Prólogo
Ben dobrou o jornal que estava lendo e olhou para Alex, do outro lado do sofá. Ela lia um livro, com o cabelo preso em um coque bagunçado no topo da cabeça. Usava uma regata cinza-chumbo soltinha, com um top esportivo rosa-choque por baixo, e uma calça legging azul-marinho que ia até logo abaixo dos joelhos.
Ele adorava quando ela se vestia assim. A caminho da academia, ou melhor ainda, na volta, quando ela estava suada, cansada, com os músculos doloridos e tudo o que ele queria era aliviar aquela tensão. Lentamente, de um jeito excruciante, até que ela o implorasse por alívio.
Os pés dela estavam sob as coxas dele, e as pernas dele esticadas sobre a mesa de centro à sua frente. De vez em quando, ela mexia os dedos dos pés como se quisesse lembrá-lo de que ainda estava ali.
Ele se esticou, cobriu um dos tornozelos com a mão e puxou o pé dela para o seu colo, começando a massageá-lo devagar. Ela baixou o livro, apoiando-o no peito, e olhou para ele com um sorriso torto. Deus, como ele amava aquele sorriso. Aquele sorriso beirava a malícia e ele sabia que significava problemas. O melhor tipo de problema.
— Terminou o jornal? — ela perguntou, arqueando as sobrancelhas.
— Sim.
— Já não era sem tempo! — Ela jogou o livro no chão e subiu no sofá, montando nas pernas dele para beijá-lo. — Achei que ia ficar lendo aquela droga o dia inteiro!
Ela rebolou contra ele e ele sorriu enquanto ela o beijava novamente. As mãos dela começaram a desabotoar a camisa dele, e ela beijou o topo do peito dele. Ele se esticou, tirou o elástico do cabelo dela e passou os dedos pelas mechas. Suas mãos desceram pelas costas dela e apertaram a sua bunda, mantendo-a firme contra sua ereção crescente.
Havia um risco real de ele gozar nas calças, e ele queria estar enfiado fundo naquela xoxota apertada, molhada e latejante quando isso acontecesse. Com os seios dela espremidos contra o peito dele, a boca aberta, ofegante, gemendo em seu ouvido, as mãos dela agarradas aos ombros dele e as dele agarradas à bunda dela.
Ela balançou os quadris e ele sentiu seu pau latejar contra a dobra da perna dela. Então, ela se inclinou e lambeu a bochecha, a mandíbula e o queixo dele e, sem aviso, enfiou a língua na boca dele, fazendo com que Ben se sentasse num pulo e começasse a tossir.
Ele acordou com um grande cão alsaciano sentado em seu peito, ofegante de felicidade, com a língua para fora depois de, claramente, ter lambido o rosto de Ben.
— Puta que pariu... — ele empurrou o cachorro e sentou-se completamente, limpando o rosto da baba do animal com as costas das mãos. Levantou-se, atravessou a cela até a pia pequena e lavou o rosto com a pouca água que conseguia tirar da torneira.
Era uma cela pequena com apenas dois beliches, uma pia mal grande o suficiente para caber as duas mãos e um vaso sanitário sem nenhuma privacidade. Ben não estava muito preocupado com as instalações sanitárias, já que não comia nada há dois dias e sobrevivia de gotas da torneira, que saíam com uma água longe de ser limpa. Havia uma série de janelinhas perto do teto. Quatro no total, cada uma com cerca de oito centímetros quadrados.
Ele olhou para o outro beliche e viu que Gareth ainda dormia. Aproximou-se para verificar seus ferimentos. O corte de faca na perna tinha parado de sangrar, mas ainda precisava ser limpo e tratado. Como o sangue não escorria mais, significava que a artéria não tinha sido atingida e o sangue começara a coagular. Ele precisaria de curativos limpos. Bem, de qualquer curativo, Ben decidiu, enquanto ajustava a faixa que fizera com um pedaço da própria camisa.
Os lábios de Ben estavam doloridos, rachados e cortados. O ombro que havia deslocado estava um pouco melhor depois que ele o jogou contra a parede para colocar no lugar, e os dois dedos mínimos da mão esquerda estavam quebrados e presos um ao outro com outro retalho da camisa que ele rasgara. Ele olhou para si mesmo. A camisa do uniforme pendia em trapos. As duas mangas tinham sumido e uma tira da parte de baixo até o abdômen fora arrancada para servir de bandagem para a perna de Gareth. Ele sentou-se de volta em seu beliche e o cão descansou a cabeça em seu colo.
— Ei, amigão... — ele esticou a mão e acariciou a cabeça do cachorro. — Falta pouco agora. — O cão choramingou. — Eu sei, cara, eu também estou com fome.









lmao, that was great! but why is a dog in the cell? great start.
Great first chapter
This was solid. The way everything has gradually built to the point where he's checked his injuries and Gareth's, the suspense is there, asking that he tells me how they ended up in that situation.
You could distinguish between the characters' internal thoughts from the action by italicizing the thoughts and/or reducing font size or bolden it so we can see the difference clearly. But definitely my favourite chapter so far🔥🔥🔥