Pretty Little Poison (Um Dark, Bully Romance)

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

IVY Rowan Slade fez do ensino médio um pesadelo e agora, graças a um teto desabado e nenhuma opção, estou presa morando sob o dele. Ele ainda sabe exatamente como me tirar do sério. Mas agora, ele está coberto de tatuagens, anda em uma maldita motocicleta e, o pior de tudo? Eu o deixei me tocar onde ninguém mais tocou, apenas porque não consigo mais lutar contra ele. Mas Rowan? Ele tem meu segredo e gosta de balançá-lo sobre a minha cabeça, sabendo que farei qualquer coisa para mantê-lo de boca fechada. Eu o odeio, mas, de alguma forma, odiá-lo parece muito com desejá-lo. ROWAN Passei anos quebrando Ivy Morrison só para vê-la se contorcer — e agora o destino a entregou para mim. Encharcada na minha varanda, desesperada e indefesa. Ela pensa que sou o mesmo bastardo que a fez chorar, o mesmo homem que tem podres suficientes sobre ela para mandá-la embora pelo resto de sua vida patética. Mas eu não vou fazer isso — eu a recuperei. Naquela época, fiz uma missão ver o quanto ela dobraria até quebrar. Mas desta vez? Eu não vou apenas quebrá-la — eu vou arruiná-la.

Status
Completo
Capítulos
62
Classificação
4.9 44 avaliações
Classificação Etária
18+

One

Aviso de conteúdo!

Este é um bully romance que contém cenas sexuais explícitas envolvendo: controle de respiração, privação sensorial e degradação. Este livro também envolve personagens que falam muitos palavrões (acredite em mim, muitos), violência, sangue e assassinato. Há também cenas de abuso infantil, então, se isso é algo com que você não consegue lidar, por favor, não continue a leitura.

O protagonista masculino é moralmente corrupto, obsessivo e detesta o fato de desejar a protagonista, não estando acima de humilhação e jogos de poder para mantê-la por perto. Não há nada saudável no relacionamento deles, mas ei, ele tem tatuagens, anda de moto e ama Britney Spears, então ele não pode ser tão ruim assim, certo?

Você foi avisado!


ivy & rowan







POV: IVY

A chuva castigava o para-brisa, batendo incessantemente contra a estrutura de metal do meu Honda. Eu estava parada no estacionamento de uma loja de conveniência, observando figuras sombrias entrarem e saírem, com os rostos escondidos pela escuridão e pelo temporal. Tudo o que consegui pegar nos dez minutos desesperados após o teto do meu apartamento ceder estava ali comigo: meu notebook, algumas sacolas de roupas e uma sacola plástica cheia de produtos de higiene.

Eu estava oficialmente sem teto.

Enquanto isso, meu proprietário provavelmente estava em uma praia em Maui, bebendo algo com um guarda-chuvinha, enviando e-mails mal formulados sobre como levaria umas seis semanas. Talvez mais.

Havia apenas uma pessoa em um raio de quinze quilômetros que eu tinha coragem de ligar. Então, com as mãos trêmulas, procurei o celular na bolsa, cliquei no contato dele e apertei em chamar.

Luke, meu irmão, atendeu no segundo toque, com o som fraco dos monitores do hospital apitando ao fundo.

“Tudo bem, pequena?”, ele perguntou, com a voz rouca de exaustão.

“Defina ‘tudo bem’?”, murmurei, limpando o embaçado do vidro com a manga da minha camisola branca fina. Meus olhos arderam com lágrimas quentes e inúteis, e mordi o interior da bochecha para contê-las.

“Você está machucada?”

“Não. Só... sem teto.”

Um longo silêncio se estendeu entre nós. “Sem teto? Que porra aconteceu?”

“O prédio foi interditado. O teto resolveu desabar por causa da tempestade. O corpo de bombeiros nos deu dez minutos para pegar o que pudéssemos e nos expulsaram.”

Ele praguejou baixo e de forma seca. “Merda. Tudo bem.” Ele suspirou pesado, e imaginei-o passando a mão pelo cabelo loiro, como sempre fazia quando estava pensando. “Bom, eu tenho um quarto sobrando. Pode ficar lá o tempo que precisar.”

O alívio fez meus ombros caírem. Balancei a cabeça, mesmo que ele não pudesse me ver. É claro que ele diria isso. Luke sempre tinha uma solução. “Será só até o lugar ficar habitável de novo. Ou até eu encontrar outro canto.”

“Não é problema nenhum, sério. Eu quase não fico lá mesmo”, ele disse, mas sua voz vacilou, uma hesitação breve e quase imperceptível. Como se ele tivesse algo mais a acrescentar, algo importante, mas não soubesse como soltar a bomba. “Eu tenho um colega de quarto, porém. Ele é na dele e não vai te incomodar. Vou avisá-lo que você está a caminho, tudo bem?”

Balancei a cabeça novamente, minha mente já visualizando Jackson, o colega de quarto de Luke. Eu o tinha visto umas duas vezes de passagem — ao deixar presentes de Natal, em uma visita rápida de aniversário. Parecia um cara quieto e decente. “Obrigada, Luke. Sério. Você salvou minha vida.”

“Sempre que precisar. Só me avisa quando chegar. As estradas estão um pesadelo hoje à noite. Já vi uma dúzia de acidentes.”

“Vou avisar”, prometi, ligando o motor.

Pouco depois, entrei na garagem de Luke, com os pneus espirrando nas poças. Desliguei o motor e fiquei sentada ali, encarando a casa pelo para-brisa, com a chuva ainda caindo sem parar. Mandei um aviso rápido para o meu irmão antes de olhar para mim mesma.

Idiota.

Eu nem tinha pegado uma droga de um casaco.

Encarei minha camiseta branca fina e meu short de dormir com estampa de corações. Fantástico.

O único jeito de sair era enfrentando, certo?

Juntei o que pude, coloquei a bolsa do notebook no ombro e saí correndo, atravessando o curto trecho de grama em direção à varanda coberta. Não adiantou. Já estava encharcada, com o tecido frio grudando na pele. Meus mamilos apareciam através do tecido fino e, instintivamente, cruzei os braços sobre o peito, uma tentativa inútil de modéstia antes de bater à porta.

Esperei, com o corpo tremendo de frio e os dentes batendo. Um minuto acabou virando dois. A chuva pingava do teto da varanda e o vento soprava violentamente, balançando meu corpo. Franzi a testa e bati novamente, mais forte desta vez.

Nada.

Um nó de ansiedade se formou no meu estômago. Será que Luke esqueceu de avisar? Jackson estava em casa? Bati mais uma vez, uma batida seca e insistente, completamente desesperada. Finalmente, a trava lá dentro estalou e a porta se abriu.

Ninguém. Absolutamente ninguém neste planeta desgraçado poderia ter me preparado para o que — ou melhor, quem — estava do outro lado.

Seus lábios se curvaram em um sorriso lento e predatório. “Ora, ora. Se não é a Hera Venenosa.”

Minha respiração travou quando encarei um par de olhos de aço familiares. “Que porra você está fazendo aqui?”

Rowan Slade.

O homem que eu odiava, odiava de verdade, profundamente, desde que eu era pequena o suficiente para acreditar em monstros embaixo da cama.

Acontece que alguns monstros apenas cresceram.

Ele estava vestido apenas com uma calça de moletom baixa, seu cabelo preto como tinta estava engomado para trás, pingando, como se tivesse acabado de sair do banho. Tatuagens pretas e ousadas serpenteavam por todo o seu peito, e meus olhos foram direto para um mamilo perfurado. Ele era alto, mais alto do que eu me lembrava, e magro, mas seus músculos ainda eram bem definidos. Sua sobrancelha (também perfurada) se ergueu, e o sorriso se alargou, lento e deliberado, revelando um lampejo de dentes brancos. Não era um sorriso, parecia mais um lobo mostrando as presas antes do bote.

E, de repente, as lembranças me atingiram. Todos os anos de tormento.

O ensino fundamental. O puxão nas minhas tranças. O estalo agudo e humilhante da alça do meu sutiã contra a pele, na primeira vez que usei um. “Hera Venenosa”, cuspido como um xingamento no parquinho. Aquele caderno. Cheio das minhas histórias curtas, bagunçadas, esperançosas e secretas. Ele o roubou e subiu na mesa do refeitório, um rei em seu trono de merda, e leu tudo em voz alta.

O ensino médio. Lanches “acidentalmente” derrubados, meu armário cheio de comida podre ou um roedor morto que ele encontrou lá fora. As fotos que ele espalhou de mim trocando de roupa no vestiário. Quando ele me deu um bilhete de amor falso de um garoto por quem eu tinha uma queda, apenas para ele estar atrás da arquibancada para despejar o lixo do refeitório na minha cabeça.

Mas uma memória enterrada há muito tempo — de terra sob as unhas e o cheiro de terra fresca remexida, de carne, de sangue — voltou com força, e minhas mãos tremeram.

Não. Não. Não.

“O quê, o maninho não te contou?”, ele perguntou, mudando o peso do corpo, com um sorriso preguiçoso se espalhando pelo seu rosto estúpido.

Oh, Deus. Não. Por favor.

“Contar o quê?”, forcei as palavras, minha voz quase um sussurro.

“Bem, sinto muito em dar a má notícia, Poison, mas parece que você está presa comigo.” Seu sorriso antes preguiçoso tornou-se selvagem, como se ele estivesse empolgado por ser o único a soltar a bomba. “Porque eu sou o colega de quarto dele.”