01. No Começo Eram Dois
— Me fode, papai! — gemeu ela, erguendo os quadris ainda mais. Rebolava a bunda com toda a disposição, tentando seduzir o homem que praticamente a criou. Seu pai adotivo. Ela queria o pau dele. Precisava dele. Estava louca por ele.
— Puta que pariuuuuuuuuu!!! — jogou a cabeça para trás e gemeu quando o pau que tanto desejava finalmente entrou nela. Suas entranhas se contorciam de prazer.
— A quem você pertence? — a voz era firme, autoritária. Fez seu coração bater ainda mais rápido.
— A você, papai. Sou sua putinha. Pertenço a você, papai! — nem um segundo de hesitação. As palavras saíram sem que ela precisasse pensar.
— Essa é minha boa menina. O papai está de bom humor hoje. Me diz, o que você quer? — ele meteu com força dentro dela.
Seu coração disparou. Era isso. O momento que ela esperava.
— Me engravida, papai — sussurrou, sedutora, jogando a cabeça para trás, arqueando as costas para ficar ainda mais gostosa para ele. — Quero seu bebê, papai. Enche-me com seu gozo. Me engravida, papai.
— Que putinha você é — a voz era debochada, mas carinhosa. As mãos grandes bateram em sua bunda, fazendo-a se contorcer e gemer. Ela estremeceu toda enquanto o pau dele a rasgava por dentro, levando-a a um êxtase ainda maior.
As mãos dele não paravam, batendo e moldando sua bunda, o pau uma mancha borrada dentro dela. Os quadris dele batiam mais forte e rápido contra os dela, subjugando-a. Cada estocada vinha acompanhada de um gemido safado de seus lábios.
— Isso, papai! — ela repetia, os cabelos voando para todos os lados. — Mais forte, papai. Isso, bem aí. Ah, sim, bem aí, bem aí, bem aí.
Seu corpo enrijeceu, e seu gozo jorrou de sua boceta, cobrindo aquele pau pecaminoso e delicioso com seu creme. Ela caiu na cama, exausta e ofegante.
Mas o pau não saiu de dentro dela. O homem caiu por cima, seu corpo cobrindo o dela, seu calor se espalhando, inflamando ainda mais seus desejos. Seus peitos foram esmagados contra o colchão, que rangia sob as estocadas poderosas de seu "papai".
Seus gemidos agora eram baixos, quase um murmúrio, enquanto ele a abria por dentro com o pau. Cada estocada, medida e forte, ia o mais fundo possível. Mesmo nessa posição, com as mãos dele alcançando por baixo para apalpar seus peitos, o pau batia em seu colo do útero, provocando uma dor profunda misturada ao prazer, levando-a àquela beira conhecida do êxtase.
Mas ela sentia: as estocadas estavam mais descontroladas, mais fortes. O pau dele parecia mais grosso que o normal, a cabeça um pouco mais inchada.
Lambeu os lábios. Seu coração batia forte, martelando contra o peito.
Papai quer me engravidar. Pensou, eufórica. Ele realmente quer me engravidar.
As estocadas ficavam mais rápidas, e os apertões, mais brutos. Ele estava chegando perto.
Virou a cabeça, buscando seus lábios. Eles desceram como um tijolo sobre os dela, tomando-a em um beijo febril que a deixou sem fôlego. Suas línguas se enroscavam, entrelaçando-se da mesma forma que seus corpos se moviam naquele ato mais primitivo, buscando a realização máxima.
Com um rugido, ele gozou, seu sêmen jorrando fundo dentro dela, os espermatozoides empurrando desesperadamente aquela barreira que separava sua vagina do útero, buscando os óvulos que estavam além.
Ela estremeceu. — PAAAAAAAAAPAAAAAAAI!!! — gemeu fundo no beijo, seus ovários tremendo de prazer quando o esperma finalmente os alcançou, provocando o maior orgasmo que já tivera na vida.
Ficou ali, exausta, o papai segurando-a protetoramente nos braços, suas respirações em sincronia.
Não conseguia deixar de pensar.
Como foi que eu cheguei aqui?
— Sim! Estou quase chegando.
— Ah, não se preocupe com isso.
— Tenho certeza de que não é nada.
— Nossa, por dois meses inteiros?
— Vou sentir muito a sua falta!
— Eu te amo e mal posso esperar você voltar.
As últimas palavras foram ditas em um sussurro pela jovem alta enquanto balançava no ônibus. Seus cabelos pretos, curtos e bem penteados, chegando logo acima dos ombros, balançavam a cada solavanco do veículo na estrada. Seus olhos castanho-esverdeados fitavam a distância, como se olhasse para o noivo, com quem falava ao telefone, e não pela janela do ônibus.
Por fim, afastou o celular do rosto e suspirou. Como uma gazela, virou-se e agarrou a mão que a tocava de forma tão inapropriada, prendendo-a com força.
— E onde você acha que está tocando? — um sorriso brincou em seus lábios, um sorriso venenoso que não chegava aos olhos. As pessoas ao redor se viraram, com expressões curiosas enquanto assistiam à discussão se desenrolar.
O homem suava em bicas. Gotas grossas de suor escorriam de suas sobrancelhas, manchando os óculos. Seu rosto cheio de espinhas se contorceu, as dobrinhas de gordura sob o queixo se movendo para cima e para baixo enquanto ele abria os lábios gordos, tentando dizer algo.
— Eu… eu não sei do que você está falando… S-Solta a minha mão!
Seus lábios se curvaram em um esgar enquanto ela apertava ainda mais o pulso gordo, segurando-o enquanto o homem se debatia, bufando e tentando puxar a mão da mulher, ironicamente.
— Acha que vai se safar? — debochou, os olhos queimando o homem gordo, que era vários centímetros mais baixo que ela e, de alguma forma, já estava sem fôlego dentro de um ônibus. — Porcos nojentos e machistas como você merecem estar na cadeia.
— Com licença! — ergueu a voz, chamando a atenção das pessoas ao redor. A maioria já estava olhando para a discussão. Alguns até tinham tirado os celulares para gravar, o que ela notou com satisfação.
— Esse homem estava tentando me tocar de forma inapropriada — anunciou, olhando ao redor, tentando captar o olhar do maior número de pessoas possível. — Vou denunciá-lo à polícia. Mas todos nós sabemos que eles não vão fazer nada. — Isso arrancou algumas risadas das pessoas. — Por favor, tomem cuidado e avisem os outros sobre pervertidos como ele.
Nesse momento, o ônibus deu uma guinada e parou. As portas se abriram com um silvo.
Jenna — esse era seu nome — arrastou o pervertido gordo atrás de si, movendo-se em direção à porta.
O homem bufava e se contorcia, tentando escapar de seu aperto de ferro, mas sem sucesso. Ela o segurava firme, como se sua vida dependesse disso.
— P-Por favor — o homem choramingava, irritando Jenna ainda mais; sua voz fanhosa a deixava com os nervos à flor da pele. — P-Por favor. Foi um engano. Eu juro. Não vou fazer de novo.
— Humpf — Jenna bufou. — Vocês, porcos, sempre dizem isso.
Já tinham chegado à porta. Ela o arrastou escada abaixo. Virou a cabeça, procurando na pequena multidão da rodoviária um lampejo do uniforme azul.
Não demorou muito.
— Policial! — chamou.
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Jenna Faust estava de péssimo humor quando finalmente chegou ao aeroporto, quase trinta minutos mais tarde do que havia planejado. O voo devia ter desembarcado os passageiros há séculos, pensou enquanto quase corria em direção ao portão de desembarque.
E pensar que esse era seu primeiro encontro com o sogro depois de tanto tempo. A impressão que devia ter deixado nele.
— Jenna! — alguém a chamou. A voz era familiar. Ela virou a cabeça bruscamente, e suas bochechas queimaram de vergonha.
Lá estava seu sogro, parado na calçada, provavelmente esperando chamar um táxi.
Quis que o chão se abrisse e a engolisse.
Jenna engoliu em seco ao observar a figura do sogro ali, parado com naturalidade. Mesmo com roupas casuais, ele parecia mais profissional do que a maioria das pessoas. Usava calças escuras e uma camisa social branca, as mangas arregaçadas para mostrar os músculos dos antebraços, e os primeiros botões abertos, revelando um vislumbre da clavícula. Seus cabelos prateados e pretos — agora quase todos prateados — ondulavam hipnoticamente com a brisa suave. Seus olhos escuros a penetravam até a alma sem nenhum esforço.
Mais uma vez, sentiu-se como uma menina de doze anos que acabara de conhecer aquele homem pela primeira vez. Totalmente admirada e encantada.
Ele se aproximou, as pernas levando-o com passos suaves e graciosos, sem nenhum sinal de hesitação enquanto a envolvia em seus braços.
Era um centímetro mais baixo que ela, mas mesmo assim, sentia-se completamente envolvida por aqueles braços — aqueles músculos fortes a rodeando, seu calor se espalhando pelo corpo, lembrando-a mais uma vez daquele momento, catorze anos atrás, quando o conheceu depois daquela tragédia horrível. E de como ele a fez se sentir segura de novo.
Poderia passar uma eternidade ali, sentindo seu coração bater tão firme, ritmado, bem junto ao seu rosto. Agora era mais alta que ele, mas não conseguia evitar esconder o rosto em seu peito, como a garotinha de doze anos que um dia fora.
Por fim, se separaram, Jenna com um pouco mais de relutância do que deveria. Olhou para ele e sorriu.
— Olá, Altus — cumprimentou. — Como foi o voo?
Altus Flemont deu de ombros, o movimento quase imperceptível em seus ombros largos. Mas, como tudo que fazia, chamava atenção. Duas garotas que passavam naquele momento viraram a cabeça para olhá-lo, rindo. Jenna lançou-lhes um olhar fulminante, seus olhos castanho-esverdeados se estreitando naquele jeito característico que faria até o homem mais durão tremer.
As garotas pararam de rir na hora e seguiram apressadas. Jenna até notou, com certa satisfação, uma delas tropeçando no próprio pé e pulando para se equilibrar.
— Foi tranquilo! — o homem falou devagar, nem muito devagar — só o suficiente para fazer você prestar atenção nele, para não perder o que dizia. Cada palavra vinha com a pronúncia perfeita. — Foi bom, considerando. — Olhou para ela — realmente olhou para ela —, seus olhos percorrendo seu corpo, da cabeça aos pés, parando só por um instante no peito.
Jenna estremeceu. Qualquer outro homem, e ela o teria xingado — não Altus Flemont. Sabia que o olhar não era sexual. Ele só estava olhando para ela.
Seus olhos, aquelas órbitas azul-escuras, se estreitaram só um pouco, mas o olhar ficou infinitamente mais intenso. — Meu filho tem tratado você bem?
Mesmo que quisesse, não conseguiria mentir — não sob aquele olhar. — Tem sido maravilhoso, Altus. — Os lábios de Altus Flemont se contraíram, quase imperceptivelmente. Um movimento que Jenna não notou.
— Mal posso esperar para me casar.
Altus sorriu, um sorriso fino, cuidadosamente contido, mostrando só a quantidade certa de dentes. — Que ótimo. Agora, onde está o carro? Quero tomar um banho. Esse ar de avião parece grudar em mim como cola.
Jenna Faust balançou a cabeça. — Nós — quer dizer, eu e Gerrard — não usamos carro. Faz mal pro meio ambiente. Vamos de ônibus.
Altus suspirou, os olhos se movendo levemente para cima. Aquilo, vindo dele, era o equivalente a um revirar de olhos, a maior demonstração de emoção que ele permitia. Uma reservada apenas para os filhos.
— Isso não vai dar. — Bateu palmas.
— Mas, Altus… — tentou falar, mas o homem mais velho simplesmente ergueu a mão, calando-a. Ela nunca conseguiria desobedecê-lo.
Para sua surpresa, um Rolls-Royce preto parou bem na frente deles depois de alguns segundos. Com toda a confusão ao redor, como o motorista ouviu aquele bater de palmas? Não conseguiu evitar pensar.
O motorista desceu, vestindo um uniforme preto impecável. Inclinou levemente a cabeça, a atenção voltada unicamente para o homem mais velho e grisalho.
Qualquer outro, e Jenna teria ficado irritada. Com Altus Flemont, ela já esperava que todos o tratassem primeiro.
— Presumo que não tenha nenhum compromisso, senhor? — Altus Flemont falou, a voz baixa, mas clara.
— Jack Maltley, senhor. E não tenho nada marcado nas próximas horas.
— Ótimo. E para qual serviço trabalha?
— Incisive, senhor.
— Ah, eles devem ter uma conta com a família Flemont. — Altus ergueu a mão, mostrando o anel de sinete que usava no dedo médio.
Jenna apenas balançou a cabeça. Essas famílias tradicionais.
Houve um lampejo de reconhecimento nos olhos de Jack Maltley. Ele inclinou a cabeça ainda mais. — Claro, senhor. O senhor deve ser Altus Flemont, se não me engano?
Altus assentiu. — Se não se importa, Jenna, diga ao bom homem o endereço.
Jenna apenas suspirou e informou ao motorista onde deixá-los. Nem sonharia em discutir com Altus Flemont na frente de todo mundo. Só a ideia já lhe parecia um absurdo.
Jack Maltley se apressou em abrir a porta para Altus e para ela. Altus se virou para ela.
— Depois da senhora, minha boa dama.
Jenna teve que conter um impulso de rir, como aquelas duas garotinhas bobas.
Não sou mais uma menininha. Lembrou a si mesma antes de entrar no carro espaçoso e confortável.