A Coisa Toda (Conto)

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Summary

Uma mulher em busca de vingaça da traição que sofreu, procura o cônjuge da amante do marido pra que os dois também tenham um caso extraconjugal um com o outro.

Genre
Drama
Author
LexSilvas
Status
Complete
Chapters
1
Rating
n/a
Age Rating
18+

A Coisa Toda


Lex Silvas

08/03/25

Eu estou diante dele o encarando nesta sala do tribunal ao lado da corte onde eu fui trazida e deixada lá sozinha com ele pelo advogado dele depois de depor a pouco tempo atrás. Nem eu nem ele dizemos nada um pro outro apenas trocamos olhares sérios. Será que eu deveria dizer alguma coisa ou já falei demais? É difícil saber o que ele deve estar penando agora. Não consegui dormir pensando nesse momento em que eu viria fazer essa proposta maluca, o momento que eu revelaria pra ele o meu plano de vingança. Me pareceu uma boa ideia na hora, mas agora eu não sei dizer se foi realmente Vou deixar ele pensando mais um pouco sobre tudo. Pra que ele possa absorver primeiro. Quer sabe foda-se eu estou curiosa pra saber o que ele está pensando.

— E ai? Pergunto não aguentando de curiosidade. — O que me diz? Digo mordendo a unha.

— Você está falando sério? Diz ele soltando uma risada de nervoso. — Assim, você é uma mulher bonita, mas eu… sou um cara casado. Me diz ele me mostrando a aliança dele.

— Eu também sou casada se lembra. Digo mostrando a minha aliança.

— E deveria respeitar os votos que fez na igreja. Diz ele indignado. — E não propor algo insano como isso por ai.

— Assim como o meu marido respeitou, ou sua mulher. Digo nervosa. — Olha eu sei que parece loucura, mas sua esposa traiu a sua confiança ao transar com o meu marido por meses.

— Eu sei disso. Diz ele.. — Mas acha mesmo que essa é a solução?

— Se você não quer transar comigo porque me acha feia, fala logo. Digo nervosa. — Você nem precisava gostar disso.

— Eu não te acho feia. Você está me pedindo pra ir pra cama com você pra se vingar da minha esposa e do seu marido. Isso é loucura.

— Não é não. Eu e você fazemos uma sex tape e enviamos pra eles e pronto. Vamos fazê-los sentir o que fizeram a gente sentir. Provarem do mesmo veneno sabe.

— Escuta o que você está falando. Eu não vou filmar o meu pau literalmente te fodendo só pra que você se vingue do seu marido escroto. Não vai dar certo, o que os meus filhos vão pensar de mim se isso vazar?

— Você acha mesmo que sua mulher pensou nos seus filhos quando estava sentada no pau do meu marido?

— E você acha mesmo que eu quero que o seu marido veja o meu pau com vingança? Pergunta ele ainda mais indignado. — Isso é um absurdo.

— Por que você é tímido? Se for a gente compra uns viagras e vai tá tudo pra cima de novo.

— Você perdeu o juízo. Eu vou repetir mais uma vez pra você me entender. Eu sou casado.

— Ah espera ai, essa não era uma audiência de guarda que nós viemos? Pensei que você e sua esposa estavam vivendo separados e você veio tentar convencer o juiz que sua mulher é uma vagabunda e tá só tentando te afastar dos seus filhos.

— Eu realmente achei que você poderia ajudar quando o meu advogado te chamou pra depor, mas claramente ele estava enganado. Diz ele bravo. — Você é maluca, procure ajuda profissional. Diz ele se virando.

— Onde você vai? Pergunto confusa.

Ele sacode a cabeça nervoso. Se vira de volta.

— Você é demais. Diz ele. — Não é a toa que o seu marido te traiu. Você é maluca. Fica bem longe de mim.

— Até onde eu me lembro a sua esposa também te traiu, devo assumir que você é um louco também?

— Vai se foder. Diz ele bufando.

— É exatamente isso que estou querendo que você faça comigo. Digo aumentando o meu tom de voz.

— Com uma câmera ligada. Não é isso? Você não bate nada bem das ideias mesmo.

Ele se vira e sai da sala batendo o pé, eu fico lá sem saber o que dizer, acho que eu fodi com tudo, ele era a minha única chance de conseguir me vingar agora eu voltei a estaca zero. Parecia o plano perfeito na minha cabeça, de onde eu jamais devia ter tirado, devia saber que ele jamais toparia. De repente o vejo voltar pra sala entrando devagar com a cabeça baixa.

— Eu só voltei porque esqueci o meu casaco. Diz ele sério indo pegar o casaco dele na cadeira.

— Você deve tá me achando uma maluca. Digo constrangida. — Não sei o que me deu. Me desculpa por piorar a sua situação.

— Ah muito maluca . Você deve ser completamente louca. Diz ele sorrindo cinicamente. — Desculpa por ter dito aquilo sobre o seu marido ter te traído. Ele é um idiota de fazer isso com uma mulher tão bonita como você.

— Obrigada. Você certamente está sendo gentil porque só quer ir embora e ficar longe dessa loucura toda. Digo tentando me desculpar. — E também no que eu estava pensando?

— É eu sei. Diz ele sorrindo. — Uma grande loucura. Eu e você. Diz ele fazendo uma careta. — Talvez tivesse funcionado se você tivesse me atacado aqui mesmo, sei lá e arrancado as minhas roupas. Diz ele rindo.

— Bom isso seria loucura com certeza. Estamos num tribunal.

O sorriso amarelo toma conta de nós dois.

— Apesar de que eu e a minha esposa já estávamos a um bom tempo sem fazer… aquilo. Ela sempre dava aquela velha desculpa da dor de cabeça. Diz ele rindo nervoso. — Eu estou enferrujado, nem saberia direito mais o que fazer.

— Sexo é que nem andar de bicicleta. Você nunca esquece. Digo também nervosa.

— Eu nunca aprendi a andar de bicicleta na verdade.

— Sério. O seu pai nunca te ensinou? Pergunto.

— Os meus pais se divorciaram quando eu era pequeno. Não vejo o meu pai a muitos anos.

— O meu marido também não comparecia a um tempo. Acho que ele estava ocupado com a boceta da sua esposa. Digo rindo parando na metade quando me dou conta da besteira que eu falei. — Me desculpa, isso foi insensível da minha parte.

— Não, não… você tem razão. Diz ele rindo forçado. — Talvez não fosse uma ideia tão ruim sabe. Vamos fazer sexo e acabar logo com isso. Diz ele rindo forçadamanete.

Eu e ele ficamos em um silêncio constrangedor por alguns segundos.

— O que? Pergunta ele.

— Eu não falei nada.

— Eu pensei ter ouvido alguma coisa. Enfim, eu estava indo embora mesmo. Diz ele balançando a cabeça. — Bom, obrigado pela proposta maluca. Eu fico lisonjeado, mesmo que você não tivesse outra opção. Porque você jamais me acharia atraente se não fosse por isso.

— De nada, pelo menos eu tentei.

— Tá bom tchau. Diz ele vindo até mim tentando se despedir com um beijo e esbarrando sem querer na mesa.

Ele ri constrangido, então eu vou até ele e o beijo no rosto. Ele se prepara pra sair.

— Sabe, só pra você saber, eu também te acho bonitão. Digo antes dele sair. — E mesmo se nada disso tivesse acontecido, eu, com certeza, adoraria beber alguma coisa com você alguma hora.

— Tem um bar no hotel ali na esquina, nada muito chique é onde eu te levaria com certeza. Diz ele rindo. — Te deixaria bêbada primeiro.

— E depois a gente podia alugar um quarto e mandar ver. Digo rindo sem graça.

Ambos balançamos a cabeça constrangidos.

No quarto de hotel, eu me tranco no banheiro, por um tempo e jogo água no rosto. Eu estou louca mesmo, eu vim pra um hotel com um cara que eu mal conheço, eu não sou assim. Vou até lá dizer pra ele que fomos longe demais, é melhor pararmos aqui antes que façamos algo que nós arrependermos. Bom , eu já provei o meu ponto, consegui trazer um homem pra um quarto de hotel, isso deve ser o suficiente pra dizer pra mim mesma que eu não sou assim tão desprezível.

— Tá tudo bem ai dentro. Ouço a voz dele ecoar por trás da porta do banheiro.

— Tá. Eu já estou saindo. Só mais um minuto.

Eu respiro fundo, pensando no que foi que eu me meti. Não deve ser tarde pra inventar uma emergência e sair logo daqui. Vou inventar algo sobre os meus filhos, ele também tem filhos não vai estranhar. Eu abro aporta do banheiro e o vejo perto da cama tentando abrir uma garrafa de champagne sem muito sucesso.

— Quem era na porta? Pergunto. — Mais cedo quando eu entrei no banheiro.

— Alguém está comemorando o casamento recente e mandou champagne pra todo mundo nesse andar. Pensei em tomarmos um pouco. Diz ele finalmente conseguindo abrir a garrafa.

O champagne se espalha no chão caindo da garrafa, mas ele rapidamente consegue transferi-lo para uma taça antes que continue caindo mais. Ele me serve e depois se serve. Nós brindamos tentando parecer animados.

Eu me sento na cama e ele faz o mesmo. Mais uma vez o silêncio entre nós e mortal.

— Não precisamos fazer isso se você não quiser. Digo sem conseguir olhar pra ele.

— Eu não quero fazer nada que você não queira fazer. Só vamos aproveitar o nosso champagne. Diz ele dando um gole no seu copo e sorrindo timidamente.

Eu o encaro e vejo que ele parece nervoso, pois o suor escorre um pouco pela sua testa.

Eu coloco a minha taça no chão e começo a desabotoar a minha blusa. Ficando só de sutiã diante dele. Tiro os meus saltos e os jogo no chão. Ele dá mais uma golada no seu champagne e desabotoando com só mas das mãos a sua camisa a retirando-a logo em seguida. Ele coloco a taça dele no chão e retira os seus sapatos e meias, depois a sua calça ficando só de cueca. e se deita na cama. Eu tiro a minha saia e me sento em cima dele só de calcinha.

Eu fico lá parada sentada como se tivesse esquecido o que fazer.

— Vai rolar mesmo. Não é? Diz ele incrédulo. — Você quer que eu faça alguma coisa em específico?

— Eu acho que sei lá, a gente podia se beijar.

Ele concorda e nós então damos um selinho de maneira tímida e rápida.

— O que foi? Pergunto pra ele. — Eu sei que não sou nenhuma modelo, mas eu achei que você tinha dito que me achava bonita.

— Eu te achei, quer dizer acho.

— Então porque o seu… Digo fazendo um sinal com o dedo indicador. — … não subiu ainda.

— Deve ser porque eu tô nervoso. Diz ele se ajeitando em baixo de mim. — Talvez se você colocar um peito pra fora, eu não sei.

Eu dou de ombros e retiro o meu sutiã deixando os meus seios a mostra.

Ele olha pra eles concentrado.

— São lindos, os seus seios. Diz ele tossindo pra limpar a garganta.

— Obrigada.

— Eu posso. Diz ele erguendo as mãos e os deixo tocá-los.

Ele massageia-os de leve. Eu sorrio de canto, não porque eu gosto, mas sim pelo que eu lembrei ao senti-lo me tocar.

— O que? Pergunta ele sorrindo também. — Não está exitante o suficiente pra você? Pergunta ele sarcasticamente.

— Parece o meu ginecologista tocando neles. Pega com mais vontade.

Ele agarra com mais força eu gemo de dor. Ele percebe que apertou demais e se desculpa.

— Não brincou quando disse que você e sua mulher não faziam nada faz um tempo.

— Eu tinha me esquecido como eles são macios e.. Diz ele fazendo uma pausa. — … lindos. Diz ele dedilhando os bicos do meus peitos.

— Ah espera, eu to sentindo uma atividade aqui em baixo. Digo sentindo o pênis dele crescendo perto da minha vagina. — Espera um pouco, isso tudo é você?

— O que foi? Minha mulher sempre reclamava que eu a machucava quando nós transávamos. Acho que eu sou um pouco grande.

— Um pouco? Você devia ter sido um cavalo na sua outra vida. Você ainda tá crescendo no meio das minhas pernas enquanto eu falo. Digo rindo. Eu só queria me vingar do meu marido e não ficar aleijada.

— Ah para. Diz ele rindo. — Bom, eu não tenho culpa que você é gostosa demais.

— Faz tempo que eu não escuto isso.

— Que você é gostosa? Seu marido não te elogiava muito né? Diz ele apertando os lábios. — Ei me escuta, você é muito gostosa. Eu quero que você saiba disso.

— Eu agradeço o elogio, mas eu estou começando a repensar as minhas decisões seriamente. Digo olhando pra ele. — Tô começando a achar que você entrou com alguém escondido nas suas calças.

— Ainda dá tempo de desistir se você quiser.

Nós rimos um do outro.

— Tudo bem se eu tentar te beijar de novo. Diz ele inclinado o seu corpo pra chegar mais perto do meu rosto.

Eu então me curvo também e nós nos beijamos de maneira mais acalorada do que antes. Eu sinto a língua dele passar pela minha. E nossos lábios agora parecem gostar mais um do outro.

— Eu não brinquei quando disse que te achei bonita. Diz ele. — Não achei que ia te ver pelada algum dia confesso, mas eu falei a verdade.

— Eu não sou bonita o bastante pra não ser traída pelo meu marido. Digo de maneira fúnebre.

Ele para de tocar os meus seios e coloca a mão sob o meu rosto.

— Seu marido não passa de um idiota. Diz ele me olhando nos olhos. — Minha esposa também é, se você quer saber.

— O que há de errado com a gente? Pergunto triste.

— Acho que nós só não eramos o suficiente pra eles. Eu realmente achei que minha mulher estava feliz. Até ela pedir o divórcio e a guarda dos nossos filhos. Diz ele suspirando. — Eu me esforcei tanto pra satisfazê-la em tudo, mas ela precisou procurar o pinto de um arrogantizinho qualquer de merda. Me desculpa por falar assim.

— Não está tudo bem. O meu marido é um idiota arrogante mesmo. Digo tentando sorrir. — Se eu fosse sua esposa, você me trairia?

— Jamais, eu não sou tão trouxa que nem o seu marido foi. Ele realmente não merece ter alguém como você na vida dele. Diz ele me beijando de leve.

Eu o beijo também e me deito sobre o peito cabeludo dele,

— Não vamos falar sobre eles, está acabando com o clima. Diz ele.

— Ai quase que eu me esqueço. Digo tentando alcançar a minha bolsa na mesinha de canto.

Ele me olha sem entender nada. Eu puxo o meu celular, colocando a bolsa de volta na mesinha.

— Precisamos de provas. Digo desbloqueando a câmera.

— É claro. Diz ele acariciando as minhas pernas.

Eu viro a câmera do meu celular e encosto o meu rosto no dele e tiro uma foto. Vou na galeria e ao ver a foto me decepciono.

— Não acho que ela está impactante o suficiente.

— Deixa eu ver. Diz ele me fazendo virar o celular pra ele.

— Eu também não gostei. Diz ele fazendo uma careta. — Que tal assim. Diz ele agarrando o meu peito.

— Assim tá bom que tal se você colocasse a boca no meu peito. Sugiro.

— Asim. Diz ele colocando o bico do meu peito entre seus dentes e mordendo levemente.

— Assim mesmo. Digo ajeitando a câmera do celular pra registra bem a foto.

Tento fazer uma cara sexy e tiro a foto.

— Deixa eu ver. Diz ele. — Ficou boa. Eu ficaria com ciúmes se minha mulher me mandasse isso.

— Tá vendo e nem precisei tirar foto do seu pinto. O que com certeza causaria ciumes no meu marido.

— Para tá me deixando constrangido. Diz ele rindo.

De repente ouvimos alguém bater à porta nos assustando. As batidas continuam cada vez mais fortes, nos deixando sem saber o que fazer.

— Quem é? Grita ele pra porta.

— Abre logo, eu sei que minha esposa está ai! Responde uma voz masculina grave que eu logo reconheço se tratar do meu marido.

Nós pulamos da cama assustados.

— O que você quer Peter? Pensei que estava pouco ligando pra nós. Grito furiosa.

— Ah que bom saber que minha esposa é uma vagabunda. Desculpa interromper o casalzinho. Grita ele também furioso.

Eu e ele nos entreolhamos sem saber o que fazer. Ele começa a se vestir rapidamente de qualquer jeito.

— Eu nunca briguei com ninguém na minha vida inteira. Sabia que não deveria ter vindo aqui. Sussurra ele. — Mas já faz um tempo que eu to querendo quebrar a cara dos seu marido. Diz ele serrando o punho.

— O que? Você não vai sair no soco com o meu marido. Deixa que eu resolvo. Digo tentando acalmá-lo enquanto coloco o meu sutiã e visto a minha saia. — Vai embora Peter. Eu já falei que está tudo acabado entre nós. Grito pro meu marido.

— Abre a porra da porta, pra que a gente possa conversar. Eu já te pedi desculpas, meu amor. A outra mulher não significou nada pra mim. Diz Peter.

— Ela podia não significar nada pra você seu desgraçado, mas ela significava tudo pra mim. Diz o homem no quarto comigo cheio de raiva.

— Que bom pra você cara, porque você não vem aqui pra fora pra gente resolver isso como homens de verdade.

Ele me empurra pra poder passar e abre a porta dando de cara com o meu marido. Que o encara raivoso, eu tento ficar entre eles, mas eles não me deixam chegar muito perto.

— Oi meu amor. Diz o meu marido me cumprimentando com raiva. — Espero não ter interrompido nada importante?

— Você veio aqui pra que? Não gostou de eu fazer o mesmo com a sua esposa que você fez com a minha?

— Aposto que você deve tá se sentindo o machão agora. Não é?! A Susan vivia reclamando de você pra mim. Me dizia o quanto você era um bosta broxa.

— É mesmo, seu idiota. Diz o homem o olhando com ódio. — E ela fazia isso quando? Enquanto você fodia ela?

— Ah isso mesmo. Ela me dizia que você nunca a fez gozar. Diz ele provocativo. — O que eu achava super estranho já que a coisa mais fácil que eu já fiz foi fazer ela gemer tão alto de tanto gozar.

— Vai se foder seu merda. Diz ele o empurrando.

Eu aproveito esse momento pra separá-los me colocando no meio deles.

— Peter o que você quer? Pergunto pro meu marido.

— Não acredito que você transou com ele depois de tudo o que você me falou? Diz o meu marido indignado. — Você é uma hipócrita de merda.

— Ei, não fala assim com ela. Diz o homem.

— É mesmo palhaço. Eu falo como eu quiser com a minha esposa.

— Até parece que você se importa, não se importou com o nosso casamento de 15 anos e agora vai me dizer o que?

— Eu pensei que estávamos tentando resolver as coisas. Não que você ira pra cama com esse idiota.

— É eu transei com a sua esposa mesmo. O que você vai fazer?

— Eu devia ir até ai e quebrar a sua cara. Diz o meu marido.

— Porque você não vem então seu babaca?

— Ei, ei vocês dois parem agora. Digo estendendo os meus braços entre eles. — Vocês não sai mais crianças. Isso é ridículo.

— Vista uma roupa mulher. Diz meu marido jogando uma toalha que eu uso pra me cobrir. — Como você pode fazer isso com a gente?

— Ai para de fingimento Peter, você quer mesmo falar sobre isso? Digo indignada. — Foi você quem procurou outra mulher primeiro. Não me venha fingir de vítima aqui. Se alguém colocou tudo a perder não fui eu e sim você.

— E você vai lá e transa com essa bichona pra poder me atingir. Bom trabalho se queia me provar que é melhor do que eu, você conseguiu.

— Quem você tá chamando de bicha? Diz o homem se mostrando totalmente ofendido.

— Eu chamei você de bichona, seu otário. Diz Peter o ameaçando. — O que você vai fazer, hein?

— Agora já chega. Diz o homem vindo pra cima do meu marido furioso.

Os dois começam a se atacar com socos e chutes e eu que não sou besta nem nada saio da frente pra não apanhar também. Eles se debatem por todo quarto derrubando e quebrando alguns quadros e abajures. O homem acerta um soco no nariz do meu marido fazendo-o sangrar, quando o meu marido percebe o que aconteceu isso só serve para deixá-lo com mais raiva indo com tudo pra cima dele. Os dois continuam a se socar e eu grito pedindo pra eles pararem, mas eles não me ouvem. Algumas pessoas vem até a nossa porta para ver a briga que se intensifica mais e mais. Os funcionários do hotel são chamados para afastá-los e com muita dificuldade conseguem. O gerente ameaça de chamar a policia, mas eu o convenço a não fazer isso, pois eu pretendo pagar pelos danos. Os dois continuam se ofendendo enquanto os funcionários os seguravam.

— Quer saber eu vou embora. Diz o meu marido. — Vem, pega as suas coisa e vamos pra casa. Diz ele estendendo a mão pra mim.

— Eu não vou a lugar algum com você. Digo me recusando a pegar na mão dele.

— Do que você está falando. Vamos embora agora. Diz ele me olhando sério.

Eu retribuo o olhar dele com mais raiva e ficamos assim por um tempo.

— Eu não vou pedir de novo. Obedeça o seu marido agora e vamos embora daqui. Diz Peter mais autoritário de um jeito que eu nunca tinha o visto.

— Eu não vou a lugar nenhum com você Peter, me deixa em paz. Digo afastando a mão dele de mim.

— Você não vale nada mesmo. Diz meu marido puto. — Faça bom proveito dessa puta otário. Diz ele me dando as costas enquanto alguns funcionários o acompanham pelo hotel.

— Ah pode apostar que eu vou. Diz o homem para provocá-lo.

— Eu quero vocês fora do meu hotel em 20 minutos. Diz o gerente me apontando o dedo.

— Nó já estamos de saída. Digo vendo-os sair um por um junto com o gerente.

Agora eu e ele estamos sozinhos no quarto novamente depois de toda essa confusão. Eu vou até ele levando a toalha que outrora estava enrolada no meu corpo, pois tem um pouco de sangue no rosto dele. Ele se senta no chão e enquanto eu me aproximo o vejo desabar em lágrimas. Eu me sento junto dele tentando o consolar.

— Eu não devia ter vindo aqui. Eu sou um idiota. Diz ele com lágrimas em seus olhos. — Seu marido tem razão, ela era mais feliz com ele do que comigo.

— Não deveria dar ouvidos pro meu marido, ele não é a melhor pessoa pra dar conselhos sobre casamento pra ninguém. Olha pro nosso. Digo. — Se o nosso estivesse assim tão bem acha mesmo que ele me trairia?

— Seu marido me acerou pra valer. Acho que ele quebrou alguma coisa.

— Deixa eu ver. Digo pra ele enquanto ele levanta o queixo e eu analiso. — É só um corte, não vai precisar de pontos. Digo ao ver seu queixo com sangue.

— Aquele filho da puta. Vai ver só quando eu o encontrar de novo. Diz ele secando as lágrimas.

— Você vai ficar bem. Digo sorrindo pra ele. — Uma compressa de gelo resolve.

— Aposto que você deve ter me visto tomar uma surra e pensar: “Era com ele mesmo que eu queria transar? Que idiota.”

— Fala como se eu nunca tivesse transado com nenhum idiota. Olha só pro meu marido. Digo. — E você não deveria sair por ai se metendo em brigas por mim.

— Eu só estava tentando defender a sua honra. Diz ele sorrindo. — E a minha. Vou ter que começar a treinar boxe.

— Que merda. Eu mesmo posso me defender. Digo rindo. — Precisamos ir embora daqui. O gerente nos expulsou.

— Não precisa pedir duas vezes.

Eu me levanto do chão e o ajudo a fazer o mesmo. Ele se desequilibra e cai de volta ao chão me fazendo cair também em cima dele. Nós rimos da situação.

— Eu me sinto um pateta. Diz ele rindo.

— Não se culpe. Você levou umas pancadas no rosto ainda deve tá tonto. Mas já já volta ao normal.

— Aposto que você deve tá arrependida de ter me chamado pra vir aqui. Não aconteceu nada do que você tinha planejado.

— Tem razão. Eu tinha planejado uma grande orgia sexual, com a gente transando em todos os cômodos desse quarto.

— Eu teria gostado de te comer. Diz ele sorrindo.

Ficamos em silêncio olhando um pro outro.

— Bom agora temos que ir antes que o gerente chame a polícia. Diz ele querendo se levantar.

— Espera. Peço pra ele.

— Aconteceu alguma coisa?

Levo minha mão suavemente na direção da virilha dele e começo a passar a mão no seu volume.

— O que é que você tá fazendo? Pergunta ele confuso.

Abro a calça dele e retiro o seu pênis que começa a ficar ereto na minha mão.

— Não acho que devemos. Diz ele baixinho.

— Só não quero que você sai por ai dizendo que eu não sou uma mulher de palavra. Eu te trouxe aqui pra uma coisa, e é isso que eu vou fazer.

Eu então começo a massagear o pênis dele na minha mão pra cima e pra baixo. E o ouço gemer no meu ouvido, ele agarra no meu peito e começa a acariciá-los. Eu o masturbo em um ritmo suave e constante o levando a sentir prazer. Ele me beija e continua gemendo. Eu olho nos olhos enquanto sua respiração vai ficando cada vez mais pesada. Eu aumento o ritmo gradativamente e sinto ele se contorcer de tesão. Depois de alguns minutos o tocando, ele ejacula na minha mão. O seu gemido de prazer me faz sentir excitada. Eu retiro a minha mão do seu pênis me limpando na toalha que ele estava segurando no rosto. Ele coloca o seu pênis agora amolecido pelo ato de volta na calça, o guardando dos meus olhos sedentos.

Ele me olha sorrindo de canto e eu me levanto estendo a minha mão pra ajudar ele a se levantar do chão também.

Na frente do hotel, estamos nós dois ali depois da nossa aventura maluca, ambos lá de volta as nossas roupas normais e mal conseguindo nos olhar. Nos paramos ali na calçada. O dia já está quase no fim.

— Eu preciso ir por ali. Diz ele apontando pra esquerda.

— Eu vou na direção contraria. Digo apontando com a cabeça pra direita.

— Bom, então é isso. Diz ele.

— É. Digo eu. — Espero que o meu depoimento tem ajudado na sua audiência de custódia.

— Me ajudou bastante. Eu te agradeço por ter vindo até aqui. Diz ele. — Te vejo por ai. Diz ele me abraçando e então eu vou e o beijo de leve nos lábios.

Eu rio pós o fato e ele também.

— Me desculpa. Eu não sei o que me deu. Digo envergonhada.

— Tá tudo bem. Diz ele me dando um selinho. — Pronto agora estamos quites.

Nós dois rimos.

— Bom, então adeus. Digo. — Seu advogado tem o meu número, se precisar é só me ligar.

— Eu te ligo, se precisar, Ou se eu só quiser. Diz ele. — Tudo bem se eu te ligar, sei lá só pra conversar?

— Eu não acho que seria uma boa ideia.

— Claro que não. Diz ele balançando a cabeça. — Esquece que eu falei isso.

— Quer saber porque você não liga pra mim. Eu acho que a gente podia conversar um pouco. Trocarmos umas informações sobre o processo. Digo como quem não quer nada.

— Tá bom, eu te ligo. Diz ele sorrindo. — Então tchau. Diz ele.

— Tchau. Vê se se cuida.

— Você também.

Nos separamos e ele vai para o seu caminho. Estou certa de que aquilo é o fim de toda essa loucura de dia.

Eu mal dou alguns passos na outra direção e ele volta pro mesmo lugar de onde saiu, me surpreendendo.

— Oi. Digo sem graça ao ver que ele voltou.

— Oi de novo. Diz ele sem graça também. — Eu estava aqui pensando, talvez a gente pudesse jantar no restaurante ali da esquina. Eles servem uma ótima massa, meus filhos adoram.

Eu fico em silêncio pensando.

— Quer saber esquece disso. Diz ele fazendo uma careta. — Você deve estar atrasada pra ir pra casa pros seus filhos.

— Eu adoraria! Respondo sorrindo. — A babá pode ficar um pouco mais com eles.

— Certo. Diz ele parecendo surpreso. — Vamos? Diz ele apontando com o braço a direção.

Nós então vamos caminhando em direção ao restaurante que ele indicou, eu vou na frente com ele atrás dizendo o quanto eu vou gostar da comida de lá. Eu vou seguindo a diante enquanto ele me mostra o caminho certo a seguir.

Fim.