1.PREFÁCIO
Os gemidos de dois adultos preenchiam a suíte presidencial no terceiro andar da cobertura. A voz masculina era mais alta, abafando os sons contidos da mulher, que parecia estar carente, enquanto ele a golpeava com vontade por trás.
Ele continuou num ritmo acelerado, estocando fundo. De repente, seu membro escapou da entrada dela. Ele estava prestes a preenchê-la novamente quando o toque estridente do seu celular os interrompeu, colocando um fim à missão sexual dos dois.
Callan resmungou. Ele odiava ser incomodado em um momento como aquele. Ele tinha trabalhado feito um condenado e, agora que era hora de se divertir, alguém decidia interrompê-lo com ligações. Ele praguejou, com a expressão azeda enquanto se afastava dela.
— Você vai atender? — perguntou a morena, ainda com a bunda empinada no ar. Ela estava necessitada e se arrependeria se Callan não terminasse o que começou com ela naquela noite. Nem todo mundo tinha a chance de transar com o poderoso Callan Barlowe. Ela tinha conseguido chamar a atenção dele e não queria deixar aquela oportunidade escapar por entre os dedos.
— Sim. — Totalmente nu, ele caminhou pelo quarto, movendo-se para pegar o telefone em cima da cama. Ele atendeu, e outra chamada entrou. Ele deslizou o dedo para atender. — Oi, mãe — sua voz grave e profunda ecoou pelo quarto. — O que está acontecendo hoje à noite? — perguntou, franzindo os olhos em confusão.
— Temos um jantar com Arnold Sullivan e suas filhas. Você esqueceu que vamos nos encontrar com eles hoje? — A voz de sua mãe perfurou seus ouvidos. — Ele tem filhas lindas que você vai adorar. A primogênita é muito bonita, eu já falei com ela e ela parece estar interessada em você também.
Callan zombou, balançando a cabeça. — Ela nem me conhece.
— Ela conhece. Todo mundo conhece meu filho. Estarei esperando por você às oito, amo você. — Ela encerrou a ligação antes que ele pudesse rebater.
Ele caminhou até onde a morena estava, seus olhos injetados de fúria. — Você já vai? — ela perguntou.
Ele estreitou os olhos. — Como é que isso é da sua conta? — Abrindo a gaveta da cômoda no quarto, ele puxou alguns maços de dinheiro e os entregou a ela. — Vá embora antes que eu saia do banheiro. — Dito isso, ele entrou no banheiro.
A morena fervia de ressentimento enquanto observava Callan arrastar os pés preguiçosamente até o banheiro. Ele ainda não tinha terminado com ela, mas ela precisava ir embora. Sempre havia uma segunda vez, e ela esperava ter a chance de ir para a cama com Callan novamente.
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Callan balançou seu corpo musculoso ao entrar no banheiro. Ele entrou na banheira e tomou um banho demorado, imaginando por que sua mãe queria tanto que ele se casasse a qualquer custo.
Ele não estava interessado em casamento. Tudo o que ele sabia fazer era trabalhar duro, dormir com mulheres e ganhar mais dinheiro. Casar nunca fez parte dos seus planos, e ele esperava não ver nenhuma mulher que o agradasse entre as seis filhas de Arnold Sullivan que ele conheceria naquela noite.
Ele terminou o banho e voltou para o quarto vasto. Aquele era o melhor cômodo do terceiro andar de sua cobertura de cinco andares. Ele reservava aquele quarto especialmente para suas atividades licenciosas.
Ele vestiu uma calça preta, uma camisa branca de botões e um paletó preto para combinar. Ele foi até o espelho de corpo inteiro para ajeitar a gravata-borboleta. Despenteando seu cabelo escuro e ondulado, ele admirou seu corpo masculino bem estruturado no espelho. Havia ali a prova de seus treinos contínuos e implacáveis.
Callan sorriu. Ele era a definição perfeita de beleza e um corpo matador.
Depois disso, ele penteou o cabelo e saiu apressado do quarto, satisfeito com sua aparência.
Callan foi recebido no corredor por Rosa, sua assistente. Ela se apressou para acompanhá-lo até o primeiro andar, citando sua agenda da noite enquanto caminhavam em direção ao elevador.
— E, por último, você tem uma reunião às 2 da manhã. — Ela terminou, passando os dedos pelos cabelos ruivos cacheados. Ela estava perto dele, quase não chegando aos seus ombros. Rosa era uma mulher de altura e corpo médios. Ela era alta e esguia da parte superior do corpo até os quadris largos. — É só isso por hoje, senhor. — Ela sorriu para ele, ajeitando os óculos que repousavam na ponte do nariz.
— Rosa, acho que você deveria ir para casa agora — disse Callan com firmeza, seu rosto sem demonstrar qualquer emoção.
— Mas senhor, você tem que se encontrar com o...
— Rosa, eu não vou me encontrar com ninguém esta noite. Tenho que estar em um lugar com a minha mãe. — O elevador parou. Callan massageou a testa franzida, sua estatura alta pairando sobre Rosa. — Vá para casa, Rosa. Resolveremos as coisas amanhã.
— Sim, chefe. — Ela sorriu. Embora quisesse que ele comparecesse às reuniões, ela também estava feliz por poder dormir bem a noite toda. — Vejo você amanhã, então.
A porta de seu Rolls Royce já estava aberta quando ele chegou ao estacionamento. Callan entrou e informou seu destino ao motorista, David. Logo, o carro saiu da cobertura, ganhando as ruas movimentadas da noite no centro de Houston.
Callan ajeitou os óculos escuros e recostou-se no banco, rememorando as coisas que andavam acontecendo em sua vida ultimamente. Ele estava estressado com o trabalho. Tinha muita coisa para resolver.
Ele sentiu um aperto no peito ao saber que precisava obedecer a tudo o que sua mãe quisesse. Ela era o motivo de ele poder ser chamado de Callan Barlowe hoje. Depois que ele perdeu o pai e o irmão muitos anos atrás, ela se esforçou ao máximo para torná-los bem-sucedidos, e o resultado do trabalho duro dela foi o que ele herdou, tornando-o um dos bilionários mais jovens e ricos de Dallas.
Ele foi despertado de seu devaneio pelo toque do telefone. Ele verificou e, novamente, era sua mãe, Elizabeth. Ele sorriu, balançando a cabeça. Sua mãe não desistiria daquilo.
Ele sabia que ela jamais cederia.






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Is he In Houston or Dallas - vastly different.