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O Presente Perfeito // 18+

Summary

"Há amores que desafiam toda lógica, toda convenção, todo medo. E são exatamente esses que valem a pena." Oneshot +18 Baseada no casal Victoria e Fernando da novela mexicana Sortilégio

Status
7d ago
Chapters
2
Rating
n/a
Age Rating
18+

O Presente Perfeito (parte 1)

A noite estava abafada. Dentro da suíte principal da mansão Lombardo, o calor era outro. Era o calor de dois corpos que se desejavam há horas. Fernando fechou a porta com força. Deixou para trás o barulho da festa, as conversas vazias e o tilintar das taças de cristal. Puxou a gravata com um movimento irritado e jogou no chão. Seus olhos não saíam de Victoria. Ela caminhava até a varanda só para fechar as cortinas pesadas. O quarto ficou isolado. Só eles dois.

— Finalmente sozinhos – murmurou Fernando. A voz saiu mais grave, mais baixa.

Victoria se virou. A luz dos abajures batia na pele dela, deixando um tom dourado. O vestido de seda vermelho deslizava pelo corpo como se fosse líquido. As alças eram finas demais. Um puxão leve e ele cairia. Ela não falou nada. Apenas caminhou até ele com passos lentos, seguros. Parou quase colada no peito dele. Fernando sentiu o calor que vinha dela e o perfume floral que sempre o desarmava.

As mãos de Victoria subiram pelo peito dele. Desabotoaram a camisa de linho com uma lentidão cruel. Os dedos roçavam a pele quente, provocando arrepios que ele não tentava esconder. Quando a camisa caiu no chão, Fernando a puxou pela cintura. Colou os corpos sem deixar espaço. A rigidez dos músculos dele encontrou a maciez das curvas dela. Ele soltou um suspiro pesado contra o pescoço dela.

— Você passou a noite inteira me provocando, Victoria – sibilou, mordiscando o lóbulo da orelha dela. Uma das mãos desceu pelas costas, pressionando-a contra a ereção já dura e pulsante dentro da calça. — Aquele olhar no brinde… o jeito que você se encostou em mim na frente de todo mundo…

— Eu queria que você soubesse o que te esperava – respondeu ela, a voz embargada. A respiração falhou quando a mão dele subiu por baixo da seda, explorando a parte interna das coxas. — Eu queria que você contasse os minutos para estarmos assim.

Fernando a beijou com fome. Línguas e dentes se encontraram com a urgência de anos de desejo. O ar do quarto ficou mais denso. Ele a ergueu com facilidade. Victoria entrelaçou as pernas na cintura dele e sentiu o volume rígido entre as coxas. Fernando deslizou as alças do vestido para baixo. A seda escorreu centímetro por centímetro, serpenteando pelo corpo dela até se amontoar aos pés. Ele a levou até a cama e a deitou sobre os lençóis escuros.

A luz da lua esculpia as curvas agora descobertas. Fernando se posicionou entre as pernas dela. As mãos grandes mapearam cada centímetro de pele. Quando a boca encontrou os seios, Victoria arqueou as costas e enterrou as unhas nos ombros dele. Um gemido baixo encheu o quarto. Ele desceu mais. A língua e os dedos encontraram o centro úmido e latejante dela. Victoria já estava completamente molhada, pronta.

— Fernando, por favor… – implorou, o corpo tremendo.

Ele a penetrou de uma vez, fundo. Victoria fechou os olhos e mordeu o lábio para não gritar. O ritmo foi intenso desde o começo. Pele contra pele, suor começando a brilhar, respirações curtas. Fernando a possuía com força e necessidade. Ela o envolvia com as pernas, puxando-o mais para dentro, querendo tudo.

O som dos corpos se chocando e os sussurros de luxúria eram a única trilha. Victoria sentia o prazer subir como uma maré. As paredes internas apertavam o pau dele em espasmos. Quando o orgasmo veio, foi uma explosão. Ela gritou o nome dele enquanto se contraía com força ao redor do membro. Fernando deu as últimas estocadas profundas e gozou dentro dela, gemendo contra o pescoço dela enquanto o mundo sumia por alguns segundos.

Ficaram entrelaçados por um tempo longo. As respirações voltaram aos poucos. Fernando beijou a testa dela, ainda sentindo os tremores leves do corpo de Victoria.

— Feliz aniversário, meu amor – sussurrou ela, a voz carregada de satisfação.

— Com você, Victoria – respondeu ele — Todos os dias são o melhor presente da minha vida.

A madrugada parecia parada só para eles. O suor brilhava na pele de Fernando. Ele se sustentava sobre os cotovelos, olhando para ela como se fosse a primeira e a última mulher do mundo. A mão pesada e quente desceu pela barriga dela. Os músculos se contraíram sob o toque.

— Você me tira totalmente o juízo, Victoria. Toda vez que acho que já conheço cada reação sua, você me surpreende com um gemido novo, um jeito diferente de me apertar.

Victoria sorriu. Um sorriso de luxúria segura. Não se cobriu. Esticou os braços acima da cabeça, deixando os seios se erguerem, desafiando o controle dele.

— É porque você me desperta coisas que eu nem sabia que existiam. Com você eu não sou a matriarca dos Lombardo. Não sou a mulher que todos respeitam. Sou só sua.

Ele não resistiu. Voltou a beijá-la, agora com uma fome mais lenta e profunda. A boca desceu pelo pescoço e pelo colo, deixando um rastro molhado. A língua macia e quente brincou com um mamilo enquanto os dedos trabalhavam o outro. Depois desceu pelo abdômen, até as coxas. Abriu as pernas dela com autoridade e chupou a intimidade com vontade, imobilizando as coxas com as mãos. A língua contornou toda a abertura molhada, lambendo e sugando o clitóris inchado. Victoria agarrava os lençóis de seda com tanta força que os dedos ficaram brancos. Gemidos roucos saíam dela. Chamava o nome dele entre dentes, sentindo-se desmanchar.

Quando ela achou que não aguentaria mais a tortura deliciosa, Fernando subiu. A ereção dura pressionava o centro dela. Uma mão voltou entre as pernas, estimulando o clitóris enquanto os dedos entravam e saíam. Victoria rebolava os quadris freneticamente, intensificando a penetração dos dedos. Mordeu o lóbulo da orelha dele, reprimindo gritos.

— Você não sabe o quanto eu desejei te ter assim – sussurrou ele no ouvido dela.

A declaração a incitou ainda mais. Um fogo abrasador se alastrou. Victoria o beijou com fome, chupando a língua dele, e gozou violentamente, gritando o nome dele. O corpo ainda tremia com o orgasmo quando Fernando a olhou com intensidade. O desejo dele estava no limite.

Victoria sentiu a glande roçar no se ponto de prazer inchado. Ele não entrou. Esfregava o pau duro nela, de um lado para o outro, sem penetrar. Apoiado nas mãos ao lado do torso dela, friccionava com força. Victoria o abraçou, encarando-o. A respiração dele ficou descompassada. O movimento na região ainda sensível fez ela gozar de novo, rápido e intenso, como continuação do primeiro.

Os olhos se encontraram. O olhar dela era ardente. Fernando estava hipnotizado. Só então ele entrou devagar, preenchendo-a centímetro por centímetro, deliciando-se com o aperto quente e molhado. Victoria envolveu a cintura dele com as pernas e puxou para que fosse ainda mais fundo. Os gemidos ecoavam pelo quarto. O aniversário dele se transformava em um ritual de posse e entrega absoluta.

Eles se moviam em sincronia perfeita, como se os corpos tivessem sido feitos um para o outro. A cada estocada Fernando sussurrava palavras quentes no ouvido dela. Victoria respondia com unhadas leves nas costas, instigando-o a perder o controle.

— Eu fico louca quando você me toca assim, sabia? – sussurrou ela, erguendo as pernas e prendendo-o. Chupou o lóbulo da orelha dele. — Adoro quando você me marca com a boca, com as mãos… – A frase se quebrou em um gemido estrangulado quando os dedos dele cravaram nas ancas. — Eu sou sua, Fernando. E você é meu… todo meu!

Os lábios se encontraram de novo. O beijo abafou gemidos e murmúrios. As línguas se entrelaçaram molhadas. Os músculos vaginais apertaram o pau dele com mais força. Os quadris batiam no mesmo ritmo. Ela gemia sem qualquer pudor.

O clímax veio como um incêndio. Victoria arqueou o corpo. Os espasmos percorreram cada nervo. Fernando sentiu o orgasmo dela escorrer, lubrificando ainda mais, e gozou de novo dentro dela, fundo, perdendo-se nela com intensidade que parecia fundir as almas. Quando o silêncio voltou, restou só o calor de dois corpos exaustos e a certeza de que, naquela mansão, não havia presente maior do que a paixão indomável que os unia.

— Eu te amo, te amo, te amo… – sussurrou ele no ouvido dela no momento em que o corpo exausto desabou sobre o dela. O coração batia acelerado.

— Também te amo. E simplesmente adoro todas as formas que você tem de me dar prazer – confessou ela entre suspiros, enquanto os lábios dele subiam pelo pescoço.

Fernando grunhiu e arrebatou a boca dela em um beijo molhado e faminto. Ela se agarrou a ele com pernas, braços e mãos. Os corpos estavam tão unidos que era impossível saber onde um terminava e o outro começava.

— Obrigado, meu amor. Por ser exatamente o que eu preciso.

O tempo parecia uma ilusão dentro daquelas quatro paredes. Fernando ainda sentia a eletricidade da última entrega. Não deixou o silêncio se instalar por muito tempo. Deslizou o corpo para baixo. A mão grande e possessiva voltou a subir pela parte interna da coxa dela, encontrando a pele ainda sensível e quente.

Victoria soltou um riso rouco, mistura de exaustão e deleite, quando a barba por fazer dele roçou o ventre.

— Fernando… você não se cansa? – sussurrou, embora as mãos já estivessem enterradas nos cabelos dele, puxando-o para mais perto.

— Não quando o banquete é você – respondeu ele, a voz vibrando contra a pele dela.

Desta vez ele queria saborear cada reação. Virou Victoria de costas e a puxou para que ficasse de joelhos sobre os lençóis bagunçados. A visão dela naquela posição, vulnerável e ao mesmo tempo poderosa, fez o sangue dele ferver. Posicionou-se atrás dela. Sentiu o calor que emanava da intimidade ainda molhada e inchada.

As mãos encontraram os quadris dela e os prenderam com firmeza. Entrou com um impulso único e profundo. Victoria soltou um grito abafado que ecoou pelo quarto. A nova posição permitia uma profundidade que os deixou sem fôlego. Ela apoiou os cotovelos no colchão, a cabeça pendida, enquanto Fernando estabelecia um ritmo vigoroso e constante.

Cada vez que o corpo dele batia contra o dela, o som seco da paixão preenchia o ambiente, misturado aos sussurros desconexos que ela soltava.

— Mais… Fernando, assim… por favor – pedia ela, sentindo-se preenchida por completo. Cada terminação nervosa disparava em resposta ao domínio dele.

Fernando estava no limite. Levou as mãos aos cabelos longos dela e puxou levemente para trás, expondo o pescoço. Depositou beijos e mordidas carregadas de desejo. A fricção era intensa. Um fogo que consumia qualquer vestígio de cansaço. Sentia Victoria se apertar ao redor dele. Os músculos dela se contraíam em ondas frenéticas que anunciavam o ápice.

Ele acelerou. As estocadas ficaram curtas e urgentes. O suor tornava os corpos um só, lubrificados pelo desejo. Victoria sentiu o mundo girar e explodir em cores atrás das pálpebras fechadas. Um prazer intenso a atingiu. Ela desabou nos travesseiros enquanto Fernando, com um último esforço possessivo, atingia o próprio clímax. O corpo inteiro retesou antes de relaxar sobre ela.

Ficaram ofegantes, os corações batendo no mesmo ritmo errático. Fernando se deitou ao lado dela e a puxou para o peito. Os dedos traçavam desenhos invisíveis nos braços dela.

— Eu poderia passar o resto da vida celebrando meu aniversário assim – murmurou, a voz carregada de satisfação absoluta.

Victoria, com os olhos pesados de sono e prazer, apenas sorriu e beijou o peito dele. Sentia-se a mulher mais desejada e completa do mundo sob o teto daquela mansão.

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