Loucura (Série Mafia #3)

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Resumo

Dante Thorne é perigoso, instável e louco. Aos olhos de quase todos, ele é um homem que perdeu a sanidade. Temido. Evitado. Ele é o cão de caça insano do mundo da máfia. O caçador e perseguidor dos inimigos. Mas uma mulher surgiu na vida de Dante — Ireta. A obsessão dela por Dante é densa. Profunda. Ela também é louca. Ela não tem medo de se aproximar dele e afastar qualquer pessoa que tente chamar a atenção do homem. Ireta é uma mulher louca, uma stalker e alguém que quer que ele a engravide! O que Dante pode fazer com Ireta quando ela é ainda mais insana do que ele?

Status
Completo
Capítulos
120
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+

Capítulo 1

“Que porra é essa? Que noiva?” Os tendões no pescoço de Dante quase saltaram ao ouvir o que a pessoa do outro lado da linha disse. Ele estava na Mansão Thorne. Ele tinha ido até o Chefe da Máfia para mostrar a cabeça de Isidro Regueler, o Chefe da Oxiris — o grupo rival que eles derrotaram — antes de pendurá-la na parede da sede do Sindicato Thorne.

O Sindicato Thorne — a mais temida e poderosa organização da Máfia — e ele ocupava o segundo cargo mais alto, como Subchefe.

Ele se levantou do sofá. Podia sentir a pulsação repentina da veia em sua têmpora.

“Sr. Dante Thorne, sua noiva está no hospital agora. Ela foi esfaqueada abaixo do ombro”, respondeu a pessoa do outro lado, que tinha se apresentado como enfermeira anteriormente.

“Você é surda? Não ouviu minha pergunta? De que noiva você está falando?” O tom de sua voz subiu com a onda repentina de irritação em seu sistema.

“Uh, b-bem, senhorita...” Ela gaguejou.

“Ireta. Ireta Regueler”, disse uma voz feminina.

A enfermeira limpou a garganta. “Sra. Ireta Regueler, senhor.”

“Ireta?” A imagem da filha de Isidro Regueler passou pela sua mente. Seria aquela Ireta a que estava fingindo ser sua noiva? “Passe o telefone para essa Ireta”, ele ordenou à interlocutora com firmeza.

Um momento depois, ele ouviu a voz da jovem. “Oi, amor. Quer falar comigo?” A voz da mulher era calma. Afetuosa. Melódica. Parecia que ela não era a mesma que chorava enquanto estava amarrada à cadeira quando a capturaram.

Ela estava presa sob custódia deles junto com Isidro quando o pegaram. Era uma pena que Elias, o ‘cérebro’ do Sindicato Thorne, a tivesse deixado ir. Se dependesse dele, ele a teria empurrado para a cova junto com o pai.

“Amor o caralho, sua idiota. Quem porra é você? Trate de explicar isso direito, porque se eu não gostar da resposta, eu vou literalmente arrancar sua língua!”

A jovem soltou um arquejo exagerado, seguido por uma risadinha baixa que o irritou ainda mais. “Quem sou eu? Você me conhece. Sou Ireta, sua noiva.”

“‘Aquela’ Ireta?” Ele queria ter certeza se era mesmo a Ireta, filha do líder da Oxiris.

“Sim, amor, ‘aquela’ Ireta.”

“Eu vou te matar, Ireta”, disse ele com firmeza, um tom de ameaça cortante na voz. Seus molares quase estilhaçaram de tanto que ele os pressionava. Ele não conseguia entender por que, em vez de se esconder, ela estava fingindo ser a mulher com quem ele iria se casar.

“Você viu o que fiz com seu pai. Vou fazer com você o mesmo. Também vou arrancar seus dedos um por um, lembre-se disso”, ele disparou contra ela.

“Certo, mas você tem que me foder primeiro. Não quero morrer virgem. Deixe-me sentir como é chegar ao sétimo céu. Quero que meus olhos revirem de prazer antes.”

Os punhos de Dante se fecharam. Suas sobrancelhas se encontraram. Aquela não era a Ireta que era filha de Isidro. Aquela Ireta tinha medo e era incapaz de responder desse jeito. A Ireta com quem ele falava agora tinha uma voz calma e parecia até se divertir com a troca de palavras.

“Você vai se arrepender pra caralho de ter dito isso”, ele sibilou para a mulher.

“Por quê? O que há de errado no que eu disse? É ruim querer que a gente transe? Quero provar você, e quero que você me prove também. Quem sabe, a gente até gosta. Você pode acabar me procurando.”

“Você é uma puta de uma vagabunda.”

“Hmm, nem vem. Eu ainda não tive um pau dentro de mim. O seu será o primeiro. Então, me fode. Me fode com força, Dante Thorne. Estou te oferecendo minha virgindade. Meu corpo está limpo, fresco, como um arroz recém-cozido esperando na mesa, ainda fumegante.”

Dante trincou os dentes. A mulher estava tirando sarro dele. Ele realmente deveria ter cortado os dedos dela também, como fez com o pai, ou deveria ter cortado sua cabeça para que ela parasse de tagarelar. Seus ouvidos zumbiam. Ele estava irritado. “Não estou interessado. Pode guardar sua boceta e sua virgindade para você.”

A mulher fingiu um arquejo, mas, segundos depois, deu uma risadinha. “Ou talvez você tenha um segredo que não quer mostrar? Espera, eu já assumi que o seu é ‘grande’. Não estou errada, estou? Imaginei o seu com... hmm... talvez uns 18 centímetros? Ou maior? É ainda maior que 18, né? 20? 23? Me diz, qual o tamanho dessa coisa que você está escondendo na calça?”

Ele trincou os dentes novamente. Aquela mulher parecia não dar valor à própria vida ao falar com ele daquela maneira. “Isso não é da sua porra de conta.” Então, ele percebeu que ela estava fazendo isso de propósito para irritá-lo. Ele bateu na própria testa por ter se deixado levar. Soltou uma risada debochada.

Ele sentou-se novamente no sofá. Passou a língua pelo lábio inferior, tocando o piercing no canto da boca. “Escuta aqui, palhacinha.”

“Sim, amor, sou todos ouvidos. O que foi?”

“É melhor você calar a porra da boca agora, antes que eu costure seus lábios. E você sabe que não sou de falar da boca pra fora; sou muito capaz de fazer o que estou dizendo.”

A jovem do outro lado riu. “É mesmo?”

“É”, disse ele.

“Eu sei que você é capaz, sem dúvida. Mas só vou calar a boca se você me der o que eu quero.”

“Quer? Você quer dizer que eu te foda?”

“Sim, amor!”

“De jeito nenhum. Isso nunca vai acontecer. Você só está perdendo saliva e cansando a garganta.”

“Infelizmente para você, não aceito rejeições facilmente. Venha até aqui no hospital. Vou te esperar. Se você não aparecer, vou chamar os repórteres. Vou contar para o mundo inteiro quem você é, quem é Lucian Thorne e Elias Thorne.”

O maxilar do rapaz estalou. “Você está me ameaçando?” Ele deu uma risada ácida. Ele queria rir enquanto seus dedos envolvessem lentamente o pescoço da mulher.

“Estou te ameaçando? Hum, não tenho certeza.” Ela deu uma risadinha.

Antes que Dante pudesse responder, a mulher já tinha desligado. O sorriso de escárnio sumiu de seus lábios e seu rosto escureceu. Irritado, ele jogou o celular longe.

“Merda! Mulher maluca!” Seu maxilar travou, e então um sorriso perigoso surgiu em seus lábios vermelhos. “Você quer loucura? Eu vou te dar loucura.”



A enfermeira limpou a garganta levemente e olhou para Ireta. “Uh, Sra. Regueler, tem certeza de que a pessoa que você me pediu para ligar é seu noivo?”

Ela sorriu abertamente para a mulher. “Claro! Você acha que eu não saberia quem é meu próprio noivo? Ele é o homem com quem vou me casar e que será meu marido. Vou carregar os filhos dele no meu ventre. Então, claro que tenho certeza!”

A enfermeira assentiu hesitante. “Ah, tudo bem. Descanse um pouco agora, Sra. Regueler. Seu noivo provavelmente já está a caminho.”

“Você tem razão, ele estará aqui em breve.” Ela sabia que Dante viria. Ele viria porque ela era a primeira mulher que ousou fingir ser sua noiva. A questão era o que ele planejava fazer com ela.

Ele é imprevisível. Esse era um dos motivos pelos quais muitos o temiam. Era difícil adivinhar o que se passava pela cabeça dele.

Mas ela está curiosa. E ela não tem medo.

Venha me buscar, amor, sua mente disse, e ela sorriu docemente. Ela deitou na cama e encarou o teto branco, enquanto repassava em sua mente a raiz de tudo que deu origem ao interesse dela por Dante Thorne.

Alguns dias atrás...

Cuidado: ESTE HOMEM É EXTREMAMENTE PERIGOSO

“Eu o quero.”

Os olhos de Ireta brilhavam enquanto encarava a foto quadrada do homem bonito sobre a mesa à sua frente. Ela não se importava com o aviso escrito sobre ele.

“Extremamente perigoso? Pfff.” Ela cutungou a foto e deu um sorriso largo. Seu dedo traçou o contorno do rosto do homem. Seu dedo delicado movia-se com cobiça. Ela queria aquele homem da foto.

Ela estava em seu apartamento em Miami, Flórida. Ela tinha investigado alguém, e a foto ‘daquela pessoa’ era o que repousava em sua mesa agora: Dante.

“Eu quero esse homem. Lindo de se ver. Corpo bem-feito. Parece forte e robusto.” E, acima de tudo, ela podia ver uma estranha inquietação no fundo de seus olhos negros. Era isso que ela mais gostava.

Apenas um olhar para o brilho nos olhos dele, e ela já tinha determinado que ele não era o tipo de homem que se deixaria prender. Ele não era o tipo de homem ‘normal’ como os outros. Ele é diferente. Ela conseguia sentir.

Ele era um homem bonito. Postura robusta. Apelo forte.

O rosto do homem era cinzelado, com traços rígidos e angulares. Uma sensação palpável de maldade parecia espreitar por trás de seus olhos penetrantes. Ele tinha uma mandíbula marcada. Seu cabelo, que chegava à linha de seus ombros largos e era raspado de ambos os lados, somava-se ao seu charme brutal.

Seu nariz elevava-se orgulhosamente no rosto, exalando uma aura poderosa com sua altura impressionante e ponte estreita. O arco afiado do nariz parecia ter sido esculpido com grande precisão, conferindo-lhe um ar de crueldade. O sorriso sádico em seus lábios diria a qualquer um que ele não era nem perdoador nem misericordioso.

Seu olhar permaneceu no brinco no canto do lábio inferior do homem e no outro em sua orelha. Seus olhos também seguiram a tatuagem que ela podia vislumbrar em seu pescoço.

Nas informações que acompanhavam a foto, dizia que o homem era alto. Ele tinha cerca de 2 metros de altura. Abaixo da foto, havia letras em negrito e carmesim soletrando:

Cuidado, este homem é perigoso. Ele não hesita em matar.