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Resumo

Uma noite. Sem nomes. Sem regras. Sem arrependimentos. Era para ter sido só isso. Até que minha mãe o trouxe para casa... e o apresentou como o filho do seu novo marido. Agora, vivemos sob o mesmo teto. Fingindo que não nos lembramos de como nos tocamos. De como ele dizia meu nome como se ele já lhe pertencesse. Ele age como se não tivesse significado nada. Como se eu fosse apenas mais uma garota. Mas os olhos dele? Eles me seguem. Me observam. Queimam por mim. E quando tento seguir em frente... ele me lembra exatamente por que não consigo. Porque a verdade é... aquela noite nunca foi apenas um erro.

Gênero
Young Adult
Autor
Ayomide
Status
Completo
Capítulos
42
Classificação
4.9 9 avaliações
Classificação Etária
18+

That One Night

Ela acordou devagar, como se estivesse sendo puxada de dentro da água. Estava pesada, desorientada, com a cabeça latejando em ondas lentas e incessantes. A primeira coisa que notou foi o silêncio. Não era do tipo reconfortante, mas sim do tipo estranho. Denso. Imóvel. Errado. Seus cílios tremeram ao abrir os olhos para um teto que ela não reconhecia, pálido e muito acima dela, com a luz suave da manhã filtrando-se por cortinas que não eram as suas. Por alguns segundos — dez, no máximo — sua mente permaneceu em branco, suspensa entre o sono e a realidade, recusando-se a juntar as peças. Tudo o que conseguia sentir era a secura na garganta, a dor nos membros e um leve calor que ainda permanecia em sua pele.

Então, a consciência começou a surgir.

Ela não estava em seu quarto.

Seus dedos se contraíram sobre os lençóis e ela percebeu, dolorosamente, o que — ou o pouco que — estava vestindo. Uma camisa grande demais, claramente não era dela, pendia frouxa em um de seus ombros. O tecido era macio e carregava um perfume leve que ela não reconhecia, mas, de certa forma, não odiava. Por baixo, apenas sua calcinha. Nada mais. Seu estômago deu um nó.

O que...

Ela se impulsionou um pouco para cima, fazendo uma careta quando a cabeça latejou com mais força, e balançou as pernas para fora da cama. No momento em que seus pés descalços tocaram o chão frio, uma clareza aguda cortou o nevoeiro em seu cérebro. Sua respiração falhou.

Do outro lado do quarto, espalhados de forma descuidada, quase incriminadora, estavam seu sutiã... e seus saltos.

Foi aí que a ficha caiu.

Ontem à noite.

Ele.

Rosetta congelou, os dedos se curvando levemente nos lençóis enquanto a memória voltava com força — não de uma vez, mas em flashes, em sensações. As luzes fracas da boate. O calor. A música vibrando em seu peito. E então... ele.

O rosto dele surgiu primeiro. Não de forma clara, nem completa, mas o suficiente. O traço marcante de seu maxilar. O jeito que seus lábios tinham se entreaberto levemente ao olhar para ela, como se ele já soubesse de algo que ela não sabia. Havia algo perigoso no olhar dele — intenso, firme, quase predatório —, mas não de um jeito que a assustasse. De um jeito que a atraía.

Ela engoliu em seco.

Ele nem precisou tocá-la no início. Aquele olhar por si só... já a tinha desarmado. Deixado-a despida, nua e exposta muito antes de suas mãos realmente o fazerem.

Seu coração começou a bater um pouco mais rápido.

Ela se lembrava de como ele ficou perto a noite toda, a voz baixa e suave contra seu ouvido, provocando, fazendo perguntas, ouvindo — realmente ouvindo — enquanto ela falava mais do que deveria. Sobre seu término. Sobre como estava cansada de fingir que estava bem. Sobre coisas que ela nunca contava para estranhos.

E, ainda assim, ela contou a ele.

Tudo.

Suas sobrancelhas se franziram levemente enquanto a memória se aprofundava, e seus dedos subiram inconscientemente até os lábios. Ela os tocou de leve, quase sem perceber, e parou.

Meu Deus.

Ela ainda conseguia sentir.

Aquele beijo.

Não foi suave. Nem hesitante. Foi bruto, deliberado — como se ele quisesse cada segundo daquilo. Como se ele não estivesse pedindo permissão.

Sua respiração parou.

No momento em que a porta se fechou atrás deles... ele não perdeu tempo. Sua boca encontrou a dela instantaneamente, como se estivesse esperando a noite toda apenas para ficar a sós com ela. O gosto de álcool ainda pairava entre eles, forte e inebriante, mas não era só isso. Era a intensidade. O jeito que a mão dele deslizou pela sua cintura, puxando-a para mais perto, como se distância não fosse uma opção.

"No que eu estava pensando..." ela sussurrou para si mesma, a voz quase inaudível no quarto silencioso.

Como ela tinha deixado aquilo acontecer?

Como ela tinha deixado um completo estranho...

O pensamento foi interrompido abruptamente.

Seu peito apertou quando outra memória surgiu, mais clara desta vez. A respiração dele contra seu ouvido. Sua voz — mais baixa, mais rouca.

"Me agarra firme... Não vou parar tão cedo."

Ela fechou os olhos por um segundo.

E então, apesar de si mesma... um sorriso pequeno e involuntário curvou seus lábios.

Tinha sido imprudente. Totalmente fora de seu comportamento habitual.

Mas não tinha sido ruim.

Nem de longe.

O sorriso mal teve tempo de se formar antes que a porta se abrisse de um solavanco.

Rosetta deu um sobressalto violento, seu corpo sacudindo em choque enquanto ela virava a cabeça em direção ao som, com o coração acelerando novamente. Por uma fração de segundo — apenas uma fração — sua mente foi até ele. O estranho. Aquele de quem ela nem tinha perguntado o nome.

Mas não era ele.

Era Emma, sua melhor amiga.

Ela estava parada no batente da porta, com uma mão ainda na maçaneta, seus olhos percorrendo o quarto em um único olhar de avaliação antes de pousar diretamente nela. E então — lentamente, um sorriso se abriu em seu rosto.

Nada sutil. Sem perguntas.

Apenas sabedoria.

O olhar de Emma passou da camisa grande demais para a cama bagunçada, para as roupas espalhadas no chão — e voltou.

"Bom", ela disse, com o tom carregado de diversão, entrando de vez no quarto. "Eu nem preciso perguntar, não é?"

Rosetta piscou para ela, ainda tentando controlar sua respiração, seus pensamentos, todo o seu senso de equilíbrio.

Porque, de alguma forma... tudo tinha mudado.

E ela nem tinha pego o nome dele.

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Boa Escrita

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Enredo Envolvente

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Personagem Ótimo

5

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

3

Diálogo Forte

author

we love you author

5 meses
1
author

my heart was beating the whole timeee,
perfect combination of both suspense and erotics

2 meses

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Jandira: Estou adorando ler essa história cheia de intrigas e realidade dura.

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