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Destinos Entrelaçados

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Resumo

Liam viveu uma vida longa e solitária, nutrindo a esperança contra todas as probabilidades de encontrar a única mulher que fosse não apenas sua, mas também a companheira de alma de seu irmão gêmeo — a única capaz de encerrar seus séculos de solidão e dar-lhes filhos. Danny, uma médium e perfiladora criminal, já tinha visto e vivenciado tragédias e mortes além da conta; ela havia desistido do amor e de qualquer intimidade. Então, um dia, ela é literalmente atropelada pelo sedutor Liam e seu mundo vira de cabeça para baixo. Agora, perseguida por gêmeos de tirar o fôlego que afirmam que ela é a companheira deles, e lançada em sua guerra milenar e secreta contra o mal, ela precisará aprender a amar não apenas um homem, mas dois, e usar os poderes que tanto detesta para ajudar a salvar o mundo.

Status
Completo
Capítulos
44
Classificação
4.9 43 avaliações
Classificação Etária
13+

Capítulo 1

Esta é uma cópia do Beta Arc, postada para críticas e comentários.

(P.S. Se você gostar do livro, por favor, deixe um comentário e não apenas um emoji, já que emojis não me ajudam a medir seu interesse, obrigado.)

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Capítulo Um

Danielle observou com satisfação o momento em que o líder do júri declarou Sam Franklin culpado. O Sr. Franklin virou-se e começou a xingar e ameaçar os jurados; seu cabelo comprido, liso e desgrenhado balançava ao redor da cabeça, fazendo-o parecer ainda mais insano. Seu advogado tentou acalmá-lo, mas foi empurrado por Franklin, que gritava palavrões. O júri precisou de apenas uma hora de deliberação antes de considerar o Sr. Franklin culpado pelo assassinato de seu chefe e colegas de trabalho. O juiz Matthews bateu o martelo com força enquanto os oficiais de justiça forçavam o Sr. Franklin a se sentar novamente. Danielle pegou seu bloco e começou a desenhar a cena à sua frente: o juiz Matthews falava com o líder do júri, perguntando se a decisão tinha sido unânime. O homem mais velho, que era o líder, acenou com a cabeça confirmando que o veredito tinha sido, de fato, unânime.

Danielle terminou o desenho rapidamente enquanto o juiz Matthews dizia ao líder que podia se sentar e voltava sua atenção para o Sr. Franklin. O juiz Matthews ordenou que o réu se levantasse enquanto repetia o veredito, informando em seguida que ele ficaria preso até a audiência de sentença, na semana seguinte. O Sr. Franklin soltou uma longa série de palavrões e tentou pular sobre a mesa para atacar o juiz Matthews, mas quatro oficiais de justiça robustos o jogaram no chão e o algemaram, antes de levantá-lo e arrastá-lo para fora do tribunal. O juiz, aparentemente indiferente, agradeceu ao júri pelos serviços prestados e dispensou a todos.

Danielle arrancou a folha do bloco com cuidado, guardou seu caderno na bolsa e fechou o zíper. Ela se levantou e entregou o esboço para Dave Bradley, que estava atrás dela fechando seu próprio caderno. Dave trabalhava para o Herald, um dos dois jornais de Silver City. Ele cobria a editoria de crimes e todos os julgamentos da cidade; o assassinato cometido pelo Sr. Franklin contra seus colegas fora a notícia principal em Silver City nos últimos dois meses. O fato de o juiz Matthews ter proibido cinegrafistas e repórteres de TV no tribunal foi uma vantagem para Dave, permitindo que ele conseguisse o furo de reportagem todos os dias, o que também era bom para Danielle. Dave comprava os desenhos de tribunal dela para ilustrar suas matérias e pagava em dinheiro, o que ajudava muito, já que ela precisava do dinheiro.

Dave deu uma olhada rápida no desenho, balançou a cabeça e, com cuidado, enrolou-o, colocando-o em um tubo plástico dentro de sua mochila. "Você é boa, Danny, quero dizer, muito boa mesmo. Se algum dia se cansar de fazer perfis criminais, pode ganhar uma fortuna como artista."

"Obrigada, mas eu gosto do meu trabalho", respondeu Danielle, embora tenha ficado lisonjeada com o elogio.

Dave deu de ombros. "Eu pagaria uma bebida para você, mas preciso cumprir o prazo e colocar isso na rede. Olha, sinto muito, mas estou sem dinheiro agora. Posso te enviar um cheque desta vez? Você sabe que sou de confiança."

Danielle suprimiu um suspiro e forçou um sorriso no rosto. Ela contava com o dinheiro do desenho para fazer compras no mercado. Levaria duas semanas até que a cidade a pagasse pelo seu depoimento no caso de hoje e pelo seu trabalho de meio período como perfiladora; sua conta bancária estava quase zerada.

"Claro, tudo bem", respondeu Danny. Ela odiava estar sempre sem dinheiro, mas a culpa era dela mesma por buscar a terceira graduação. Sua tia excêntrica, Eddie, dizia que ela era uma exagerada, mas tia Eddie nunca fez nada além de sua arte. A tia nem sequer tinha terminado o ensino médio; abandonou o último ano para viver em uma comunidade de artistas. Não que Danielle não amasse sua tia maluca. Ela esteve presente quando ninguém mais estava.

"Valeu. Bom, se mudar de ideia, sempre há uma vaga para você no jornal", comentou Dave.

"Está tentando roubar minha melhor perfiladora?", uma voz masculina alta soou.

Danielle virou-se e viu Paul Dasher, o assistente da promotoria, atrás deles, com um sorriso iluminando seu rosto bronzeado. Paul era atraente, se você gostasse do tipo instrutor de golfe de clube de campo; ele também era ambicioso e um workaholic quase tão ruim quanto Danny.

"Só estou sugerindo que ela poderia usar seu talento em um lugar longe de tantos malucos e mortes. Vou garantir que você receba esse cheque, Danny, preciso cumprir meu prazo." Dave deu um sorriso para ela antes de sair apressado, deixando-a sozinha com Paul.

"Te devo uma, Danny. Você facilitou meu trabalho. Seu depoimento foi o prego no caixão de Franklin. Quando você detalhou a cena do crime e o que ele fez, parecia que você estava lá." Paul usou a mão esquerda para jogar sua franja loira para trás. "Não sei como você faz isso."

Danny olhou para além de Paul, para o fundo do tribunal, no espaço entre a caixa dos jurados e a bancada do juiz. No canto, invisíveis para todos, exceto para ela, estavam as cinco pessoas que Franklin assassinara. Três homens e duas mulheres, eles pareciam exatamente como no instante de suas mortes, com ferimentos horríveis e membros faltando. Danny deu de ombros e voltou a olhar para Paul; os fantasmas não a incomodavam, ela via os mortos desde os seis anos de idade.

"Segredo profissional." Apenas duas pessoas em Silver City sabiam que ela era médium e vidente, e ambas fizeram um pacto de silêncio.

"Gostei disso. Estava pensando se poderia te pagar um jantar, um bife e um vinho. Talvez ir para a minha casa para umas risadas." Paul deu um sorriso malicioso.

Danny não precisava ser telepata para saber que, quando Paul falava em "umas risadas", ele queria dizer um rápido vuco-vuco. Danny forçou um sorriso enquanto seu estômago dava um nó só de pensar em estar nua com Paul. A verdade é que ela nunca tinha estado com nenhum homem; nunca tinha nem sequer tido um namorado. Todos presumiam que, por ter estudado na Europa e trabalhar de perto com policiais vários dias por semana, ela era experiente. Mas estavam enganados; para estar com um homem, ela teria de deixá-lo tocá-la, e a ideia a fazia arrepiar. Havia também suas cicatrizes, das quais Danny tinha vergonha, sabendo que teria de explicar como as ganhou. Teria de contar como foi esfaqueada quando criança por um maníaco e deixada para sangrar até a morte na neve. Danny também sabia que Paul se achava o presente de Deus para as mulheres e tinha dormido com várias secretárias e estenógrafos nos quatro anos em que esteve no tribunal. Danny não tinha desejo algum de ser mais uma marca na cabeceira da cama dele.

"Não, obrigada. Tenho um jornal para editar", respondeu Danny friamente.

"Ah, qual é, Danny. Já te chamei pelo menos seis vezes, e você sempre me dá um fora." Paul esticou o braço para segurá-la, e ela se afastou, movendo-se ao longo do banco de madeira. Ela não gostava de ser tocada, outro motivo pelo qual não tinha namorado. Tocar outra pessoa sempre trazia problemas, especialmente para ela. O centro de pesquisa para onde tia Eddie a levou após sua experiência de quase morte disse à sua tia que Danny não era louca quando falava de ver pessoas mortas. Que Danny não era apenas médium, mas também empata e uma telepata tátil de baixo nível. Essa era uma forma elegante de dizer que, se alguém a tocasse, ela frequentemente sentia o que eles sentiam e, às vezes, ouvia seus pensamentos. Danny definitivamente não queria saber os pensamentos de Paul.

"Estou lisonjeada, mas não. Prefiro manter nossa relação profissional. Prejudicaria minha credibilidade se soubessem que tivemos um envolvimento", respondeu Danny, segurando a bolsa à sua frente como um escudo.

"Ah, qual é, quem vai saber? Além disso, seria divertido. Você precisa se soltar", Paul deu um sorriso de predador.

"Não, obrigada, Paul. Sério, vamos manter o profissionalismo", respondeu Danny calmamente.

Paul deu de ombros. "Tudo bem, mas você não sabe o que está perdendo. A gente se vê por aí, Danny."

Danny observou Paul ir embora e sentiu um alívio enorme; ela odiava ser colocada nessa situação e odiava o modo como Paul a fazia sentir. Ela precisava se soltar para sair com alguém, mas não com um homem como ele. Quando finalmente perdesse a virgindade, seria com alguém em quem confiasse e respeitasse, e que também a respeitasse. Danny suspirou mentalmente, embora, aos vinte e quatro anos, as chances de encontrar um homem assim parecessem pequenas. Ela já tinha tido convites antes, mas nenhum de alguém que lhe despertasse o mínimo interesse. Danny se preocuparia com sua vida amorosa patética mais tarde; agora, havia algo muito mais importante a fazer: ajudar cinco almas perdidas a descansar.

Danny caminhou em direção ao fundo do tribunal, onde as cinco almas estavam amontoadas. Ela sentiu gratidão por ser uma sexta-feira à tarde, o que significava que as pessoas estavam pensando no fim de semana e correndo para casa, e também que ninguém entraria no tribunal para vê-la falando com o vazio.

"Acabou. Eu cumpri minha promessa, ele será punido agora. Todos vocês podem seguir em frente." Danny colocou a bolsa no ombro enquanto os espíritos a observavam. Uma das mulheres balançou a cabeça, o que tornou o ferimento aberto em seu pescoço mais visível. Ainda bem que Danny tinha estômago forte e estava acostumada com cenas tão horríveis.

"Ele não nos deixa ir", a mulher apontou com sua mão fantasmagórica para um dos homens.

Danny reconheceu o homem; em vida, ele fora Harry Winston, o gerente das pessoas atrás dele. Embora Harry tivesse sido um homem de aparência simples, ele morrera tentando salvar seus funcionários, e parecia que, mesmo na morte, ele continuava cuidando deles.

"Acabou, Sr. Winston. Você fez tudo o que podia e muito mais." Danny deu ao fantasma um sorriso tranquilizador.

"Minha família, minha esposa?", perguntou o Sr. Winston; a angústia e a dor eram evidentes na súplica do espírito.

Danny lembrou que o homem tinha uma esposa e dois filhos pequenos, que ficaram sem pai com sua morte. "Eles ficarão bem. A empresa onde você trabalhava concordou em pagar o seu salário e benefícios para sua família pelos próximos vinte anos; o mesmo vale para todas as famílias. Além disso, a comunidade se uniu em torno de vocês e arrecadou fundos para ajudar com as despesas funerárias. Suas famílias serão amparadas; todos vocês podem seguir em frente agora."

O Sr. Winston olhou para os outros espíritos e assentiu. Os outros começaram a desaparecer e Danny deu um passo atrás. O Sr. Winston foi o último a partir; ele se virou para olhar para ela. "Obrigado", sua voz foi um sussurro em sua mente, e então ele se foi.

Danny enxugou as lágrimas de felicidade e tristeza e lutou para se recompor enquanto reativava suas barreiras mentais. Ela estava feliz por eles terem conseguido seguir em frente, mas triste por nunca mais verem suas famílias, especialmente o Sr. Winston, que tinha uma esposa linda e dois filhos pequenos. Não, isso não era totalmente verdade; eles se veriam novamente quando seus familiares partissem também. Danny sabia que havia vida após a morte; ela já tinha morrido duas vezes e visto o que estava por vir. A morte não a assustava; apenas os vivos o faziam.

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Tocante

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Boa Escrita

11

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Enredo Envolvente

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Personagem Ótimo

9

Personagem Ótimo

Diálogo Forte

8

Diálogo Forte

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author

interesting

um ano
author

You've just pulled me right in with that start.. lol.😛😜🤪😝

um ano
author

Wow... This is definitely a interesting read...📚 👌

um ano

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Rosa de Ferro: Uma história impactnte para quem lê, eu amei a leitura e todo os contecimentos, e a família unida independente de tudo o que aconteceu o amor e a confiança entre eles foi d+, foi muito bom escrevê-la🫶

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