TAMENDÊ

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Summary

Em um mundo dividido por classes e poderes extraordinários, um órfão solitário de 14 anos é acolhido por uma família humilde e unida — os Tamendê —, que luta para sobreviver em meio a intrigas e desigualdades brutais. Quando um Torneio Mundial obrigatório é anunciado como vingança das elites, transformando o coliseu em um caos de massacres e caçadas impiedosas na floresta, Karuara desperta um poder misterioso chamado Heiay, capaz de mudar tudo. Separados por batalhas ferozes contra famílias implacáveis e Ceifadores sedentos por destruição, os Tamendê enfrentam perdas devastadoras, alianças inesperadas e segredos que abalam suas origens. Em uma jornada épica de sobrevivência, laços inquebráveis e rebelião contra o sistema opressor, será que uma família de classe baixa pode desafiar as elites e reescrever seu destino? Mergulhe nessa aventura cheia de ação, emoção, poderes únicos e reviravoltas que vão te prender do início ao fim!

Genre
Fantasy
Author
KG
Status
Ongoing
Chapters
4
Rating
n/a
Age Rating
18+

Capítulo 1: Raiz Perdida

Floresta Fechada / Dia Chuvoso

A chuva caía há dias, incessante, transformando a Mata Fechada em um terreno traiçoeiro, onde a lama e as folhas encharcadas tentavam engolir cada passo. Karuara, um garoto magro de 14 anos, com a pele suja e as roupas rasgadas, avançava sozinho. Seus pés descalços afundavam na terra úmida, e a fome apertava seu estômago. O silêncio da floresta era ensurdecedor, quebrado apenas pelo trovão que rasgava o céu e a batida forte da água em seu rosto.

Ele parou, levantou o rosto para o céu cinzento e pensou, com a voz rouca em sua mente: "Por que... por que só eu fui deixado pra trás?"

Fragmentos de memória o atingiram como agulhas: uma casa engolida pelas chamas, gritos cortando a noite, silhuetas de pessoas caindo e a imagem fria de uma figura sorridente com olhos vazios. Exausto, Karuara desabou de joelhos, o estômago protestando. Uma lágrima quente misturou-se à água fria da chuva.

"Meu nome é Karuara. E hoje, ou eu morro... ou alguém me encontra," pensou, determinado e desesperançoso.

Um barulho repentino entre os arbustos o fez virar, o medo paralisando seus músculos. Um garoto mais velho, de dezessete anos, emergiu da vegetação. Seus olhos eram sérios, e garras pontiagudas saíam de seus dedos, parcialmente ativadas, pingando água da chuva.

O garoto, questionou com um tom firme e quase acusador:

— Você é de qual família?

Karuara não respondeu, tenso, encarando-o com uma mistura primitiva de raiva e pavor.

Antes que a tensão aumentasse, uma voz feminina, frágil, mas com uma doçura reconfortante, ecoou ao fundo:

— Ei! Vê se não assusta o garoto! Ele tá quase desmaiando!

Karuara olhou para além de Nahgar e viu uma mulher doente, com cabelos grisalhos esparsos, sentada em uma cadeira de rodas improvisada feita de galhos.

Casa de Classe Baixa / Cozinha

Karuara foi levado para uma casa simples e antiga, com teto baixo e piso de madeira que rangia a cada passo. O lugar não era um abrigo improvisado, mas uma residência humilde escondida entre árvores altas.

No centro da sala, a mãe de Nahgar sorriu para Karuara com gentileza.

— Você tem um vazio nos olhos, menino... mas ainda tem vida. Isso basta pra gente te dar um lugar.

Karuara observou ao redor. O grupo reunido o fitava com curiosidade. Eram jovens de idades variadas, com roupas simples, exalando auras estranhas e olhares que misturavam desconfiança e esperança.

O pequeno Sazenac (cinco anos), com seus olhos penetrantes, o encarou diretamente.

— Se você ficar... vai ter que proteger a gente também, um dia.

Pela primeira vez em anos, Karuara sentiu algo quente no peito. Foi ali, entre rostos estranhos e poderes que ele não entendia, que alguém lhe ofereceu um refúgio.

Casa de Classe Baixa / Varanda da Frente

Sentado na varanda, Karuara olhava o horizonte sem foco, o peso da chuva e dos dias sem destino ainda sobre ele.

Passos leves soaram. Prize, uma jovem de postura confiante, cabelos presos num rabo de cavalo e uma cicatriz fina no queixo, aproximou-se.

— Você é sempre assim calado ou só tá tentando se fazer de misterioso?

Karuara não responde.

— Hmph... tanto faz.

Sem esperar resposta, ela continuou:

— Vem comigo, vou te mostrar o pessoal.

Karuara levantou-se e a seguiu, a adrenalina correndo em suas veias.

Casa de Classe Baixa / Sala e Cozinha

Entrando pela porta dos fundos, Prize começou a apresentação:

— Aquele ali é o Sazenac. Cinco anos. Não provoca ele... principalmente quando os olhos ficam daquele jeito.

Os olhos de Sazenac, negros como poços, pareceram se apagar por um instante, e uma sombra sutil se projetou atrás dele, fazendo Karuara sentir um arrepio.

Na cozinha, à luz fraca, outras figuras se destacavam.

— Ali tá a Zefalla. Quatorze anos. Vive brincando com luz e borboletas. Não se engana... ela pode queimar metade da casa se quiser.

Zefalla acenou timidamente, segurando uma borboleta de luz pulsante.

— Aquela é a Chermy. Nossa prima do meio, com um pouco mais de quatorze. Sabe aqueles fios que te enroscam do nada? É a especialidade dela.

Chermy costurava algo com uma precisão quase cruel, manipulando fios invisíveis com os dedos ágeis, sem sequer olhar para Karuara.

— Malaéd tá ali perto da janela. Sempre com essas facas... dizem que o que ela carrega nas lâminas é energia corrosiva. Ela é nossa prima, filha única de uma tia que... faleceu. Tem quatorze também, mas é mais nova que a Chermy por um mês.

Malaéd, com os olhos ocultos por uma máscara preta feita de metal, permaneceu em silêncio, girando uma faca pequena na mão.

— E aquele é o Billeyn. Tem dezessete anos, a mesma idade do Nahgar. Mexe com mente e energia. Cuidado com o que pensa perto dele.

Billeyn, recostado na geladeira, ergueu os olhos como se estivesse tentando ler a mente de Karuara.

— Agora vem cá, tá na hora de você conhecer o meu irmão mais velho, Nahgar.

Enquanto Karuara tentava saber quem era Nahgar, Prize o puxou para um corredor.

Ela abriu uma porta com cuidado, revelando um ambiente escuro. Ali, de pé, estava o garoto com as garras. Antes que Karuara pudesse reagir, Nahgar estendeu o braço e cravou a garra do dedo indicador no braço de Karuara, perfurando a pele de leve.

— Tsc... sangue comum. Como eu imaginava. — Nahgar murmurou, com um tom que misturava curiosidade e desdém.

Prize puxou Karuara de volta, ignorando o sangue que escorria.

— Ele faz isso com todo mundo. Vai acostumando.

Casa de Classe Baixa / Quintal

Nos fundos, sob uma árvore, Prize apresentou o grupo da idade de Karuara.

— Lugue. Tem quatorze anos também. Vive cercado por figuras espelhadas.

As figuras se moviam em silêncio, refletindo a luz do céu.

— Vadashe. Tem quatorze anos. Você já deve ter percebido que essa é a idade comum aqui. É nosso primo do meio. Pode se camuflar e criar ilusões ópticas.

Vadashe está testando sua camuflagem em frente à parede do lado de fora da casa.

— Yague. Tem quinze anos. Meu irmão que é apenas um ano mais novo que eu. Não te contei, mas tenho dezesseis anos. Ele faz tudo oque desenha se tornar real, menos... eventos.

— Linkhin. Este já tem dez anos. Nosso primo caçula.

Linkhin está correndo, olhos selvagens, unhas sujas de terra, e exalando um rastro de fumaça que dança ao seu redor.

Prize pôs a mão no ombro de Karuara.

— Pode não ser a família que você queria. Mas é a que a gente tem. E aqui... ninguém sobrevive sozinho.

Pela primeira vez em muito tempo, uma faísca de confiança brilhou nos olhos de Karuara.

Casa de Classe Baixa / Quintal e Cozinha

A chuva parou, deixando o cheiro de terra molhada. Karuara observou Lugue conversando com uma raposa feita de vidro espelhado, então se aproximou, e a raposa se disolveu em vidro pelo ar.

— Ela... era de verdade? — Karuara perguntou, hesitando.

Lugue sorriu.

— Eles são reais. Só... vivem em outro tipo de reflexo.

Um silêncio confortável se instalou.

— Você não fala muito, né?

Karuara, sem jeito, respondeu:

— Tô tentando entender onde tô. Ainda parece que não sou parte disso aqui.

Lugue estendeu a mão, e um pequeno corvo espelhado pousou em seu ombro.

— Esse é o Jull. Ele gosta de quem tem sombra no olhar.

— Eu tenho sombra?

— Tem. Mas não é do tipo ruim. É profunda. Tipo as cavernas antes do nascimento da luz. — Lugue respondeu com serenidade.

Karuara deu um leve sorriso.

— Isso foi bonito.

— Foi? Eu sou meio esquisito com palavras. Mas tudo bem, a família também é. Você vai ver.

Os olhos de Karuara brilharam com determinação.

— Eu quero ver. Quero entender tudo isso. Você... me ajuda?

— Ajudo. Mas só se você me contar uma coisa sua também. Pode ser qualquer coisa. Até seu prato favorito.

Karuara pensou.

— Eu gostava de sopa quente nos dias de chuva. Antes de... tudo.

— Então vamos arrumar isso. Vem, a Zefalla sabe fazer uma sopa elétrica que parece que aquece até as memórias.

Na cozinha, Zefalla costurava algo brilhante, com borboletas de luz dançando. Lugue pediu a sopa.

— Você quase virou raio da última vez... — Zefalla brincou.

— Você sabe fazer sopa elétrica mesm? — Karuara perguntou, curioso.

— Sei. E ela é boa pra alma. Só que... — Ela franziu o cenho, olhando para a despensa. — Tô sem folhas de tambry e sementes azuis. Sem isso, a sopa vira só água quente com saudade.

Lugue perguntou onde encontrá-las. Zefalla explicou que estavam em trilhas profundas, e que o local podia estar "mais estranho" por causa da chuva. Prize, aparecendo na porta, insistiu em ir junto.

— Com essas famílias de classe alta rondando, até borboleta vira armadilha. — disse Prize, séria.

Karuara, determinado, decidiu ajudar.

— Quero provar essa sopa. E vou ajudar vocês como puder.

Zefalla entregou um saquinho com sementes secas.

— As folhas de tambry são esverdeadas com pontos roxos. Cuidado com as que brilham demais, são venenosas.

Trilha na Mata / Fim de Tarde

O mato ainda pingava. Prize caminhava à frente, silenciosa, mão na empunhadura da espada.

Lugue mexia em arbustos reflexivos, e Karuara observava, absorvendo cada detalhe.

— Você sabia que se colocar folhas de tambry debaixo da língua, sua voz muda por um minuto? — Lugue tentou aliviar a tensão.

Karuara riu, mas Prize interrompeu.

— Isso aqui não é passeio. Calem a boca.

Karuara apontou para folhas com manchas roxas.

— É isso aqui, né?

Prize examinou-as.

— Sim. Verifica se não tem brilho. As venenosas tremem sozinhas.

Eles colheram o necessário. De repente, Prize parou, tensa, o olhar fixo na escuridão.

— O vento parou. E não ouço os bichos.

Um silêncio tenso tomou conta.

— Alguém tá prendendo a floresta. — Prize murmurou.

Uma voz debochada cortou o ar, vinda de cima.

— Olha só... parece que achamos a nossa caça.

Três garotos da Família Galyth surgiram entre as árvores, com roupas escuras e brasões dourados. O líder, de 16 anos, tinha um olhar sádico.

— Família Tamendê... fracos. Incompletos. — ele provocou.

Outro Galyth, de 15 anos, riu do alto de uma árvore, seus olhos brilhando com empolgação caótica. O terceiro, um primo, caminhava com um sorriso torto.

Prize sacou a espada. O metal brilhou com a umidade.

— Ninguém vai levar nada daqui.

Lugue tocou a terra, e espelhos quebrados flutuaram ao seu redor, formando uma barricada cintilante.

O líder Galyth riu.

— Vamos ver se vocês conseguem manter a pose... quando a família Galyth começa a caçada.

O ar ficou sufocante. O líder lançou uma esfera de energia roxa que explodiu ao tocar a espada de Prize, arremessando-a contra uma árvore. A roupa dela derreteu em partes, e a pele estava ferida.

Lugue gritou. Seus espelhos formaram uma muralha, mas o Galyth da árvore fez dezenas de olhos flutuantes surgirem, emitindo um impacto invisível que atingiu Lugue no peito. Lugue voou, tossindo sangue.

Karuara tentou correr, mas uma força travou seus músculos. Ele caiu de joelhos. O primo Galyth se aproximou, seu corpo brilhando com plasma azulado.

— Você é o especialzinho, né? Vamos ver se o plasma Galyth te respeita.

Ele lançou um chicote de energia que desintegrou o chão a centímetros de Karuara. Mas não o acertou pois Nahgar surgiu em um borrão, puxando Karuara para trás. Karuara caiu de costas.

— Levanta. Bora pra casa. — disse, com a voz calma, mas com a fúria contida em seus olhos.

— Ei! Vocês não vão pra lugar nenhum! — gritou o líder Galyth.

Nahgar se virou.

— Me obriga a ficar.

O líder avançou, lançando esferas explosivas. Nahgar emergiu ileso da poeira, limpando o ombro como se fosse uma pequena sujeira. Suas garras cresceram, reluzindo. Ele sumiu da vista. Em um movimento rápido e brutal, ele matou o líder Galyth com um golpe preciso no pescoço.

O segundo Galyth tentou usar seus olhos flutuantes para ver e atingir Nahgar com impacto, mas Nahgar apareceu em sua frente.

— Que olhos legais. — disse, cortando todos os olhos flutuantes e os olhos do próprio garoto Galyth rapidamente.

O primo, ao ver isso, se envolveu com um campo de plasma azul.

— Você não vai me matar! Esse campo me protege de qualquer outro pod– — Nahgar o atingiu no centro da defesa, cravando as garras em seu peito. — Você... não devia nem existir assim!

Nahgar retirar suas garras do garoto, enquanto o mesmo desaba no chão.

— Vamos. — disse, iniciando o caminho de volta.

Casa de Classe Baixa / Cozinha e Jantar

Na casa, Zefalla correu ao vê-los.

— Vocês demoraram! O que aconteceu?

Nahgar respondeu, seco:

— Nada grave. Conseguimos os ingredientes.

Lugue, cambaleando, explicou o ataque. Zefalla, aliviada, mandou todos tomarem banho.

— Tô sentindo cheiro de mato, sangue e tensão daqui. — disse ela.

Enquanto Zefalla preparava a sopa, Prize provocou:

— Olha essa menina querendo dar uma de autoridade.

Zefalla retrucou com uma borboleta de luz que liberou uma pequena faísca na frente do rosto de Prize, mas Nahgar interveio:

— Zefalla, faz a sopa. Prize, cala a boca.

Todos riram. Karuara, pela primeira vez, sentiu-se parte daquele caos familiar.

No jantar, a mesa estava cheia de vida. Linkhin tentava colocar pimenta na sopa de Sazenac, Vadashe roubava pão usando sua invisibilidade, e Chermy enroscava seus fios nas colheres dos outros.

Karuara notou a ausência de Nahgar e perguntou à mãe dele (a mulher doente).

— Ele prefere comer sozinho. É algo pessoal.

Intrigado, Karuara foi até o quarto de Nahgar após o jantar. Abrindo a porta, e vendo Nahgar sentado na beira da cama.

— E aí, novato da família? — disse Nahgar com um tom amigável ao percebe-lo.

— Por que você fica sozinho? — perguntou Karuara.

Nahgar fico pensativo, mas após isso, sorriu.

— Amanhã o Billeyn vai à cidade comprar sal. Peça pra ir com ele. Se for atento, vai entender o motivo.

Karuara saiu, a curiosidade despertada.

Cidade / Manhã

Na manhã seguinte, Karuara correu atrás de Billeyn, que já estava na estrada, tropeçando e caindo sobre ele.

— Me leva junto! — pediu.

Billeyn suspirou.

— Tá. Mas fica perto de mim.

Na praça central da cidade, Karuara viu uma estátua imponente de um Homem com postura firme. Algo no peito de Karuara apertou.

Um garoto ao lado comentou:

— Esse cara foi uma lenda. O mais poderoso de todos, mesmo sem família.

Karuara perguntou:

— Ele morreu?

— É... uma pena. Queria ter sido filho dele. — O garoto assentiu.

Karuara murmurou, imaginando.

— Sendo filho dele, você poderia ser o melhor de todos. Porque ele foi o único que...

Billeyn gritou, o tirando do transe:

— Karuara! Fica perto de mim!

Ele correu de volta, o coração disparado.

Casa de Classe Baixa / Quarto de Nahgar

De volta à casa, Nahgar confrontou Karuara no corredor.

— Descobriu o motivo?

Karuara balançou a cabeça.

— Me distraí com uma estátua... da cidade.

Nahgar sorriu, um brilho nos olhos.

— Presta mais atenção da próxima vez. Esse motivo não vai se esconder pra sempre.

Subsolo Escuro / Noite

Em um subsolo escuro, iluminado por tochas, a Família Galyth se reunia. A líder, Sylvara, tinha um olhar cortante.

— Três vidas Galyth apagadas. Dois deles... meus filhos. Vamos vasculhar cada buraco desse continente. Quando encontrarmos os culpados, não sobrará pedra sobre pedra.

O símbolo da família, um círculo com três garras, pairava acima, prometendo vingança total.

Fim do Capítulo 1.

Perguntas para teorizarem:

1. O que vocês acharam da chegada de Karuara à família Tamendê? Ele parece mesmo "comum" como Nahgar testou, ou vocês já suspeitam que ele tem algum poder escondido que ainda não foi revelado?

2. Nahgar é extremamente protetor e brutal ao mesmo tempo, especialmente na cena da luta contra os Galyth. Vocês acham que ele é um líder nato ou tem algo mais sombrio por trás daquela frieza? O que esperam descobrir sobre o motivo dele comer sozinho?

3. Qual personagem secundário mais chamou atenção de vocês até agora (Prize, Lugue, Zefalla, Sazenac, etc.) e por quê? Qual poder acham mais interessante ou assustador?

4. No final, a Família Galyth promete vingança total pela morte dos três membros. Vocês acham que o próximo capítulo vai trazer uma caçada intensa contra a casa dos Tamendê, ou a história vai focar mais no passado de Karuara e na estátua misteriosa da cidade? Qual teoria vocês têm sobre quem era aquele "homem lendário" da estátua?

Até o próximo capítulo!!!