A Ascensão Storm

All Rights Reserved ©

Summary

A Ascensão Storm é o prólogo da saga Stormverse, um universo onde ciência, mitologia cósmica e emoção humana se encontram em uma narrativa emocionante. Quando Kevin Fairyest Storm, um jovem cientista, se vê no meio de uma guerra global causada por sua própria invenção, ele precisa tomar uma decisão: se esconder ou lutar. Mas um encontro com uma entidade estelar muda seu destino para sempre, fundindo sua alma com a de um ser ancestral conhecido como Singularidade. Agora, com poderes que desafiam as leis do universo, Kevin é lançado no meio de um conflito dimensional, enfrentando deuses, inteligências manipuladoras e o fardo de ser um herói. Stormverse combina elementos de fantasia científica, superpoderes, drama existencial e ação cinematográfica em um multiverso que abrange 1.985 dimensões - e tudo começa aqui.

Genre
Scifi
Author
KevinStorm
Status
Ongoing
Chapters
1
Rating
n/a
Age Rating
16+

Como Tudo Começou

Sempre gostei de como as pessoas imaginavam seus heróis e escreviam lendas a partir deles, mas se tem uma história que mais me marcou foi a teoria de como tudo se formou a partir do nada.

Ela que me contavam para dormir, me instigou a procurar saber mais sobre o universo em que vivemos, tanto que me tornei um astrofísico, mas ninguém conseguia confirmar com certeza o que havia acontecido no início de tudo.

A história era a seguinte, no início o Out of Reality era a única coisa que permeava todos os arredores e não se ouvia ou sentia nada, até que uma raça ancestral de seres misteriosos apareceu, os Nexo, e vendo a vastidão triste e sem vida do Out of Reality, decidiram criar algo para preencher ele.

No entanto, uma raça de criaturas malignas e agressivas os impediam, os Schonritz, eles eram o total oposto dos Nexo e até mesmo os desprezavam, estes acreditavam que a guerra era necessária para sua sobrevivência e que seria melhor deixar o vazio sem vida alguma.

Os Nexo e os Schonritz travaram diversas guerras através dos milênios, até decidirem ter uma trégua momentânea, pois haviam ficado cansados e quase sempre terminava em empate, por mais que os Nexo estivessem em desvantagem numérica.

Assim um grupo de 8 Nexos foi formado, os construtores de mundos, eles se reuniram e começaram a dar uma forma para o vazio, criando os astros, planetas e galáxias que vemos nos dias atuais.

Toda aquela vastidão era muito complexa e delicada, sabendo que os Schonritz tentariam manipular sua criação de alguma forma, os Nexos criaram quatro raças para cuidar do universo, os Orion, os Draconik, os Celestiais e os Zephyrion, cada um com sua determinada função no universo.

Entretanto, os Schonritz quebraram o tratado de trégua e mataram muitos dos Nexos, então os construtores de mundo criaram a habilidade da reprodução sexuada, habilidade essa que foi descoberta unicamente por eles.

Uma heroína Nexo assumiu a fronte de batalha, por ser a mais poderosa dentre seus irmãos, seu nome era Avaline, a qual conquistou o impressionante feito de matar 150 Schonritz, dando tempo suficiente para que os construtores de mundos terminassem a criação do universo, que logo após se juntaram ao campo de batalha.

A guerra foi uma real chacina, com apenas 49 Schonritz tendo sobrevivido, fazendo sua vitória ser clara e assim começaram a viajar para todos os cantos do universo, espalhando seu terror e ódio pelos Nexos.

Os Nexos eram poderosos a ponto de suas almas ressoarem em pontos brilhantes no céu noturno, mesmo estando à galáxias de distância, criando o que chamamos de estrelas hoje em dia e compartilhando sua localização para as raças.

A morte de seus criadores foi um baque enorme, o que impulsionou cada raça a desenvolver seus próprios governos e formas de liderança como povo, mas desde este fatídico evento eles lentamente se afastaram mais e mais.

Os Draconiks se isolaram em seu planeta, alegando que não deveriam se “manchar” com as outras raças e que permaneceriam “puros”, isso aconteceu na mesma época em que uma guerra eclodiu entre os Celestiais, a qual durou cerca de 1000 anos.

A guerra foi causada por um conflito de ideais, os rebeldes queriam um governo mais liberalista e comunitário, afinal, os Celestiais eram governados por duas famílias e seus respectivos monarcas, a rainha da Criação e o rei da Destruição.

Muitas pessoas dentre o povo achava aquilo muito elitista e ultrapassado, por conta do poder estar apenas nas mãos das famílias reais, por conta disso, Kronek, o príncipe da Destruição, se uniu a Scyter, que era o guarda real mais formidável de seu reino e juntos manipularam o povo para uma revolução.

Com seu planeta totalmente devastado pela guerra, os Celestiais tiveram de se despedir e se mudar para um planeta muito distante da Terra, o planeta Cyd Íon, um planeta florido e bem agradável de se viver, quase se igualando ao que perderam.

Singularidade, a princesa da Criação, se juntou com os Celestiais restantes, afim de criar o Conselho Celestial, que tomaria conta da criação de seus criadores, a função que deveriam ter feito desde o princípio.

Certo dia, ela estava analisando cada canto do universo, para descobrir novas formas de vida e relatar ao Conselho, porém, cada vez mais um vazio frio e escuro se fazia presente, toda aquela vastidão era apenas como uma imagem, um poster pregado para dar a ilusão de vida.

Singularidade tem longos cabelos brancos, olhos azuis, asas angelicais e um corpo esguio, ela é fofa, suave e totalmente pacífica, aproveitando da situação, um dia Kronek apareceu e fingiu simpatia:

- Muito triste, não é? Por culpa dos Schonritz, nossos criadores mal tiveram tempo de terminar sua obra prima. - Kronek disse com um sorriso arrogante estampado

- De fato, é tudo tão vazio e silencioso. - Singularidade se entristeceu

- Mas eu tenho uma ideia, que tal terminarmos a obra prima por eles? - Kronek perguntou com um tom ácido

- O que está insinuando, irmão? - Singularidade ficou confusa

- Simples, eles não queriam preencher o vazio? Eu sei que mexer na obra prima deles seria totalmente desrespeitoso, então vamos fazer nossa própria. - Kronek fingiu ser honroso

- Você... quer que criemos universos? - Singularidade ficou curiosa

- Exatamente, o que acha de um multiverso só nosso? Com o tanto de espécies, diversidade, vida e movimento que quisermos. - Kronek manipulou quase como uma melodia

- Certo... mas... como faremos algo tão grandioso assim? - Singularidade ficou insegura

- Nós dois juntos somos imbatíveis, lembra? Somos irmãos siameses, vamos dar nossas mãos e ser apenas um mais uma vez. - Kronek fingiu saudade

Singularidade sorriu amplamente, mal acreditava que finalmente recuperou seu irmão, agarrou a mão dele sem demora e fechou os olhos, ambos focaram em seus poderes e em um no outro, de repente, toda a vastidão morta começou a se colorir como uma melodia alegre e contagiante.

Um cheiro agradável era palpável no ar, conforme o multiverso tomou forma, ao terminarem, se separaram e Singularidade ficou exausta. Kronek tornou a sorrir de forma macabra e disse:

- Você é realmente mais ingênua do que eu pensei, pensar que eu MUDEI?! Francamente! Pare de ser tão ridícula. - Kronek disse com um tom condescendente

Singularidade ficou paralizada de medo, seus olhos se fixaram na expressão transtornada e maligna de seu irmão, uma aura maligna havia tomado conta de seu corpo, ela congelou no lugar, sentiu seu peito apertado e respirou com dificuldade.

- Eu pensei... que você havia mudado... o que aconteceu contigo? Alguém te manipulou? Eu tenho certeza de que esse não é o meu irmão! - Os olhos da Singularidade começam lagrimar

Kronek levantou sua mão e deu um forte tapa no rosto de sua irmã, deixando uma marca vermelha em sua bochecha, os olhos dele estavam sombrios e possessos de ódio, ela mal conseguia o reconhecer agora.

- Não dou a mínima se sou ou não seu irmão, apenas escolha seu lado, vai me ajudar a reinar sobre todo o multiverso ou não? - Kronek tinha um tom imperativo

Singularidade começa a chorar, cerra seus dentes e diz em alto e bom tom:

- Tudo bem ENTÃO! Se vai ser assim... eu... jamais machucaria alguém... muito menos minha própria CRIAÇÃO!

O rosto de Kronek ficou ainda mais sombrio e em um piscar de olhos, havia desaparecido, reaparecendo na frente de sua irmã e dando um soco bem forte em sua barriga, ela tosse forte e voa para trás.

- Desista logo, o que? Espera que um milagre te ajude a vencer? - Kronek sorri de forma arrogante

- Não me subestime. - Singularidade tenta recuperar seu fôlego

Sua pele começa a se escurecer, conforme seu ódio se faz presente, rapidamente voa até Kronek e o joga em Marte com um soco que foi ouvido em todo o sistema solar, ambos então aterrissam no planeta vermelho, ambos já um pouco ofegantes, mas nenhum pronto para desistir.

Kronek limpa o pequeno corte em seu rosto e debocha:

- Isso é tudo o que tem? Quer me fazer dormir de tédio ou está se controlando?

“Ele não para de me provocar, droga... assim meu Shēn vai sair de controle, mas talvez... apenas a escuridão possa vencer a escuridão, sendo assim...“ - Singularidade pensou.

Repentinamente uma explosão de sombras toma todo o planeta e Kronek é jogado para muito longe, assim que se levanta, seus olhos se arregalam em um medo genuíno.

Sua irmã estava totalmente negra, suas asas eram feitas de uma matéria escura com um brilho esbranquiçado nas pontas, seus olhos eram como Buracos Brancos e seu corpo era mais bonito e amedrontador que o vácuo do espaço.

Ao se recuperar do choque, Kronek limpou a garganta para disfarçar seu medo e disse:

- Acha mesmo que seu truquezinho é páreo para mim? Está realmente me subestimando! Você sempre fez isso!

Singularidade abriu sua boca e sua voz veio como um estrondo, abalando até as estruturas do planeta vermelho:

- Está errado. Não estou te subestimando. Essa técnica é a qual eu nunca usaria com alguém normal. Você é diferente. E não é o meu irmão. Que aqui seja seu túmulo.

O corpo de Kronek congelou totalmente, aproveitando isso, Singularidade avançou mais rápido que o próprio tempo, carregou suas mãos com seu poder das trevas e deu um soco muito forte em seu rosto, a crosta do planeta se racha, trevas consomem e se alastram por tudo.

Kronek saiu voando para fora do planeta, ativando a sua técnica especial, o Eclipse, seu cabelo que antes era apenas branco, ganhou uma coloração preta, seus olhos ficaram de cores diferentes, com uma das cores sendo branco e a outra preto, e suas roupas ganharam cores negativas.

Singularidade voou até ele e não parecia nada impressionada, ambos, impulsionados pelo ódio e frustração, carregaram seus poderes ao máximo, colidindo seus socos um contra o outro ao mesmo tempo, uma onda de choque colossal foi gerada e explodiu Marte, os prendendo em um loop temporal que durou até um dos dois ser derrotado.