I Reincarnated as the Duke's Son

All Rights Reserved ©

Summary

Reencarnei como filho do duque,como será essa vida nova?

Status
Ongoing
Chapters
31
Rating
n/a
Age Rating
13+

Capítulo 1: uma nova vida

A luz fria do monitor iluminava o rosto de Isay Hurou.

Eram quase meia-noite, mas ele nem havia percebido. A pilha de documentos ao lado do teclado crescia devagar, como sempre, e o café na xícara já estava frio há horas. Não que importasse — ele raramente sentia o gosto das coisas de qualquer forma.

Isay tinha 34 anos. Trabalhava numa empresa de contabilidade no centro da cidade, num escritório sem janelas, numa mesa que ninguém visitava. Não porque fosse incompetente — pelo contrário, era um dos melhores. Mas as pessoas tendem a evitar quem nunca sorri, quem nunca aparece nos almoços de equipe, quem vai embora sem dizer tchau.

Ele não se importava com isso. Pelo menos, era o que dizia a si mesmo.

Isay salvou o arquivo, desligou o monitor e pegou o casaco pendurado na cadeira. O corredor do escritório estava vazio. O elevador desceu em silêncio. A cidade lá fora brilhava com luzes que não eram para ele.

Ele caminhou pela calçada com as mãos no bolso, olhando para o chão. O vento frio de novembro cortava o rosto, mas ele não apressou o passo. Não havia ninguém esperando por ele em casa.

Foi quando ouviu o barulho.

Um grito distante. Um freio. Uma luz branca que invadiu tudo.

E então — nada.

Isay não sentiu dor. Sentiu apenas leveza. Como se tivesse largado um peso que carregava há anos sem nem perceber.

Então é assim.

Não havia arrependimento. Não havia medo. Havia apenas uma estranha sensação de... alívio.

Mas antes que o silêncio pudesse engoli-lo por completo, uma voz ecoou de algum lugar sem forma:

"Você ainda tem uma história a viver."

E então tudo ficou branco.

O primeiro som que Isay ouviu no novo mundo foi um choro. O seu próprio.

Havia luz, calor, e um rosto se aproximando — uma mulher de cabelos prateados e olhos verdes como folhas no verão, com lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto sorria.

O homem ao lado dela tinha cabelos brancos como neve e orelhas levemente pontudas. Ele segurou o bebê com cuidado quase reverente.

— Zyno — disse o homem, com uma voz grave e gentil. — Seu nome será Zyno Valerion.

E ao fundo do quarto, discretamente encostado na parede com as mãos cruzadas nas costas, um homem mais velho de cabelos grisalhos e postura impecável observava a cena com um sorriso contido nos cantos dos lábios.

Zyno fechou os olhos.

Então é assim que começa.

Pela primeira vez em duas vidas — ele sentiu algo que não sabia bem nomear. Talvez fosse esperança.

Fim do capítulo 1