Biker's Treasure (MC #1/ Ghost #2)

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Resumo

Se você quer entender completamente os personagens, deve ler Ghost primeiro (^-^) Tank é o presidente do Shadow Warriors MC. Ele é um ex-soldado e passou por muita coisa durante seu tempo no exército. Depois de assumir o comando do clube, ele trabalhou duro para torná-lo bem-sucedido e próspero. Mas, apesar do sucesso, do dinheiro e do poder, sua vida ainda carecia de algo. Tank conhece Layla através de Lia, que é a famosa Ghost, a lutadora clandestina. Ele trata Lia como sua irmã mais nova, embora ela não seja afiliada ao seu clube. Mas é Layla quem chama sua atenção. Ela é tímida e se assusta facilmente, o que desperta todos os instintos protetores de Tank. Ele quer proteger a garota de qualquer perigo. E ele pode ter que fazer isso. Layla tem um segredo. Um segredo perigoso. Será que Tank e seu clube serão o suficiente para proteger Layla de seu passado? Ou eles falharão e a parte sombria da vida de Layla irá destruí-la?

Gênero
Romance/Action
Autor
Grimmy
Status
Completo
Capítulos
46
Classificação
4.9 109 avaliações
Classificação Etária
18+

Prólogo

Tank

Um ano antes

A festa está a todo vapor, a bebida está rolando solta, a música está no último volume e os caras estão fazendo barulho. Desta vez, pulamos a parte das prostitutas, porque não tenho certeza de como as meninas reagiriam — elas são jovens demais para presenciar esse tipo de coisa.

Estamos comemorando o fato de a Lia ter finalmente se recuperado por completo. Os últimos meses foram muito difíceis para ela. Os ferimentos que ela sofreu quando aqueles agiotas tiraram ela e o Blake da estrada foram realmente graves, então o tempo de recuperação foi excepcionalmente longo. Ela ainda não está 100%, mas pelo menos já consegue se mover livremente, sem os gessos e com o mancar quase sumindo.

Ela estava esperando se curar para lidar com a mãe, que ainda está sob nossa custódia. Mantivemos a mulher viva só por causa da Lia, e não vemos a hora de nos livrarmos daquela vadia.

Principalmente depois de ouvir a merda que o marido dela falou enquanto o Tyson estava descendo a lenha nele. Dizer que ficamos chocados seria um eufemismo do ano. Pedi aos caras que ficassem de bico calado sobre isso; a Lia não precisa de mais preocupações.

"Ei, T." Ouço a voz da Lia atrás de mim. Viro a cabeça e lá está ela, mais linda do que nunca. Seu longo cabelo em cachos soltos, a camisa preta que ela veste abraça cada curva, acentuando seu corpo incrível, e os shorts revelam suas pernas longas e torneadas.

"Ei, Lia." – Sorrio. – "Como é que a estrela da festa se atrasa, hein?" Provoco, arrancando um gemido de irritação dela enquanto ela aponta o polegar para o Blake por cima do ombro.

"Por que você acha? Ele fez o maior drama quando coloquei esses shorts de merda e não queria me deixar sair de casa." Ela bufa, me fazendo rir.

Ela e o Blake passaram por muita coisa, mas continuam fofos como sempre. *Falando no diabo, eis que ele aparece.* Penso, enquanto Blake caminha em nossa direção com uma expressão irritada e uma camisa de flanela preta na mão.

"Fala, Tank." Ele faz um sinal com a cabeça.

"Fala, Blake." Dou a ele um sorriso de canto que se transforma em uma risadinha quando ele amarra a flanela na cintura da Lia, apesar dos protestos dela.

"Ah, porra, não!" Ela exclama, exasperada.

"Você tem noção de quantos olhares você atraiu desde que chegou com esses shorts de merda?!" Ele sibila, envolvendo-a pelos braços por trás e escondendo-a das pessoas.

"Vocês dois são impossíveis." – Balanço a cabeça. – "Mas é bom para um caralho assistir a isso."



Os dois pombinhos se juntam a mim e a alguns caras no banco, onde ficamos apenas conversando, brincando e bebendo.

A festa vai até de manhã, quando a nossa estrela finalmente apaga.

"Você pode ficar em um dos quartos se não estiver a fim de dirigir. Você bebeu um bocado." Sugiro, olhando para a Lia. Ela tem feito fisioterapia há um bom tempo, então é compreensível que esteja cansada.

Ela também ganhou muitos presentes dos caras e vai precisar de pelo menos dois caminhões para levar tudo para casa, mas não temos nenhum motorista sóbrio.

"Acho que vou aceitar. Valeu." Blake suspira antes de sair do banco, tentando não incomodar a bela adormecida.

"Vou te mostrar o caminho." Levanto-me do meu assento enquanto o Blake pega a Lia no colo e os conduzo para os quartos lá em cima. Temos alguns quartos vazios, só por garantia, e pedi aos novatos que limpassem tudo antes da festa, prevendo esse desfecho.

"O quarto está limpo, então não precisa se preocupar. Boa noite, crianças." Com isso, deixo os dois a sós e vou direto para o meu quarto. Os caras vão cuidar da bagunça lá embaixo. É para isso que servem os novatos.




Acordo lá pela tarde quando alguma vadia bate na minha porta. *Eu vou matar alguém, porra!* Arrastando-me para fora da cama, vou até a porta, nem ligando para o fato de estar apenas de cueca.

"Que porra você quer?!" Rosno assim que abro a porta, sem nem olhar para quem está do outro lado.

"A comida está pronta. É melhor vir comer enquanto pode." Lia me dá um sorriso gentil e dá um tapinha no meu ombro antes de sair. *Porra!*

"Desculpa ter gritado com você, não foi a minha intenção." Peço desculpas enquanto me sento à mesa, coçando a nuca. Lia apenas ri e ignora.

"Está tudo bem. Não se preocupe com isso."

"Você deveria ter visto ela quando acorda. Ela é um demônio." Blake ri, recebendo um olhar fulminante dela, que ele rebate com um sorriso.

"Isso está muito bom! Você é uma ótima cozinheira, Lia. Quer ficar como cozinheira oficial do clube?" Wolf elogia, fazendo-me virar a cabeça rapidamente para ela.

"Você que fez tudo isso?" Pergunto, chocado. A mesa inteira está coberta por uma variedade de comidas e somos quase trinta, contando com os novatos. Ela realmente cozinhou tudo isso? Sozinha?

"É. Imaginei que vocês estariam com fome depois de beber." Ela apenas dá de ombros como se não fosse nada demais.

Depois do café da manhã, ou tecnicamente almoço, Lia e Blake vão embora, e eu chamo o pessoal para a reunião.




"A situação com os pais da Lia pode estar resolvida, mas os filhos da puta que tiraram eles da estrada ainda podem ser um problema. Pegamos alguns deles e descemos a porrada, mas confessaram que o chefe não vai desistir. Key, descobriu quanto exatamente esse pessoal deve?"

"Sim. E, na verdade, dá para entender por que eles são tão insistentes. O valor inicial que pegaram emprestado foi de duzentos mil. A taxa de juros era de quarenta por cento até o prazo final, depois reduziu para cinco."

"O quê?" Interrompo. Não faz sentido.

"Cinco por cento ao dia. Esse é o problema. E eles estão atrasados com os pagamentos há meses, então você pode imaginar quanto já deu. E os juros continuam acumulando, já que não pagaram nada."

Merda! Não é à toa que esses babacas são tão insistentes. É uma grana do caralho.

"Ok, entendo que eles queiram o dinheiro de volta e tal, mas por que estão atrás da Lia?" Wrench pergunta. Além de mim, Don e Wolf, ele é quem mais se importa com ela.

"Porque os pais dela a colocaram como fiadora." Isso causa uma enxurrada de palavrões na sala. Porra, vai ser difícil sair dessa.

"Não importa. Não vamos deixar que eles causem confusão na nossa cidade, e ponto final." Digo com total convicção. Sei que os caras ficaram próximos da Lia e do Blake nos últimos meses, então não terão problema em ajudá-la.

"Sim, enquanto ela estiver na cidade. E se eles a seguirem depois que ela for para a faculdade?" Wolf pergunta, preocupado.

"O Wolf tem razão. Não vamos conseguir ajudar." Wrench acrescenta, recebendo concordâncias dos outros caras.

Droga! Isso está ficando cada vez pior.





Lia vem ao galpão alguns dias depois para lidar com a vadia que estamos mantendo no depósito. Ela também queria lidar com o infeliz que entalhou o 'X' no peito do Blake, mas os ferimentos não permitiram, então ela apenas assistiu enquanto Blood o torturava.

Os caras e eu viemos com ela, deixando nossos coletes para trás. Pela expressão no rosto dela, sei que as coisas vão ficar sangrentas.

"Uau! Você está com uma cara de bosta!" Lia ri quando vê a mulher à sua frente. Não fomos exatamente hospitaleiros. Sandra tem ficado em um quartinho vazio, apenas com um colchão e um banheiro, vestindo as mesmas roupas em que a encontramos. Temos dado comida duas vezes ao dia e a lavamos com uma mangueira. A vadia não merecia um tratamento melhor. Se não fosse mulher, ela teria sido espancada até a morte. Mas meu clube não bate em mulheres.

Lia de repente tira a camisa e a entrega para mim, ficando apenas de top esportivo e shorts, e entra. Os caras e eu nos encostamos na parede oposta, esperando ela terminar para podermos nos livrar do corpo.

"Sua putinha! Eu sou sua mãe! Você não pode fazer isso comigo!" Ah, a vadia vai usar a carta da "mãe", é?

"Nem vem! Você é só uma vadia que meu pai pegou em algum clube e casou, para não ter que me criar sozinho." Olhamos para ela, chocados.

"Aww, achou que eu não saberia? Aquele babaca do Alexander contou tudo assim que meu pai terminou com ele. E é claro que ele ia me contar cada palavra que aquele idiota disse. Sempre achei suspeito o jeito que você me tratava mais como uma escrava do que como filha." – Lia enfaixa as mãos enquanto fala, enquanto ficamos parados ali, completamente pasmos com o que estamos ouvindo. – "É por isso que não vou te poupar. Eu ia pegar leve com você, já que você é minha 'mãe' e tal, mas..." – ela dá de ombros com um olhar cruel. – "Não vou. Você *mereceu* cada gota de dor que vou te causar. Aproveita!" Ela termina com um sorriso malicioso e desfere um soco na cara da vadia.

Nos minutos seguintes, tudo o que se ouve da cela são os gritos e lamentos da vadia e o som de ossos quebrando. A Lia praticamente a destrói. Ela já quebrou os braços, as pernas, esmagou os dedos das mãos e dos pés e deslocou as articulações. O rosto da loira é uma massa de carne e sangue, completamente irreconhecível. Até o cabelo foi arrancado do couro cabeludo.

"Hora de acabar com isso, não acha?!" Ela debocha no ouvido da mulher. Ela tem usado sais aromáticos toda vez que a vadia desmaia, mantendo-a acordada para a tortura.

A vadia grita de dor quando a Lia enfia os dedos em seus olhos e rapidamente quebra seu pescoço, matando-a. Ela fica sobre o corpo morto por um momento, então pisa com força no rosto da mulher antes de sair da cela.

Estou pasmo para um caralho! Eu *não* esperava que a Lia fosse tão brutal! E com certeza, porra, não esperava que ela matasse a vadia com as próprias mãos. É preciso ter muita coragem para tirar a vida de alguém.


"Posso tomar um banho antes de ir? Não quero ficar com esse sangue em mim quando chegar em casa." Ela pede, tirando-me do choque.

"Claro. Tem alguma roupa para trocar?"

"Sim, estão no meu carro. E quanto ao corpo?" Ela olha para a mulher morta.

"Nós cuidaremos disso. Não se preocupe, ninguém vai achá-la." Garanto, fazendo um gesto para Blood e Shovel. Eles concordam com a cabeça para a Lia e vão cuidar do serviço. Eles ganharam esses apelidos porque são os responsáveis por lidar com cenas como essa.

"Valeu." Lia dá a eles um sorriso de gratidão, deixando-os pasmos por um momento antes de retribuírem o gesto. Acho que eles não esperavam que alguém agradecesse por enterrar um cadáver.

Lia fica para tomar um drinque, a meu pedido. Sinto a necessidade de avisá-la sobre os filhos da puta que ainda podem estar atrás dela. Mesmo não sendo fraca e sabendo se cuidar, ela precisa saber que ainda não está seguro, para que possa estar preparada, só por precaução. Depois de alguns drinques, ela liga para a amiga, Layla, para buscá-la e levá-la para casa.

"Como é que o Blake não está aqui? Tenho quase certeza de que ele mencionou que queria vir com você." Digo propositalmente, sem mencionar a morte da vadia. Acho que a amiga da Lia não sabe disso.

"Não sei onde ele está. Meu pai sequestrou ele durante o verão inteiro. Aquele velho, juro por Deus!" Ela bufa, irritada, fazendo a Layla olhar para ela em choque.

"Você pode falar assim do seu pai? Ele parece tão assustador." Ela exclama baixinho, com medo, e por algum motivo isso me atinge. Por que ela está com medo?

Lia sobe no sofá do banco e se move para trás da Layla, sentando-se atrás dela, com as pernas de cada lado, envolvendo os braços na cintura da Layla e abraçando-a. A loirinha simplesmente derrete no abraço dela e sorri feliz. *O que está acontecendo com essas duas?*

"Está tudo bem. Meu pai pode parecer assustador, mas é só um ursinho de pelúcia crescido. Não precisa ter medo dele." Ela dá um tapinha na cabeça da Layla e depois apoia o queixo em seu ombro.

"O que está rolando? Agora você curte garotas?" Wolf ri ao se juntar a nós no banco. Layla parece querer desaparecer, enquanto a Lia apenas dá um sorriso provocador.

"Por quê? Quer ver uma ação entre garotas?" Layla engasga com a bebida e a Lia dá tapinhas gentis nas costas dela com um olhar preocupado. "Tudo bem, Goldie?"

"Estou bem." Ela responde com uma vozinha fina. *Ela é tão fofa.*

"Só brincadeira. Mas, falando sério, o que está rolando?" Wolf ri, apontando para as duas.

"A Lia só está com saudade do Blake. Ele foi embora logo depois da formatura." Layla diz baixinho, com um sorrisinho.

"Aww. Fofo."

"Ela é, né?" Lia aperta a amiga um pouco antes de acariciar seu cabelo de forma adorável. "Ela é tão pequena e adorável."

"Eu não sou pequena! E sou só uns dois centímetros mais baixa que você!" Layla afirma, franzindo a testa.

"Mas ainda é mais baixa. Isso automaticamente te torna fofa." Lia dá um tapinha na cabeça dela como alguém faria com um cachorro, fazendo a carranca da Layla ficar ainda maior.

"E alguém maior que você?" Provoco.

"Não. Não é fofo. De jeito nenhum." Ela nega sem hesitar. "Bom, exceto pelo Blake. Ele é adorável." Ela acrescenta, de forma sonhadora, como um pensamento tardio, me fazendo rir.

"Ele não está aqui?" Wolf olha em volta.

"Não. Ele foi para algum lugar depois da formatura. Nem consigo encontrá-lo, já que ele deixou o celular e a jaqueta para trás." Lia bufa com uma expressão irritada. Ela tinha dado uma jaqueta nova para o Blake, já que a primeira rasgou no acidente.

"É por isso que ela está me usando como ursinho de pelúcia." Layla acrescenta.

"Vocês são tão fofas, porra!" Rio das duas.