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O Retorno do Tio Oun

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Resumo

Após uma noite de bebedeira na praia, Violet, de 19 anos, acorda nos braços do último homem que ela esperava — o melhor amigo de sua mãe, a quem ela chama de "Tio Oun" desde os dez anos. Ele tem 37 anos, é coberto de tatuagens e possui aquela energia sombria e provocante que a faz odiar o quanto ela deseja tê-lo novamente. O que começa como um erro proibido rapidamente se transforma em algo muito mais perigoso quando Oun se muda para a casa de praia bem em frente à dela. Com seu namorado tóxico ainda presente e sua mãe morando logo no fim do corredor, Violet é forçada a entrar em um jogo secreto de alto risco, envolvendo edging, câmeras escondidas e momentos roubados que podem destruir tudo. À medida que a obsessão de Oun se aprofunda e o ódio de Violet lentamente derrete em algo mais sombrio e viciante, as linhas entre prazer, poder e amor se tornam tênues. Cada toque é um risco. Cada orgasmo é um segredo. E toda vez que ela pensa que pode ir embora, ele a puxa ainda mais para dentro. Um dark romance com a cara da Netflix sobre o único homem que ela nunca deveria ter desejado… e o único que ela não consegue parar de ansiar.

Status
Completo
Capítulos
29
Classificação
4.3 (3 avaliações)
Classificação Etária
18+

Uncle is Back

Violet acorda com a boca seca e um braço do tamanho de um tronco de árvore cruzando suas costelas.

O ventilador de teto gira em círculos preguiçosos acima dela. A luz do sol entra pelas persianas semicerradas, formando faixas nítidas. Tudo cheira a sal, protetor solar e algo mais profundo: um perfume caro misturado com suor, sexo e a tequila da noite passada.

Sua cabeça lateja de ressaca.

Ela tenta se levantar, mas o braço aperta ainda mais ao redor dela.

Um som rouco e sonolento ecoa contra suas costas. Respirações quentes sopram em seu pescoço. Uma coxa, pesada e musculosa, desliza entre as suas como se fosse o lugar dela.

Ela congela.

O corpo atrás dela é enorme. Quente. Nu. E certamente muito, muito masculino.

Seu cérebro faz as contas em cliques lentos e dolorosos.

Ela estava em uma festa na praia. Bebeu demais. Algum cara com voz de cascalho e fumaça a puxou para as dunas. As mãos dele. A boca dele.

O jeito que ele riu quando ela subiu no colo dele, como se o conhecesse a vida inteira.

Ela não o conhecia.

Não desse jeito.

Ela vira a cabeça um centímetro.

Tatuagens. Porra, não é o namorado dela. Tinta serpenteando por um antebraço grosso como fumaça. Uma pequena cicatriz em uma sobrancelha escura. Barba por fazer. Cabelo preto bagunçado.

Seu estômago afunda direto pelo colchão.

Não.

Não pode ser, porra.

O braço se move. Dedos, num movimento preguiçoso, arrastam-se pelo seu estômago nu e param logo abaixo de seu seio. Um polegar acaricia a parte de baixo como se ele já tivesse decorado o formato.

Uma voz rouca, ainda meio sonolenta, sussurra perto de sua orelha.

"Bom dia, encrenqueira."

Seu coração para.

Ela conhece aquela voz.

Ela a conhece desde que tinha dez anos de idade, sentada na bancada da cozinha da mãe enquanto ele fazia sanduíches de pasta de amendoim e a chamava de "Vi", como se fosse a coisa mais engraçada que ele já ouvira.

Ela se mexe tanto que o lençol se enrola em suas pernas. Ela acaba caindo metade para fora da cama, nua, com o cabelo todo despenteado, encarando o homem que agora se apoia em um cotovelo como se aquela fosse a manhã mais normal de sua vida.

"Oun."

"Tio Oun."

Trinta e sete anos. Bronzeado como se não acreditasse em protetor solar. Braços totalmente tatuados. Aquela boca estupidamente perfeita curvada em um sorriso sarcástico que diz que ele já está dois passos à frente de qualquer pânico que ela esteja prestes a ter.

Ele olha para ela como se nunca tivesse visto nada melhor.

"Violet???" ele diz, devagar, como se estivesse saboreando o nome depois de muito tempo. Então o sorriso se torna mais intenso.

"Lil Vi???"

Ela emite um som que pode ser uma risada, um soluço ou ambos.

"Meu Deus. Meu Deus do céu. Não, isso não pode estar acontecendo... porra... porra... PORRA!"

Oun se espreguiça, pura musculatura preguiçosa e zero vergonha, com o lençol escorregando até seus quadris. Ele está ereto. Obviamente. E nem se dá ao trabalho de esconder.

"Comporte-se, Vi", diz ele, fingindo repreendê-la.

"Sua mãe ficaria decepcionada se te ouvisse xingando o seu tio."

"Minha mãe... Jesus Cristo, nem fale da minha mãe agora." Ela puxa o lençol, apertando-o contra o peito.

"Você... nós... ontem à noite... porra."

"Ai, meu Deus... o que eu fiz."

Ele se senta. A cama range sob seu peso. Quase dois metros de puro problema em uma casa de praia que, de repente, parece pequena demais.

"Tenho certeza de que fizemos, e foi bom pra caralho", diz ele,

com a voz baixando para aquele registro grave e safado que atinge algo atrás de suas costelas.

"Algumas vezes. Você foi muito... exigente... Lembro claramente... Hum, como se estivesse tendo o melhor momento da sua vida."

Ela quer jogar algo nele. O abajur. Sua dignidade. Qualquer coisa.

Em vez disso, ela aponta um dedo trêmulo.

"Você é o melhor amigo da minha mãe. Você costumava me trazer pirulitos, doces. Você é literalmente o Tio Oun. Isso é... isso é ilegal em uns seis estados diferentes."

"Minha mãe vai, com certeza, me matar."

"Eu não sou seu tio", diz ele, calmo como sempre.

"E você não estava exatamente me chamando assim quando estava com suas pernas em volta do meu..."

"Para. Apenas... pare... por favor."

Ele ri de um jeito perigoso enquanto aprecia a cena dela em pânico.

O som atravessa o corpo dela, mesmo com seu cérebro gritando para parar.

Ela recua em direção à porta, com o lençol agarrado como uma armadura. Seu telefone está em algum lugar no chão. Provavelmente bombando de notificações.

Ryan. Seu namorado.

Aquele com quem ela tinha brigado na festa antes de tudo ir por água abaixo.

Os olhos de Oun vão para o telefone, como se ele já soubesse.

"Namorado??? Porra... Haha... Vi...!"

"Seu namorado vai ficar puto", diz ele.

"Fofo. Diga a ele que você passou a noite com alguém que realmente sabe o que faz."

O rosto de Violet queima tanto que ela sente que vai explodir.

"Você não pode contar para minha mãe, nem para o meu namorado", ela dispara.

"Oun... hum... Tio Oun. Por favor. Ela vai me matar. Ela vai te matar. Isso nunca aconteceu, okay? Nós estávamos bêbados. Somos dois adultos. Nós podemos só... fingir."

Ele se levanta.

O lençol cai.

O pau dele dando pulinhos no ar.

Ela tenta não olhar. Falha miseravelmente.

Ele se aproxima até que as costas dela batam na porta. Uma mão grande se apoia ao lado da cabeça dela.

A outra sobe e traça a linha de seu maxilar com um dedo, os olhos medindo os dela e depois descendo para seus lábios, como se estivesse conferindo se ela é real.

"Termine com ele", diz Oun, com a voz suave e perigosa.

"Até o fim da semana. Ou eu começo a tornar sua vida muito, muito, muitíssima interessante."

Ela o encara.

"Você é insano."

"Talvez." O polegar dele acaricia seu lábio inferior.

"Mas também sou muito paciente. E tenho seis meses de férias, sem nada melhor para fazer do que te ver se contorcer."

Ela dá um tapa na mão dele, gira e sai correndo.

Atrás dela, Oun ri novamente — um riso baixo, satisfeito, já planejando seu próximo movimento.

Violet não para de correr até estar a três casas de distância, com o coração martelando e o lençol flutuando como uma bandeira de rendição.

Seu telefone vibra em sua mão.

Ryan: *onde porra você está*

Ela encara a mensagem até que a tela fique embaçada.

Então ela digita, apaga, digita de novo.

Violet: *longa história. a gente se fala depois.*

Ela aperta enviar.

Do outro lado da praia, na casa da qual ela acabou de fugir, Oun já está no chuveiro, cantarolando baixinho como um homem que acabou de encontrar seu novo jogo favorito.

E a janela da casa ao lado — a 405, aquela com a vista perfeita direto para o quarto dela — agora tem cortinas novas.

Ele mesmo as pendurou depois que ela fugiu.

Só por garantia.

Como sou novo aqui, será um prazer se vocês comentarem para compartilhar se gostaram ou não. Ou que direções querem que eu siga com este romance.

E um pedido sincero: se você não tem interesse em tais gêneros proibidos, não espalhe ódio. Como eu já compartilhei a seção de aviso.

Além disso, também estou aberto a sugestões. Vocês podem me sugerir o que lhes interessa. Vou me certificar de trabalhar nisso.

O apoio de vocês funcionará como um impulsionador <3.

Deixe Ayna Kane saber o que você pensou sobre este capítulo!
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Personagem Ótimo

3

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Diálogo Forte

4

Diálogo Forte

Ver 1 comentário anterior...
author

loved this first chapter. I love poly stories and mafia stories

3 meses
1
author

great start! I also enjoy other forbidden romances like student/professor etc- but ALWAYS with an HEA.

2 meses
1
author

Interesting start. Sounds like he wants more than a one nighter. I didn’t understand the last line, he hung himself just in case.

2 meses

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