Calor Corrompido

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Resumo

Avalyn tem uma vida boa. Um bom marido. As coisas são normais e ela está perfeitamente satisfeita com sua vida cotidiana e feliz. Isto é, até que tudo explode em sua cara. Quando Avalyn descobre que seu marido está tendo um caso, seu pensamento imediato é que ela precisa salvar seu casamento. Então, ela começa a tentar despertar o interesse do marido. Ela o convida para sair e acaba esperando, esperando por um homem que não aparece. Mas, durante todo esse tempo, há outro homem observando-a. Outro homem que aparece. O nome dele é Jasper, e ele é uma distração bem-vinda para o fracasso do casamento de Avalyn. E assim eles começam um tórrido caso de amor, cheio de experiências sexuais que são totalmente diferentes para Avalyn. Diferentes, mas muito boas. Mas acontece que o marido de Avalyn não está pronto para deixá-la ir. E ele não é o homem que ela pensava que ele fosse. Ele tem segredos terríveis fervilhando sob a superfície... segredos que chocam Avalyn até o âmago. Neste cativante e amoroso romance erótico, o leitor recebe dois finais diferentes para escolher. O final será feliz ou devastador? Você decide. Este livro contém BDSM.

Status
Completo
Capítulos
49
Classificação
4.8 9 avaliações
Classificação Etária
18+

Lonely Night

Atenção: Este livro só estará disponível para leitura gratuita até 30/04/2023.

Colocando seus sapatos, os olhos de Avalyn se cruzam com o espelho; um leve sorriso surge em seu rosto. Ela está se esforçando esta noite, esperando que ele a note e perceba que ela está ali. Ela tira uma foto de si mesma, analisa a imagem e então envia a mensagem. A comida na mesa chama sua atenção.

Ele deve chegar a qualquer momento. Ela sorri enquanto pensa nisso. Alguns momentos passam em silêncio antes que seu telefone apite em resposta. A mão de Avalyn se estende, seu coração já pesado, sabendo que é o som de mais uma rejeição. Seus olhos estão fixos no telefone, seu coração se partindo enquanto ela lê a mensagem.

“Desculpe, trabalhando até tarde. Tem um problema aqui que precisa ser resolvido. Te vejo de manhã, bjo.”

Ela fica sentada encarando o telefone, as lágrimas ameaçando inundar seus olhos enquanto começam a transbordar; seu coração se partindo novamente. Isso não é nenhuma novidade. Ela se levanta e caminha até o espelho. Ela pisca para afastar as lágrimas e deixa seus olhos vagarem por seu corpo esbelto, observando suas qualidades admiráveis. Seu sorriso desaparece ao notar rapidamente suas imperfeições. É por isso que ele não corre mais para casa?

Seus cabelos ruivos caem delicadamente pelas suas costas. Seus

olhos combinam perfeitamente com o tom de seu cabelo, e as sardas em suas bochechas estão mais vivas hoje por causa do sol. Ela dá uma espiada na mesa. Será que ela entendeu errado? Talvez ela precise se levantar e fazer alguma coisa. Ela precisa ir até ele e mostrar o que ele está perdendo.

Enquanto caminha para a cozinha, ela começa a guardar a comida. Sua empolgação borbulha enquanto ela faz isso. Não é frequente que ela vá ao trabalho dele. Ela não vai lá há mais de dois anos. Ela não gosta de invadir o espaço pessoal dele. Na última vez que foi, ela ficou lá feito uma barata tonta enquanto ele entrava e saía de diferentes salas.

Talvez seja melhor levar o jantar ao escritório dele no meu aniversário do que nós dois comermos sozinhos.

Enquanto dirige, sua mente lhe diz o quão fantástica é sua ideia. Ela entra no prédio onde ele trabalha e sobe até o andar onde fica o escritório dele. Quando chega lá, olha ao redor confusa.

“Posso ajudar?” Ela encara uma jovem com pastas nas mãos. “Você está procurando o Sr. Coldwell?”

Avalyn balança a cabeça e sorri para ela: “Sim, ele está em uma reunião?” Ela olha ao redor; o lugar está quase vazio.

“Não, ele saiu para jantar agora pouco. A Srta. Keegan está com ele.” Avalyn acena. Sem dúvida um jantar de negócios.

“Pode me dizer onde ele foi, por favor? Srta. Keegan… secretária dele, certo? Imagino que seja uma reunião de negócios?” A mulher balança a cabeça levemente.

“Não, uma reunião pessoal. Ele e a Srta. Keegan estão celebrando o noivado deles. Quer que eu procure o restaurante para onde foram?” Avalyn sente seus olhos se arregalarem enquanto encara a mulher em choque. Isso tem que ser um erro…

“Por favor, sim. Eu sou irmã dele.” O que mais ela poderia dizer? Que é esposa dele? Ela observa a mulher sair e voltar com um pedaço de papel e o endereço.

“Foi um prazer conhecê-la. Espero que consiga encontrá-lo antes que vão para casa.”

Avalyn pega o papel e sai. Ela conhece o restaurante. É novo e abriu há apenas um mês. Ela pediu para ir lá hoje à noite no seu aniversário, mas ele deu a desculpa de que estava trabalhando e não queria desperdiçar uma mesa se não terminasse a tempo.

Ela chega às belas portas de vidro do restaurante, mal se lembrando da caminhada até lá. Ela abre uma porta pesada, seus olhos percorrendo o local. É lindo, um restaurante incrivelmente lindo.

“Olá, posso ajudar, senhorita?” Avalyn olha para o maître.

“Estou procurando alguém… meu marido. Disseram-me que ele estaria aqui.”

Ele acena e olha para ela enquanto ela espera: “Pode me dizer o nome dele e se ele sabe que você está aqui?” Ele vai até o livro e dá uma olhada.

“O nome dele é Darren Coldwell. Ele não sabe que estou aqui, não, mas isso importa?”

O jovem acena: “Sinto muito, não podemos deixar você passar sem uma reserva ou sem que a mesa saiba que você está vindo. Se enviar uma mensagem ao seu marido, ele pode confirmar e então poderemos acomodá-la.”

“Ok. Bem, vou sentar no bar, tomar um drink e esperar até que ele termine.” Ela quer saber se pode vê-lo.

“Desculpe, senhorita, mas o bar é apenas para quem tem reserva. Não operamos como um restaurante ou bar comum. Oferecemos privacidade total aos clientes. Se quer esperar, dê a volta na esquina. Tem um bar ali que vai deixá-la esperar.” Acenando, Avalyn sai.

Caminhando ao lado do prédio, ela atravessa a rua. Ela olha para o prédio confusa. No térreo não há nada além de um elevador e banheiros. Ela entra e pega o elevador. Seu dedo pressiona o botão e ela espera enquanto ele sobe um andar. Ao sair, ela sorri. É charmoso e claramente mais um hotel do que um bar.

Ela vai até o bar e pede uma bebida antes de ir para a janela. Ela encontra um lugar para sentar e olha para a rua. Seus olhos vasculham as janelas do restaurante para ver se consegue encontrar Darren, mas ela não consegue.

Dez minutos passam enquanto ela termina sua bebida. Pedindo outra, ela volta para seu assento e continua observando. Ela dá uma olhada no celular. Pegando-o, ela tenta enviar uma mensagem para ele novamente, vendo se desta vez ele dirá que está trabalhando ou apenas ocupado.

“Senhorita?” Uma voz masculina a chama. Avalyn se vira e olha para o homem confusa. “Posso te trazer uma bebida?” Ele abre um sorriso para ela.

Ela balança a cabeça: “Estou esperando alguém, mas obrigada.”

Ele acena e vai embora. Se ela não fosse casada, teria aceitado a chance.

Cinco minutos depois, ela vê Darren saindo do restaurante, com o braço de Karen envolto no dele enquanto caminham pela rua. Eles param por um momento e se beijam. Srta. Keegan… Karen… é secretária dele, mas aparentemente, há mais do que isso. Avalyn sente as lágrimas encherem seus olhos e ela caminha em direção ao bar, pedindo outra bebida.

“Você está bem?” O barman olha para ela.

Ela acena, sorrindo levemente: “Estou bem, obrigada.” Ela volta a sentar perto da janela. Ela percebe seus olhos focados onde eles estavam se beijando; o lugar agora vazio. Ela vira sua bebida rapidamente e dirige para casa.

Entrando em uma casa vazia, ela vai para o quarto e sobe na cama, sem se preocupar em trocar de roupa. Sua mente está exausta, mas ela não pode desistir. Ela não vai. Pensamentos sem fim correm pela sua cabeça tentando encontrar uma maneira de tê-lo de volta.

Ir àquele bar todas as quartas e sextas à noite. Convidar Darren e sugerir que se encontrem lá para um drink rápido, para ver se ele aparece ou dá uma desculpa. O prédio do escritório e o restaurante são visíveis daquela janela.

Com esse pensamento, ela acaba adormecendo.

Os próximos dias são passados aperfeiçoando seu plano enquanto está no trabalho. A quarta-feira chega e seu plano é impecável. Embora Karen seja mais jovem que ela, Darren a amou durante todo o casamento deles. Ele apenas precisa ser lembrado do amor que um dia tiveram.

Se arrumando, ela tira uma foto. Ela sorri enviando para ele, junto com uma mensagem explicando que estará sentada no bar com um quarto reservado no hotel. Ela termina de se arrumar e sai pela porta.

Ela passa o caminho dirigindo rememorando o passado até parar em frente ao prédio. Ela estaciona rapidamente e gasta alguns minutos verificando sua aparência.

“Perfeito.” Ela sorri e entra decidida no bar.

O barman logo a nota e abre um sorriso,

“De volta, senhorita?”

“Estou. Pode me trazer o de sempre?”

Ele acena, preparando habilmente uma bebida para ela. Ao entregar, ele nota como ela está bonita esta noite. Seus olhos percorrem seu corpo.

“Imagino que você tenha um encontro?” ele pergunta.

“Tenho. Vou ficar no meu lugar de sempre.” Ela atravessa a sala e se senta. Ela contou a Darren sobre seu plano esta manhã. Ele concordou em encontrá-la aqui, então agora ela precisa esperar e ver se ele aparece ou envia uma mensagem em uma hora com uma desculpa. Ela toma o último gole da bebida. Pede outra e volta rapidamente para seu lugar, com os olhos fixos no prédio de escritórios e no restaurante. Ela checa o telefone; ele ainda não enviou mensagem dizendo que não pode vir.

Mais dez minutos passam enquanto ela encara os dois prédios.

“Senhorita?” Uma voz grave ecoa.

Ela se vira para encontrar o homem que falou com ela na outra noite.

“Estou bem, obrigada. Esperando alguém.” Acenando, ele vai embora. Ela nem quer dar a ele a chance de oferecer uma bebida desta vez. Seus olhos mudam para o telefone ao ver uma ligação chegando de Darren. Ela atende apressadamente e espia pela janela.

“Oi Darren, você está quase chegando?” Ela sabe que ele não está. Por que ele estaria? Ela procura por ele, esperando estar errada.

“Não vai dar, desculpe. Sexta-feira com certeza. Preciso resolver esse problema. Chegarei tarde em casa. Te vejo de manhã.” Ele desliga sem se despedir. Seus olhos permanecem fixos no prédio.

Vinte minutos depois, ela o vê saindo com Karen. Sua cabeça se abaixa. Avalyn se levanta e caminha até o bar. Ela senta em um banco e pede uma bebida. Ela decide ficar ali; não há mais necessidade de sentar na janela.

“Sem encontro?”

Ela olha para o barman balançando a cabeça: “Não. Aparentemente, um problema no trabalho. Vou tomar mais um e depois vou embora.” Ele acena e entrega a bebida. Ela mantém os olhos no copo enquanto bebe devagar antes de ir para casa novamente.

Ela vai direto para a cama. Enquanto se deita, ela move os olhos pelas paredes do quarto. Ele quase nunca está em casa. A Karen sabe? Ela sabe que ele é casado? A fadiga toma conta de seu corpo e Avalyn lentamente adormece.

Ela acorda assustada ouvindo a cama ranger. Ela esfrega os olhos olhando para o relógio. São quase 4 da manhã.

Como ele pode achar que dizer que está trabalhando até às 4 da manhã é uma boa desculpa? Sua mente ri dela mesma. É porque ela não questiona. Se não tivesse ido ao trabalho dele e descoberto sobre Karen, ela ainda estaria sentada em casa acreditando nele. Seus olhos permanecem fixos no relógio enquanto ela o ouve adormecendo ao lado dela. Sua mente considera por que ele ainda está com ela. Será que ele está apenas usando a Karen? ela pensou. Ele não pode se casar com ela, não até que eles estejam divorciados. Ele não mencionou ir embora, muito menos que eles vão se divorciar, então talvez ela seja apenas uma diversão? Se ela não é nada além de diversão, certamente ela pode tê-lo de volta? Ter o marido que tinha no início, o marido que ele era até o ano passado. Ela não dorme, sua mente permanece desperta pelo resto da noite até que ela sente ele se movendo.

Ela se vira para encará-lo e sorri. Ela envolve o corpo dele com seus braços pequenos enquanto seus lábios pressionam suavemente os dele. O corpo dele se afasta.

“Não tenho tempo e estou exausto de tanto trabalhar até tarde.” Ele sai da cama antes de caminhar para o chuveiro. Ela suspira pesadamente assim que a porta fecha. Sua mente corre com as ações dele.

Avalyn senta-se ao som do chuveiro sendo desligado. Ela observa enquanto ele sai do banheiro e começa a se vestir. Ela espera que ele termine antes de caminhar até o banheiro e tomar seu banho.

Ela desce as escadas e entra na cozinha. Ela começa a preparar o café da manhã e não muito tempo depois, Darren desce e pega uma xícara de café. Ele passa por ela sem olhar em sua direção e se senta.

Avalyn se vira para olhá-lo: “Você vem para casa hoje à noite, certo?” Parece que ele está escapando entre seus dedos cada vez mais. Costumava ser uma noite por semana que ele não ia para casa. Aos poucos, aquela noite virou todas as noites.

“Não, o problema não foi resolvido, então provavelmente chegarei tarde hoje à noite. Talvez até fique lá até que seja resolvido. Sexta-feira, porém, querida, eu prometo.” Ele a beija e sai antes que a comida esteja pronta.

Avalyn decide cozinhar para si mesma. Ela dá uma mordida na comida tentando pensar em um plano. Tem que haver uma maneira de trazê-lo para casa; uma maneira de fazê-lo querer voltar para casa e não ficar a noite toda com Karen. Ela encontrará um jeito.

Enquanto reflete, uma ideia finalmente lhe ocorre. Vou comprar uma roupa nova para impressioná-lo. Ela fica tonta de alegria enquanto imagina a reação dele.

Depois de muitas horas gastas procurando o vestido e a lingerie perfeitos, um sorriso largo toma conta de seu rosto. Ela encontra a roupa perfeita. Ela não vai usá-la ainda. Ela vai esperar duas semanas; duas semanas até o aniversário de casamento deles. Duas semanas e ela usará as peças que comprou e ele voltará a amá-la.

Ela vai para casa, feliz com sua compra e garante pendurar as roupas onde ele possa vê-las. Ela se pergunta se ele perguntará sobre elas. Ela guarda a lingerie nova antes de começar seu trabalho. O dia é gasto tentando se concentrar, enquanto sua mente vaga para o que Darren poderia estar fazendo. A noite cai e ela vai para a cama. Ela adormece; ele não volta para casa.