Entre o amor e a Vingança
Entre o Amor e a Vingança Capítulo 2
Quando Santa chegou em casa, tudo parecia silencioso.— Nicole? Sofia? — chamou ela.Nenhuma resposta.Sentindo um aperto no coração, Santa correu pela casa à procura das irmãs.Ao entrar na sala, paralisou.Nicole e Sofia estavam gravemente feridas no chão.— Não! — gritou Santa. — O que aconteceu aqui?Sofia, com dificuldade para respirar, reuniu forças para responder:— Santa... você precisa fugir.— Não! Quem fez isso? Por favor, me digam!— Os assassinos do nosso pai estiveram aqui — disse Sofia. — Eles vão te matar também.Nicole segurou a mão da irmã.— Nos perdoe, Santa...— Não! Vocês vão ficar bem! Não me deixem!As lágrimas escorriam pelo rosto de Santa enquanto ela segurava as mãos das irmãs.Nicole olhou para ela pela última vez.— Adeus... maninha...As duas fecharam os olhos.— Não! Nicole! Sofia! Por favor!Mas já era tarde.Tomada pela dor e pela raiva, Santa caiu de joelhos.Sozinha, ergueu os olhos para o céu e jurou vingança.— Eu juro!— Eu juro que vou me vingar!— Eles vão pagar por tudo o que fizeram com a minha família!— Eu farei justiça!No CemitérioO cemitério estava tomado pelo silêncio e pela dor. Amigos e familiares acompanhavam o enterro das irmãs de Santa.O padre iniciou a cerimônia.— Estamos aqui para chorar a morte de duas pessoas importantes. Que Deus as receba em paz. Amém.Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Santa aproximou-se dos caixões.— Por que foram tão cedo?— Por que me deixam sozinha?— Eu juro, por tudo e por vocês, que eles vão pagar por tudo!— Eles vão pagar!— Eu vou sempre amar vocês.— Sempre!Karla aproximou-se e segurou a amiga pelos ombros.— Santa, eu sinto muito pela sua família. Fica calma.— Eu não consigo — respondeu Santa.— É muito triste para mim.— Está doendo por dentro e por fora.— Eu não vou suportar viver sem elas.— Foi meu pai, depois minha mãe e agora minhas irmãs...— Assassinadas.Horas DepoisO telefone tocou.— Filha... — disse Renata.— Tia!— Minhas irmãs, tia...— Eu nunca mais vou vê-las.— Tia, por que eu?— Por que comigo?— Eu sinto muito, filha — respondeu Renata.— E desculpe por não aparecer no enterro.— Eu soube depois.— Me perdoa.— Eu não sei se vou conseguir viver sem elas, tia.— Fiquei sem meus pais e agora minhas irmãs.— Eu não vou parar até pegar os desgraçados que fizeram isso com a minha família.— Eu chegarei aí amanhã para cuidar de ti, Santa.— Está bem, tia.— Até amanhã.Pouco depois, alguém bateu à porta.Karla entrou e abraçou a amiga.— Amiga...Santa não conseguiu conter as lágrimas.— Me diz que eu vou superar tudo isso que estou passando.— Não faz nem três meses que a minha mãe partiu e agora minhas irmãs.— Como vou viver?— Eu sei, amiga.— E sinto muito.— Mas você precisa ser forte para superar tudo isso.— Não é fácil, mas você vai conseguir.— Eu chamei a Miya, o Jordan e a Alice.— Eles vieram aqui.— A gente vai ficar com você.— Obrigada, Karla.— A tia Renata chegará amanhã também.— Obrigada por tudo.— Não precisa agradecer.— Desculpa perguntar, mas sua tia não estava no enterro.— Ela não sabia de tudo isso?— Ela disse que soube depois.— Não sei exatamente como.— Vou saber de tudo quando ela chegar.Mais uma vez, alguém bateu à porta.— Acho que os nossos amigos já chegaram — disse Karla.Ela abriu a porta.— Oi, gente! Entrem e sejam bem-vindos.— Oi, gente. Sejam bem-vindos — respondeu Santa.Jordan aproximou-se.— Oi, Santa.— Soube sobre a sua família.— Eu sinto muito.— Em nome de todos, sentimos muito.— Muito obrigada, gente.— Eu agradeço pelo vosso apoio.Alice abraçou a amiga.— Amiga, sinto muito.— Eu sei como você se sente.— Força, tá?— Muito obrigada, amiga.Miya também tentou confortá-la.— Santa, vai ficar tudo bem.— Obrigada, Miya.— Eu agradeço a todos vocês por estarem aqui comigo.— Eu consigo ver o quanto vocês se importam comigo.— Obrigada, gente.— Podem sentar-se.Todos se acomodaram na sala.— Quais são os seus planos agora? — perguntou Alice.— Eu não consigo pensar em nada agora.— A única coisa que eu quero é encontrar esses assassinos e fazer eles pagarem por tudo.Jordan respondeu imediatamente:— A gente vai ajudar com isso.— Conta comigo.— Muito obrigada, Jordan.— Mas isso quem deve resolver sou eu e ninguém mais.— Vocês já me ajudam por estarem aqui me apoiando.— Obrigada, gente.— Hum... eu vou pegar café para a gente — disse Karla.— Volto já.— Miya, me ajuda?— Claro.— Vamos.Naquele momento, o telefone de Santa voltou a tocar.— Eu vou atender.— Alô?Uma voz desconhecida respondeu do outro lado da linha.— Eu sei quem matou a sua família.Os olhos de Santa se arregalaram.— O quê?!— Quem é você?— Alô?!A ligação caiu.Santa ficou imóvel, segurando o telefone, enquanto todos a observavam sem entender o que havia acontecido.O silêncio tomou conta da sala.E, pela primeira vez, Santa sentiu que talvez estivesse prestes a descobrir a verdade.Fim do Capítulo 2