As Companheiras do Médico: Livro Dois (Mudança para Galatea)

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Resumo

SEGUNDO LIVRO DE AS COMPANHEIRAS DO MÉDICO. Você precisa ler a primeira história para acompanhar esta. Uma médica do pronto-socorro é lançada no mundo de uma alcateia ao concordar em tratar um deles fora dos registros... Esta é uma história madura destinada a um público 18+ com linguagem explícita e cenas sexuais.

Status
Completo
Capítulos
35
Classificação
4.9 97 avaliações
Classificação Etária
18+
Este é um exemplo

(1) Magnus

(Anastasia.)

Porra. Pode declarar.” Depois de jogar o desfibrilador de volta no carrinho de emergência, limpei o suor da testa com o antebraço.

“Hora do óbito é…” Uma das enfermeiras, Renee, estava do outro lado da mesa e olhou para o relógio. “Quinze e seis.” Ela digitou a informação e depois franziu a testa para mim. “Sinto muito, Doutora Hansen.”

Baixei a cabeça e levei as mãos à cintura. “Porra”, repeti, olhando para a mulher morta na mesa ao meu lado. Ela não era muito mais velha do que eu. “Hum... o marido dela está lá fora, certo?”

Ela assentiu. “Quer que eu–”

“Não, está tudo bem. Obrigada por se oferecer. Eu mesma farei isso.”

Tirei as luvas lentamente e as joguei no lixo hospitalar, depois abri a porta.

“Sr. Graham?” chamei.

Um homem de meia-idade, visivelmente nervoso, levantou-se de uma cadeira no corredor e me olhou com os olhos arregalados. Uma jovem estava ao lado dele, com não mais do que quatorze ou quinze anos. Meu olhar passou por ela por um segundo e depois voltou para ele.

“Podemos conversar em particular?” Apontei para uma sala de espera vazia ao nosso lado.

Depois que ele entrou, fechei a porta atrás de nós e soltei um longo suspiro. “Como o senhor sabe, sua esposa teve uma parada cardíaca. Não sei há quanto tempo o coração dela havia parado antes de chegar aqui na ambulância. Fizemos tudo o que podíamos, mas... sinto muito, senhor. Ela faleceu.”

Os lábios do homem se abriram, soltando um gemido gutural. Algo como um uivo de lamento se seguiu e me assustou; o som era tão profundamente… de partir o coração e ensurdecedor enquanto ele desabava no chão.

“Ela disse que estava cansada esta manhã. Mesmo assim, foi trabalhar.” Ele lutava para respirar enquanto eu me agachava ao lado dele e colocava minha mão em seu ombro. “Eu a fiz parar no mercado depois para comprar o jantar na rotisseria. Eu estava com preguiça de cozinhar. Meu Deus, eu a matei.”

“Não, isso… isso não é verdade. Você não a matou. Ela poderia ter uma predisposição genética ou uma condição cardíaca subjacente da qual você não tinha conhecimento. Existem tantos elementos desconhecidos. Ninguém poderia ter previsto isso.”

Através de uma cortina de lágrimas, ele olhou para a porta. “A Molly está lá fora. O que eu devo dizer?” ele ofegou novamente, agarrando o peito enquanto as lágrimas rolavam pelo seu rosto. “Como você conta para uma filha que a mãe está morta?”

Engoli em seco, sentando-me sobre os calcanhares. “Eu… eu não sei”, sussurrei com sinceridade. “Não existe um jeito bom, a não ser ser honesto. Posso ir com você e contar a ela. Ou existe algum outro membro da família para quem possamos ligar?”

“A irmã da minha esposa… mas… ela está em Utah. Meu Deus.” Ele baixou a cabeça e a escondeu entre as mãos. Fiquei com ele por um momento, depois dei um tapinha gentil em seu ombro para despertá-lo.

“O senhor gostaria que eu trouxesse sua filha, senhor? Ou gostaria de um momento?”

Eu nunca sabia o que fazer ou dizer. O lado clínico, disparar os fatos, era algo natural… mas as consequências? Era doloroso testemunhar as pessoas tendo reações normais e saudáveis à morte.

Este homem chorando era normal. Desabar no chão, chorar e gritar pela esposa morta. Tudo normal.

Eu não chorei quando encontrei o corpo estripado de Ethan na minha sala. Ou quando a mamãe morreu na minha frente. No momento em que o último suspiro escapou dos lábios dela, eu congelei por dentro. Como se uma parte do meu próprio corpo tivesse morrido ao mesmo tempo.

Fiquei olhando para o nada até que a ambulância e os policiais chegassem, sem derramar uma única lágrima.

O Sr. Graham tentou se levantar e eu o ajudei, abaixando-o lentamente de volta para a cadeira. “Por favor, traga-a”, disse ele para mim.

Assenti e abri a porta da sala de espera. A garota pulou da cadeira, encarando-me.

Eu a encarei de volta.

Ela era tão jovem. Cabelos ruivos compridos. Sardas. Olhos azuis grandes e inteligentes que me diziam que ela já sabia o que eu ia dizer.

Engoli em seco, forçando-me a manter o controle. Aquilo não era sobre mim.

“Srta. Graham. Você poderia entrar e sentar com seu pai?”

Ela assentiu, passando por mim e entrando na sala onde seu pai chorava alto.

“Pai. Papai?” Surpresa, Molly correu para o lado dele. “Me conta.” A voz da garota falhou e senti meu autocontrole ameaçar desmoronar.

“Ela se foi, querida.”

“O quê?” Seus olhos estavam arregalados enquanto ela olhava de mim para ele.

“Ela teve uma parada cardíaca no mercado”, eu disse, colocando minhas mãos suadas nos bolsos do meu jaleco. “Quando ela chegou, seu coração já tinha parado. Tentamos de tudo para reanimá-la, mas…” Apertei os lábios por um momento. “Sinto muito pela sua perda.”

A jovem me encarava enquanto lágrimas grossas rolavam por suas bochechas. Seu queixo tremia. E eu não me atrevi a desviar o olhar.

Se eu o fizesse, estaria traindo meu passado. Estaria traindo Ethan e a mamãe.

Não sei quanto tempo ficamos assim. Uma enfermeira e um conselheiro de luto entraram silenciosamente na sala, eu lhes dei um aceno fraco e saí rapidamente.

Fui direto para o armário da Mia, peguei um cigarro e até roubei o isqueiro dela.

Caminhando pelos corredores até o beco dos fundos, apreciei o ar frio da noite e me encostei na parede ao lado da lixeira.

Meus dedos tremiam enquanto eu tentava acender a ponta do cigarro, meus polegares agitados – inúteis, não conseguiam fazer a chama sair.

Minha visão começou a embaçar. “Anda logo, desgraçado”, sussurrei para o isqueiro, meu polegar escorregando na rodinha.

De repente, uma chama apareceu na minha frente na escuridão e eu levantei a cabeça.

Um homem extremamente bonito, ridiculamente alto, com cabelos castanhos raspados nas laterais e fios mais longos jogados para trás no topo, sorriu levemente para mim através do reflexo da pequena chama vinda de seu isqueiro de metal. Ele usava um terno azul-escuro e parecia perigoso e majestoso ao mesmo tempo.

Após um segundo de hesitação, inclinei-me para frente, acendi a ponta do cigarro e fiquei ereta. “Obrigada.”

“De nada.” Ele fechou o isqueiro com um estalo e enfiou no bolso. “Doutora Hansen, certo?”

Assenti cautelosa. “Eu conheço você?”

“De jeito nenhum”, ele sorriu para mim, mostrando caninos grandes. “Mas eu conheço sua alcatéia.”

Ilya. Eric. Damon. Embora eu tivesse evitado Damon como a peste, ele ainda fazia parte da alcatéia e, portanto, era impossível ignorá-lo completamente.

Nervosa, olhei para o alto da parede do hospital, percebendo que não havia câmeras de segurança ali. Ilya não gostaria que ele não pudesse me vigiar aqui, e este era o único momento em que eu desejava que ele pudesse.

“Eric tem tentado controlar sua presença… mas senti o cheiro dele em você a quase um quilômetro de distância.” Ele riu. “Ele já engravidou você? Os alfas sempre têm o esperma mais forte, sabe.”

Cruzei os braços e fiz uma careta. “É assim que os alfas brigam hoje em dia? Comparando a potência do esperma?”

“Então você já sabia que eu era um alfa? Que lisonjeiro.” Ele riu novamente, o som musical e irritantemente charmoso. Suas mãos grandes se enfiaram nos bolsos da calça. “Nada de brigas aqui, garanto. Senti que você estava angustiada e achei que deveria verificar como você estava.”

Angustiada”, repeti com desconfiança.

“Você libera feromônios, sabe. É um efeito colateral do vínculo.”

“Eu não completei o vínculo.”

“Ah, acredite, eu sei.” O homem sorriu e o nervosismo me dominou novamente. “Mas eu ainda conseguia sentir o cheiro em você. É trabalho do alfa cuidar dos membros da sua alcatéia.”

“Você não é meu alfa.”

“Precisamente. Então, onde está Eric?”

Ele realmente esperava que Eric me seguisse por aí como um cachorro na coleira?

“Eu deveria voltar–”

Ele avançou rapidamente e apoiou a mão na porta do beco, me encurralando. Senti um aroma de colônia cara que não era desagradável de respirar, mas a proximidade fez meu coração acelerar.

“Mas você nem aproveitou seu cigarro.” Seus olhos se concentraram em meu rosto, descendo para meus lábios. “Não estou tentando te assustar, Doutora. É apenas uma visita de cortesia. Seu alfa enviou um chamado para as outras alcatéias da região, como você provavelmente sabe.”

Engoli em seco, olhando para o cigarro intocado entre meus dedos. Eu sabia. Eric estava tentando formar alianças e criar algum tipo de milícia em meu nome. Para acabar com meu pai.

“E você estava procurando o motivo do porquê”, adivinhei.

“Exato. E agora vejo que você não é apenas um rostinho bonito. Uma doutora!” Ele deu um passo para trás para me observar melhor e assobiou. “Talvez possamos fazer um acordo com o seu homem, afinal.”

Levantei o olhar para ele, franzindo a testa. No escuro, não conseguia dizer exatamente qual era a cor dos seus olhos, se verde ou cinza. “Que tipo de acordo?”

“A maioria dos lobos trabalha na mesma área geral – acho que sua alcatéia chama isso de segurança, mas essa é apenas uma versão educada para dizer mercenário. Pessoalmente, não fujo da verdade.” Ele sorriu. “Minha alcatéia é bem grande, Doutora Hansen. Somos cinquenta–”

Cinquenta?” gritei, dando um solavanco contra a parede. Espera – uma pessoa deveria se vincular a cinquenta pessoas? Como isso funcionava?!

O alfa ficou genuinamente surpreso com minha reação, jogando a cabeça para trás enquanto explodia em uma gargalhada. “Ah, você é adorável! Posso dizer que vamos nos divertir muito com você.”

Recuei em direção à porta novamente, tentando manter distância entre nós. “Não o tipo de diversão que você está pensando.”

Ele riu e balançou a cabeça. “Diga ao Eric que minha condição é a seguinte: ferimentos são inevitáveis no nosso ramo. Se você concordar em tratar minha alcatéia, então consideraremos o pedido dele.”

Eu zombei. “Vocês só vão considerar? Uau.”

“Bem, como vou saber se você não é uma médica de merda? Teríamos que fazer um teste.” Ele girou gentilmente os dedos em algumas mechas do meu cabelo que haviam escapado do rabo de cavalo após realizar a RCP.

“Que sorte a minha.”

“Você não tem ideia, querida.”

Afastei a mão dele. “Então, você quer uma médica à disposição. Estou aberta a isso. Mas apenas se você não brincar com meus companheiros. Cumpra sua palavra e eu cumprirei a minha.”

Ele sorriu, tirando um cartão de visitas de seu paletó e me entregando.

“Magnus”, li em voz alta, depois suspirei. “Claro que seu nome é Magnus.”

Ele soltou outra gargalhada, dando um beliscão carinhoso no meu queixo. Eu rapidamente arranquei meu rosto do alcance dele.

“Você é divertida demais”, disse ele, então sua voz baixou para um sussurro perigoso e sensual. “É melhor você se apressar e terminar esse vínculo, Doutora Hansen. Ou eu posso ter que te roubar e te manter só para mim.”

Ele girou nos calcanhares e eu dei uma tragada profunda no cigarro com irritação enquanto ele balançava os dedos para mim em um aceno amigável. “A gente se fala!” ele chamou em tom de brincadeira por cima do ombro.

Lentamente, esfreguei minha mão livre pelo rosto. Cinquenta lobos na alcatéia dele. Cinquenta! Essa era uma equipe considerável para nos apoiar se Magnus estivesse disposto a enfrentar meu pai.

Mas, o mais preocupante, como alguém mantinha cinquenta lobos na linha? Eric parecia ter trabalho suficiente apenas com Damon e Ilya.

Eu tinha um respeito renovado por Magnus por causa disso, mas não tinha certeza se queria conhecer seus métodos. Ele parecia ser do tipo que guarda segredos, e só Deus sabia o que mais.

Dei mais uma longa tragada e depois joguei o cigarro no chão, esmagando-o com o sapato.

O resto do meu plantão passou voando e, quando o sol começou a nascer, eu estava exausta. Emocional e fisicamente. Tirei meu jaleco e o joguei no armário, permitindo-me soltar um suspiro longo e cansado antes de bater a porta de metal.

Faziam uma semana desde meu encontro infeliz com Ralph na floresta. Fisicamente, eu tinha me recuperado, mas minha resiliência emocional estava diminuindo.

O rosto daquela garota brilhou em minha mente e tentei afastá-lo balançando a cabeça.

Depois de colocar minha bolsa no ombro, segui para a saída dos fundos.

Deus, eu estava pronta para dormir. Talvez me aninhar entre Eric e Ilya até que ela parasse de assombrar minha mente.

Peguei meu celular na bolsa e vi apenas uma notificação de Ilya.

Ah, não. Não. Não.

Gemendo alto, as portas automáticas se abriram e eu passei.

Como esperado, Damon estava lá parado esperando com os braços cruzados. Seu cabelo castanho comprido estava cuidadosamente preso na nuca, mas alguns fios soltos emolduravam de forma atraente seu rosto bronzeado. Ele usava uma jaqueta de couro escura e parecia tão intimidador e aterrorizante quanto no dia em que o conheci. E tão lindo quanto.

Eu tinha evitado ele com sucesso por uma semana inteira… era infantil ter esperança de conseguir por toda uma vida.

Não disse nada, diminuindo a velocidade até parar quando ele me notou. O vínculo não alcançou ele, embora meu peito doesse.

A expressão de Damon não revelava nada. Ele simplesmente girou nos calcanhares em direção ao estacionamento. “Vamos.”

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