Personalizar legibilidade
Aa

A Obsessão do Mafioso

Todos os Direitos Reservados ©

Resumo

"Você me pertence." A voz rouca dele envolveu Kon, que sentiu seu corpo arquear em direção ao homem, apesar de sua determinação em não permitir que o diabo o possuísse. "Você é meu, querido. Ninguém mais tem permissão para tocar em você, além de mim." O sussurro do diabo era como uma carícia em sua pele nua. **** Sendo um jovem desesperado para terminar o ensino médio e quitar a dívida que sua mãe contraiu, Kon nunca esperou cruzar o caminho do Lorde da máfia conhecido como o 'DIABO'. Um homem sem emoções. O diabo sádico que não se importa com nada neste mundo, exceto em se banhar no sangue de seus inimigos. Apenas um encontro com ele e seu destino foi reescrito. Ele não foi apenas comprado pelo Diabo, mas também se tornou sua possessão. Agora, ele está em fuga do homem determinado a tê-lo de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído. De volta à cama dele, e acorrentado.

Status
Complete
Capítulos
109
Classificação
n/a
Classificação Etária
18+
Este é um exemplo

Kon

Um jovem rapaz estava sentado em um banco, com o rosto voltado para o céu. Sua perna direita estava apoiada no banco onde ele sentava, enquanto a esquerda ficava no chão.

Pelo uniforme que vestia, já dava para notar que era um estudante. Sua camisa branca, bem colocada dentro da calça preta, dava a ele um aspecto arrumado e asseado. Ele usava um corte de cabelo curto, com volume suficiente no centro da cabeça para cobrir uma parte do rosto.

Os olhos verdes e hipnotizantes do rapaz faziam com que ele parecesse algo de outro mundo enquanto contemplava o sol. Ele parecia um modelo posando para um fotógrafo ou um artista.

Aquela pose o deixava com um ar fascinante e inocente. Para qualquer um que passasse, ele parecia alguém que não tinha preocupação nenhuma no mundo. Mas isso estava longe de ser verdade.


Kon estava perdido em pensamentos. No momento, ele calculava como conseguir a quantia necessária antes do final daquele dia, e ainda não tinha conseguido. Os três empregos que ele equilibrava não bastavam para pagar as dívidas. Ele precisava de mais. Mas o problema eram os estudos.


Não havia como alguém como ele passar pela escola sem estudar. E ele não queria abandonar os estudos. Uma coisa que Kon prezava era sua educação. Ele não brincava com isso.


"Oi!" Lin, seu amigo de infância, sorriu ao ver Kon sentado no banco, esperando por ele. Lin era um garoto esguio com cabelos castanhos e bagunçados que pareciam não obedecer a ninguém.

Por causa disso, ele vivia com a mão no rosto, tirando as mechas rebeldes que ameaçavam tapar sua visão.


Vestindo o mesmo uniforme que Kon, Lin parecia diferente. Não apenas porque sua camisa estava gasta, mas também pelo seu jeito desleixado.


Ele era o oposto de Kon, que era o filho que toda mãe desejava ter. Lin, por outro lado, era aquele de quem os pais alertavam os filhos. Ninguém queria se associar a ele.


"Você demorou, não foi?" Kon levantou-se do banco e colocou a mochila nos ombros.


"A Sra. Clay me pediu para buscar algumas coisas para ela. Eu teria voltado mais cedo se não fosse por ela." Lin deu um sorriso que ele achava fofo. Mas, na verdade, era muito estranho.


Qualquer um podia ver isso. No entanto, Kon era bondoso demais para lhe contar esse detalhe.


"Lá vêm as suas desculpas de sempre. Será que vai ter algum dia em que você não terá uma desculpa atrás da outra?" Kon franziu a testa para ele, sombriamente.


Lin podia ser seu único amigo há anos, mas havia dias em que ele sentia uma vontade incontrolável de esmagar a cabeça de Lin contra a pia.


"Foi mal, tá? Eu sei que não deveria inventar desculpas, mas acredite em mim quando digo que a culpa não foi minha." Lin disse de uma maneira pouco convincente.


"A culpa nem sempre é sua." Kon o avaliou de cima a baixo, pela primeira vez desde que chegou. "O que houve com suas roupas? Não me diga que você teve problemas com os Tigers?" Kon ergueu uma sobrancelha para ele.


"Não." Lin coçou o cabelo nervosamente ao pensar no seu recente confronto com os Tigers. Os Tigers eram a gangue sanguinária mais notória da escola. Aqueles garotos eram os valentões mais impiedosos que a escola já vira. E, com o apoio da gangue de mafiosos Leopard na cidade, ninguém nunca ousava questionar as ações deles.


"Não minta para mim, Lin." Kon estreitou os olhos para o amigo. "Me conte, o que eles fizeram dessa vez?"


"Nada demais." Lin deu de ombros, como se não fosse grande coisa.


"Nada demais? E você está nesse estado? Eu sei que você é bruto e tudo mais, mas nunca a esse ponto."


"Não é nada demais. Relaxa um pouco, tá?" Lin fez um bico.


"Só vou relaxar quando você me contar o que aconteceu entre você e os Tigers." Kon fechou as mãos em punhos enquanto tentava controlar a raiva. Ele não era o tipo de garoto que gostava de entrar em conflito com os outros. Mas—


"Não é nada." Lin riu de nervoso. "Vamos para casa. Já está ficando tarde. Você não tem trabalho hoje à noite?"


"Tenho." Kon decidiu não insistir no assunto. Parecia que seu amigo estava ansioso para mudar de conversa. Então, ele fez o que lhe foi pedido. Ele deixou o assunto de lado. "É, eu só preciso passar em casa para me arrumar."


Mas Kon não estava com vontade de ir para casa. Era sempre a mesma coisa. Não havia mudança nenhuma.


"Você pode ir para a minha, então. Minha mãe não está, então você pode ficar lá a noite toda," Lin sorriu.


"Sério?" O rosto de Kon iluminou-se com as palavras do amigo. Ele parecia estar no topo do mundo naquele momento.


"Por que eu mentiria?" Lin, que já sabia que seu amigo detestava ir para casa, estava ansioso para oferecer um lugar a ele. Mesmo que fosse apenas por uma noite, fazia diferença. Pelo menos minimizaria o tempo que Kon passaria com a mãe.


"Vamos, então." Kon sorriu, tendo já esquecido dos Tigers. E isso fez com que Lin soltasse um suspiro de alívio.


Ele não queria que seu amigo se metesse em nenhum problema. Kon se orgulhava de sua reputação impecável, e Lin não queria ser o responsável por manchar sua imagem.


"Ele voltou?"


"Não. Mas ela trouxe vários outros. Tive que bater em um deles quando ele entrou bêbado no meu quarto, achando que ia se dar bem de graça." Kon cerrou os punhos ao relembrar da noite anterior.


Cansado do turno extra que fizera no bar, ele estava pronto para cair na cama e dormir. Mas aquele filho da p*ta estúpido teve que interromper seu descanso.


Então, ele deu ao sujeito uma lição. Com os punhos, é claro. Sua mãe ficou brava com ele, mas ele não deixou isso o atingir. Pelo menos o idiota aprendeu a lição.

Capítulos
1. Kon

Inscreva-se em Unsolvable Mystery para continuar lendo.

Inscreva-se em um dos seguintes nível(is) para ler esta história
Dark desires$5 / mês

A world where everything is possible, and love is love.

Deixe Unsolvable Mystery saber o que você pensou sobre este capítulo!
Amo isso

0

Amo isso

Engraçado

0

Engraçado

Picante

0

Picante

De Suspense

0

De Suspense

Emocional

0

Emocional

Profundo

0

Profundo

Tocante

0

Tocante

Chocante

0

Chocante

Boa Escrita

0

Boa Escrita

Enredo Envolvente

0

Enredo Envolvente

Personagem Ótimo

0

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

0

Diálogo Forte