PRÓLOGO
Não há nada além da própria respiração.
É frio. E é calor.
Dói ao mesmo tempo em que não existe dor.
Infinito.
Escuridão.
E então um nome ecoa, sussurrado em um lugar que não começa nem termina:
Vireen.
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No continente de Ozure, ninguém nasce completamente livre. Todo aquele que carrega a Marca é, desde o primeiro fôlego, condenado à morte. A única alternativa para escapar desse destino surge aos vinte anos, quando os marcados são obrigados a saltar no Abismo — um lugar de onde ninguém retorna igual. Lá embaixo, entidades antigas aguardam por aqueles dignos de carregar seu poder. Algumas são veneradas. Outras foram ensinadas a serem temidas. E algumas jamais deveriam ter despertado. Vireen foi forjada para sobreviver. Criada em uma arena onde matar significava viver mais um dia, tudo o que conheceu foi sangue, dor e perda. Mas, para encontrar a única pessoa que ainda lhe resta, ela precisa fazer o impossível: assumir a identidade de alguém marcado. Agora, presa a um destino que jamais deveria ter sido seu, Vireen será arrastada para uma disputa entre equipes em busca de uma vaga entre os Sentinelas de Ozure — guerreiros responsáveis por defender o continente durante o Ciclo Etéreo. Mas algo que permaneceu adormecido por décadas começa a despertar. Existem coisas que jamais deveriam ter sido mortas. Porque podem voltar ainda piores. E algo nas profundezas do Abismo parece ter reconhecido Vireen primeiro.
Não há nada além da própria respiração.
É frio. E é calor.
Dói ao mesmo tempo em que não existe dor.
Infinito.
Escuridão.
E então um nome ecoa, sussurrado em um lugar que não começa nem termina:
Vireen.