Capítulo 01
Os espelhos nunca mentem.
O que o jovem de 21 anos Fabrício Nogueira via no espelho era uma pessoa insegura.
Magro demais as roupas simplesmente não ficavam certas em seu corpo. Marcas de acne na face. Pele oleosa e pequenos olhos castanhos claros inexpressivos.
Fabrício se mediu frente ao espelho tentando achar um ângulo em que não ficasse estranho estava se arrumando pra ir numa festa na casa de um colega do seu curso de Biblioteconomia.
_ Onde vai ? _ Quis saber Clesia Nogueira sua mãe assoprando fumaça de cigarro.
Ele se virou pra mulher de cinquenta anos com cabelo vermelho e a raiz branca.
_ Em uma festa mamãe na casa do Danilo irei com o Thomas.
_ Toma cuidado não bebe e use camisinha.
_ Sim mamãe. _ Ele sempre se envergonhava quando ela dizia isto. Mas ele nunca transou.
Nunca beijou na boca. Era virgem.
Clesia olhou pro filho dizendo : _ Teu pai mandou o dinheiro ?
_ Sim mamãe paguei algumas contas da faculdade, paguei a Internet e depositei o restante na sua casa.
Clesia grunhiu e reclamou : _ Aquele cachorro, teu pai podia dar era muito mais o filho da mãe é dono de um haras e cria cavalo de raça e a única coisa que nos deu foi esse apartamento num bairro de quinta e essa pensãosinha de merda.
_ Não se esqueça que ele pagou minha faculdade inteira mamãe estou terminando o curso com tudo já pago.
Clesia puxou fumaça do cigarro soltando fumaça na cara de Fabrício.
_ Aquele lá não faz mais que a obrigação.
Clesia se jogou no sofá vermelho da minúscula sala puxando fumaça.
Clesia há 21 anos atrás teve um tórrido romance com Evandro Nogueira herdeiro da maior fazenda dedicada a criação de cavalos de raça.
O lance acabou em uma gravidez.
Evandro pagou pensão, deu um apartamento para eles morarem até pagou o curso que Fabrício escolheu na faculdade no entanto pai e filho não eram próximos.
Não conseguiam se acercar até porque Fabrício era tímido e muito reservado.
Evandro se casou a uns 8 anos com Amanda uma ex modelo que já tinha um filho três anos mais velho que Fabrício.
Fabrício não os conhecia nem tinha vontade.
Na realidade ele nunca nem pisou no tal haras.
O som da buzina foi ouvido a voz de Thomas lá fora chamando Fabrício.
_ Mamãe eu já vou.
_ Cuidado pelo amor de Deus não me traz amolação que eu não tô podendo.
_ Não se preocupe, tchau.
Ele saiu Clesia ascendeu outro cigarro.
Lá fora Thomas abriu a porta pra Fabrício.
_ Como estou Thomas eu não tô me sentindo a vontade. _ Confidencializou Fabrício.
_ Para de bobagem menino você tá ótimo agora vamos pois quero tomar todas.
O carro partiu cantando pneus.
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O som do funk tocava fortemente fazendo a parede tremer.
Thomas olhou pra cara de Fabrício percebendo seu nervosismo.
_ Relaxa cara é apenas uma festa você vai beber socializar um pouquinho quem sabe encontrar um carinha que esteja a fim já percebi que tu arrasta um bonde pro tal do Eduardo.
_ Você notou ! ? _ Fabrício exclamou com os olhos arregalados.
_ Tá mais claro que água devo admitir que tem bom gosto, Eduardo é bonitão.
Fabrício ficou envergonhado de deixar tão claro assim suas emoções.
Fitando os rostos das pessoas ao seu redor rindo, dançando, se pegando ele se achava tão pouca coisa.
Sua autoestima nunca foi boa. Tinha 21 anos ainda ser virgem não adiantava muito.
Thomas rindo lhe entregou um copo de cerveja.
_ Bêba isto te fará se soltar.
A cerveja amargou a boca de Fabrício que a tomou fazendo careta.
Se aproximaram de um grupo de colegas de classe iniciando um diálogo sobre o curso Fabrício sentou no braço do sofá sem participar da conversa.
Minuto depois ele aparece fazendo o coração de Fabrício saltar. Eduardo chegava com os amigos exalando aquele charme natural.
Passando a mão pelos cabelos curtos e pretos deixando todos hipnotizados.
Eduardo chega cumprimentando todo mundo.
Fabrício curtiu o calor daquela mão macia se derretendo naquele sorriso.
Eduardo entrou na conversa com seu bom humor e tiradas inteligentes.
Meia hora depois Fabrício já tinha bebido três copos de cerveja já sorrindo com mais facilidade.
Em certo momento Eduardo virou pra ele indagando : _ Ei você quase não fala nada.
Fabrício ficou na cor de tomate maduro.
_ Quer dança um pouquinho cara eu presciso conhecer você melhor que tal ?
O convite abrupto de Eduardo deixou Fabrício com a boca aberta. Ele olhou pra Thomas sem saber ao certo o que fazer.
Thomas o incentivou: _ Vai lá dançar eu te espero aqui, vai logo menino.
Eles foram pro centro da sala.
Era uma universidade de mente aberta onde dois homens dançando não era nenhum tabu.
Eduardo cheirava tão bem ...... madeira e almíscar.
_ Ei me conta sobre você, seus estágios, seu trabalho, gostos musicais teus filmes prediletos o que faz nas horas vagas.
Constrangido Fabrício abaixou a cabeça.
Eduardo com o dedo no queixo dele o fez encarar.
_ Ei não prescisa ficar assim menino.
_ Desculpe minha timidez eu não sei o que dá em min.
_ Ser reservado não é nenhum defeito é um qualidade que poucos apreciam e eu curto bastante.
Se fitaram demoradamente e Eduardo tomou a iniciativa beijando os lábios finos do garoto.
Trêmulo, confuso, emocionado sem saber como agir Fabrício apenas fechou os olhos deixando se levar pelo beijo molhado.
Thomas vendo a cena bateu palminhas.
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O que houve em seguida marcaria a vida de Fabrício pra sempre ............
Ficaram até tarde na festinha e Fabrício bebeu mais um pouco.
Fabrício foi levado no carrinho de Eduardo pra um motéis de beira de estrada.
Fabrício foi ajudado a sair do por Eduardo.
Chegaram no quarto Eduardo mordiscava o pescoço e apertava a bunda de Fabrício.
Eduardo retirou a camisa arremeçando ela na cama olhando pra Fabrício que estava visivelmente nervoso.
_ Calma anjinho relaxe não prescisa ficar desta forma eu conduzo você.
Eduardo tirou a camisa de Fabrício que tinha o coração martelando dentro do peito.
Eduardo se despiu exibindo o membro grande em riste pronto para deflorar Fabrício.
Este engoliu seco olhando Eduardo com medo.
_ Eu ..... Não estou preparado ......_ Balbuciou no entanto Eduardo o empurrou na cama.
_ Relaxa cara não se preocupe você só tem que relaxar. _Eduardo afirmou rindo.








