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Se Ainda Houver Amor

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Summary

Lee Soo-ah e Jung Sei-jun são herdeiros de duas famílias poderosas que são obrigados a se casar para unir seus impérios empresariais. Sem sentimentos um pelo outro, eles começam uma convivência marcada por conflitos e diferenças. Mas, aos poucos, o que começou como um casamento arranjado se transforma em amor. ❤️ Quando finalmente encontram a felicidade, um segredo do passado ameaça destruir tudo. Será que o amor deles sobreviverá à verdade? 🥀

Status
1mo ago
Chapters
14
Rating
n/a
Age Rating
13+

O Acordo

Seul estava coberta pelas luzes da noite quando Lee Soo-ah deixou o escritório do Lee Group.

Aos vinte e sete anos, ela já estava acostumada àquele tipo de ambiente. Reuniões intermináveis, executivos discutindo números e homens mais velhos tentando medir sua capacidade apenas por ser filha do presidente.

Soo-ah havia aprendido a não se importar, vestindo um elegante conjunto bege, ela caminhou pelo corredor carregando alguns documentos contra o peito. Seus passos eram tranquilos, mas seu rosto denunciava o cansaço.


Quando chegou ao elevador, o celular vibrou, era seu pai. Ela atendeu.

— Sim?

A voz de Lee Min-jae veio do outro lado.

— Venha para casa. Precisamos conversar.

Soo-ah franziu levemente a testa.

— Agora?

— Agora.

A ligação terminou. Ela ficou alguns segundos olhando para a tela, seu pai raramente dizia que precisava conversar. Normalmente, apenas mandava que alguém transmitisse suas ordens e aquilo não parecia bom.


A residência da família Lee estava silenciosa quando Soo-ah chegou, ela entrou na sala principal e encontrou os pais sentados diante de uma mesa baixa. Lee Min-jae estava sério e Han Mi-yeon parecia desconfortável. Soo-ah tirou o casaco e sentou-se diante deles.

— O que aconteceu?

Seu pai permaneceu em silêncio por alguns segundos, então colocou um documento sobre a mesa.

— O acordo entre o Lee Group e a Jung Corporation será anunciado em breve.

Soo-ah pegou o documento.

— O Projeto Aurora?

— Sim.

Ela conhecia o projeto. Seria um dos maiores empreendimentos do grupo nos últimos anos. Hotéis, residências de luxo e um enorme complexo comercial em Seul.

— Isso é uma boa notícia, ela levantou os olhos. Então por que estão com essa expressão?

Min-jae respirou fundo.

— Porque existe uma condição.

Soo-ah sentiu o estômago apertar.

— Que condição?

Dessa vez, foi sua mãe quem desviou o olhar, o pai respondeu:

— Você vai se casar.

O silêncio tomou conta da sala. Soo-ah piscou lentamente.

— Desculpe?

— Você ouviu.

Ela soltou uma pequena risada, sem humor.

— Isso é uma piada?

— Não.

— Com quem?

Min-jae sustentou o olhar da filha.

— Jung Sei-jun.

O nome não significava muito para Soo-ah. Ela sabia quem ele era, naturalmente. Todo mundo naquele círculo conhecia o herdeiro da Jung Corporation. Trinta anos, sucessor escolhido pelo próprio pai, reservado e extremamente competente Mas casar com ele?

— Não.

A resposta saiu imediatamente.

— Soo-ah...

— Não, mãe.

Ela se levantou.

— Eu não sou uma cláusula de contrato.

Min-jae permaneceu sentado.

— Você sabe que não é simples assim.

— Para mim é.

Ele finalmente ergueu a voz:

— Este casamento protege nossa família!

Soo-ah ficou imóvel, sua mãe baixou os olhos. Por alguns segundos, ninguém falou, então Min-jae continuou, mais calmo:

— Não estou pedindo que você ame esse homem, estou pedindo que cumpra seu dever.

Soo-ah apertou os dedos, dever, era sempre essa palavra. Desde criança, sua vida havia sido construída ao redor dela.

— E se eu recusar?

Seu pai respondeu sem hesitar:

— Então o acordo será cancelado.

Ela olhou para os dois, não era apenas um casamento, era uma escolha entre sua liberdade e tudo aquilo que sua família havia construído Soo-ah pegou o documento novamente.

— Quando eu preciso conhecê-lo?

— Amanhã.

Ela soltou o ar lentamente.

— Claro.

E saiu da sala.


Na mesma noite, do outro lado de Seul, Jung Sei-jun estava diante das janelas de seu escritório, o terno escuro ainda estava impecável depois de um dia inteiro de reuniões. Seu pai entrou sem bater.

— Sei-jun.

Ele se virou.

— Pai.

Jung Tae-wook colocou um documento sobre a mesa.

— O Projeto Aurora foi aprovado.

Sei-jun assentiu.

— Ótimo.

— Existe mais uma coisa.

Ele esperou.

— Você vai se casar.

Sei-jun ficou em silêncio.

— Com quem?

— Lee Soo-ah.

Pela primeira vez naquela noite, sua expressão mudou, pouco, mas mudou.

— A filha do Lee Group?

— Sim.

Sei-jun soltou uma breve respiração.

— E se eu disser não?

Seu pai o encarou.

— Você não vai dizer.

Sei-jun permaneceu em silêncio, ele conhecia aquele tom, não era uma proposta, era uma decisão. Depois de alguns segundos, pegou o documento.

— Quando?

— Amanhã.

Sei-jun abriu a pasta, uma fotografia de Soo-ah estava entre os documentos, ele observou o rosto dela por alguns instantes, não havia sorriso, não havia emoção, apenas curiosidade.

— Lee Soo-ah...

Fechou a pasta.

— Espero que ela seja mais razoável do que parece.


Na manhã seguinte, dois carros deixariam duas das famílias mais poderosas de Seul em direção ao mesmo lugar.

Duas pessoas que nunca haviam escolhido uma à outra estavam prestes a descobrir que seus destinos haviam sido decididos muito antes de se conhecerem.

E nenhum dos dois fazia ideia de que aquele encontro mudaria suas vidas,, por que, às vezes, o amor não começa com um encontro, começa com uma obrigação.

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