Capítulo 1: O Desastre da Kia
Kia's
Um pau grosso — ainda úmido com a minha porra — força caminho entre as minhas coxas, sua mão calejada apertando brutalmente meu seio nu enquanto acordo encharcada de vergonha e do cheiro dele. O tesão matinal dele lateja contra minha boceta inchada, apertando meu mamilo com força o suficiente para deixar um hematoma. Ayush terminou comigo ontem à noite. Quem diabos é este? Eu (gritando internamente): QUEM DIABOS—
Meus olhos se abrem num estalo. Minha cabeça lateja pra caralho — acho que bebi demais ontem à noite. Onde que eu estou? Num quarto de hotel...
Então a ficha cai: ontem à noite, meu namorado de seis anos terminou comigo por causa de alguma garota rica. Então, quem diabos é esse cara?
Olho para baixo — estou completamente nua, claro que estou. Meu sutiã balança na luminária. O jeans dele está jogado no chão. "O que eu fiz?", murmuro para mim mesma.
Você teve um término brutal, qual é o seu próximo passo?
Dar um tiro no desgraçado (tentador, ilegal)
Beber até apagar (check)
Chorar + contemplar autodestruição (dramático)
Fugir para uma cidade nova (minha eu do futuro?)
Garotas normais escolhem uma.
Eu escolhi TODAS AS ANTERIORES + UM DESASTRE BÔNUS.
Na mesma noite em que meu coração explodiu, eu transei com um estranho. Eu — Kia Verma, o exemplo de Amor & Casamento — tive um caso de uma noite só. A vida não é um romance de Bollywood. É uma tragicomédia estrelando eu mesma como a idiota. Tento tirar a mão dele suavemente, mas ele aperta o passo e me puxa para mais perto. O cacete dele roça na minha entrada. Eu (dando um pulo): "TIRA O SEU PAU DE MIM!"
Eu me solto com um puxão, pego o cobertor e dou um pulo para fora da cama.
Tem um homem nu deitado ali, bem na minha frente. Meu Deus, o que é isso? O que estou vendo?
Ele: "Porra, qual é o seu problema? É de manhã — por que você roubou meu cobertor?"
Enrolo o cobertor em mim bem apertado e viro o rosto.
Eu: "Coloque uma roupa."
Ele: "O quê?"
Eu: "Coloque uma roupa. Agora."
Ele: "Nós transamos a noite toda pelados. Você não lembra?"
Eu: "Cala a boca! Eu estava bêbada. Você se aproveitou de mim."
Ele sai da cama e caminha em minha direção.
Eu: "Fica longe — meus olhos ainda estão fechados!" Ele dá uma risadinha. "De repente tão recatada? Para sua informação, você estava bêbada, sim, mas abriu o zíper da minha calça e me deu o melhor boquete da minha vida. Digo, perfeição pura — nada nunca foi tão bom."
"Qual é o seu nome, aliás? Você me disse, mas esqueci."
Estou perdendo o juízo. Isso não pode ser real.
Eu: "Você está mentindo."
Ele: "Abre os olhos — eu vesti minha calça. Você também pode se vestir. Por que eu mentiria? Você se lembra de mim, né?"
Pressiono as palmas das mãos nas têmporas, forçando as memórias a surgirem.
Ontem à noite, eu vim a este hotel porque era nosso aniversário de seis anos. Ayush tinha prometido que, assim que conseguisse este cargo de gerente aqui, nós nos casaríamos. Ele estava tão ocupado ultimamente, mal me dava atenção. Imaginei que fosse apenas o estresse da grande oportunidade dele, então planejei uma surpresa — aparecer para comemorar e pedir ele em casamento.
Mas quando perguntei aos funcionários onde Ayush estava, eles me apontaram para a sala da gerência. Lá estava ele, beijando uma garota. Meu coração explodiu. As flores e a aliança que eu tinha trazido escorregaram das minhas mãos e caíram no chão.
Quando o confrontei, ele admitiu que não me amava mais e queria terminar. Ele estava ocupado demais para fazer isso antes. "Ocupado com ela", eu cuspi.
Ayush deu um sorriso cínico. "Você nunca me fez feliz mesmo."
Eu até o apoiei financeiramente para que ele pudesse perseguir seus sonhos de carreira na hotelaria — e era assim que ele me retribuía no que deveria ser o melhor dia da minha vida?
Saí furiosa, fui para o bar mais próximo e comecei a beber. Foi aí que conheci esse cara. Ele disse que seu nome era Arjun. Despejei toda a minha história, bebemos mais... e depois nada. Apagão. Até esta manhã.
Eu: "Escuta, eu não lembro de nada. Podemos apenas esquecer a noite passada?"
Arjun: "Por quê? Você terminou com seu namorado. Eu não curto compromisso sério, mas você é incrível na cama. Poderíamos continuar assim — só sexo, sem cobranças. Uma amizade colorida."
Eu (fervendo): "Cala a boca. Eu não sou esse tipo de garota. Eu acredito no amor. Eu acredito em casamento — não em encontros casuais como você quer. Isso foi um erro. Eu estava arrasada e bêbada. Não vou entrar em nada com um cara como você. Eu nem te conheço. Esqueça que aconteceu. Eu também vou esquecer."
Arjun: "Tenta uma vez — sem emoções. Relacionamentos assim podem ser divertidos. Olha o que seu namorado fez: você impulsionou a carreira dele, e no segundo que ele conseguiu um emprego bom, ele te descartou."
Eu olho bem nos olhos dele.
Eu: "Isso é problema meu, não seu. Só porque ele me traiu não significa que vou entrar nessa de amizade colorida. Vou tentar de novo — encontrar alguém que realmente me ame. Eu ainda acredito no amor. Entendeu?"
Pego minhas roupas e vou para o banheiro. Visto-me rapidamente e saio.
Arjun: "Tudo bem, sem amizade colorida. Pelo menos me dá seu número — poderíamos sair para beber qualquer dia, não é?"
Eu: "Eu não quero ver a sua cara."
Arjun: "Eu sou bem bonito. As garotas caem matando em cima de mim — qual é o problema?"
Eu: "Sinto muito, não sou uma delas."
Arjun: "Mas você é — o tipo que transa na primeira noite."
Pego um vaso da mesa e jogo nele.
Arjun (desviando): "Isso quase me acertou!"
Eu: "Por isso eu joguei."
Abro a porta com força.
Ayush está parado ali.
Ayush (batendo palmas lentamente): "Uau, você dizia que me amava, e aqui está você, transando com um cara a noite toda no meu hotel. Sem vergonha?"
Eu: "Não grita — você terminou comigo ontem à noite. Não sou mais sua namorada. Sai da frente."
Ayush (segurando minha mão): "Há quanto tempo isso está acontecendo? E no meu hotel? Esqueceu dos nossos seis anos?"
Eu puxo minha mão.
Eu: "Você que traiu. Você está me questionando? E o hotel não é seu — você só trabalha aqui."
Começo a me afastar.
Ayush: "Eu sempre soube que você não valia nada. É por isso que eu te deixei."
Eu me viro e dou um tapa forte nele.
Eu: "Isso deveria ter acontecido antes. Você não merece amor — você merece isso."
Risadas ecoam do quarto. Arjun está encostado no batente da porta, observando e ouvindo tudo.
Tiro um dos meus saltos e jogo nele.
Eu: "Cala a boca, seu babaca!"
Saio furiosa, pegando o outro salto no caminho.
Explodindo para a luz do sol, penso: O que diabos aconteceu com a minha vida? Ontem de manhã, eu estava tão feliz. E agora um dos meus saltos está com aquele idiota do Arjun — como vou chegar em casa com apenas um sapato?
Continua...