1 Susi
Tento me virar não consigo, luto mas o aperto intensifica só aí paro e sinto uma mão grande apertando meu seio, um frio percorre minha espinha, não tenho idéia de quem está na minha cama!!!
Me debato e o aperto se intensifica, entro em pânico, descubro que estou semi nua isso só piorou, depois de tanto se debater consigo morder o braço que pela musculatura é de um homem.
Pulo da cama e não acredito no que estou vendo, o ser mais prepotente, arrogante que conheço se senta e encosta na cabeceira da minha cama cruza as mãos atrás da cabeça, ele está no meu quarto?!!! Dá aquele sorrisinho sínico, sinto revertério "meu patrão, porque ele está na minha cama!?"
- Senhor Kraken?!! O quê?!!! Mais?!!!
Está só de box, corpo tatuado exposto, eu só de calcinha, tampo meus seios depois que ele lambe os lábios olhando pra eles - Por que esta na minha cama? No meu quarto, minha casa?
- Calma docinho, minha trufinha gostosa.
- PARA DE ME CHAMAR ASSIM SEU, SEU... QUE PORRA É ESSA? - Grito feito uma criança birrenta, ele começa rir, o que me deixa mais nervosa, corro até guarda roupas visto uma camiseta, quando me viro ele está a um palmo de mim, sinto o calor de seu corpo, não vou negar ele é lindo, cheiroso mas é um chato, ditador na empresa, não o odeio mas também não o amo, ele é tipo só para apreciar e vida que segue.
Sou gorda e baixinha, ele é uma muralha tão perto assim me sinto minúscula, brinca com meus cachinhos, massageia minha orelha:
- Calma! Coencidentemente fomos a mesma boate, aquele cara que se aproximou de você no bar jogou algo na sua bebida, deixou você drogada antes que ele pudesse te fazer mau... Bom sua casa era mais perto por isso te trouxe, como já era muito tarde decidir ficar, estava preocupado contigo.
Conforme ele fala vou me lembrando, aquele cara era insistente, chato e depois de beber aquele shot me senti estranha, sinto vergonha por ter caído em algo tão manjado, abaixo a cabeça:
- Obri-ga-do! Mas porque estou nua? Minhas roupas!!!
- Você vomitou, te dei banho, e esse pedacinho de pano que chama de calcinha estava pendurado no varalzinho no banheiro, antes que pergunte as minhas roupas molharam então as tirei, não rolou nada, sem grilos bombom.
Minha vergonha só aumenta, visto shorts, recolho as nossas roupas molhadas e jogo na máquina:
- Tem uma escova de dentes aí? - Fala bem ao pé do meu ouvido, me assustando.
- DEUS?!!! O SENHOR TEM QUE PARAR COM ISSO, idiota?!! - Sussurro a última parte.
- Quê?!!
- Ficar aparecendo de fininho que nem um maluco - Me segue abaixo pra pegar a escova, o olhar pra minha bunda é constrangedor, resolvi nem discutir, Ian Kraken é uma perda de tempo, me viro e ele se faz de bobo, tenta disfarçar.
Foi estranho nós dois mau cabemos no cubículo que chamo de banheiro, escovamos o dente, enquanto arrumo o cabelo ele simples assim tira o pau pra fora e começa a fazer xixi, com ele não existi filtros acabei de crer:
- EI!!! ESTOU AQUI?
- E???
- COMO ASSIM SEU IDIOTA?
Chacolha o pau massageia coloca pra dentro da cueca, lava as mãos:
- Você está muito alterada chocolatinho, vamos eu pedi café da manhã pra nós.
Passa me encoxando deixa um beijo no meu pescoço, esse jeitinho de maioral me dá nos nervos mas se não fosse o ódio que sinto dele estaria excitada com certeza.
Ian é o tipo de patrão workaholic surtado, sou secretaria dele, e também trabalho no RH da empresa, depois de quinze secretárias pedindo demissão, minha chefe me obrigou a desempenhar essa função, perfeccionista e extremamente exigente é um homem difícil de aturar. Atrás da mesa de escritório Ian é insuportável, humilha, grita, além de me obrigar a cargas de horárias abusivas.
Preciso do meu emprego, acabei de comprar esse "apertamento" é minúsculo mais é "meu" consegui com esforço e passando por apertos, enfim esse é meu espaço aconchegante, aqui encontro paz, nunca trago ninguém pra casa, bom não tenho muitos amigos então... é isso!
Se deparar com Ian na minha casa, frente a frente é estranho demais pra aceitar de boa, não para de sorrir, me tratando descontraído, como se fossemos íntimos.
Quando chego na cozinha /sala o balcão que divide os espaço está lotado de comidas, adoro comer engulo meu orgulho e me sento, tomamos café em silêncio, após guardo o resto das coisas, sobrou quase tudo ele se joga no sofá pega o controle e começa a escolher um canal, quero o jogar pra fora, só que não posso ser tão escrota assim, ele me salvou de um tarado, de ser morta sei lá, apesar de se mostrar um pervertido não posso jogar ele pra fora.
Decido o ignorar enquanto as roupas dele não seca o deixo na sala me sento no balcão começo a trabalhar, além de secretaria ainda tenho obrigações com o RH, recebo dois salários mais sinceramente as vezes penso em pedir arrego, estou sobrecarregada.