Me Perdendo em Você

Summary

Liz é jovem e extrovertida. Ela se muda de Ohio para Lorain no último ano do Ensino Médio e conhece Hendry no supermercado. Ele é o capitão do time de futebol da escola, extremamente popular e cobiçado pelas garotas. Os dois estudam na mesma escola e tem o mesmo grupo de amigos. Por quanto tempo conseguirão resistir a atração que ambos sentem um pelo outro? Será que Hendry conseguirá conquistar o coração de Liz?

Status
Complete
Chapters
42
Rating
n/a
Age Rating
18+

Chapter 1

Liz

Se tem algo pior que mudar de cidade no último ano do Ensino Médio, desconheço. E foi exatamente isso o que me aconteceu. Meu pai recebeu uma oferta de emprego muito melhor e decidiu aceitar, assim, minha família saiu da badalada Ohio para a calma cidade de Lorain.

Sou Liz e vivi em Ohio por toda a minha vida. Mesmo círculo de amigos, mesmo apartamento, mesma rotina e, há 3 meses atrás, td começou a mudar. Como precisamos dar um aviso prévio de 3 meses antes de sair do apartamento e de toda a nossa vida em Ohio, assim que emitimos a carta, começamos a procurar um imóvel na nossa nova cidade. Então, todos os meus finais de semana de primavera estavam comprometidos com viagens longas, visitando casas e apartamentos que pudessem agradar a nós 4.

Quando parecia que nunca encontraríamos, visitamos uma linda casa, com vista do lago e um enorme jardim com árvores frutíferas. Era relativamente nova, numa rua sem saída e bem próxima da escola e também jardim de infância (minha irmã mais nova começará no jardim de infância em agosto).

Meu pai trabalha como engenheiro de software numa empresa internacional de fabricação de medicamentos e minha mãe era secretária numa clínica. Agora, ela ainda não tem emprego e, provavelmente, vai se envolver 100% nas atividades estudantis de minha irmã e também nas minhas.

Pode ficar pior?! Claro que sim! No último ano, todos já estão enturmados, os grupos já estão formados e eu serei a aluna nova, a que não conhece ninguém desde sempre. Vejo que as pessoas são muito fechadas e na minha idade (17 anos) è bastante difícil que alguém tenha interesse em me conhecer e fazer amizade comigo. Mas tudo bem, è só um ano e vai passar bem depressa.

Meus planos são sobreviver ao último ano do ensino médio e entrar em um curso superior logo em seguida. Depois que terminar a faculdade, planejo fazer intercâmbio de meio ano na Suíça e meio ano no Brasil. Sou Suíça por parte de pai e brasileira por parte de mãe. Vamos quase todos os anos para o Brasil, conheço o país como a palma da mão. Mas para a Suíça viajamos poucas vezes e tenho vontade de explora-la um pouco mais.

Minha paixão são crianças e me vejo trabalhando com elas. Fiz um curso de Baby-sitter quando tinha 13 anos e comecei a trabalhar como cuidadora em algumas noites por semana e nas quartas de tarde, quando tenho livre da escola. Todo o dinheiro que ganho, economizo visando o intercâmbio.

E aqui estou eu, 3 meses depois, em pleno verão, na minha nova cidade. O ponto positivo è o lago. Ele chama Erie e é simplesmente lindo! Ele è grande e também banha o Canadá. Descobri que è possível fazer um passeio de barco até lá e conhecer as cidades próximas.

Confesso que estou curiosa para ir. Os únicos países que já visitei foram o Brasil e a Suíça, então conhecer um novo país está com certeza na minha lista de desejos a partir de agora.

Meus pais contrataram uma empresa para organizar nossa mudança e hoje, depois de tudo pronto na nova casa, viemos de carro para a nossa nova vida. Você deve estar se perguntando quem se muda numa quinta-feira, não è?! Minha família mudou. São 5h de viagem e depois de um almoço de despedida e algumas lágrimas, chegamos no nosso novo lar.

Estava chovendo muito e a primeira coisa que fizemos foi parar no mercado próximo de casa para fazer compras para os próximos dias. Iamos sempre no mesmo mercado e eu já conhecia todos os corredores como se fossem os corredores da minha casa. Entrar pela primeira vez neste e procurar por tudo foi um pouco chato.

Além do mais, minha irmã mais nova, Lia, estava com energia total e precisei correr atrás dela pelos corredores.


Numa de suas corridas, ela olhou para trás para verificar a distância em que eu estava e acabou batendo com seu carrinho infantil nas pernas de um rapaz. Deve ter doído muito, pelo pulo que

ele deu.

“Por favor, desculpe minha irmã. Estávamos brincando e ela não viu você. Não vai…” e então ele virou e vi os olhos mais azuis e brilhantes do mundo. Os lábios carnudos e o cabelo preto

emolduravam o rosto perfeito.Ele aparentava ter a minha idade, talvez fosse um ano mais velho pelo corpo musculoso. Não

consegui terminar a frase, nunca tinha visto um rapaz tão bonito assim antes.


Já tinha beijado alguns caras, mas nenhum que pudesse ser comparado a ele. Não que eu seja feia, mas acho que sou comum, com meus 1.60 de altura, cabelos e olhos castanhos. Tenho as

curvas no lugar certo, como uma boa latina, mas nada que chame muito a atenção, como ele.


Se esse desconhecido me abraçasse, eu chegaria no máximo até os ombros dele. Divaguei em meus pensamentos.

“Sai da flentiiii”. Gritou minha irmã, tirando-me dos meus devaneios.

Senti minhas bochechas corarem e me abaixei em sua altura para conversar com ela e explicar que não era educado falar assim com pessoas desconhecidas. Ela resmungou um “diculpa” e o

bonitão passou a mão pelos cabelinhos dela e deu um sorriso simplesmente de tirar o fôlego.


Os dentes brancos e bem certinhos e a covinha eram realmente demais. Ele baixou na altura dela para conversar, assim como eu fiz. Os braços eram mto musculosos e o peitoral ficava marcado

na camiseta. Ele com ctz era um atleta.

“Sem problemas, olhos azuis. Mas procure andar segurando a mão da sua mamãe aqui. Ai você vai mais devagar.” O tom de voz rouco era estupidamente sedutor e me peguei sorrindo.


Quando ele levantou, caí em mim a respeito do que ele falou: mamãe?! Ele não me ouviu quando falei que era minha irmã?! Ele me achou velha a ponto de ser mãe?! Senti meu rosto ficar ainda mais corado e franzi o cenho quando o encarei.


Abri a boca para retrucar, quando uma garota talvez mais nova do que eu, tão alta quanto ele, de cabelos loiros e olhos verdes segurou em seu braço. “Hendry, já peguei tudo o que queria. Podemos ir”


Lia empurrou a perna dela e passou com o carrinho. Quando dei o primeiro passo para ir atrás dela, a loira me olhou da cabeça aos pés me analisando. Era com certeza a namorada dele. “Eu sou Hanna. Você precisa de ajuda?” Ela me perguntou, franzindo a testa.


“Não, só preciso seguir minha irmãzinha antes que ela bata em mais alguém.” Fiz questao de enfatizar a palavra irmãzinha. Virei para o bonitão grosseiro e me desculpei mais uma vez, antes de passar por eles e seguir Lia.


Então a garota segurou meu braço e me entregou um Flyer de um cabeleireiro. Meu cabelo é liso e vai até a cintura. Um sonho para qualquer profissional da beleza, por ser 100% natural.


“Amei seu cabelo, mas acho que ele precisa de um pouco de hidratação. Vou estar no salão em 1h e gostaria muito de receber sua visita” ela disse com um sorriso também com covinhas, mas

não tão bonito quanto do tal Hendry.


“Mudamos de cidade hoje, não sei se terei tempo.“ respondi de mau humor. Ninguém nunca criticou meu cabelo assim, sempre foi o que mais chamou a atenção em mim.


Puxei meu braço talvez bruscamente demais e sai andando, mas não antes de ouvir o bonitão grosseiro dizer rindo: “cuidado por onde anda, mamãe”. Da para acreditar na audácia desse garoto?!


Alcancei Lia e fomos para o caixa, encontrar nossos pais. Passamos as compras no caixa e fomos para o carro, quando senti um puxão no braço e vi Hanna me segurando. “Desculpe, não falei por mal. Gostei mesmo do seu cabelo e quero muito te ajudar. Não é sempre que vejo um cabelo tão bonito e sei que, com uma hidratação, vai ficar ainda melhor.”


Minha mãe estava logo atrás e escutou o que ela disse, parando ao meu lado e interagindo com ela: “Olá, sou Emma. Muito obrigada pelo interesse, você é cabeleireira?”


“Prazer, sou Hanna. Não sou exatamente cabeleireira. Trabalho em um salão diariamente como assistente até sábado e quando as aulas recomeçarem, na próxima semana, vou trabalhar nas quartas. Pretendo estudar nessa área.”


“Que legal, Hanna. Liz sempre foi vaidosa e tem muitos produtos em casa. Onde exatamente fica o salão? Mudamos hoje e ela ainda não conhece nada por aqui.”


“Em qual rua vocês moram? Meu salão fica na Mildred Av, a duas ruas daqui”


“Estamos na Lakeview BLVD, aqui perto do mercado.”


“Qual o número da sua casa? Também moro nessa rua e posso passar na sua casa em 40 minutos para buscar a Liz.”


“Seria ótimo. Estamos na casa 34.”


“Hanna, vamos logo!” O bonitão chamou, baixando o vidro do motorista. Então, ele me viu e me encarou por um momento antes de sorrir e falar: “olá de novo, mamãe. Perdeu sua criança mais uma vez?!”


Corei de vergonha, murmurei um até mais tarde para Hanna e sai puxando minha mãe em direção ao carro. Quando entramos, papai e Lia já estavam nos esperando e mamãe olhou para trás e me

perguntou: “Esse garoto te chamou de mamãe?!”