Primeira edição™
Era uma vez, em uma vila chamada Nuvem Baixa, um menino chamado Zezinho. Ele era curioso, engraçado e… muito teimoso.
Um dia, sua vó deu a ele um presente:
— "Zezinho, este é o Guarda-Chuva Azul da Paciência. Só abra quando chover, entendeu?"
Zezinho respondeu:
— "Tá bom vó... mas, e se eu quiser voar com ele igual no filme?"
A vó só riu e saiu com seu coque balançando.
No outro dia... céu limpo, solzão.
Zezinho olhou pro guarda-chuva.
— "Ah, só uma testadinha…"
Abriu o guarda-chuva, pulou da cadeira e gritou:
— "EU SOU UM PÁSSARO!"
…E caiu direto na moita do gato do vizinho. O gato não gostou. Zezinho também não.
No segundo dia, ainda sem chuva, Zezinho tentou de novo. Dessa vez, colocou o guarda-chuva em cima da cabeça pra parecer um cogumelo.
— "Agora eu sou o Zezinho-Cogumelo-Voador!"
Trombou num poste. Pior: o poste era pintado de amarelo. Mais pior ainda: ele caiu num carrinho de sorvete. Resultado? Saiu cheiroso de morango, mas com a língua roxa e o orgulho machucado.
No terceiro dia… CHUVA!
Raios, trovões, baldes d’água caindo do céu.
Aí Zezinho lembrou da vó e do que ela disse. Pegou o guarda-chuva e abriu pela primeira vez quando precisava.
— FWOOOOOOOSH!
O guarda-chuva brilhou azul! Protegeu ele todinho. Nem um pingo. Nenhum. Zero.
Nesse momento, Zezinho entendeu:
— “Ahhh… as coisas têm hora certa.”
Ele voltou pra casa seco, feliz, e deu um beijo na vó.
A vó disse:
— “Viu só? Às vezes, paciência é o superpoder mais forte que existe.”
Zezinho nunca mais abriu o guarda-chuva sem motivo. Mas o capacete de astronauta de panela? Aí já é outra história...