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Mais Uma Dança

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Summary

Holly Demie é uma mulher que vive a vida como bem entender. Uma exibicionista nata que adora a sensação de ser desejada e cobiçada. Respeitada e Inteligente, pela noite ela trabalha como stripper simplesmente pela sensação de exibir e expor o poder que tem sobre o homens, diariamente é apenas uma bela mulher que não desrespeita os padrões da sociedade a sua volta. Não tinha do que reclamar até se candidatar a uma empresa e ser aceite como secretaria e descobrir que o seu mais novo chefe, o Ceo respeitado e muito cobiçado, era nada mais nada menos que um dos seus mais fieis clientes. Em meio a toda aquela sensação de perigo e tentação, a sedução nunca foi tão doce.

Status
7mo ago
Chapters
19
Rating
n/a
Age Rating
18+

Capítulo 1

A cinta liga ficou exatamente como eu queria que ela ficasse.

Me olhei no espelho uma última vez, eu estava escaldante. Era a minha noite, eu seria anunciada a solo, sem mais ninguém. Os homens adoravam a forma como eu me mexia, bem como eles sabem do prazer que eu tenho em me exibir.

Algumas pessoas dizem que isso é uma parafilia, mas se ela me faz bem eu não tenho do que reclamar. A sensação de estar lá, na frente de todos eles girando, descendo, subindo, rebolando, me abrindo, tocando...e olhar as suas expressões de súplica e desejo explícitos.

Não é pelo dinheiro, embora se fosse, eu meio que seria bem rica e não teria necessidade de continuar, pois todos eles sempre querem uma dança particular, sempre querem ter a oportunidade de me tocar, nem que seja por um mísero segundo.

E eu adoro isso, a aflição deles.

Não estava usando o espartilho vermelho, estava usando o rosa, que não era menos atraente, eu só não queria fazer com que os caras ficassem com as bolas azuis, embora...não...seria bom sim.

— (A sedução nunca foi tão doce)...- Ouvi o homem da casa, já começando a fazer a abertura e de seguida uma enorme salva de palmas e assobios masculinos.. — ( A casa de debutantes os recebe com as nossas melhores meninas, será que deu para aquecer vocês?) - Ele perguntou e mais assobios se ouviu quando eu saí do camarim e me apressei em andar até onde eu deveria. — Ainda bem que sim, porque agora, agora vocês estão prontos para embarcar nessa enorme viagem de sedução e luxúria). - Ele falou quando eu eu cheguei até onde eu deveria me posicionar por trás das cortinas. — É com imensa honra e entusiasmo que eu tenho o prazer de chamar a diva da casa, a mais esperada por vocês, a única e inesquecível, Holly Queen.

Não foi preciso pensar demais, esperar demais, era natural. A melodia começou, as luzes se apagaram, o gelo seco começou, as cortinas se abriram e lá estava eu.

Desfilando em passos lentos pelo palco até a barra de pole dance que já conhecia muito bem o meu corpo.

As pessoas estavam em silêncio, eles sabiam, todos sabiam que aquele era o meu momento, o momento em que eles deveriam simplesmente calar e olhar, olhar e sentir.

Quem diriaQue era possível fazer amorPor telepatiaA Lua está cheia, minha cama está vazia

Quando finalmente alcancei a barra, as minhas costas se prenderam nela e sem pressa, eu fui me agachando até apoiar todo o meu peso nas minhas pernas.

Eu faria tantas coisas com vocêSe você estivesse na minha frenteEu te faria perder a cabeçaDe noite e de dia, de noite e de dia

Rapidamente me virei e me esfreguei na barra, uma das minhas pernas entrelaçou a barra e com facilidade eu girei, inclinei o meu corpo para trás e deixei a minha cabeça cair, deixando o meu cabelo solto tocar a minha bunda.

Você sabe que estou apenas a um voo de distânciaSe você quiser, pode pegar um avião particularEstamos nos conectando aquilômetrosE você me deixa acesa, embora não esteja me tocando

Enquanto girava, eu sentia, sentia na pele aqueles olhares, aqueles olhares lascivos e famintos, aquela sensação que passava pelo meu corpo, só o fazia se avivar ainda mais.

Eu me afastei da barra e toquei o meu corpo, dei uma meia volta e voltei a apoiar o meu corpo nas minhas pernas, Quando alcancei o chão, eu dei uma espargata e me deitei nele que já estava coberto de dinheiro.

Você sabe que eu tenho muito a dizerTodas essas vozes no fundo do meu cérebroMe dizem tudo o que você está pensandoEu imagino o que você já está tramando

Ainda deitada, eu abri a minha perna e fiz as minhas mãos acariciarem a que estava no alto, parando bem perto das minhas coxas.

Eu olhei para frente e vi muita gente encarando.

Era o momento de abençoar um determinado sortudo e dançar no seu corpo. Eu normalmente não escolhia muito, naquele dia em específico eu queria escolher.

Havia muitos homens provavelmente casados, saindo do trabalho e das frustrações diárias indo lá para relaxar e descontrair.

Boa parte deles estava perto do palco, jogando dinheiro, assobiando, batendo palmas, enquanto que outros estavam mais afastados, sentados, no bar bebendo, conversando ou mais.

Dando atenção aos que estavam sentados, eu o vi. Usando um terno como todos os outros, ele estava sentado levando um copo de whisky aos lábios, mas parou no exato momento em que os nossos olhares se cruzaram. Tinha muita gente na frente, e o clube estava escuro, mas ainda assim, eu vi ele sorrindo para mim quando os nossos olhares se cruzaram.

Ah, gostei dele.

Eu, engatinhando, desci os degraus calmamente e ainda nesse ritmo, me levantei e fui gingando até ele. Ele, notando que eu estava me aproximando, pois o holofote me seguiu, pousou o copo na mesa e virou o seu olhar em mim.

Quem diriaQue era possível fazer amorPor telepatiaA Lua está cheia, minha cama está vazia

Parando na sua frente, eu me agachei e o olhar dele não desviou do meu, toquei as suas pernas e subi até alçar as suas coxas tonificadas. Me levantando, eu comecei a me mover para ele e só para ele.

Eu girei lentamente sensualizando e voltei a parar de frente a ele, dei mais um passo na sua frente e me inclinei deixando os nossos rostos muito próximos.

Ele, ao contrário de muitos, não disse absolutamente nada, continuou sempre silencioso, só observando e se deixando levar pelo que eu fazia. Com facilidade, eu me sentei no seu colo e fiz as suas mãos prenderam a minha cintura, e as mãos dele, eram quentes. Ele tocou e fez e as deixou lá, eu me inclinei para trás e me movi por cima dele ainda ao som da melodia.

Eu faria tantas coisas com vocêSe você estivesse na minha frenteEu te faria perder a cabeçaDe noite e de dia, de noite e de dia

Eu voltei a me posicionar diretamente e levei a minha mão direita a sua gravata, onde o puxei para ainda mais perto e ele veio com facilidade, mas em consequência o aperto dele na minha cintura se intensificou.

Eu sorri.

— Não pode apertar. - Sussurrei sem desviar o olhar do dele que permaneceu em silêncio.

Vendo a música estava terminando e eu precisava voltar para o palco, eu me movi mais um pouco por cima dele e quando já estava me levantando ele tocou o meu queixo, me fazendo olhar para ele uma última vez.

— Mas você gostou. - Falou simplesmente e me soltou.

Uma vontade imensa de ficar lá provocou ele bateu em mim,mas eu precisava voltar pro palco.

Fazendo o meu caminho de volta, eles continuavam assobiando, batendo palmas, gostando e aquilo era bom.

A sedução, realmente tinha um gosto muito doce.

...

No dia seguinte, eu acordei cedo, a minha candidatura foi aceite e eu precisava me apressar pois hoje eu conheceria o meu chefe.

Em meio a globalização, já não havia necessidade de me chamarem, olharem o meu currículo e avaliar se eu era uma boa candidata ou não. Foi tudo feito via online, então hoje, que seria o meu primeiro dia, eu precisava mostrar que não era só falácias no currículo.

Literalmente não tinha motivos para trabalhar tanto, como stripper eu ganhava muito bem, sem esquecer que a minha família tinha uma bela e maravilhosa fortuna, mas eu gostava de trabalhar pelo facto de que aquilo aumentava a minha capacidade profissional e desenvolvimento pessoal. Sem esquecer que eu estudei e precisava pôr em prática o que aprendi.

A empresa era enorme e bonita. Exactamente como em todas imagens que tivera visto.

Uma grande corporação dirigida por uma mente tão jovem, foi o que eu ouvi dizer, eu soube que a minha candidatura foi aceite e a vaga é de secretária, mas não me explicaram em que posto ou área eu seria colocada.

— Bom dia, Holly Demie, estou aqui para o meu primeiro dia como secretária. - Falei assim que entrei e me dirigi até a recepcionista do rés do chão. Aquele prédio tinha provavelmente vinte andares.

— Por favor, siga até aquele elevador e vá até ao vigésimo andar, é só apresentar que alguém a receberá. - Falou educada.

— Obrigada...- Eu olhei para a plaquinha com o seu nome. — Esther. - Ela aquiesceu e eu me afastei.

Lá, no vigésimo andar, eu fiz como me foi orientado e para a minha surpresa me foi dito que o meu chefe era o dono da empresa, no caso o próprio CEO, e ele pediu e orientou estritamente que quando eu, no caso a pessoa que ficou com a vaga, chegasse, que fosse diretamente até ele.

Sem ter o que reclamar, e confiante como era, eu fui. Nunca ouvi rumores negativos a respeito dele, mas ainda que houvessem, eu era inteligente demais para me deixar intimidar.

Me foi indicada a sala dele e andei até lá, dei apenas um toque na porta e ouvi a resposta, foi um ” Entre” áspero.

Quando entrei, reparei que a sala era enorme e recheada de móveis modernos, até pinturas muito conhecidas. Tinha uma mesa enorme que ocupava quase metade do centro da sala, e ele estava lá, sentado, mas a cadeira estava virada para aqueles vidros enormes que mostravam a cidade de Chicago.

— Por favor, sente senhorita Holly. - Permitiu sem nem virar a cadeira e assim o fiz. — A senhorita nos enviou um currículo imprescindível e cheio de qualidades para uma mulher tão jovem. Tem a certeza que é tudo aquilo que disse lá? - Perguntou e eu não me senti intimidada.

— Sim, senhor, sou uma mulher dotada de conhecimento e força suficiente para desenvolver as minhas atividades com precisão. - Ele não respondeu, simplesmente virou a sua cadeira para frente e o choque que eu senti naquele momento, foi por todo o meu corpo.

Ele também ficou chocado assim que me olhou.

É o cara de ontem. O cara a quem eu me esfreguei no seu colo, é o meu chefe.

— Holly.... Queen? - Perguntou confuso.

Oh...meu...Deus...

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