Ninguém Precisa Saber

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Summary

Hana só queria sobreviver ao novo emprego. Ayla Nakamura só queria manter o controle. Mas bastou um olhar dentro de um escritório silencioso para tudo começar a desmoronar. O que deveria ser apenas uma relação profissional rapidamente se transforma em algo proibido, obsessivo e impossível de esconder — enquanto rumores crescem pelos corredores da empresa e uma mulher consumida pelo ciúme observa Hana ocupar um lugar que nunca foi de ninguém. Porque Ayla nunca se apaixonava. Até Hana aparecer.

Status
Ongoing
Chapters
31
Rating
n/a
Age Rating
16+

Capítulo 1 - Olhar afiado

— Você vai aprender uma coisa muito rápido aqui dentro, Hana.

A voz surgiu atrás dela.

Baixa. Discreta. Quase cuidadosa demais.

Hana virou lentamente.

A assistente do setor administrativo ajeitou alguns papéis contra o peito antes de continuar:

— A Ayla Nakamura nunca olha duas vezes para alguém sem motivo.

O comentário veio acompanhado de um pequeno sorriso nervoso, como se ela tivesse falado algo que não deveria.

Mas, antes que Hana pudesse responder, o ambiente inteiro mudou.

Silêncio.

Os funcionários endireitaram a postura automaticamente.

E então Ayla Nakamura entrou.

O som dos saltos ecoou pelo enorme salão de vidro da Nakamura Group enquanto ela caminhava sem pressa alguma. Elegante. Fria. Intocável.

Terno preto impecável.

Olhar afiado.

O tipo de mulher que fazia as pessoas prenderem a respiração sem perceber.

Hana sentiu o estômago apertar no instante em que aqueles olhos escuros encontraram os dela.

Direto.

Sem hesitação.

Como se Ayla já soubesse exatamente quem ela era.

A CEO parou na sua frente.

— Você é a nova assistente?

— Sou.

A voz de Hana saiu mais baixa do que deveria.

Os olhos de Ayla desceram lentamente pelo crachá preso à camisa dela, depois voltaram ao seu rosto.

Silêncio.

Longo demais.

Perigoso demais.

— Bonita demais para esse cargo.

O coração de Hana falhou por um segundo.

Mas Ayla apenas se aproximou um pouco mais, o suficiente para o perfume sofisticado dela se tornar impossível de ignorar.

— Espero que trabalhe melhor do que distrai.

E foi embora.

Simples assim.

Deixando Hana parada no meio do corredor, completamente imóvel,

enquanto uma sensação estranha percorria seu corpo.

Como se, naquele instante, alguma coisa tivesse começado.

E fosse tarde demais para impedir.