Voto de Castidade

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Summary

Izabella cresceu sufocada por uma fé que proíbe o desejo. Virgem, obediente e faminta por prazer, ela entra na monitoria de Cálculo e cruza com dois homens impossíveis de resistir. Christiano, o rebelde insaciável que quebra regras e paus, e Wellington, o sereno e forte que esconde um fogo sagrado. O que começa como olhares proibidos vira toques escondidos, orgasmos roubados nos banheiros da faculdade e uma transa a três que quebra todos os votos, inclusive o de castidade que eles mesmos fizeram. Entre alianças trançadas que dizem "nós três", palmadas que marcam a pele, enforcamentos leves e gozos que transbordam, Izabella descobre que o maior pecado não é desejar... é não se entregar por completo. Um romance erótico intenso, proibido e sem limites sobre fé, desejo e a coragem de amar além das regras. Prepare-se: aqui o prazer não pede perdão. Ele exige tudo. 🔥

Genre
Erotica
Author
Hana
Status
Ongoing
Chapters
1
Rating
n/a
Age Rating
18+

Capítulo 1 - Izabella

Mais um dia tentando fingir que sou pura, casta e do lar.

Mentira, meus pais até sabem que eu não sou exatamente um anjo, mas, o cerco fechado à minha volta, faz com que seja difícil imaginar qualquer coisa fora das quatro paredes do quarto ou da minha casa.

Todos os meninos que tentaram me namorar foram enxotados por meus pais ou pelo Raul, meu irmão mais velho.

E eu tinha uma rotina bem restritiva, aulas de música junto do ensino médio e fora as aulas de patinação, que minha mãe acompanhava sempre que era possível.

Tudo isso, me fazia sentir uma prisioneira e ninguém fazia nada para provar o contrário.

Essa vida é uma droga, na real.

Eu deveria estar me divertindo muito, indo a festas e baladas, tomando porre e fazendo merda como qualquer mulher recém entrada nos dezoito anos, mas ao invés disso, aqui estou eu, tentando me tocar, quando não sei nem mesmo ao certo o que estou procurando.

A minha vida se resume na busca incessante pelo meu clitóris e uma forma de sentir prazer com ele, sozinha, já que nem mesmo posso ter brinquedinhos, minha mãe me mataria se encontrasse um consolo na nossa casa santificada.

Nada contra os santos, só os acho sem graça!

Meus pés tocaram o chão após a frustração por não conseguir atingir aquele momento louco e doce que as mulheres nos vídeos sentem e do qual minhas amigas próximas tanto falam.

Na escola, tudo o que eu ouvia delas, era como os namorados com fôlego o suficiente a faziam gozar como loucas enquanto as davam banhos de língua, ou as faziam gozar metendo duro e fundo em seus orifícos molhados.

Meu sonho de princesa, é sentir a mesma coisa que elas...

No banheiro, meus fones de ouvido vêm bem à calhar, já que eu teria zero privacidade sem eles, e, levando em consideração a forma como me cercam, as pessoas até podem pensar que tenho alguma doença contagiosa.

Agora, era a hora de eu tomar um banho e tentar a técnica do chuveirinho, se é que eu posso chamar assim.

Meus sentidos são nublados por alguns instantes, quando sinto em minha pele a água quente tocando e eriçando meus pelos, trazendo para a vida, uma verdadeira euforia de sentimentos, e, mesmo assim, nada.

A frustração me abraça de maneira nada gentil e eu só queria uma oportunidade de sentir o fogo ardendo dentro de mim, como não consigo sentir desde que nasci.

Eu queria me sentar em um caralho quente, mesmo sem a mínima noção de que daria conta.

Quem hoje em dia ainda é virgem aos dezoito anos?

— Iza? Iza, minha filha, onde está?

A voz da minha mãe chama da porta do quarto numa voz alterada, e eu nunca consigo saber se ela está triste ou feliz, é um dom que apenas a dona Clara possui.

— Estou lavando o cabelo, mamãe, só um momento.

— Venha logo, tenho algo para te mostrar.

Meu corpo congela no lugar, existe uma possibilidade, mesmo que remota de ela ter encontrado uma forma de abrir o histórico do navegador do meu celular ou do meu pc.

E, isso me aterroriza e mortifica até os ossos.

Ela não deveria saber das minhas preferências e da forma como eu adoraria que dois homens fortes e gostosos me pegassem de jeito como fazem com as mulheres nos vídeos.

Droga!

Essa tensão acaba comigo.

Me lavei o mais breve que pude e saí do chuveiro, colocando um pijama confortável para fingir que não sabia de nada.

Meus seios pequenos não requeriam uso de sutiã dentro de casa, então optei por ficar sem ele e apenas saí do quarto, procurando minha mãe.

— Mamãe?

— Aqui na cozinha, filha.

Quando cheguei na porta, dei de cara com minha mãe, meu pai e meu irmão, sentados em volta da mesa com a minha cadeira vaga e caras de apreensão.

Eles me pegaram em flagrante e eu nem tenho como dizer que não fui eu.

Meu coração foi parar na boca e foi difícil colocar uma frase para fora.

— Está tudo bem?

— Sente-se.

Meu pai disse taxativo, enquanto indicava com a mão a cadeira vaga.

Estava tão tensa que daria para segurar aço quente nas costas, mas, segurei a vontade de correr de volta para o quarto e fiz como me foi ordenado.

— Iza, eu gostaria de dizer que...

— Deixe que eu falo, Raoul.

— Certo, papai, desculpe.

Meu irmão já estava com vinte e cinco anos, mesmo assim sua obediência cega aos nossos pais era algo admirável.

— Chamamos você aqui, porque temos algo a discutir.

— O que seria?

As palavras ainda se engasgavam na minha garganta, me impedindo de pronunciá-las livremente.

— Você foi aprovada para fazer Engenharia Mecânica na Universidade Central.

Alívio tomou conta de mim naquele momento, se era só isso, porque todo o drama.

— No período noturno.

Ah, entendi.

Eles não queriam que eu fosse para o turno da noite, por acreditar que isso me deixaria mais propensa aos pecados da carne, e, devo dizer que não poderiam estar mais errados.

Eu não tinha interesse em ninguém em particular para que isso fosse um problema, mas, os outros universitários talvez fossem.

— Meu bem... porque se aplicou para um curso noturno?

— Eu me apliquei para diurno e noturno, mas, podem ter me remanejado para a noite, porque eu disse que não tinha ocupação que me impedisse de fazer isso.

— Mas, você tem.

— Ir aos cultos da igreja e assistir televisão com a família não são ocupações válidas, papai.

— Você vai tentar mudar de turno e não se fala mais nisso.

— Mas, papai.

— Mas, nada Izabella. Essa é a minha vontade e você precisa obedecer.

— Sim, senhor.

Minha vontade dizia para lutar contra, mas, não conseguia.

Não foi a forma como me adestraram que me obrigava a obedecer, era algo mais profundo, um instinto primordial que eles mesmos haviam tentado moldar em mim desde o berço.

Eu era fogosa por natureza, uma chama que ardia sob a superfície, mas virgem como uma relíquia intocada em um mosteiro.

Mesmo demonstrando mais rebeldia que meu irmão Raoul, eu ainda não conseguia compreender como podiam ser tão cruéis comigo.

Por que ele podia estudar a noite toda, mergulhado em livros e luzes artificiais, enquanto eu era trancada no escuro, privada até do direito de sonhar acordada?

Isso era injusto, uma prisão disfarçada de virtude.

Baixei a cabeça, sentindo o peso da humilhação queimar em minhas bochechas, e segui de volta para meu quarto, os passos ecoando como um sussurro de revolta no corredor silencioso.

Lá, sozinha com o brilho fraco da tela do meu tablet escondido debaixo do colchão, eu me permitia o único pecado consciente que ninguém podia me roubar, assistir aos vídeos indecentes e pecaminosos que eu devorava em segredo.

Eram fodas fantasiosas, mundos irreais onde mulheres como eu, selvagens e desejosas, se entregavam sem culpa ou correntes.

Não era pornografia crua e suja, eram visões etéreas, como se retiradas de contos proibidos, ninfas em florestas encantadas sendo possuídas por deuses musculosos sob cascatas de luar, ou princesas rebeldes em castelos sombrios que seduziam cavaleiros com toques que faziam o ar crepitar de eletricidade.

Eu me deitava na cama, o coração acelerado, e deixava que aquelas imagens me consumissem.

Meus dedos traçavam caminhos leves sobre o tecido fino da camisola, explorando o calor que se acumulava entre minhas coxas, mas eu nunca ia além, não por medo, mas porque o prazer solitário era minha rebeldia suprema, um ato de posse sobre o corpo que eles queriam domar.

Era o único momento em que eu não era obrigada a obedecer a alguém, era eu, Izabella, rainha de meu próprio desejo reprimido, tentando gozar em silêncio enquanto o mundo lá fora dormia.

De longe, eu podia ouvir os murmúrios abafados da minha mãe ecoando pelo corredor, culpando meu pai pela minha “natureza indomável”.

“A culpa é sua, ela puxou à família dela, essa teimosia que não se dobra!“, dizia ela, com aquela voz afiada como uma lâmina de julgamento.

Era um absurdo, uma ladainha repetida desde que eu era criança, como se minha vitalidade fosse uma maldição herdada, não o fogo que me tornava viva.

Meu pai resmungava algo sobre votos e pureza, mas eu já havia fechado a porta, isolando-me naquele casulo de tela e fantasias.

Desliguei o vídeo com um suspiro trêmulo, o corpo ainda formigando de excitação não saciada, e me enrolei nos lençóis, convidando o sono como um amante relutante.

Meus sonhos, ah, eles eram povoados por homens fortes e gostosos, criaturas saídas diretamente daqueles vídeos que eu tanto amava, guerreiros de olhos flamejantes e corpos esculpidos como estátuas gregas, que me encontravam em reinos ocultos onde o prazer era lei.

Eles sabiam, sem esforço, como achar meu ponto G e clitóris, tocando-me com uma precisão divina que me fazia arquear as costas em êxtase.

Eu os sentia me penetrando devagar, depois com fúria, ondas de prazer se acumulando até que meu corpo perdesse o rumo completamente, convulsionando em orgasmos que me deixavam ofegante e exausta ao acordar.

Geralmente, meus sonhos eram deliciosos, um banquete secreto para minha alma faminta.

E eu adorava isso, era o refúgio onde minha virgindade não era uma prisão, mas um véu fino que separava o real do impossível, onde eu finalmente era livre para ser a mulher fogosa que sempre soube que era.