Até Que Ela Se Lembre

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Resumo

Hazel Taylor achava que sabia exatamente quem era. E pensava ter tudo sob controle — até a noite em que seu mundo desmoronou e suas memórias se esvaíram. Uma única traição custou a Hazel seu futuro, sua confiança e quase sua vida. Quando ela acorda em um hospital sem lembrar do que aconteceu, é forçada a depender de um homem de quem não tem memória alguma. Agora, a mulher que a encara no espelho parece uma estranha. As pessoas que se dizem sua família parecem atores em uma história que ela não consegue recordar. E o homem ao lado de sua cama... alega ser o grande amor de sua vida. À medida que ela reconstrói sua vida peça por peça, as rachaduras em seu mundo perfeito começam a aparecer. Segredos permanecem em cada sombra. Sussurros de ambição, traição e desejo se entrelaçam pelo império de sua família. Quanto mais Hazel se aproxima da verdade, mais percebe que nada em seu passado era o que parecia. Esquecer pode ter sido a parte fácil. Porque, quando a memória e a realidade colidem, Hazel terá que escolher: a segurança de quem ela era... ou a beleza perigosa de quem ela está se tornando. Presa entre o homem que quer protegê-la e o mundo que quer possuí-la, Hazel deve decidir em quem confiar... e se o amor pode sobreviver quando memória, lealdade e poder fazem parte do mesmo jogo perigoso.

Status
Completo
Capítulos
38
Classificação
5.0 6 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo

O clube não abriu suas portas apenas; sua pele de veludo se estendeu e te engoliu por inteiro. Tons de roxo e azul elétrico sangravam sobre colunas espelhadas; baldes de gelo brilhavam como pequenas luas ao lado de bancos de veludo; o ar tinha um gosto suave de frutas cítricas, dinheiro e uma maciez que sugeria que as regras eram dobradas ali, se você soubesse pedir do jeito certo. Dançarinos moviam-se como fumaça no mezanino. A pista de dança abaixo pulsava sob uma maré de corpos e graves.

Ivan ganhou vida no momento em que o segurança liberou a corda para ele. "É disso que eu estou falando", ele exclamou, batendo no ombro do segurança como se fossem velhos amigos e exibindo aquele sorriso — aquele que as mulheres confundiam com sinceridade e os homens confundiam com um desafio. Ele não esperou ser conduzido; ele sabia para onde estava indo. Ele sempre sabia.

Noah o seguiu, uma sombra alta e musculosa esculpida em traços limpos e calmos; sua presença era mais uma gravidade do que um ruído. Se Ivan era a faísca, Noah era a carga — contida, vibrante, perigosa em sua contenção. Ele deixou que a recepcionista o acomodasse em um camarote VIP, aceitou o copo pesado de uísque e observou o salão com um tipo de quietude que fazia as pessoas ficarem mais eretas sem saber o porquê.

"Relaxe", disse Ivan, jogando-se no banco à sua frente, já acenando para alguém que conhecia superficialmente e sorrindo para uma garçonete que ele queria conhecer melhor. "Você parece que está prestes a demitir metade da diretoria."

"Eu não demito pessoas", disse Noah, levando o copo à boca. "Eu apenas faço com que elas queiram pedir demissão."

Ivan riu, encantado. "Esse é o meu garoto."

Ele chamou um garçom, pediu uma rodada que não pretendia beber e recostou-se para aproveitar. Tinha sido ideia de Ivan: sair, aliviar o estresse, lembrar a si mesmos por que Nova York amava um Harrison e tolerava um Moretti. <i>A riqueza fica melhor em movimento,</i> ele gostava de dizer. <i>De preferência no ritmo de uma boa batida.</i>

Noah só estava ali porque a amizade tinha garras. Ele bebeu o uísque que não precisava e deixou a música dissipar as arestas de uma semana de reuniões, assinaturas e cálculos silenciosos. Sob a luz certa, aquele lugar poderia ter sido bonito. Sob aquela luz, ele fingia que já era.

Eles viram o trio ao mesmo tempo.

A que parecia ser a líder entrou primeiro, alta e radiante, sua pele cor de mocha incandescente contra um vestido cor da meia-noite, um corte pixie emoldurando maçãs do rosto que poderiam fatiar discussões ao meio. Ela se movia como se soubesse que cada olhar lhe pertencia por direito. Com ela veio uma amiga modelo — pernas longas, pele azeitonada, riso fácil — e uma mulher que não se anunciava, não precisava.

Aquela ali? Ela era o calor onde o salão era frio, seu tom de caramelo profundo capturando e segurando os tons de azul e roxo como um segredo. Ela tinha o tipo de postura que sugeria aulas de balé ou uma mãe que corrigia delicadamente com dois dedos entre as omoplatas. Ela não parecia amar aquele lugar. Ela parecia amar alguém o suficiente para vir mesmo assim.

Ivan sentou-se para frente, seu interesse fisgado pela líder como um peixe encontra o anzol. "Agora, <i>esse</i> é um problema que eu gostaria de ter."

"Qual delas?", Noah perguntou, embora já soubesse.

"A óbvia", disse Ivan, levemente impaciente — então pausou, acompanhando a mulher lá atrás. Ela tinha se virado para dizer algo à amiga. O movimento revelou um sorriso, pequeno e desarmado, que aquecia lugares onde a luz roxa não conseguia alcançar. "Ou talvez a menos óbvia", ele corrigiu, divertido com a forma como sua própria atenção mudou. "Vamos testar os dados."

"Claro", disse Noah sarcasticamente, sem se mover.

Ivan ergueu uma mão que o salão aprendera a observar. A líder viu, é claro. Ela tocou o pulso da terceira mulher num gesto de convocação e abriu caminho em direção ao camarote deles, com o pequeno cortejo que seguia mulheres como ela: olhares, inveja, a sensação de que a noite agora giraria em torno de um eixo diferente.

"Oi, eu sou a Erin", disse ela, pousando seu sorriso em Ivan e deixando-o brilhar intensamente. "Eu pensei que aqui fosse só para membros."

"É", disse Ivan, encantado. "Eu sou o Ivan." Ele gesticulou preguiçosamente através da mesa. "E este é o Noah."

O olhar da terceira mulher mudou. Ela observou Noah como alguém notaria uma arquitetura — primeiro a silhueta, depois a estrutura que a mantém de pé. Ele era mais largo de perto, a quietude nele mais pronunciada, como se o mundo batesse em suas arestas e se despedaçasse. Seus olhos eram claros e ilegíveis no neon.

"Hazel", disse ela, e então, porque era educada mesmo quando estava relutante: "É um prazer conhecer vocês."

A voz dela o surpreendeu. Quente, grave, sem pressa. <i>Não é uma garota que corre para preencher o silêncio,</i> ele pensou, sentindo um toque de respeito percorrer seu peito. Ele assentiu em reconhecimento.

Erin deslizou para o banco ao lado de Ivan como se tivesse sido convidada a sentar no colo dele e estivesse sendo modesta ao escolher a almofada. Hazel sentou-se na ponta, perto de Noah, deixando um espaço cuidadoso entre eles. A amiga modelo empoleirou-se onde a luz a atingia na medida certa.

"Então", disse Ivan, apoiando o cotovelo no encosto do banco para se virar melhor para Erin. "O que estamos comemorando?"

"Sexta-feira", disse Erin. "E bons genes."

Sua amiga riu de forma complacente. A boca de Hazel se contraiu, divertida apesar de si mesma. Ela cruzou as mãos no colo como se elas soubessem se comportar, mesmo quando ela não sabia.

As bebidas chegaram: algo cristalino e floral para as mulheres, outro uísque para Noah, champanhe porque Ivan gostava de coisas que estouravam. O garçom hesitou perto de Noah, esperando um "sim" mais claro do que um aceno. Ivan pegou o copo em nome de Noah e passou-o com um floreio. A borda captou a luz; o âmbar lá dentro captou o reflexo de Noah.

"Tente não encarar", murmurou Ivan. "Não é seu inimigo."

A boca de Noah se curvou. "Ainda não."

Ele bebeu. O uísque parecia pesado e puro. Ele deixou que fosse assim.

A conversa desenrolou. Erin era boa nisso — a paquera, o rápido brilho de curiosidade que nunca se acomodava por tempo suficiente para ser taxado pela resposta. Ivan a acompanhou, faíscas atraindo faíscas. Eles riam e eram lindos fazendo isso.

Hazel não exigia atenção, e foi por isso que ela a conquistou. Ela ouvia com uma atenção que tornava o interlocutor mais articulado. Quando a amiga modelo confessou uma queda por arte renascentista, Hazel surpreendeu ambos com um comentário fácil sobre <i>chiaroscuro</i> e como a luz ama mais as bordas. Ela era culta sem ser <i>exibida</i>. Ela fazia boas perguntas e não parecia notar que seu valor estava subindo na mesa.

Noah notou. Ele tinha notado desde o momento em que ela entrou.

"A luz aqui dentro", disse ele a certo ponto, com a voz suave, "não ama ninguém."

Hazel olhou, surpresa por ele ter falado. Sua risada, quando veio, foi surpresa e brilhante. "Essa é a sua maneira de dizer que a iluminação é trágica?"

"É a minha maneira de dizer que, se eu quisesse me ver no ultravioleta, marcaria uma consulta com um dermatologista."

Ela riu mais forte, com a mão sobre a boca, os ombros balançando. Erin piscou, sem entender. Ivan sorriu como se tivesse entendido, mas seus olhos deslizaram para Hazel — <i>quem pegou a piada</i> e, naquele instante, fez a boca de Noah se contrair. O menor dos sorrisos. Desapareceu assim que surgiu.

Ivan notou isso também. O jeito que a risada de Hazel tinha girado uma chave em uma fechadura que ele nem sabia que existia. Ele sorriu para ela com um novo interesse. "Você é engraçada."

"Ocasionalmente", disse Hazel. "Geralmente por acidente."

"Perigoso", disse Ivan, encantado. "Engraçada e modesta."

Noah levantou seu copo novamente. O segundo gole desceu mais quente. Um leve zumbido começou em algum lugar logo atrás do seu esterno, não desagradável, mas estranho. Ele girou os ombros uma vez, testando o ajuste da própria pele. Ivan captou o movimento e sorriu para sua bebida, uma expressão que não chegou aos olhos. Ele esperava que a pequena pílula que tinha colocado no uísque de Noah ajudasse o homem a relaxar.

"Você está bem?", Noah perguntou a ele, porque velhos hábitos não morrem facilmente.

"Melhor do que nunca", disse Ivan, e inclinou-se para Erin com um elogio que a fez se gabar.

O tempo se expandiu. O baixo engrossou. As pessoas tornaram-se silhuetas com hábitos caros. Noah falava menos porque sempre falava menos; Ivan falava mais porque o salão pagava por isso. Hazel falava quando solicitada e, às vezes, quando não conseguia evitar. Ela tinha opiniões sobre arquitetura e filmes antigos que não precisavam de explicação. Ela encantava sem tentar. Isso irritava Erin, do mesmo jeito que uma corrente de ar irrita uma vela.

Em algum momento — Noah não teria sabido dizer quando — ele se viu mais perto da mesa, com os antebraços apoiados em ambos os lados do seu copo, observando o jogo da boca de Hazel durante uma discussão sobre por que os vilões são sempre mais bem vestidos em filmes de assalto.

"Isso é porque eles planejam", disse Noah, e as palavras deslizaram como se a porta tivesse sido entreaberta. O olhar de Hazel disparou para ele, encantado; ele sentiu como um pequeno choque elétrico. "Uma boa alfaiataria é um plano de contingência."

"Exatamente", disse ela. "Estrutura em que você pode confiar."

Ele não sorriu, mas algo parecido moveu-se sob sua expressão e se acalmou.

Ivan virou-se para ele então, com as sobrancelhas erguidas. "Desde quando você flerta?"

"Eu não estou", disse Noah. O que era verdade e, ao mesmo tempo, não era verdade de forma alguma.

O interesse de Ivan aguçou-se. Ele observou Noah como alguém observa um cofre finalmente prestes a abrir. Então, com um descuido tão praticado que parecia bondade, ele deslizou o uísque "fresco" para mais perto do amigo. "Beba. Você está me fazendo parecer o divertido."

"Você <i>é</i> o divertido", disse Noah, mas ele bebeu. O zumbido atrás de suas costelas inchou como uma onda baixa. Algo em seu foco suavizou, as bordas arredondando. A luz do ambiente o puxou. Ele pousou o copo cuidadosamente.

Ivan inclinou-se, baixando a voz. "Qual delas?"

O olhar de Noah puxou, sem sua permissão, para onde esteve pousado a noite toda. Hazel tinha se virado para ouvir a amiga modelo novamente. Ela assentiu uma vez, pensativa, o pequeno movimento de uma mulher que realmente considerava as palavras dos outros. Ela tinha uma beleza que não se desculpava por ser gentil.

"Aquela que não gosta de estar aqui... Hazel", ele disse antes que pudesse se conter.

A boca de Ivan entreabriu-se em uma pequena surpresa genuína. Noah não falava assim. Não quando importava. Por um segundo, algo como respeito vacilou, e então, algo mais feio.

A coceira de um rival.

Por anos, as mulheres tinham se jogado contra a quietude de Noah e ricocheteado, deixando para Ivan a tarefa de capturá-las. Ele nunca se importou. Ele gostava de ser escolhido por mulheres que queriam ser entretidas. Mas <i>isso</i> — isso soava como o início de uma história que Noah poderia realmente contar a outros mais tarde. Aquilo era novo. E Ivan não gostava de novas regras que ele não tivesse criado.

Ele se voltou para Hazel e aumentou o charme como se existisse um botão para isso. "Diga-me", disse ele, sorrindo, "se tivesse que escolher: Roma sob chuva ou Paris sob o sol?"

Hazel inclinou a cabeça. "Florença ao entardecer."

Ele riu, encantado. Erin não. Ela inclinou seu corpo mais completamente na direção de Ivan, com os dedos percorrendo a haste de sua taça. A amiga modelo captou um aceno de um homem do outro lado do salão e se afastou.

"Deixe-me levar você para sair", disse Ivan, quase casualmente, como se a ideia tivesse lhe ocorrido e o agradado de imediato. "Terça-feira. Jantar. Em algum lugar onde possamos testar a iluminação."

Hazel abriu a boca, fechou-a. Seu olhar deslizou para Erin como um reflexo. "Eu não acho que..."

"Você pode fazer muito melhor do que <i>ela</i>", disse Erin, doce o suficiente para quebrar um dente. Aquilo caiu no círculo entre eles como uma moeda num poço — som pequeno, queda longa.

O sorriso de Ivan não vacilou. Ele não tirou os olhos de Hazel. "Ela é engraçada, linda e sexy", disse ele, e as palavras pousaram com a satisfação de uma luva atirada exatamente como deveria. Ele não precisava olhar para saber que Erin sentiu. Ele podia sentir.

A coluna de Hazel endireitou-se uma fração. O orgulho moveu-se sob suas costelas como uma criatura finalmente acordando.

<i>Eu não serei a fácil para a Erin passar por cima novamente.</i>

Ela olhou para Ivan e viu o que ele era — diversão, uma distração, um pivô que ela podia escolher para si mesma — e disse: "Tudo bem. Terça-feira."

Através da mesa, o maxilar de Noah contraiu-se. O estranho calor sob sua pele tinha engrossado em uma névoa, não o suficiente para desacelerá-lo, mas o suficiente para fazer a fúria parecer quase... amortecida. Ele não confiava nisso. Ele não confiava nas arestas suavizadas de sua contenção. Ele viu Ivan se levantar e estender a mão para Hazel, enquanto uma música rolava como um trovão pelo chão.

"Dance comigo", disse Ivan.

Hazel hesitou apenas um batimento cardíaco — então deixou que ele a conduzisse para dentro da maré de corpos, onde as luzes os transformavam em silhuetas e o baixo marcava a medida de quão próximos estranhos se tornavam. Ivan sabia como se mover. Hazel surpreendeu a si mesma ao acompanhá-lo, risadas escapando dela como algo libertado.

Noah observou. Punhos cerrados. Um músculo em sua mandíbula trabalhava como um metrônomo que só ele podia ouvir. Ele não desviou o olhar, e em algum lugar profundo onde o uísque não conseguia suavizar nada, um pensamento se instalou com o peso da verdade: <i>Minha.</i>

Ele não disse. Ele não diria. Mas aquilo percorreu sua respiração, apertou sua garganta, fez de seu coração uma arma e uma promessa.

Erin deslizou para fora do sofá com um balanço que fingia ser uma decisão, não uma retirada. Ela encontrou um homem velho o suficiente para se lembrar de como assinar cheques sem pedir ajuda e deixou que ele pensasse que a tinha descoberto. Ela riu nos lugares certos e não estava observando a pista. Ela não viu a mão de Ivan na cintura de Hazel. Ela não viu o jeito como Hazel se inclinou para ouvi-lo e não se afastou.

A música mudou. Hazel riu de algo que Ivan disse — curto, brilhante, real. Noah levantou-se sem decidir, o salão inclinando-se um pouco sob seus pés. A cabeça de Hazel virou-se como se puxada por um fio. Seus olhos travaram através da distância, do calor, da luz e do movimento. Por um suspiro, o clube inteiro se estreitou em uma única linha entre eles.

O olhar dele era escuro com raiva, e com certeza — e ela entendeu errado de qualquer forma.

<i>Ele não gosta de mim.</i>

O pensamento chegou como uma verdade que ela sempre soube. Era mais fácil entender isso do que qualquer outra coisa que ele pudesse estar lhe dizendo com os olhos. Ela baixou o olhar, voltou o rosto para Ivan, sorriu porque podia.

Os dedos de Noah relaxaram ao redor de seu copo. Ele não confiava mais no chão. Ele não confiava no estranho veludo químico de suas próprias arestas. Ele se inclinou para o anfitrião que tinha aprendido a não fazer perguntas. "Carro", disse ele. "Agora."

Lá fora, a noite estava mais fria do que o clube, o que era uma misericórdia. Ele deslizou para o banco de trás e fechou os olhos contra o caleidoscópio da cidade. Sua cabeça zumbia.

"Para casa?", o motorista perguntou.

"Sim", disse Noah, então acrescentou, baixo, para ninguém: "Antes que eu faça algo de que não possa me orgulhar."

Lá dentro, Hazel riu novamente de algo que Ivan disse e sentiu aquilo atingir de forma diferente seu peito desta vez — sentiu um fio puxado, tenso, que ela não conseguia nomear. Ela não sabia a forma da história na qual acabara de entrar. Ela só sabia que, pela primeira vez em muito tempo, ela tinha escolhido algo porque queria ver onde daria.

Ela não percebeu o momento em que a noite mudou de mãos. Noites como essa nunca se anunciam.

Elas apenas terminam com um olhar que você não consegue esquecer e uma promessa que você não pretendia fazer.

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