Lac Lumière

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Summary

The annual camp games will decide who takes the title of Best Veteran. Benedict Benoit and Noah Gray — the summer veteran and the autumn veteran. They share only one certainty: they are rivals. However, that certainty begins to falter when feelings that should not exist start to emerge.

Status
Ongoing
Chapters
9
Rating
n/a
Age Rating
16+

June 29th, 2025

Capítulo 01

O destino nunca anuncia quando muda a direção. Uma batida fora do lugar, uma nova aba de memória que surge na sua mente. Os seres humanos sentem milhares de cheiros por dia, mas existem alguns que ocupam mais espaço que os outros, que, quando você sente, o tempo parece parar, a terra parece sair de órbita - aquele cheiro que, quando você perde... leva a melhor parte de você.

Benedict Benoit sentiu, naquele dia, um cheiro diferente dos outros dias, um cheiro quente. O vento tocou seu rosto como se o acariciasse, as folhas pareciam cantarolar uma música lenta. Ele tentou convencer a si mesmo de que era só mais um início de verão. Sempre seguem o mesmo padrão: Os bordos ficam verdes, pássaros começam a cantar sem descanso, os rios ficam cristalinos e cheios de , segundo ele - seres humanos idiotas. Benedict nem de longe é introvertido, mas ele é muito seletivo. Ele gosta de pensar que dessa forma, ele não perde tempo com pessoas inúteis. Benedict tinha -Mesmo contra a sua vontade. Um evento anual de verão. Ele sempre viaja para um acampamento um pouco mais de 2h de Montreal.

Acho que Benoit havia comprado tudo que precisava para a viagem. Finalmente chegara o dia de ir para o acampamento de verão. Ele não parecia muito animado, para ser sincero; se não fossem seus pais, que o obrigavam a ir todo verão, com certeza ele não iria. A cidade de Montreal, Canadá, parecia silenciosa enquanto Benedict voltava para casa, depois de comprar algumas regatas, shorts curtos e, é claro, protetor contra mosquitos - ele os odiava, e nas últimas idas ao acampamento sua pele branca voltara cheio de pequenas manchas vermelhas.

Chegando em casa, ele foi até seu quarto, havia algumas roupas jogadas pela sua cama, o sol da manhã entrava pela janela deixando o ambiente com um calor suave. Ele colocou as compras dentro da mala, que já havia preparado mais cedo.

- Está pronto para ir, filho? - Seu pai apareceu na porta do quarto, os cabelos grisalhos chegando junto com o verão.

- Vou só me despedir da mamãe. - disse Benedict, dirigindo-se à mãe, cuja juventude parecia nunca ter partido. Ele a abraçou, e ela lhe deu alguns beijos na testa.

O caminho até o Camp Lac Lumière levava cerca de duas horas e meia. A viagem foi silenciosa; saindo de Montreal, podiam-se notar os prédios baixos e as sacadas com bandeiras de Quebec. Mais à frente, surgiam as lindas montanhas no horizonte que, mesmo baixas, pareciam tocar as nuvens. O clima não era quente, nem frio - apenas agradável, talvez pela transição para o verão, com o Canadá se acomodando. Benedict notava também os lagos cristalinos, com alguns patos nadando. Talvez aquela fosse a melhor - ou única - parte boa de ir para o acampamento. Ironicamente , Benoit era o melhor Lumière do acampamento - Os membros do Camp são chamados dessa forma. Ele venceu diversas atividades e jogos nas últimas vezes que esteve no Camp: Musicais, corrida, sobrevivência, entre outras.

Após pouco mais de duas horas, finalmente chegar. A primeira coisa que se notava era a enorme placa do acampamento, feita de madeira pinus, com um grande nome escrito "Camp lac Lumière". Benedict se despediu do pai com um abraço; pais eram proibidos no local. Foi até o segurança responsável pelo check-in, ele mostrou alguns documentos e sua carteira que mostrava que ele era um membro do Lumière.

Ao entrar, no acampamento, logo se notava as árvores de bordo, com suas folhas verdes que farfalhavam ao vento, e os diversos pinheiros que pontilhavam o local. Havia alguns intermediários correndo sobre a grama verde que exalava aquele cheiro de resina e terra. Alguns novatos carregavam mochilas e tropeçavam em alguns troncos. As cabanas eram feitas da mesma madeira luminosa da placa, haviam pequenas janelas de vidro fosco. O som dos pássaros diminuía dando espaço para os pequenos insetos cantarolar, acho que dava pra ouvir alguns grilos. Enquanto Benoit caminhava, também se notava a enorme quantidade de folhas secas de bordo dando contraste com a grama.

Ao chegar a sua cabana, Benoit relutou um pouco em abrir a porta. Ficou pensando em quem teria que aturar durante o mês inteiro aquele ano.

Regra n° 1 do acampamento: ser sociável. Uma característica que Benedict não gostava muito de exercer.

Ele abriu a porta e... não havia ninguém. Uma leve felicidade o invadiu, até que alguém chegou logo atrás dele.

Um rapaz magro, cabelos loiros, um pouco mais de 1,70cm de altura, usava óculos com óculos de grau com hastes verdes que realçava seus olhos azuis.

- Então você vai ser meu colega de cabine? - Benedict sentiu uma voz ensurdecedora vindo de trás dele. Qual a necessidade desse cara falar alto desse jeito?

- E aí, eu sou o Félix. E você?

Benedict só conseguiu pensar em uma coisa: O que eu fiz pra merecer isso?