CAPÍTULO 1 - Mamãe, por quê?
CAPÍTULO 1 - Mamãe, por quê?
Em uma casa, comum, de família, o mais novo assassino em série de Los Angeles, fazia sua sétima vítima. Popularmente conhecido como Ritualista, por quê? Simples, duma forma metódica e doentia ele repete seus assassinatos e mata da mesma forma, uma mulher pregada na parede em um desenho feito com sangue fresco na parede, da casada mesma.
Ritualista: Você é a culpada por tudo mamãe, você merece morrer de novo e de novo.
A mulher, inocente, esta pregada na parede. Ela sente calor na ponta dos dedos ao alto, e na ponta dos pés frio, pois ela sangra pelas mãos, escorre por todo seu corpo nu até a ponta dos seus dedos, ele esfria.
Mulher: Por favor, eu não fiz nada...
Com um olhar penetrante, sádico, ele toca o rosto molhado de lágrimas dela e responde:
“Vou dizer um pouco sobre mim, ok? Eu era um pequeno garoto, mil novecentos e noventa e oito, meu pai, Issac Crene me ensinava a perfurar um tórax com uma faca de açougueiro, duma forma que a pessoa sentisse a lâmina abrindo um limpo caminho em seu peito. E sabe o que achei disso? Um máximo!”
Se vira, passos curtos. Age como se estivesse se apresentando em uma palestra.
“Minha mãe me odiava por ser quem e sou, me agredia por ser perfeito. Então ela se tornou minha primeira vítima! Sem facas, eu fiz com ela o que eu estou fazendo! O ritual é uma ideia que meu pai teve...”
Ele pega o galão de gasolina do chão, e banha o corpo com ela.
Ritualista: Agora eu vou queimar você! Sinta-se especial, vai brilhar como uma estrela!
Mulher: Pare com isso porra! Você é louco!
Com um sorriso de orelha a orelha, ele a responde:
“Eu sou louco, mas também sou o Ritualista, e hoje eu repito meu ritual...”
O isqueiro é precisamente lançado, com um simples toque, a faísca se une a o combustível, o fogo nasce e a pobre moça começa a morrer.
Ele admira, ela grita, a pele estrala no ritmo da brasa, as lágrimas evaporam e o sangue seca. E por fim, ela parte, satisfazendo o desejo do homem.
Duma forma discreta, antes que alguém veja ele saindo do local, o mesmo parte, rumo ao próximo...
Horas depois, a divisão de homicídios é acionada, o corpo é achado.
Victor Lang: a sétima...
Lara Vascari: Não é a última, tenho pena da próxima.
Mike Tanner: Precisamos parar esse filho da puta. Ei, Travis, o que temos hã?
Travis Haller: Porra o que você acha? Estamos falando do Ritualista não tem nada de diferente dos seis casos anteriores. Esse cara me dá nos nervos viu! Você não sabe como é excitante prender alguém estando na merda de um laboratório, é prazeroso!
Lara Vascari: É bom sentir prazer em prender esse lixos, mas a forma que você fala é meio nojenta.
Victor Lang: Hoje eu recebi uma ligação, era Logan Pierce.
Mike, olha já sabendo do que se tratava.
Victor Lang: O FBI vai assumir o caso se não acharmos nem uma pista. Em todos meus 21 anos na polícia ninguém conseguiu fazer uma sequência de sete assassinatos sem deixa uma pista.
O homem suspira de raiva.
Lara Vascari: Deve ser foda ser cobrado pelo seu antigo parceiro.
Victor Lang: Eu preciso de cobrança para manter o alto nível.
Do outro lado do mundo, é dia, seu limpo e um calor perfeito para pegar onda, dia perfeito, né? Não, do outro lado do mundo está acontecendo um conflito armado, algo digno de filme ou livro.
Em um buraco, Bruno, soldado norte americano, está sendo mantido preso, capturado pelo exército inimigo.
Bruno Vascari: eu não vou falar porra nem uma!
Com sotaque, o inimigo responde:
“América você acha que pode me fazer de tolo? Você está sentada em cadeira elétrica, baixa carga para não te matar, mas sim fazer sofrer.”
Bruno Vascari: Faça enquanto pode, se eu me soltar vou te por aqui.
Com uma leve risada, ele responde:
“Você ser muito valente, boa sorte ok? Bem, mim gostar de torturar minhas inimigas com vinte dois choques por dia, sabe por que, américa?”
Um olhar de ódio vem do rapaz, isso foi a resposta, curta e possível entender de qualquer língua.
“Vocês mataram vinte dois de meus parentes, irmã, primos, tios, pai... quero que sofra...”
O clima pesa, ele se levanta e vai até o interruptor.
“Quero que sinta choque, para eu, será prazeroso, e você, dor pura.”
O homem é eletrocutado, a carga é reduzida para não matar.
A segunda carga vem, mas entregar seus aliados não é uma opção.
A terceira dói mais, é possível sentir cada órgão querendo explodir.
Na quinta, ele desmaia.
“Com poucas doses ele irá infartar...”
Tudo isso, acontece ao mesmo tempo que a investigação. O mundo e um lugar horrível, onde os bons sofrem e os ruins sorriem adoidados, mas nunca é algo duradouro, afinal de contas o mundo dá voltas.
Victor estava pensando, no passado, relembrando do passado.
“É Logan, a gente era uma dupla perfeita, prendemos o Atirador, o Taxista e o Purificador, e agora eu não consigo pistas da merda do Ritualista... espera, Purificador, um homem que havia crucificado uma mulher e queimado, PORRA ESSA É A PISTA!”
Ele se levanta empolgado, diferentes dos seus companheiros, que ja estavam indo para casa.
Victor Lang: O Ritualista está imitando o Purificador! Quero os papeis dele na minha mesa agora!
Com muitas dores, ele acorda. Olha a sua volta e percebe que o pesadelo continua, ele ainda estra preso em um buraco.
“Olha só, américa despertou. Vamos para mas uma sessão de choque ou você entregar suas amigos?”
Bruno Vascari: Aperta essa porra de botão quantas vezes quiser, eu não vou falar. Mas entenda, se eu morrer você não vai saber aonde estão, perigoso né?
“Você gosta de brincadeira, eu não. Olhe américa, todos nós temos alguém nos esperando em casa, pense neles...”
Click. O homem começa a se debater, a energia começa a ter vida.
Bruno Vascari: Manda mais, acaba com esse inferno!
Click... o coração de Bruno se cansa, a energia o faz parar...
Com cuidado, ele vai andando até o ”cadáver“, para medir o pulso, no pescoço, ele analisa, inesperadamente Bruno morte os dedos dele, os arrancando.
Ele cospe no chão, e diz:
"Dói né? Meus aliados fazem bem pior com quem sequestra um de nós. É questão de tempo.”
De volta para o ocidente, Los Angeles.
Lara, pega os arquivos do Purificador, já empoeirados pelo tempo, e os lê em voz alta:
“Nome, Issac Crene. Idade, cinquenta e quatro anos. Cidade Natal, Los Angeles Califórnia. Descrição, matava mulheres acima de quarenta anos, todas crucificadas em x, em cruzes feitas a mão de madeira de carvalho.”
Mike Tanner: A única diferença é a madeira, o nosso assassino desenha a cruz com sangue.
Victor Lang: Não esta registrado ai, mas eu e Logan pegamos ele com essa pista. A madeira dificulta um trabalho sigiloso, leva tempo para fazer a cruz e de algum automóvel para transportá-la. Por isso, essa é a única parte que diverge.
Aline Scott: Chefe, fiz o que pediu. Usei a inteligência artificial para analisar o método do Ritualista e ver se condiz com alguma religião. E bom, foram analisadas quinhentas e vinte e três religiões diferentes, nada condiz com o Ritual.
Victor Lang: Mas que cacete!
Lara Vascari: Sei lá, me veio uma ideia aqui, seria algum parente ou amigo de Issac o ritualista?
Victor Lang: Ninguém sabe, mas Markus Hole, o prefeito é filho desse traste. Com doze anos ele foi adotado após o pai matar sua mãe.
Lara Vascari: Como assim nunca foi revelado?
Victor Lang: Meio que pessoas não adotam filhos de assassinos.
Mike Tanner: Ele pode ser o Ritualista.
Victor Lang: Eu duvido muito, Markus é um homem bom disso eu tenho certeza.
Lara Vascari: No meu ponto de vista, vale apena o interrogar.
Voltando para o cenário de sofrimento, de BrunoVascari.
“Vou deixar a ultimo choque pro final, quero faze-lo sofrer...”
Bruno Vascari: Vai se fuder!
O homem pega um alicate, velho e enferrujado.
“Abra a boca se quiser viver, eu vou arrancar dedos do seu pé, um por um...”
O homem se abaixa e posiciona a ferramenta.
"Aonde eles estão?”
Bruno Vascari: No cu da sua mãe!
Dois dedos caem e os gritos ecoam.
"Aonde eles estão?”
Bruno Vascari: Me mata logo desgraça!
Um dedo cai, abaixo da cadeira já esta completamente ensanguentada.
“Responda, américa, aonde estão os outros?”
Bruno sabendo que não adianta falar, fecha a cara e cospe no homem, que fica furioso. Mais sete dedos caem, não sobra nada.
“Vou de da ruma choque final, número vinte e dois!”
Ele pega o interruptor e se põe a pensar nas possibilidades. Se matar ele, não saberá aonde os outros então, se o mantiver vivo ele pode ser encontrado. Uma dúvida difícil, que foi resolvida com uma bala na cabeça do mesmo, o exército americano invade o buraco.
Soldado: É um dos nossos! Caralho chamem a merda de um médico esse desgraçado cortou os dedos do pé dele!
Do outro lado do mundo, tudo parecia normal, um anoitecer fresco. Sra.Vascari, mãe de Bruno e Lara, esta voltando para casa após fazer compras. O telefone toca.
“Alô, Jennifer Vascari aqui.”
“Aqui é o exercito americano, viemos informa-la sobre um acidente em combate que aconteceu com seu filho, Bruno Vascari. Por conta do ocorrido ele esta sendo aposentado por ser considerado incapaz de continuar lutando. Ele já esta sendo embarcado e tratado em voou, deve chegar ai na Califórnia por volta das onze horas da noite.”
“Meu Deus... obrigada por avisar...”
“Disponha! Quero que saiba que seu filho foi um herói, ele sempre será honrado e lembrado!”
O telefone desliga. Algo inesperado acontece, um homem pega mulher por traz e coloca um pano em seu rosto, a fazendo apagar com drogas... em um piscar de olhos, na perspectiva dela, ela acorda, amarada nua na parede de sua casa.
Ritualista: Você demorou acordar, já estava ficando impaciente.
Jennifer Vascari: O que você vai fazer comigo?
Ritualista: O ritual, vou te pregar e queimar.
Jennifer Vascari: Você é o Ritualista? Jesus Cristo socorro!
Ritualista: É bom não gritar, ou eu corto suas cordas vocais.
Jennifer Vascari: Não faça isso comigo, por favor!
Ritualista: Desculpe, mamãe, é necessário seguir o ritual.
Ela se contorce, na tentativa de se soltar, mas é inútil.
Ele se levanta e põe um lenço na boca dela. Prepara as ferramentas e os pregos e... ”plack" a mão é furada, o sangue jorra e a o grito abafado faz eco...
"Plack“, ele fura a outra, os gritos são dolorosos, e as lagrimas parecem ser sangue.
Ritualista: Eu não tive tempo de comprar pregos, os seus pés vão ficar bem. Mas só até as chamas a dominarem, aí já era.
Lara, está voltando para casa da mãe. Ela encosta o carro e se prepara para descer.
Dentro da casa, a mulher é banhada por gasolina.
Ela desce do carro e estranha o cheiro de combustível.
“É um vazamento de gás? Não, isso me parece gasolina...”
O isqueiro é lançado pelo assassino, fazendo a casa ser incendiada.
Lara entra e vê o ritualista de costa e capuz. Rapidamente saca sua arma e atira nas costas do homem, que no desespero pula a janela, a quebrando.
“SEU DESGRAÇADO, EU VOU TE MANDAR PARA A PORRA DO INFERNO!”
Ela não atira mais, pois tem que salvar sua mãe. Ela tenta, mas os pregos não saem de forma alguma, sua pele queima. Ela vê a vida da mãe partindo na sua frente, que não fala nada, apenas sofre em silêncio. Como última palavra ela diz.
“Cuide do seu irmão caçula por mim...”
Ela parte, e a vontade de vingança chega. Com passos curtos ela sai do fogo. Cheia de lagrimas ela pega seu telefone, com as mãos trêmulas, faz a ligação:
“Alô, Polícia de Los Angeles, posso ajudar?”
“Eu sou a detetive Vascari, departamento de homicídios. O serial killer, Ritualista, matou minha mãe. Ela está morta na minha frente.”
“Nossa... olha vamos enviar apoio já! Já te localizei!”
Bruno, desembarca. De muletas ele vai até um telefone público. Ele disca efetua a ligação.
“Porra! Vai tomar no seu cu! Eu não quero conversar com ninguém!”
“Sou eu, o Bruno.”
É possível ouvir o choro e voz falhada.
“Eu preciso de você...”
“Lara, o que ta acontecendo, você está chorando como se algo horrível tivesse acontecido! Eu voltei da guerra e eu estou no aeroporto. Eu preciso de uma carona.”
“Eu vou te buscar, não fica longe daqui.”
Ela se levanta e vai até o carro, que sai cantando pneu. Rapidamente chega a o destino. Os dois se abração.
Ela chorando diz:
“Você chegou tarde demais. Mataram a mamãe...”
Bruno fica sem reação, imóvel e sem saber o que fazer.
“Eu tentei salvar ela, mas não deu.”
Ele repara que os braços dela estão queimados, e fica preocupado.
Bruno Vascari: Quem fez isso?
Lara Vascari: O Ritualista.
Em estado de choque, uma das suas alucinações, de Bruno, surge.
Executor: Nós perdemos a mamãe...
Chorando ele responde:
“Eu vou matar ele”