Dedicação
Para aqueles que ficaram.
Pelo amor que cresce em silêncio entre as idas à escola e as filas do supermercado.
Pelas mãos que ainda se procuram no escuro.
Pelas xícaras de chá preparadas sem ninguém pedir.
Pelas coisas que foram consertadas em vez de substituídas.
Pelos pedidos de desculpa sussurrados depois da meia-noite e pelo perdão que não pediu nada em troca.
Pelas risadas que encontraram o caminho de volta após as lágrimas.
Pelos sonhos que mudaram de forma, mas nunca foram abandonados.
Pelas promessas mantidas de mil maneiras que ninguém notou.
Pelos dias comuns que se tornaram os capítulos mais importantes.
Pela coragem que é necessária para escolher um ao outro, não apenas uma vez, mas repetidamente, através das estações de uma vida compartilhada.
Pelo amor que sobrevive às borboletas no estômago e descobre algo mais calmo, mais estável e infinitamente mais profundo.
Por cada cicatriz, cada linha de sorriso, cada primeiro fio de cabelo branco e cada memória acumulada ao longo do caminho.
Para qualquer pessoa que já se perguntou se o amor comum ainda pode ser extraordinário.
E para qualquer pessoa que já olhou para o outro lado da sala para a pessoa que ama há anos...
...e percebeu que ainda estava se apaixonando.
De novo e de novo — mais uma vez.
Que você nunca subestime o milagre silencioso de ser escolhido, todos os dias.
Com amor,
Nina 🤍
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