Os múltiplos

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Summary

Continuação do livro 2 em 1. Conta a história dos filhos da Deisy Vitória e da sua gêmea Harsey.

Genre
Drama
Author
Debora
Status
Complete
Chapters
8
Rating
n/a
Age Rating
16+

Capítulo 1 — A Casa dos Dez Corações

Dois anos se passaram desde que a "onda de bebês" mudou nossas vidas em 3068. A casa original de Anderson e Amera, que um dia foi nosso refúgio seguro, ficou pequena demais para a energia de dez crianças aprendendo a andar e a falar ao mesmo tempo.

Ainda durante a gravidez, Yago e Harsei foram previdentes: planejaram e construíram uma casa que pudesse abrigar esse milagre multiplicado. O resultado foi uma construção de dois andares, pensada milimetricamente para a nossa simetria.

A organização dos quartos reflete a conexão que o médico nos explicou anos atrás. No andar de cima, o Quarto das Meninas é um universo à parte: Manuela e Manoela dividem um beliche, enquanto Emanuela e Emanoela ocupam outro. No mesmo quarto, a Diana dorme em sua própria cama, cercada pelas primas que são, geneticamente, suas irmãs.

No Quarto dos Meninos, a estrutura se repete como um espelho. Dois beliches abrigam os quatro filhos da Harsey (Manuel, Manoel, Emanuel e Emanoel), enquanto o Dean tem sua cama ao lado deles. É ali, entre sussurros e brincadeiras antes de dormir, que eles fortalecem o laço de "primos gêmeos".

Para os adultos, a privacidade é garantida: cada casal tem sua suíte com banheiro privativo. A casa ainda conta com uma cozinha vasta, onde uma mesa imensa acomoda todos para as refeições — o coração da casa, onde os grupos de trabalho se organizam. Na sala, o sofá foi feito sob medida para que todos os dez bebês possam sentar juntos para ouvir histórias.

E o momento mais esperado da semana é o domingo. É o dia em que o silêncio (se é que ele existe aqui) dá lugar a uma alegria ainda maior. Vovó Amera e Vovô Anderson chegam para visitar os netos. Eles caminham pela casa olhando para os dez berços que viraram camas, com o coração transbordando. Para quem um dia teve medo de ocupar o espaço de uma calçada, ver aquela mansão cheia de vida é a prova de que o amor não conhece limites no século 31.