, my week, my month, my year!!!

um ano
author

💜💜💜💜💜💜💜

um ano
author

ou peut on avoir le livre en français j'ai lu les livre 1,2,3 et 4 en français mais je ne trouve pas les autres en français

5 meses

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