The Fated Series: A Choice Lost to Fate (Livro 1)

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

The Fated Series: A Choice Lost to Fate Uma minissérie de wolf shifter de ritmo acelerado *Contém cenas spicy, conteúdo sexualmente explícito e linguagem gráfica. Não recomendado para todas as idades. Evandra Johnson é a Luna da Pearl Pack e a vida está indo muito bem... até que deixa de estar. O que ela pensava ser um casamento feliz com o amor da sua vida, Jalen, seu companheiro e Alpha, transforma-se da noite para o dia em algo que ela não reconhece. Como ela não viu os sinais? Ele escolheu uma Omega em vez dela e agora a alcateia terá uma nova Luna. Agora ela enfrenta desgosto, dor, humilhação e um novo sentimento de desesperança. Ela não tem família a quem recorrer, não tem amigos fora da Pearl Pack e não tem para onde ir. Permanecer uma loba solitária significa aceitar o status de rogue. Mas aproximar-se do território de outra alcateia pode custar sua vida. Após a rejeição de seu companheiro e ser banida de sua alcateia, ela deve encontrar seu próprio caminho. Embora seja uma guerreira treinada e tenha um espírito de lobo feroz dentro de si, muitos perigos a aguardam na floresta. Ela está enfraquecida pelo trauma da rejeição de seu companheiro, tornando-a vulnerável e colocando-a em grande risco. Ela conseguirá encontrar a si mesma antes que sua loba se torne uma fera selvagem que ela não pode mais controlar, ou ela superará isso? *Cenas Explícitas, atividade sexual, múltiplos mates

Status
Completo
Capítulos
54
Classificação
4.9 9 avaliações
Classificação Etária
18+

The Breaking Moon

Capítulo Um – The Breaking Moon



As pérolas na penteadeira de Evandra brilhavam fracamente sob a luz dourada do abajur, mas seus olhos estavam fixos no vestido. As lantejoulas cor de champanhe cintilavam como luz estelar líquida cada vez que ela se movia, capturando e espalhando pontos de luz pelo quarto. Ela alisou o tecido com as palmas das mãos, acalmando os nervos com aquele ritual. Esta noite era o Moon Gala — o maior evento do ano, onde todo Alpha e Luna se reunia sob o olhar atento da Deusa da Lua. Supunha-se que fosse uma celebração da união, da força, dos laços forjados e inquebráveis, votos renovados e laços tecidos mais firmemente sob a bênção prateada da lua.

Para Evandra, parecia um teste.

— Você está pronta? — A voz de Jalen cortou seus pensamentos, profunda, mas seca, como o estalo de um galho congelado.

Ela se virou. Seu marido — seu companheiro, seu Alpha — estava parado na porta vestindo um terno preto sob medida. O paletó destacava perfeitamente seus ombros largos, seu cabelo escuro estava penteado para trás e seu rosto esculpido em linhas severas. Ela estudou seus olhos escuros. Ele era devastadoramente bonito, como sempre, mas não havia calor em seu olhar quando pousou nela.

— Quase — disse ela suavemente, forçando um sorriso. Ela alcançou seus brincos, gotas de pérola que pertenceram à mãe dele. Uma Luna deve parecer atemporal, Jalen sempre dizia. Ela tentava aceitar as palavras como um elogio. Esta noite, soaram como uma ordem gravada em pedra.

O caminho foi percorrido em silêncio, exceto pelo zumbido fraco do motor. Evie juntou as mãos no colo; seu vestido brilhava como uma rede de estrelas sob o brilho suave das luzes internas. — Você sabe quem virá este ano? — ela perguntou, com a voz alegre e esperançosa. — Ouvi dizer que o Alpha de Silver Haven vai apresentar uma nova Luna. A maioria dos outros Alphas continua sem companheira, pelo que me lembro. E talvez haja outro baile antes do inverno? Algumas alcateias têm comentado sobre...

— Não — Jalen interrompeu bruscamente, com os olhos fixos na estrada à frente, como se fossem feitos de ferro.

A palavra única caiu como uma pedra em seu peito. Ela apertou os lábios, engolindo a fisgada familiar de decepção. Ele andava quieto há semanas, mais ríspido com ela do que o habitual, mas ela dizia a si mesma que era estresse. Alphas carregavam o peso de seu povo como a maré carrega a atração da lua. Ela prometera carregar isso com ele.

Ao chegarem, o salão de gala floresceu diante dela em um borrão de candelabros de cristal, vestidos esvoaçantes e os cheiros espessos e misturados dos lobos — cedro, fumaça, terra selvagem dançando no ar. A presença de tantos lobos carregava a atmosfera até que ela vibrava em seus ossos, uma sinfonia de poder e linhagem. Eles foram conduzidos para a plataforma de fotos, o ar vivo com flashes de luz branca. Evie instintivamente se aproximou de Jalen, enlaçando seu braço e pressionando o corpo contra o lado dele enquanto inclinava a cabeça em sua direção. O retrato perfeito da união.

Mas ele não se moveu. Permaneceu rígido, as mãos ao lado do corpo, sem nem mesmo pousar uma delas na cintura dela. Ela riu levemente, disfarçando para as câmeras. "Ele está de mau humor", ela disse a si mesma. "É só isso. Apenas estresse." Mas mesmo enquanto os flashes queimavam, o laço entre eles parecia fino, como um fio se desfazendo no escuro.

Na manhã seguinte, quando a gala terminou e a mansão estava em silêncio sob a luz pálida do amanhecer, Evie serviu-se de chá na sala de estar da Luna. Ela pensara a noite toda, pesando suas palavras com cuidado, a coragem crescendo como uma chama frágil em seu peito. Quando Jalen entrou, ela pousou a xícara e olhou para ele.

— Estive pensando — disse ela, com a voz firme, embora seu coração batesse como tambores de guerra. — Deveríamos marcar uma consulta. Para discutir... opções de fertilidade. Sei que não tem sido fácil, e não quero que percamos a esperança.

Pela primeira vez em dias, os olhos dele encontraram os dela de verdade. Mas não havia suavidade neles. Apenas finalidade, como se a própria lua tivesse se virado de costas.

— Eu não quero uma consulta, Evandra. — Ele falou seu nome completo como uma lâmina. — Eu quero o divórcio.

As palavras arrancaram o fôlego de seus pulmões. Ela piscou para ele, certa de que ouvira errado. — O quê? Não, você... você não pode. Eu sou sua companheira. Eu sou a Luna. Eu dei tudo por esta alcateia...

— Você já deu o suficiente — disse ele, virando-se para longe dela. — Eu escolhi outra. Uma ômega. Ela já está carregando meu filhote.

O quarto girou. Seu peito se contraiu, cada batida do coração era uma faca serrilhada. O pânico subiu por sua garganta. Ela cambaleou para frente, alcançando-o. — Não! Não, você não pode fazer isso comigo, Jalen! Eu sou sua companheira, eu sou sua Luna!

Sua visão ficou turva enquanto sua respiração saía do controle. Ela gritou, chorou, implorou, mas o rosto dele permanecia uma máscara de pedra. Guardas apareceram na porta.

— Contenham-na.

Mãos fortes agarraram seus braços, forçando-a a se ajoelhar. Ela se debateu, selvagem de desespero. — Jalen, por favor... não faça isso! Você não sente? O laço... o laço da deusa...

— Eu o rejeito — ele disse friamente. Sua voz soou como um veredito. — Eu rejeito você, Evandra Johnson, como minha companheira. Como minha Luna. A partir deste momento, você está banida da Pearl Pack.

A rejeição atingiu como um golpe mortal. O sagrado laço de companheiros, outrora fiado de luar e medula, rompeu-se dentro dela, arrancando o último elo de sua alma. Ela gritou enquanto a dor rasgava seu corpo, uma agonia devastadora pior que garras, pior que fogo. Era o som de uma alma sendo separada de sua outra metade. Através de olhos embaçados, ela pôde ver Jalen cair no chão também.

E então não havia nada, apenas dormência. Apenas silêncio, o peso do exílio pressionando, frio e infinito, como se a própria Deusa da Lua tivesse desviado seu rosto.