Capítulo 1: O Encontro no Clube
POV Eliaja Belmonte
A noite londrina estava fria e úmida, mas nada comparado ao calor que queimava dentro de mim quando entrei no “Lua Escondida”. O clube underground era exclusivo — só os mais poderosos alfas e algumas omegas selecionadas conseguiam entrar. O ar estava carregado de feromônios, uísque envelhecido e desejo cru. Luzes vermelhas pulsavam no ritmo da música sensual, grave e lenta, que fazia o peito vibrar.
Marcus, meu beta leal e braço direito, caminhava ao meu lado, olhos atentos a qualquer ameaça.
— Chefe, tem certeza? Dizem que a dançarina principal é intocável. Já rejeitou herdeiros de matilhas inteiras. Alguns saíram com o ego e o nariz quebrados.
Eu sorri de lado, ajustando o blazer preto que marcava meus ombros largos.
— Intocável para eles. Não para mim.
Nos sentamos em uma mesa VIP no centro, com visão perfeita do palco. Meus amigos — alfas influentes de Londres — já estavam lá, copos na mão.
— Eliaja, você finalmente veio ver a lenda? — riu Thomas, um alfa loiro de outra matilha. — A Sey Malori é um fantasma. Dança como se fosse feita de pecado, mas ninguém toca nela. Nem cheira direito. É como se tivesse um escudo.
— Ninguém chega perto — completou outro. — Dizem que ela é omega, mas tem cheiro de algo mais perigoso. Quem tenta, se arrepende.
Ignorei os comentários e foquei no palco quando as luzes diminuíram. O silêncio caiu por um segundo. Então a batida começou.
Ela surgiu.
Sey Malori.
Cabelos loiros cacheados cascateavam pelos ombros nus, brilhando sob as luzes como ouro líquido. Uma máscara prateada delicada cobria a parte superior do rosto, deixando apenas os olhos verdes — intensos, quase luminescentes — visíveis. O corpo... Deus da Lua, que corpo. Tonificado, cintura fina, quadris largos e curvas surpreendentes que o vestido preto justo e curto mal continha. Os seios firmes subiam e desciam com a respiração, as coxas grossas e bem definidas moviam-se com precisão letal.
Ela começou a dançar.
Quadris girando em círculos lentos e hipnóticos, arqueando as costas, deslizando as mãos pelo próprio corpo como se estivesse se acariciando para nós. O vestido subia perigosamente, revelando a pele dourada das coxas. Cada movimento era pura sedução, sensualidade crua. Meu lobo interior uivou alto dentro de mim, arranhando para sair. O cheiro dela chegou até mim mesmo através da multidão — doce, quente, com um toque selvagem de omega que escondia algo muito mais forte. Quase alfa. Meu pau endureceu instantaneamente dentro da calça.
Nossos olhos se encontraram por um segundo longo. Aqueles olhos verdes perfuraram os meus. Senti um puxão no peito, como se o laço de companheiros tentasse se formar ali mesmo. Ela desviou o olhar, mas o canto da boca se curvou levemente.
— Quero ela — murmurei para Marcus, a voz rouca de desejo. — Descubra tudo. Nome verdadeiro, endereço, fraquezas. Quero ela na minha cama até o amanhecer.
Marcus ergueu uma sobrancelha.
— Vai ser difícil, chefe. Ela é fantasma.
Meus amigos riram ao redor.
— Boa sorte, Eliaja. Vários já tentaram e saíram com o rabo entre as pernas.
Eu não respondi. Meus olhos não saíam dela. Cada rebolada, cada toque sutil nos seios, cada lambida lenta nos lábios enquanto ela olhava para a multidão... tudo aquilo era para mim. Eu sabia. E eu teria.
POV Seylan Valois (Sey Malori)
O palco era meu domínio. Aqui eu não era Seylan Valois, futura Rainha da Inglaterra e alfa de sangue real. Aqui eu era Sey Malori, a omega misteriosa que fazia Londres inteira falar.
A máscara prateada protegia minha identidade. O vestido justo apertava minhas curvas, realçando os seios cheios, a cintura marcada e os quadris que eu sabia usar como arma. O dom do Fogo queimava baixo sob minha pele, controlado, pronto para ser usado se algum alfa idiota tentasse algo.
A música entrou em minhas veias. Comecei a dançar — quadris girando devagar, ondulando o corpo como uma chama viva. Deslizei as mãos pelos cabelos cacheados, desci pelo pescoço, apertando os seios por cima do tecido fino. Senti os olhares famintos da plateia, os feromônios de desejo enchendo o ar.
Então eu o vi.
Na mesa VIP central. Olhos azuis intensos, penetrantes. Cabelos escuros, maxilar definido, corpo de alfa puro — ombros largos, postura dominante. Eliaja Belmonte. Eu sabia quem ele era. Todos sabiam. O alfa mais poderoso e temido de Londres.
Nossos olhares se prenderam. Um arrepio desceu pela minha espinha. Meu lobo interior — forte, real — se agitou. “Alfa... forte... nosso?” Balancei a cabeça sutilmente e continuei a dança, mas meus movimentos ficaram mais intensos, mais provocantes. Eu girava os quadris olhando diretamente para ele, arqueando as costas, deixando o vestido subir o suficiente para mostrar a curva inferior da bunda. Queria provocá-lo. Queria ver até onde aquele alfa dominante iria.
William, meu beta pessoal, esperava nas sombras do palco. Alto, moreno, sempre vigilante. Assim que a música terminou e eu desci do palco sob aplausos ensurdecedores, ele se aproximou, entregando uma água.
— Sey, o Belmonte está aqui. E não tira os olhos de você. Marcus, o beta dele, já está fazendo perguntas para os funcionários.
Eu sorri por trás da máscara, o coração ainda acelerado.
— Deixe ele olhar. Ninguém me toca a menos que eu permita, William. E esse aí... parece que vai tentar com força.
— Tome cuidado. Ele não é como os outros idiotas. É perigoso. Tem poder real.
Voltei para o camarim, tirando a máscara parcialmente. O suor brilhava entre meus seios. Ainda sentia o olhar dele queimando na minha pele. O cheiro dele — madeira escura, especiarias e alfa dominante — tinha chegado até mim no palco. Meu corpo reagiu: um calor úmido entre as coxas.
“Ele quer me conquistar?”, pensei, sorrindo para o espelho. “Que tente. Vai ser divertido vê-lo de joelhos.”
Do lado de fora, ouvi vozes. Eliaja e seus amigos ainda comentavam.
— Ninguém chega perto dela — dizia um.
— Ela rejeita todos os alfas — completava outro.
Eu ri baixinho.
— Até agora, William. Até agora








